22.12.07

Quem me conhece no Orkut entenderá

No começo desta noite, indo ao mercado comprar umas cervejinhas – afinal, sexta-feira é o dia oficial dela(s) e ninguém, muito menos eu, é de ferro – passo por um senhor de meia idade, o qual desconhecia completamente, e este cumprimenta-me alegremente: "Boa noite!"

Pego assim, de surpresa, respondo ao cumprimento e, sem cessar meus passos, prossigo rumo ao mercado. "Deve ser só um pedinte" – penso, sem dar muita importância ao fato. Não ouço-o implorando por minha atenção – ou praguejando pela falta da mesma – e continuo caminhando, pensando em como a mendicância está presente em todos os lugares, até mesmo em um bairro humilde como este onde estou residindo atualmente.

Compro minhas latinhas e pego o caminho de volta, o mesmo pelo qual havia ido. No local onde minutos antes havia sido cumprimentado por aquele desconhecido, lá estava ele, ainda no mesmo lugar, sentado em um degrau, a observar os transeuntes.

E não é que, ao passar por ele novamente, sou sorridentemente recebido? E nesse momento concluí que aquele cidadão não era um pedinte. Do contrário teria feito cara feia para mim, ao "impiedoso que não havia dado a mínima sequer para um necessitado". Não, não era um réles mendigo. Tampouco um marginal a espreita de um incauto. Ou teria eu sido confundido com outra pessoa, esta sim, amiga dele? Pouquíssimo provável, ainda mais aqui, onde é tão difícil encontrar alguém de minha etnia andando nas ruas, tanto quanto improvável é encontrar um político no plenário da Câmara numa sexta-feira à tarde em véspera de feriado prolongado...
E então notei nele uma ligeira semelhança com o Mendonça, personagem do humorístico global "A grande família".

Foi então que percebi: Aquele primeiro 'boa noite' havia sido idêntico – em tom e apreço – ao que o Mendonça teria dito ao Lineu, só faltando o indefectível complemento 'Lineuzinho!'


Concluindo: Acho que estou encarnando tanto o Lineu que até um "Mendonça-genérico" surgiu em minha vida. Ou, no mínimo, no meio de minha caminhada por estas estreitas calçadas de Jardim Piedade...

17.12.07

Eu e minha "doença"

De segunda à sexta, das 8 às 17:30h e aos sábados das 8 ao meio-dia. É nessa faixa horária que
trabalho. E por que estou começando um texto informando/dizendo isso? Porque é justamente sobre um pequeno detalhe inserido dentro desse contexto que pretendo dissertar.

Desde que comecei neste emprego atual fiquei incomodado com o tal detalhezinho. Ele estava – aliás, ainda está, em muitos lugares lá dentro – exposto desde a entrada do local, até o showroom, recepção, oficina... e em desde grandes banners a discretos avisos e painéis internos. É a abreviação das horas: "HS".

Tão difundido estava, que há anos ninguém notava. Ou se notava, acabava resignando-se. Ou achando que fosse uma "variante extra-oficial" (como começo a achar que de fato seja, por sinal...) e acatando-a, passivamente. E passei quase dois meses tentando não olhar para aquela(s) coisa(s), tentando convencer-me de que ninguém daria a mínima para um erro de português desses, até que não suportando mais – e concluindo que eu nada teria a perder se me manifestasse a respeito – fui ao gerente e... desabafei, acho que é a expressão mais adequada.

Disse-lhe que era uma coisa aparentemente irrelevante, mas que muito me chamava a atenção e que poderia causar uma má impressão aos clientes mais observadores. E fui bem acolhido em minha iniciativa; ele concordou com minhas ponderações e ordenou que alguém corrigisse os erros espalhados pela firma toda. Ou pelo menos das mais visíveis à clientela. Dei-me por satisfeito.

Mas só por uma semana. Na qual nada vi ser reparado. E foi então que resolvi pedir autorização do setor responsável para eu mesmo corrigir algumas das "hs". Me foi permitido. E imediatamente saí arrancando alguns "S's" adesivos colocados em paredes de vidro. Vocês não devem ter dimensão do prazer que isso me deu.

Muitos olhavam-me com estranheza, ali, cutucando com a unha o adesivo. Uma ou duas pessoas
concordaram comigo, que aquela abreviação estava errada mesmo. Mas a maioria deve ter me achado um sujeito esquisito e só. Mas não me importei com isso. A mim era indiferente o reconhecimento ou a zombaria, queria apenas corrigir algo que, ao menos a meu ver, passava uma imagem pouco letrada ao público.

Afinal, um cliente que vai a uma concessionária Toyota não é nenhum zé ruela, nenhum pé-rapado que mal tem o primário; muitos são, no mínimo, formados em alguma carreira de porte. Isso quando não bacharéis. E eram recebidos com "hs".

Não pude, infelizmente, exterminar todas (essas abreviações incorretas) que lá existem, mas pelo menos consegui acabar com algumas, o que deve render um "contrapeso". Acho.

E pra terminar: Alguns dias depois deste meu ato (corajoso? desnecessário? ridículo? quem saberá dizer...) estive em uma restaurante num shopping da cidade, o Boa Vista. Localizado no bairro de mesmo nome e que considero de nível – não é nenhuma periferia, como bem sabem os recifenses, – não é que tive o desprazer de sentar-me diante de um vistoso cartaz onde lia-se, em nítidas e bem impressas letras: "Rodízio de pizza de tal à tal hs" ?

Nunca me senti tão Dom Quixote em minha vida, acho! Do contrário, como definir esta minha quixotesca batalha contra os erros e/ou vícios de linguagem e língüa?

(: P

10.12.07

De volta

Não sei se é normal ou um caso pessoal, mas sempre que paro de escrever... o retorno à atividade é, senão trabalhoso, lento. É como um carro que fica sem partida e precisa ser empurrado para pegar no tranco. Assuntos a serem abordados há, inclusive. O que falta é aquela iniciativa de me sentar aqui e afirmar a mim mesmo, e com convicção: "Vou começar a escrever agora e só me levantarei daqui quando terminar o texto!"

A verdade é que perco o ritmo. A vontade de escrever, de expressar meus simplórios pensamentos, jamais. Isso aliado à expectativa de minha minúscula – porém seleta e apreciada – platéia trouxe-me, enfim, de volta a este cantinho para dissertar, para divagar, para "besteirar"...

Mas, antes de mais nada, acho que cabe um pequeno aparte informativo, ao melhor estilo "meu querido diário": A maior razão deste meu sumiço do mundo internético. Abreviando ao máximo este assunto maçante, digo-vos que fui vítima da minha quase-dependência por este mundinho virtual. E deu no que deu: Como meu acesso é discado, minha conta de telefone veio astronômica. E "rebolei" para conseguí-la pagar. No entanto, – e seguindo a linha da gíria colocada – como sou mau dançarino, culminou com um atraso no pagamento e inevitável suspensão dos serviços.

Resumo da ópera: Fiquei sem telefone por uns dias. Mas foi bom pra eu aprender a me controlar. Pelo menos enquanto eu for submisso a este impiedoso "taxímetro" telefônico.

Enfim, gostaria de agradecer aos – poucos, mas bons; não canso de dizer – leitores que mantiveram a esperança de encontrar novidades neste humilde blog durante este inesperado vácuo e, de quebra, minha audiência. Porque... já devo ter dito isto antes, já fui um dos que tentaram "escrever para o próprio umbigo", declarando-me auto-suficiente como escrevinhador e leitor ao mesmo tempo. Pura hipocrisia! Ou que atire a primeira pedra o blogueiro que é capaz de afirmar que prefere não receber comentário algum, quer seja positivo ou negativo, condizente ou não, correlacionado ou não.

Fosse para escrever para ninguém, não daria no mesmo se escrevessemos em uma folha de papel e a guardássemos numa gaveta? Ou ainda, que as palavras sequer saíssem do pensamento? Pois bem. Escrevemos aqui para interagir. Para receber elogios, críticas – por que não? – para trocarmos informações, experiências de vida, impressões pessoais, para aprender e crescer como seres humanos!

Bom, e chega de blablabla que há coisas melhores (talvez) sobre o que escrever.

: )

1.11.07

Inativo


Devido a falta de tempo e também a fim de reduzir minha conta telefônica este blog ficará temporariamente sem atualizações. (E eu também vou acessar menos a internet)

Abraços!

27.10.07

Pequenez da visão de mercado de alguns

Como alguns sabem, atualmente estou trabalhando em uma concessionária de carros, como mecânico. Há poucos dias de completar meu primeiro mês lá dentro, já tive duas provas de porque campeãs mundiais em seus ramos de atuação – ou pelo menos de uma delas, a marca que aqui representamos, a Toyota, maior montadora de veículos do Japão e, dizem alguns, a maior vendedora destes em todo o mundo, inclusive nos EUA – não apresentam igual desempenho aqui no Brasil.

Como os problemas são técnicos para os que não lidam com carros e isso pode ser completamente desinteressante, vou tentar abreviar estas partes, ok? Mas antes, um pequeno prefácio: Como uma de minhas funções iniciais lá comecei fazendo revisão de zero quilômetros para entrega. Coisa simples, verificar se o carro não está danificado, se não lhe falta nenhum componente, se não há vazamentos no motor, se seus acessórios essenciais estão instalados e funcionando perfeitamente, essas coisas.

1º CASO: Pois aconteceu de eu encontrar um que estava com uma peça (terminal de bateria) contaminada com zinabre (para que o leigo entenda, imagine algo parecido com ferrugem). Imediatamente parei a inspeção e fui consultar os superiores. E fui orientado a pedir a opinião de um dos colegas de oficina, mais experiente, quanto ao que fazer a respeito. A meu ver, não haveria outra solução senão a substituição da tal peça, mas para minha surpresa e decepção, tive que seguir a recomendação recebida: Apenas limpar o zinabre.

Não obstante eu retrucar que esse tipo de corrosão não era – e não é, nunca é – tão superficial assim e que, por mais limpa que a peça ficasse, restariam sinais visíveis e a durabilidade ficaria comprometida, a resposta permaneceu: "Não troca, só limpa." e com um adendo ao meu segundo argumento "Quando der problema, a gente troca, em garantia".


2º CASO: Reincidente, inclusive; um discreto detalhe no funcionamento do seletor de fluxo de ar (onde você direciona a ventilação interna para o rosto, ou para os pés, etc): Uma das posições não parava onde deveria; algo assim como se fossemos acertar um relógio de ponteiros em meio-dia e ele insistisse em marcar meio-dia e 2 minutos.
Comentando o fato com um dos companheiros de serviço, este respondeu-me, com um certo ar de superioridade, que ele já havia visto vários carros assim e que "aquilo era absolutamente normal, era característico do carro novo de fábrica".

Pois bem, recebi autorização para verificar a causa do problema e encontrei-a; era um componente mal ajustado. Solucionei o defeito "normal de fábrica" e relatei isso na ordem de serviço que acompanha todos os veículos que lá adentram. Posteriormente solicitei que o ocorrido fosse comunicado à fábrica através de um relatório padrão que, inclusive, já existe para essa finalidade.



Em suma, esses dois casos me serviram para me provar que, mesmo apesar de reuniões semanais onde as mais diversas reclamações de clientes nos são expostas e questionadas, prevalece o inabalável "jeitinho brasileiro" de fazer as coisas, o brazilian way of life (ou work, no caso) que inverte o antigo ditado; aqui o melhor é remediar, que prevenir. E a imagem da marca e seus produtos? "Que se danem", alguns devem pensar.

Esquecendo-se de que seus ordenados não são vitalícios, tampouco a credibilidade que uma marca tenha obtido no exterior durante décadas...

26.10.07

Voltando pra casa

CENA REAL:

Caminhando pela calçada, avisto um cachorro, aparentemente de rua (sem coleira) que está em pé, a observar os transeuntes. Ao aproximar-me dele, noto que fui percebido por ele e me afasto, prosseguindo minha caminhada pelo meio-fio. E nada mais além disso acontece.

CENA SEMI-REAL:

Voltando pra casa após um exaustivo e gratificante dia de trabalho, deparo-me à distância com um cão.
Este parece-me algo carente de um mínimo de atenção e olha pra mim, amistosamente. Conforme vou me aproximando dele, o mesmo esboça uma discreta aproximação em minha direção. E instintivamente desvio-me dele, a pensar "Será que vai me morder?". E continuo a caminhar, ileso. Sem ouvir um único latido, sequer.

O PONTO DE VISTA CANINO, completamente hipotético. (ou nem tanto):

Puxa vida, ninguém dá atenção pra mim só porque sou um vira-latas, um cachorro sem dono. Mas... ei, olha só esse sujeito, quem sabe ele tenha um pedaço de bife naquela sacola e me dê um pedaço! Ou pelo menos um cafuné, sei lá. Eu iria gostar. E ele tem cara de bonzinho... vou tentar chegar perto dele...

Ei! Olha pra mim aqui! Vamos ser amigos?
( ... )
Mas que coisa, foi-se embora e no final das contas não me deu nada, nem o bife, nem o cafuné, nem um mísero sorriso de volta! Mas que ser humano mais insensível! E ainda reclamam quando nós latimos pra eles, implorando por alguma consideração. Mas que raça, viu! Depois nós é que somos irracionais, hunf!

22.10.07

Na telona

Só depois de ler reportagem em determinada revista semanal falando sobre o já tão falado "Tropa de elite" é que me animei a ir assisti-lo. E por um pequeno detalhe: Dizia ser um filme no qual bandidos eram de fato bandidos e assim tratados.
Porque eu já estava farto de ver filmes nacionais "glamourizando" a marginalidade. Na opinião de leigo que sou, eram a resposta para anos de repressão sob o comando da ditadura militar. Uma época na qual nem sempre prevalecia a razão. Inocentes foram perseguidos, torturados e mortos nesse tenebroso período? Evidente que sim. E somente por defenderem uma opinião que ia de encontro às dos governantes. Era uma guerra ideológica covarde e insâna, enfim.

Mas parece-me que muitos se agarraram a tal ponto nesse estandarte da democracia e dos direitos humanos que perderam a noção da fronteira entre a defesa de um ideal e a mera má índole humana em ansiar por poder, a qualquer preço. Nesse sombrio cenário surge o filme em questão, para esclarecer o que é bom e o que é ruim.

O traficante tem a "preocupação social" para com a comunidade. E é claro que tem, pois precisa granjear aliados em seu meio e defender seu "comércio". O "mauricinho" com cara de bom moço que veste a camisa branca da paz e desfila nas ruas com ar cândido sabe que sua maconha, a cocaína que consome alimenta o império que espalha a violência e o terror na cidade, mas "crê" que não está fazendo nada demais, pois ele próprio não é um marginal; é apenas um bem sucedido estudante, de familia tradicional e abastada...

E vem "Tropa de elite" para dar o tapa na cara dos hipócritas, dizer a verdade que todos conhecem mas ninguém tem coragem de admitir; que não adianta fazer cara de perplexidade ante crescentes índices de criminalidade enquanto fazem vista grossa para o consumo de entorpecentes. Eu francamente não chegaria a ponto de definir um usuário de drogas como um criminoso, mas daí a achar que ele é um coitadinho, uma vítima do sistema, que nenhuma culpa tem pelo enriquecimento do narcotráfico e seus tentáculos? Ah, faça-me o favor! É conivente, é consciente, é culpado também!

E como não poderia deixar de ser, levantam-se os Direitos Humanos em defesa dos humildes, dos
indefesos. Criticam a tortura praticada pelos integrantes do BOPE em suas incursões. Estranhamente, não defendem o cidadão honesto quando este sobre pressões psicológicas, agressões físicas e até chega ao óbito quando nas mãos dos marginais. Note-se que, ao menos pelo que se pode ver no filme, os policiais só recorrem à tortura – palavra que soa mal, mas não haveria outra para substituí-la – quando têm a certeza de que o torturado possui a informação inquirida. Por outros meios, quando e como o interrogado iria falar, iria delatar seu chefe, seu companheiro, seu vizinho de crime? Nunca!

Direito a permanecer calado, habeas-corpus ou abrandamento de pena, perspicazes e inescrupulosos advogados, morosidade da Justiça, tudo isso faria – e tem feito, em muitos dos casos – tudo acabar na velha conhecida de nós, brasileiros: a impunidade.

Por isso que este filme deu-me considerável... digamos, alívio, um certo bem-estar em ver desabafado o inconformismo com tudo o que há algum tempo vem se construindo neste país; a glorificação do marginal, como um Robin Wood moderno; um preço que temos que pagar pela desigualdade da distribuição de renda e algum suposto descaso do Poder Público para com as classes menos abastadas.

Vimos a justiça sendo feita com atroz violência, enfim.
Afinal, acharia alguém aí que traficantes dialogariam diplomaticamente, abandonando sua maior fonte de renda e de poder? Se alguém acredita nisso, que atire a primeira pedra.

Eu continuo aqui, achando que se é de fato assim que o BOPE trabalha, não poderiam estar fazendo-o de maneira mais apropriada. E, só para concluir, gostei do tom realístico do filme, pois não criou nenhum "Rambo", tampouco esqueceu-se de que a corrupção existe em todos os meios. Inclusive naqueles em que jamais deveria existir.

17.10.07

Grata surpresa

17 de novembro de 2006, neste mesmo blog, eu declarava minha indisfarçável admiração pela voz de uma repórter que diariamente me levava notícias das Minas Gerais para a capital paulista, onde eu me encontrava à ocasião. Uma voz que se destacava ante as demais e que, naquela época, não pude identificar a dona. Havia sido um post sincero e despropositado, sem nenhuma pretensão a qualquer repercussão.

Entretanto, eis que, passado mais de um ano, encontro o comentário de um desconhecido, outro fã da Luciana (a repórter da sucursal mineira da Band News FM), dizendo ter chegado ao meu blog através da busca pelo nome e emissora na qual a jornalista em questão trabalhava – e ainda trabalha. Fiquei feliz em saber do fato e agradeci a visita ocasional, não-intencional até. E achei que não passaria disso.

Mas a história iria além, sim. Este, que agora posso considerar não apenas um desconhecido mas já um amigo deste mundo on-line, o Silvestre, de Curitiba, perseverou no intuito de ir ao encontro da repórter. Ou ao menos, de saber um pouco mais a respeito da mesma. E descobriu-a no Orkut, o site de relacionamentos que todos aqui já devem conhecer.

Ainda assim achei que seria atrevimento demais lá abordá-la, para transmitir-lhe esta minha admiração e quase paixão platônica por sua voz; mantive a discrição. Acreditava piamente que seria completamente ignorado por ela, se tentasse qualquer contato. E não é que, para a minha supresa – e que boa surpresa! – final de semana passado recebo a visita da própria Luciana Vianna aqui neste meu humilde blog?

Muito simpática, agradeceu aos elogios por mim dirigidos à sua pessoa... ou melhor, à sua voz e o fez de maneira ampla, não sucinta e "automática", o que transpareceu-me a pessoa humana, boa que ela é.


Assim sendo, agradeço aqui primeiramente ao amigo Silvestre, pois se não fosse pelo empenho dele em ir atrás de mais e mais – não sendo tão passivo quanto sempre fui, nesses casos – e ainda, contando a ela sobre sua citação neste blog, nada disto teria acontecido.

E, claro, agradeço também à Luciana, que gentilmente deixou-me um comentário bem receptivo e cativante. E aproveito para parabenizá-la por seu profissionalismo, lamentando que aqui em Pernambuco a Band News FM não esteja presente. Ainda! Que em muito breve os donos da Rede Bandeirantes percebam que estão a desprezar um considerável contingente de ouvintes que são ávidos por jornalismo e notícias 24 horas por dia.

Finalizando, deixo aqui uma errata e uma ratificação:
– A despeito do meu post original, o sobrenome da jornalista é Vianna com 2 enes. Faço questão de reconhecer e respeitar esses detalhes e...
– A voz, tão agradável de se ouvir vem, de fato, de uma bela mulher. Não sei se eu teria autorização de chegar a ponto de pôr a público esse detalhe, mas enfim, fazendo jus ao post que deu origem a toda esta pequena história, eu não poderia deixar de esclarecer esse mistério...

: )

12.10.07

Rachmaninov

http://www.goear.com/listen.php?v=a139d0c

...


12 de outubro. Nada a comemorar. Foi-se do meio de nós o grande ator. Dele, restará o mito, não mais o intérprete. Ao contrário de minha fantasia. Esta jaz. Tamanha contradição; num dia chamado 'das crianças', a minha, ou a que por outrem foi assim definida, interior, é velada.
Morreu. Morreram. E que descansem em paz, por seus respectivos méritos... ou não.

A mim, só resta aguardar a terça-feira. Pois colocaram aqui um feriado na segunda, só pra prolongar o velório. No mais, o intérprete aqui gostaria de nem estar existindo. Mundo insosso.

10.10.07

Morar na Grande Recife

Morar na Grande Recife NÃO é:

– Esperar por meia hora (ou até mais) para pegar – isso, com uma boa dose de sorte, pois quase sempre vem tão lotado que é humanamente impossível embarcar – um ônibus que cobra absurdos R$2,45 e nem sequer oferece ar-condicionado. Entretanto...

Morar na Grande Recife É:

– Estar dentro dessa "lata de sardinha" e ouvir a voz do motorista exclamando "Olha só o tamanho do congestionamento!" em plena Estrada da Batalha, ainda há quilômetros da Armindo Moura (acesso para a Ayrton Senna) e logo em seguida alguns passageiros sugerirem um atalho. E pasmem: O motorista ouviu o clamor popular – por 'popular' entenda-se uma meia-dúzia que estava espremida na pré-catraca e subiu um viaduto imprevisto no trajeto. E passou por um caminho que nem mesmo ele próprio conhecia. Guiou-se única e exclusivamente pelas orientações que lhe eram ditadas ao ouvido.

Resumindo, driblamos o congestionamento de maneira um tanto quanto inusitada – pelo menos eu jamais havia presenciado algo do tipo até hoje, à exceção, talvez, de quando o motorista se deparava com ruas repentinamente alagadas e completamente interditadas, o que não lhe deixava com outra alternativa. Mas diante de um congestionamento aparentemente devido apenas ao fluxo excessivo de veículos? Ah não – e consegui descer no meu ponto. Ou melhor, na minha parada.
E finalmente...

– Chegar no meu apartamento e ser recebido ao som de Reginaldo Rossi. E naquele volume nada modesto, típico de todo vizinho pernambucano. O que parece ser uma tradição local, inclusive: Muitas pessoas que conheço daqui têm no mínimo um vizinho desse tipo. E que quase sempre tem péssimo gosto musical e faz questão de demonstrar isso para todo o prédio ou, dependendo da potência do aparato de som, ao quarteirão inteiro.
Mas hoje perdôo o rei do brega. Estou de bom humor.

: )

9.10.07

Guerra dos sexos

Conclusão estranha a que chego depois de certo ocorrido: O homem tem a obrigação de nascer sabendo. Principalmente perante o sexo oposto. Em minúcias: Somos humanos e como tais, erramos. Nisso o velho ditado é irrefutável. Mas a evolução da espécie parece ter gerado um inusitado update: É imprescindível que nós, homens, tenhamos plena consciência de nossos próprios erros e/ou os que assim possam ser considerados pela mulher.

Não temos mais direito ao esclarecimento. Somos condenados sem direito de defesa.
Somos crucificados sem ao menos sabermos o por quê.
Somos culpados pelo desconhecimento da natureza feminina, sumariamente.

E ainda dizem que são os homens que deveriam vir com manual de instruções, bah!
No dia em que inventarem o leitor de pensamentos, comprarei um. Mas nem que seja um Made in China.
E ponto final.

6.10.07

Pernambucanês updated

Certa vez encontrei um dicionário de pernambucanês aqui na internet. Mas acredito que não havia nele algumas palavras que agora coloco aqui, pensando em, quem sabe ,ajudar a algum outro paulistano que aqui venha a aportar.

METRALHA: O que para nós da capital paulista pode ser a conjugação do verbo 'metralhar' na 3ª pessoa do singular ou uma referência a um personagem de Walt Disney, nada mais é que o nosso conhecido entulho; aquelas sobras de construção que – com o perdão da redundância – sempre sobram.

FARDA: Não são apenas os militares pernambucanos que usam fardamento, os civis também, e desde criancinhas. Até eu, quem diria, uso farda atualmente. : p
E fui verificar no dicionário o significado da palavra e me surpreendi: Nada consta que o uso de farda esteja restrito aos soldados. Farda é todo e qualquer tipo de uniforme. Só isso. Quem diria (part II).
Tá, dei o braço a torcer. Mas vá lá em São Paulo, você pernambucano, e peça uma farda de cozinheiro numa loja de roupas. Irão te perguntar: "É pra trabalhar em algum quartel?"

Obs: Eu sempre conheci meu uniforme de trabalho como "jaleco", mas parece que esse substantivo não existe nesta terra. Todos sabem o que é uma farda, mas ninguém sabe de que se trata um jaleco.

GALEGA: Estranhamente, só tenho visto a aplicação nesse formato, o feminino. É como chamam as loiras, por aqui. Eu, deliberadamente, adotei o uso mas só para definir as falsas loiras mais perceptíveis, aquelas que até mesmo um completo leigo em cabelos como eu é capaz de saber que são tingidos. As que me parecem loiras naturais continuo chamando de loiras mesmo.


... ah, quanto ao "galega" só ficou faltando a correlação com o paulistanês, mas... tá valendo! (risos)

3.10.07

Post-resposta

Foram tantas e significativas as demonstrações de carinho e consideração que recebi no post anterior que eu não poderia deixar de responder proporcionalmente. Assim sendo, fica sendo este um post dedicado apenas a isso, a retribuir. E com muito gosto. : )






Fernanda,
Realmente pouco valor a praia estava tendo, ante aquela minha situação. Eu não tinha gosto em dela usufruir; sei lá, sentia algo no meu íntimo que dizia não ser digno gozar de uma praia estando desempregado, com o futuro completamente imprevisível nesta terra. Mas agora não, admiro-a e não me sinto mais como um turista, começo a me sentir como um morador da cidade, alguém que enfim merece ter aquelas ondas a poucas quadras de casa... ah, muito bom.
E de fato tive uma boa dose de ousadia, com uma pitada de loucura... (risos). Muito obrigado pelos parabéns, minha amiga do sul! : )

Ni,
É um drama pelo qual só quem já passou é que sabe como é; e eu mesmo nunca havia passado por isso antes, nunca havia ficado tanto tempo desempregado antes. E digo que isso teve um ponto positivo: Doravante hei de dar o devido valor ao emprego. Muito mais que já dava antes, quando só tinha noção do drama que é; não saber se iria conseguir honrar as contas no final do mês, e do derradeiro mês... ufa, ainda bem que esse "fantasma de arrumar as malas e voltar cabisbaixo pra SP" foi exorcizado! Muito obrigado pelos parabéns, minha amiga "das alturas" (risos)

Mônica,
Deus sempre esteve a me abençoar, eu é que não notava!! E que Ele esteja a Te abençoar também, hoje e sempre, minha saudosa ex-vizinha! : )

Flávia,
Acredito que não poderia haver emprego melhor, minha sorte já começou daí: Numa concessionária que representa a maior montadora de automóveis japonesa e que pertence a um dos maiores e bem sucedidos conglomerados de empresas do ramo, aqui no Norte, Nordeste. E logo no primeiro dia de trabalho, ganhei um treinamento técnico para ar-condicionado, não poderia ser melhor; foi meu primeiro degrau galgado, creio! Muito obrigado pelos parabéns, minha amiga repleta de cores e de indefectíveis minhoquinhas verdes! : D

Pessoinha,
Agora sim, o verão pode vir, que irei saboreá-lo, e em toda sua plenitude! Enfim esta terra perde sua aparência de estância passageira ou frio carrasco de todas as minhas esperanças de formar um casal de fato e vencer na vida, com minhas próprias forças! E Deus sabe mesmo o que faz e o faz com sabedoria; do contrário, como refutar o que escrevi acima para a Ni, que aprendi a dar valor ao emprego? Se eu tivesse me empregado em pouco tempo, sabe lá se teria essa consciência hoje? É bem possível que não. E brindemos, pois, minha alvirrubra amiga e ex-companheira de scrap-chats! ; D

Ana,
Iemanjá já sabe da consideração que tenho por ela e não tenha dúvida que a cada manhã, observando o brilho da alvorada refletindo nas ondas, sinto esse caloroso sorriso vindo da natureza. Em cada brisa, em cada pôr-do-sol, até mesmo em cada chuva, uma benção. E sim, também tenho essa fé de que doravante tudo irá se acertar cada vez mais. Beijos, minha amiga que quando faz o uso da palavra, o faz com intensidade e sensatez, sem meias-palavras. : )

Gi,
E como sei – ou presumo que sei – de sua saudade! Uma saudade quase continental, não é mesmo? E olha que me faltou pouco para levar muito a sério a idéia de ir trabalhar no Japão novamente. Às custas do dinheiro e de um emprego que parecia não surgir nunca.Mas Deus segurou-me no tempo certo, para que aqui ficasse. E por isso também dou graças a Ele, pois desta terra é que gosto. :) E tenho certeza de que Deus há de colocar no seu caminho bons momentos tais quais este que estou vivendo. A propósito, o nascimento do seu primeiro menino não seria um destes? Regozijai, minha amiga fotógrafa da terra dos donuts (dentre outras guloseimas já por vc apresentadas) e do baseball! : )

C,
Em alguma coisa, algum dia, todo aluno acerta! ; D

NS,
Pois fique mesmo, porque desta forma você livrou-se de meus desesperançosos posts, hehe. :)

Visitantes em geral,
Conhecidos ou não, que me deram a honra da visita e da leitura mas não deixaram recado, recebam também o meu muito obrigado, se em silêncio também compartilharam deste meu momento de "ver a luz no fim do túnel"...

Agora é respirar fundo e continuar com a programação normal deste blog, pois como dizem: "The show must go on!"
; )

24.9.07

Deus seja louvado!

E eis mais um post ao melhor estilo "meu querido diário". Mas desta vez eu não poderia deixar de contar a vocês, meus amigos leitores: Finalmente consegui um emprego!
Falando assim até parece simplório, coisa que mereceria apenas um "Ah é? Que bom, meus parabéns" e ponto final mas não, o calvário foi maior do que possa parecer. Sei que não se trata de nada interessante e por isso mesmo peço desculpas antecipadamente pelo texto longo e enfadonho, mas vou contar..

Quando planejei mudar-me pra cá, no começo deste ano, providenciei uma reserva financeira vendendo um carro que me pertencia. Não era tanto dinheiro assim, o obtido, mas me daria uma confortável margem de folga até conseguir me empregar, coisa que previ obter num período máximo de três meses.

E vim pra Pernambuco, despachando lá da capital paulista todos os meus pertences através de transportadora. Como alguns de vocês ficaram sabendo, minha mudança praticamente perdeu-se no meio do percurso – devido a um, pelo que consta, acidente de trânsito sofrido pelo caminhão que trazia as caixas – e o que recebi aqui foram "migalhas" da remessa, quase nada. Então perdi 5 meses em infrutíferas negociações com a transportadora até que minha paciência se esgotasse e eu entregasse o caso para um escritório de advocacia. O resultado disso? Ante o insucesso da intermediação amistosa feita através da advogada contratada, só me restou aguardar a data da audiência, prevista para o ano que vem.

E nisso, o tempo ia se passando e nada de surgir um emprego. Ofertas em jornal? Havia! Entregas de currículo em empresas? O fiz, tanto on-line quanto em mãos! Telefonei para muitos, fui a outras tantas entrevistas, me apresentei a alguns indicados e... nada. O que mais escutei foi "Olha, seu currículo realmente é muito bom, mas no momento..." Sempre tinha um "mas" para fechar a porta na minha cara. Ou, o que considerei ainda pior; gente que me estufava de esperanças, dizendo que eu já estava praticamente contratado e que iria me ligar na semana seguinte para confirmar e...

E vinha a semana seguinte. Eu nem saía do apartamento para não perder a ligação. Enclausurei-me ao lado do telefone, esperando pela chamada. E quando finalmente vinha, era engano. E eu ligava para o suposto contratante, para saber da situação. Em vão, pois só recebia respostas indefinidas "Ainda estamos analisando os currículos" etc. Os dias se passando, e só frustrações.

Para agravar ainda mais minha situação, o que era previsto ter se resolvido em três meses foi se prolongando. 4, 5, 6, 7 meses... e o dinheiro só indo embora. E decidi que iria embora se não surgisse nada concreto até outubro. No meio deste mês já havia até ido ao balcão de anúncios de um jornal local para saber dos preços; já estava planejando vender alguns bens adquiridos aqui, no intuito de aliviar a carga da mudança – vai que me acontece outra desgraça de novo? – e angariar alguma verba para pagar a mesma e meu vôo de volta para São Paulo. Derrotado, falido, triste.

No entanto, semana retrasada recebi uma ligação. De um grande grupo do nordeste, a Schwambach (a qual eu desconhecia até então), perguntando se eu estaria interessado em uma vaga de eletricista. Prontamente respondi que sim e fui orientado a fazer um teste de tendências comportamentais on-line. Como eu não tinha mesmo mais nada a perder, aceitei e fiz. Francamente, sem muitas esperanças.

No dia seguinte a mesma pessoa volta a me ligar, dizendo que era para eu comparecer a determinada empresa, para entrevista. Meus olhos brilharam. E compareci. Lá estavam 6 pessoas, as quais foram submetidas a redação de um texto pormenorizando os motivos pelos quais cada um se consideraria o ideal a ser escolhido. Em seguida, uma apresentação pessoal, oral. E só. Permaneceu o suspense: Eles iriam entrar em contato com os que tivessem sido aprovados naquela fase, para prosseguirem com a seguinte. Mas isso, só no dia seguinte.

E na manhã seguinte recebo o esperado telefonema falando que eu deveria comparecer no mesmo local de início, para outra entrevista. E desta vez, quem lá estava era o gerente de uma concessionária Toyota na cidade, além de mais dois colegas da primeira entrevista. Analisou alguns pontos para ele preocupantes de meu currículo, como por exemplo o motivo que havia me levado a voltar do Japão pra cá "Saudade", respondi, ao que ele questionou:
Mas se quando você estava no Japão voltou porque sentiu saudades de sua família, não é presumível que fará o mesmo agora, pois mesmo estando no Brasil, você está longe de seus pais, de sua família da mesma maneira?

Então expliquei-lhe o noivado, a venda do carro, a mudança e seu infeliz fim. Aparentemente pareceu-me dar-se por convencido de minha convicção em fincar os pés nesta terra e passou a me detalhar a política da empresa: Salários, graduações, cursos, cotações a que todos os funcionários são submetidos e, finalmente, terminou convocando-me para estar na concessionária na semana seguinte, (Hoje, segunda-feira) para um exame de conhecimentos técnicos.

"Será a etapa final?", pensei. E me mantive nesse pensamento e expectativa durante toda esta manhã. O teste consistia em 12 questões, sendo 11 de mecânica! No local, apenas eu e mais outro colega sobrevivente do "funil" seletivo. Este, por sinal, mecânico de fato. Em conversas enquanto aguardávamos a prova, contou-me ele que o gerente havia lhe dito que o objetivo era contratar dois funcionários. Em tese, seríamos nós dois, mas mesmo assim eu não aliviava a apreensão.

Estranhamente, meu rendimento foi melhor que o do mecânico. Posteriormente ele iria comentar comigo que havia errado por equívoco de interpretação do enunciado das questões e tal. Exames à mão, disse-nos o gerente:
Isto é só para saber em que nível iremos inserí-los nos cursos vindouros. Podem se dirigir ao
departamento de RH para pegar a lista de documentos necessários para a admissão...

Só então abri largo sorriso. Era a frase que eu havia esperado por longos 8, quase 9 meses para ouvir. E vindo de uma empresa de renome, uau! Era a benção divina pela qual eu tanto implorava!Enfim, Deus é Pai, Deus é grande!

E termino este relato agradecendo a todos os amigos e amigas que por todo este tempo vieram
compadecendo deste meu sofrimento e que torceram, oraram por mim, pelo meu sucesso.
Muito Obrigado a todos. E que Deus os abençõe hoje e sempre, com igual ou ainda maior grandeza, amém!

: )

20.9.07

Testimonial, O

Bateu uma saudade da época em que eu, orkutiano inveterado, fazia depoimentos – naquele tempo, testimonials. Tinha um costume de fazer isso que beirava à compulsão. É claro que não o fazia sem fundamento e tampouco sem um mínimo de conhecimento prévio do dedicado. Se recebesse a encomenda por parte de um completo desconhecido, creio que faria algo parecido com o que fez Gregório de Matos, o "Boca do Inferno", em um soneto que não consegui resgatar, infelizmente. Depoimento carece de afinidade, apreço e, claro, a já citada mínima convivência, mesmo que virtual.

E pensei: Por que não escrever um para minha amada, aqui mesmo neste espaço?
"Mas nem é dia dos namorados nem data especial nenhuma", respondi a mim mesmo e havia abandonado a idéia por alguns segundos, tempo o suficiente para me dar por conta que não somos obrigados a nos atermos e – principalmente – a nos restringirmos a datas que são mais comerciais que outra coisa. Então coloquei o Louis Armstrong pra tocar e parti para a inspiração.


Mulheres, existem muitas. Das mais impecáveis às que poderiam ser chamadas de "O primeiro rascunho vago que Deus fez de uma companhia para o Adão". Virtudes em umas, defeitos em outras, quem é são o suficiente para afirmar sem titubear o que é a perfeição em uma mulher? O corpo? O caráter? Sua cultura? Sua sensualidade? Sua fé?
Pois afirmo que é a alquimia disso tudo e algo mais, alguma coisa que não está na pele, nem no pensamento. É possível que esteja na alma, a tão buscada perfeição.

E a alma, enfim, derruba por terra toda a estereotipia do ideal amoroso imposto pela sanidade, pela sociedade que insiste em ditar regras a algo tão abstrato que é o amor. E nos tornamos loucos, ensandecidos da loucura mais sadia que se poderia criar neste mundo.

Alguém mais precipitado poderia concluir erroneamente que, com estas palavras eu estaria dizendo, em entrelinhas, que "Só um maluco para amar esta mulher!", mas a situação é exatamente a inversa; ama-se pelo que ela é, só para depois então adentrar no mundo mágico que é o da combinação perfeita, dos sonhos que se vivenciam acordados, do compartilhamento harmonioso das incompatibilidades, dos olhares que tagarelam em silêncio, dos toques que vão além da pele...

Amar alguém é estar no paraíso sem tirar os pés da terra e por isso me sinto tão leve quando penso em minh'amada Patrícia...

Soundtrack: "What a wonderful world", do inesquecível Louis Armstrong.

18.9.07

Sexta-feira 14

Foi na sexta-feira passada, na esvaziada sessão plenária do Senado. Wellington Salgado, ferrenho defensor do "imexível" presidente da Casa e (re)conhecido como o mocréio da CPI que investigava o Mônicagate (nosso Watergate) discursava para o colega Heráclito Fortes e demais cadeiras desocupadas.

A criticar a perseguição da imprensa ao esclarecimento da conturbada votação que acabou confirmando a já previsível – e indigesta, para nós do eleitorado – pizza de marmelada, mostrou-se inconformado com a reação da oposição – sendo específico, do DEM – por expôr à dúvida a legitimidade de uma votação "democrática e pública que todo o Brasil viu", conforme suas próprias palavras. Foi então que eu me revoltei.

"Pública"?! E que o Brasil viu?
O que o Brasil viu foi o deputado Raul Jungmann atracando-se com um segurança do senado, impropérios dominando a porta fechada do plenário e, horas depois, o mesmo Renan Calheiros de sempre, com o contumaz sorriso da imputabilidade estampado no rosto.

E fiquei curioso em saber quem seria este senhor Wellington Salgado, que só surgiu sob os holofotes após a passagem do então senador Hélio Costa, do qual era suplente, para o Ministério das Comunicações. Eis a ficha:


" É graduado em Pedagogia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo se especializado em Administração de Sistemas Educacionais e doutorando em Educação a Distância pela Universidade Nacional de Educação a Distância - UNED, Madri/Espanha."
Fonte: Site do próprio



Ou seja, teoricamente não deveria dizer coisas tão estapafúrdias como a que proferiu aos microfones do plenário. A menos que ele viva num universo paralelo tal qual o intocável alagoano, que até agora nega a veracidade – e até mesmo a existência, em alguns casos – das provas de sua falta de decoro parlamentar, não obstante já terem sido confirmadas até mesmo pela Polícia Federal.

Finalmente, e para meu desgosto ser completo, descubro que o excelentíssimo peemedebista cabeludo é cidadão honorário recifense. Alguém, pernambucano ou não, pode me dizer por qual mérito? Ou então, "gentilezas políticas" à parte, me dizer qualquer coisa boa sobre este cidadão, sobre suas realizações? Porque, do contrário, hei de continuar achando que, além de feio, ele é um péssimo senador-estepe...

13.9.07

A etiqueta não está na etiqueta

Levei o maior sermão da Patroa por ter me vestido com uma camiseta da seleção brasileira para ir a uma festa de aniversário infantil. "Camiseta de time não se usa pra eventos sociais", disse-me, ríspida.

É claro que no convite de uma festa desse tipo nem poderia constar "Traje de gala ou esporte fino" e por isso mesmo achei que poderia ir vestido daquele jeito: Tênis, calça jeans e uma bonita camisa da seleção*, oficialíssima, da Nike. Em parte havia imaginado que a imponência da marca livraria qualquer ônus da banalidade mas...

Em vão. Fui forçado a trocar de camiseta às pressas, e à minha revelia. "Ainda se fosse uma dessas 'Nikes Made in Aquela-terra-que-falsifica-tudo' eu até entenderia", pensava consigo, enquanto vestia a outra roupa. E fiquei a matutar o porque de não poder comparecer a uma festinha infantil, que aconteceria no game center de um shopping center – nada mais casual, não? – homenageando o time de futebol nacional.

Talvez por ser inevitável a analogia que se faz do referido esporte com o desleixo; com a plebe rude cheirando a desodorante vencido, histericamente esbravejando impropérios com indisfarçável mau hálito de cerveja e/ou cachaça? Talvez.

Mas nunca estive em um estádio de futebol. E muito menos com aquela camiseta. Era – e ainda é – uma peça do vestuário que afinava muito mais com shoppings que com arquibancadas fervilhantes. Entretanto, como sei que quase sempre me dou mal quando vou de encontro à opinião dela aqui, já sei qual deve ser a resposta certa: Não importa se é aniversário de adulto ou de criança, se é em um shopping center ou em um refinado salão de festas, evite ir com camiseta de futebol. Nem sendo da seleção brasileira. Nem mesmo sendo da Nike, da Puma, da Adidas ou seja lá de que marca for, e por mais renomada que seja.

Só quem não sabia dessa regra de etiqueta era eu.

: /


*Só pra ajudar na visualização: Não é daquelas amarelo-canário, com o nº10 e o nome "Ronaldo" nas costas, mas sim uma azul-marinho, com um discreto bordado da CBF e nenhum número...

6.9.07

O outro preço da divulgação

Pra quem está começando a carreira artística (especificamente falando, como músico), todo espaço na mídia é batalhado e valioso, por mais que breve que este seja. Aparecer na televisão pode ser o trampolim para ser reconhecido por mais pessoas além das que são vizinhas à garagem-estúdio da banda.

Eis que nesta tarde, assistindo a um programa de auditório num canal regional, vejo um desses espaços abertos aos novos talentos. Num minúsculo cenário praticamente isento de decoração – pra não dizer tosco – 5 rapazes se apresentavam. Mas era mais que perceptível a dublagem da música previamente gravada; a guitarra e baixo elétrico eram "wireless", e a bateria era composta de um chimbau e uma caixa.

Pra quem não sabe, uma bateria, por mais básica que seja, deve ter no mínimo 7 peças. Daí pode se ter uma noção de quão patética era a cena do baterista tentando fingir que tocava as 7 peças em 2, somente. Quanto aos instrumentos de corda, não duvido nada que realmente possa existir um modelo wireless (sem fio), ainda mais com a tecnologia em constante avanço, mas tenho a certeza de que aqueles ali... ah, aqueles ali precisariam dos fios, sim. E ligados a um amplificador, outro objeto que o contra-regra nem fez questão de incluir na encenação.

Pra quem entende algo de instrumentos musicais – os próprios músicos, no caso – aquilo deve ter sido um tanto quanto constrangedor, beirando ao ridículo. No entanto, considerando-se o público alvo – menininhas que compram um cd só porque o cantor é um "gateeenho" e o ritmo é "dançável" – a empreitada deve ter sido bem sucedida.
"Tocaram" bem. Das que vi até hoje, esta não foi a pior.

Se a promoção surtirá efeito, só Deus e a audiência sabem. Se é que havia alguma audiência naquele horário e canal, além de um desocupado como eu...

1.9.07

Super-trunfar por um XBox360

Atrasado mas ainda em tempo, respondo ao meme passado pelo colega de blogosfera Issamu: "A idéia é indicar 5 amigos blogueiros para se cadastrar no site do concurso Fructis Anticaspa e criar um cartão no estilo Super Trunfo de um jogador com suas habilidades para, além de disputar o campeonato, concorrer a 3 Xbox 360."
E também indicar um gol que considero inesquecível.


Quebrei a cabeça, aqui. Primeiro porque nunca fui um entusiasta de futebol – só torço pelo Brasil durante a Copa do Mundo por absoluta falta de opção, porque nesse período o país literalmente pára e só pensa nisso – e segundo porque... não tenho certeza, mas acredito que meus contatos blogueiros não devam se interessar por futebol – à exceção de uma amiga fanática pelo alvirrubro pernambucano – e tampouco pelo prêmio, que é um aparelho de videogame.

Por via das dúvidas, deixo o convite em aberto, para que todos os interessados (conhecidos meus ou não) acessem: http://www.fructisanticaspa.com.br/v1/
O evento vai de 21 de agosto de 2007 a 30 de novembro de 2007. Quem sabe o filho da amiga acima citada se interesse? ; )

E juro que tentei, Issamu, vasculhar minha memória até as últimas gavetas para tentar resgatar algum gol que tivesse me empolgado, me surpreendido mas... infelizmente não consegui. No entanto, para não ficar parecendo descaso com sua consideração – que me foi muito grata, por indicar uma forma de tentar recuperar um pouco do prejuízo que tive perdendo meus videogames durante uma mudança – respondo a essa parte de meme não com um gol específico, mas com um tipo de: O de bicicleta.

No meu (desprezível) entendimento, esse deve ser o gol mais trabalhoso (envolvendo técnica, esforço físico e, por que não dizer, uma dose de sorte?) e, portanto, mais bonito.

: )

24.8.07

Pior mico

Tem coisa pior que ser acordado com o volume de som nada comedido do vizinho de baixo (aquele, de sempre)? Pior que tem.

Depois de sua fase rap-de-morro-carioca e de uma breve passagem pelos idos mais melosos de Roberto Carlos, agora ele está numas de "breganejo". Aquele estilo musical que deve fazer as cinzas do Tinoco sacudirem de inconformismo dentro do caixão e que de sertanejo só tem certidão de nascimento, um chapéu e par de botas.

Pois é, e era uma daquelas típicas de dor de cotovelo que estavam tocando pra rua inteira ouvir quando me levantei da cama e tive a infeliz idéia de sair no terraço para ver o sol.
Justamente nessa hora estava passando ali em frente um grupo de colegiais que, ao me avistar com aquela cara amarrotada, deduziu que fosse eu o ouvinte daquela lastimável canção e riram. Umas discretamente, outras escancaradamente, divertindo-se a valer com o suposto mal amado do prédio.

Resumindo: Pior que ser acordado com o mau gosto musical do vizinho, é ser confundido com ele e ser tomado por corno, pagar por um mico que nem te pertence.

: /

23.8.07

Traduzindo

Real significado de algumas perguntas de chat:
(Do ponto de vista feminino mais pessimista possível)

– Oi, quer teclar?
– Oi, está disposta a fazer um sexo virtual ou veio aqui só pra ficar olhando?

– De onde você tecla?
– Você mora longe? (Porque se morar, esquece. Nem vai ter como marcar um encontro)

– Quantos anos você tem?
– Você é uma velhota? (Porque se for, estou fora. Eu quero é pegar uma gatinha hoje)

– Você tem webcam?
– Posso me certificar de que você não é uma feiosa?

– Você tem MSN? Tenho cam!
– Quer ver meu membro ereto?

: /

21.8.07

Ao senhor desconhecido

Caminhada faz bem à saúde e ninguém discorda, inclusive eu, mas posso afirmar que se esta for realizada na areia da praia, o benefício se estende ao ânimo também.

Eu já andava há dias desanimado, ante seguidas tentativas frustradas de obter um emprego. Pra piorar, madrugadas insônes tentando me distrair um pouco só terminando, salvo raras exceções, em aborrecimento.
Eis que hoje resolvo caminhar pela orla nesta manhã, aproveitando a falta de sono.

Apesar de nublado, o céu estava maravilhoso e a temperatura muito convidativa. E caminhei. Refleti sobre estes dias. Olhei para as ondas. Molhei os pés. Súbito sou cumprimentado por um senhor, completamente desconhecido, que me sorri e continua seus passos na areia. E pensei...

É alguém de outras épocas, do tempo em que o "bom dia" era cortês, não somente convenção social; o nosso automatizado "bom dia" do dia-a-dia que só é dito por hábito, não porque se deseje, de fato, que o interlocutor tenha ou esteja tendo um bom dia. E meu dia passou a ser bom a partir desse momento.

Acompanhei-o com o olhar até que ele desaparecesse no horizonte, imerso em suposições a seu respeito. Talvez tivesse passado, durante sua vida, por dificuldades ainda maiores que as minhas atuais. Por dores que jamais imaginou que fosse capaz de superar, por entraves que um dia acreditou serem invencíveis. Mas pôde vencê-las. E caminhou, viveu até ali, até aquele instante, para passar por mim e me provar que é possível e continuar realizando mais ainda.

Renovei minhas esperanças. E nesse devaneio perdi completamente a noção do tempo e caminhei por quase duas horas. Só notei que já estava distante demais quando nuvens escuras prenunciaram a chuva e então dei meia-volta. E retornei cantarolando Sinatra, praticamente despreocupado com um possível banho fora de hora. Até encontrei um pequeno peixe, quase morrendo. Estava tão fraco, o infeliz. Supus que tivesse sido levado até ali por uma onda que não quis mais voltar para buscá-lo. O recolhi e levei-o para água. Ainda atordoado saiu nadando meio sem jeito, mas foi. E me senti feliz por isso também.

Quanto a chuva, aguardou que eu chegasse em casa para cair. Uma diferente manhã para uma terça-feira, enfim. E que me perdoem os leitores por este post ao melhor estilo "meu querido diário", que destoa um bocado com a linha editorial que mantenho, mas... queria deixar aqui meu agradecimento àquele desconhecido que me fez pensar. E positivamente. Não intencionalmente, por certo, mas mesmo assim não retira-lhe o mérito. Muito obrigado e tenha muitos e bons dias!

: )

20.8.07

Tão provisório quanto a cobiça

Roberto Jefferson, aquele, sobre a clara tendência da Câmara à aprovação da prorrogação da CPMF: "Os deputados só têm a perder se continuarem dizendo amém a tudo que o Planalto quer - não terão o respeito nem do governo nem da sociedade".

Como se o respeito da sociedade fizesse alguma diferença para eles. Acredito que houve um tempo em que levantar a hipótese de corrupção sobre um parlamentar era motivo de polvorosa, de incredulidade popular, de vexatória exposição para o representante do povo. O vereador, o deputado, o senador, todos eles tinham como uma de suas principais características a dignidade. Mas agora não.

Parece que nos habituamos, tal qual a ouvir notícias sobre alguém que morreu de bala perdida no Rio, a conhecermos as ações ilícitas realizadas por estes que estão lá no Distrito Federal em nosso nome, e nem abalarmo-nos mais. Permanece a indignação inalterada, mas cada vez mais impotente ante os fatos, ante fóros privilegiados (vide Minas Gerais) abrangendo mais e mais gente no trenzinho-da-alegria, "Renans" que sorriem de cara lavada frente às câmeras, certos de que a impunidade está acima de qualquer denúncia estarrecedora...

E eles, cientes disso, não carecem do nosso respeito, jamais necessitaram disso pós-eleição. Mesmo com planos de reelegerem-se, sempre contaram com a nossa amnésia política para tanto.

Que ao menos acabassem logo de vez com essa hipocrisia do P, do citado imposto, que seria mais sincero e honesto, porque extingüí-lo definitivamente... alguém acredita nisso? Tem essa esperança?

Pois eu é que não. Entra governo, sai governo, quem (ou qual partido) é que vai querer perder essa "galinha dos ovos de ouro"? 38 bilhõesinhos de reais por ano entrando fácil, fácil nas mãos, sem nem precisar mandar a Polícia Federal pra cima do povo?

18.8.07

Por trás do nome

O caso do recall da Mattel me preocupa; se antes nos precavíamos contra produtos de qualidade duvidosa preferindo comprar apenas de fabricantes conhecidos – e reconhecidamente idôneos – agora nem essa segurança temos mais.

"Não compre de camelôs", "Não compre coisa de marca desconhecida"; todos esses conselhos parecem estar perdendo o sentido neste mundo made in China. Está cada vez mais impossível fugir dessa procedência. Duvida? Eles estão por toda a parte, não somente em eletroeletrônicos e calçados; podem estar até por dentro das paredes da sua casa...

Que muitos grandes fabricantes estão produzindo diretamente lá não era nenhuma novidade pra mim – descobri isso ao tentar comprar um aparelho de fax da Panasonic que não fosse Made in RPC – mas sempre confiava no controle de qualidade das matrizes. E agora, nem isso mais.

E a coisa só tende a se agravar, a menos que eles (os chineses) honrem esse discurso de que estão combatendo a pirataria e valorizando mais a qualidade, não apenas a aparência. E pode piorar também por conta da insaciável fome tributária que este país tem, aliado aos custos trabalhistas. Temo pelo dia em que compensará às indústrias brasileiras migrarem para o grande tigre asiático.
E então teremos camisetas da Hering chinesas, talheres Tramontina idem, tênis Rainha ibidem...

Isso se já não é assim...
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15.8.07

Laranjas podres

Conforme eu já havia manifestado antes em um tópico antigo, permaneço com minha indignação ante a injustiça para com os vegetais.

Consagrada fonte de vitamina C, tradicional produto em nossa balança de exportações, a laranja vem sendo constantemente citada nos noticiários, mas não como fruta e sim como designativo de algo pouco nobre, o "testa de ferro".

Laranjas do alagoano intocável, laranjas do meganarcotraficante colombiano. Laranjas que, muito ao contrário do virtuoso cítrico, não nos trazem benefício algum.

Enfatizo, portanto, meu repúdio ao uso do nome da imaculada laranja para definir esses cúmplices de negócios escusos. Assim como reitero abominar o pepino e o abacaxi como sinônimos de problema.

14.8.07

A sopa do Raul

Já faz um tempinho, a Pro-Teste havia anunciado um resultado nada esperado na análise das sopas instantâneas no mercado: A presença de resíduos de insetos em uma delas! Eu, como consumidor esporádico desse tipo de produto, fui imediatamente ao site para saber qual era essa infeliz marca e...

Nada feito. Só divulgam para os assinantes.
Assinantes do impresso que eles publicam, que fique claro. Cadastrar-se no site é inútil. Pelo menos para o propósito que eu tinha. Ahn...

Como não conheço ninguém que assine essa revista para me emprestar – ou ao menos me dar a ansiada informação – fiquei no dilema: Só comprar sopa de marcas idôneas ou nem comprar? Por via das dúvidas, e aproveitando que o frio nordestino nem é tão frio assim, decidi não comprar.

É duro ficar imaginando que tipo de inseto era, este que iria parar no prato de alguém. Talvez uma dessas malditas microformiguinhas que teimam em não arredar o pé da minha cozinha? Se for, menos mal, porque não duvido nada que algum dia eu tenha cozinhado alguma e ingerido sem saber. São micro! E não tem quem coma bunda de formiga? Pois é.

Dizem que na Ásia comem os mais variados tipos de insetos e por isso eu não estranharia o fato de ninguém, até onde sei, ter adoecido ao tomar sopas instantâneas com o inusitado ingrediente. Mas...

Bom, deixa pra lá.

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11.8.07

Rebatizados

Por que alguns rebatizados não "pegam"?
Como é o assunto que não sai dos holofotes da imprensa, estou falando sobre eles, os aeroportos.

Durante algum tempo cheguei a ficar confuso, achando que o Rio de Janeiro tivesse três aeroportos – Galeão, Tom Jobim e Santos Dumont – tamanha confusão que eu fazia ouvindo os repórteres a falar sobre estes. Até que decidi perguntar a uma amiga carioca quantos seriam, na verdade. E descobri que são dois. Tom Jobim é o antigo Galeão.

Concluí que o nome original é tão assimilado que alguns jornalistas o preferem. Eu diria que também prefiro que não haja nenhuma renomeação. Por sorte temos outros aeroportos com nomes que não pegaram de jeito nenhum, vide o aeroporto governador André Franco Montoro. Por acaso você o conhece?

Eu não estranharia se nem sequer os funcionários que lá trabalham desconhecessem este seu nome oficial. E qual é este aeroporto? O Internacional de Guarulhos, conhecido como o de Cumbica e, mais recentemente, como alternativo para grande parte do fluxo de trânsito do polêmico aeroporto de Congonhas.

E voltando à capital fluminense, fico a pensar:
Estaria o compositor e maestro Jobim sentindo-se honrado com a homenagem? Ainda mais com a situação caótica em que se encontra esta área? Não creio. Chego a imaginá-lo no céu, a protestar:

– É Galeão! O nome do aeroporto é Galeão!!

9.8.07

"O português é de Portugal"

Trago para cá um comentário encontrado no fórum de uma comunidade na internet, cujo tema é filosofia política. Tomei a liberdade de reescrevê-lo para melhor compreensão dos leitores, mas tendo o cuidado de não alterar o seu teor:


" Já fui criticado por não dar a mínima para o português e também por não achar que essa língua seja nossa.
Na minha concepção, ela é mais uma forma de opressão, introduzida pelos colonos que torturaram brutalmente um povo e dizimaram parte dele só por egoísmo e cobiça! Fomos obrigados a falar e ler o português. Apesar de atualmente essa língua estar transformada e pouco ter a ver com a original, continuo achando que não precisamos dela para sermos cientistas ou filósofos.
Será que a gramática dessa língua opressora influenciará minhas decisões sobre ciência e filosofia? "

Um fato é incontestável: O principal intuito dos portugueses ao se instalarem no Brasil foi mesmo a exploração. Impuseram seu idioma sim, e quase sempre à força. Entretanto...

Relacionar o fato histórico com a língua, mesmo que esta nos tenha sido imposta, me parece pouco sensato. O português, tal qual outro idioma, é apenas um meio de comunicação e pode ser usado da maneira que aprouver a seu conhecedor. A língua não "faz a cabeça" de seu usuário. Ou faz? Se nosso idioma oficial fosse o tupi-guarani até hoje, estaríamos melhores? Ou se fosse o inglês, o francês... algo mudaria?

Não creio. Até poderíamos ter uma cultura diferente, mas isso, pelo menos a meu ver, não estaria relacionado ao idioma e sim à forma como tivesse sido construída a sociedade.

E de maneira alguma vejo a língua portuguesa como opressora. Foi opressor o modo como foi imposta, mas não a própria. Amo a língua portuguesa e não vejo nisso subjulgamento algum perante os portugueses; amo a língua porque ela me oferece todos os recursos de que necessito para transmitir mensagens e me comunicar plenamente, amo a língua até, por não ter tido a oportunidade de conhecer outras a fundo. Mas... sinceramente? Nunca senti falta de outra.

Pelo menos não enquanto estiver – e pretendo estar – em meio a brasileiros. E amo o Brasil, apesar de tudo. (E não digo isso por estar ecoando até agora o clima pan-americano de "Brasil! il! il!", não)

2.8.07

(sem título)

Além de alguma inspiração, é preciso estar propenso a escrever e isso significa não apenas estar motivado e adequadamente instalado, mas também possuir o clima apropriado. Não o clima atmosférico, mas o clima... digamos, astral. E como ultimamente não estou tendo esse clima vou, logo após este breve prefácio "papo aranha", colocar umas palavras que nem podem ser consideradas um post, são só umas... observações.




Se todos os repórteres – inclusive os das outras emissoras – e até o William Bonner, que é editor, apresentador, parceiro de apresentação e ainda por cima marido, dizem "erbâs", por que a Fátima Bernardes diz "érbus" ? Qual motivo obscuro a leva a pronunciar o nome dessa fabricante de aviões desse jeito tão... hã, peculiar?

E a minha eterna curiosidade: Por que a novela das oito começa às nove?


Quase P.S: O outro William, o Waak (do Jornal da Glogo), diz: "erbás". Menos mal que o "érbus" da Fátima.

29.7.07

Torre de Babel

E por falar em idiomas, você sabia que a India tem, segundo o site estatal, 22 línguas oficiais? (A Wiki diz que são 23, mas como agora estou estudando mais minhas fontes de informação, hehe...)

Embora mais populoso, em extensão é um país menor que o Brasil. E fico imaginando... fosse aqui, teríamos quase uma língua por estado – são 27, ao todo – já pensou? É verdade que já temos termos e expressões regionais que chegam a soar como um dialeto à parte, mas estes são casos isolados dentro do português usual. A ponto de ser considerado um idioma específico, a situação deve ser oposta, creio: Apenas algumas palavras em comum com o idioma oficial. Ou nenhuma mesmo.

Seria complicado. Também é verdade que já vi um dicionário de "pernambucanês" aqui na grande rede, mas quem diz que um paulistano como eu ou qualquer outro é incapaz de compreender? É claro que, vez ou outra, fico "boiando" no meio da conversa local, mas nada que não se resolva com um "Você poderia dizer isso com outras palavras...?"

Agora imagine se tivéssemos mesmo tantos idiomas assim. São Paulo e Rio de Janeiro teriam – claro, ante sua eterna rivalidade – seus próprios. Assim como o Rio Grande do Sul, do "independencionista" Pedro Simón. Aqui no nordeste, quem duvida que Pernambuco também teria o seu, só para fazer frente ao que a Bahia cunharia? E Minas Gerais? E o grande Amazonas? Teriam, teriam. E os outros, também.

Os cursos de idiomas ofereceriam, além de inglês, alemão, italiano etc, cursos de idiomas nacionais: "Carioquês Avançado", "Aprenda mato grossês em 3 meses"; as agências de viagens fariam promoções: "Conheça Belém do Pará com tradutor-intérprete incluso no preço!" ou "Compre seu pacote de 5 dias para Florianópolis e ganhe um curso de catarinês intensivo!"; Faculdades de Letras teriam especializações "MBA em paulistanês" e por aí vai...

Já pensou? Não, nem pense. Melhor ficar como está mesmo.

; )

28.7.07

Ainda sobre sonhos

Dentro do assunto recente, resolvi contar outra com a qual passei um vexame:


Desconheço se existe alguma confirmação científica a respeito, mas sustento a teoria de que necessidades fisiológicas durante o sono influenciam no conteúdo dos sonhos. Tanto é que eu, devido ao hábito – que outrora já foi diário – de beber cerveja, já sonhei muito com banheiros. E nessas ocasiões realmente me encontrava "apertado".

Talvez seja preciso pôr um parêntese informativo aqui; sou do tipo que pouco depois de beber, preciso ir "descarregar". É como se a cerveja "não pagasse pedágio" no meu fígado e passasse direto...

E certa vez, não lembro se sob efeito da bebida ou não, lá estava eu no mundo onírico novamente desesperado atrás de um banheiro. Como não encontrava – e no sonho você não encontra mesmo, se encontra não consegue se aliviar por motivos evidentes... a menos que faça na cama, claro – corri em direção a um descampado. Era de noite, um local ermo, e isso facilitaria a empreitada. Porém...

Havia um pequeno detalhe: Ali era meio pantanoso e tinha um bando de sapos aparentemente dormindo. Não me acanhei com a presença dos bichinhos e abaixei o zíper da calça. Mas ao tentar, finalmente, urinar... eis que acontece o inesperado: Todos eles saltam em minha direção!

Acordei na hora. E dando um berro: AAAAAAAAAAH !!!

E o mais humilhante de tudo: Justamente nessa noite eu não estava dormindo só. Passado o susto imediato dela, foi a minha vez de aturar as gozações...

(: /

27.7.07

¿Español?

Não desmerecendo o mérito dos jogos pan-americanos, seu valor para o esporte e o congraçamento entre as nações da América e blablabla, estou ansioso para que isso acabe logo e por uma razão: Minha tv nova pifou e fui forçado a usar uma antiga que possuía, sobrevivente da malfadada mudança e esta só sintoniza – acredite quem quiser – a Rede Globo.

Por um lado estou dando graças por me ver livre da Xuxa, mas por outro lado sinto falta de alguns desenhos animados. Sessão da tarde? Já era! E o noticiário é outro prolongamento para falar sobre o quê? Adivinhem. Não fosse a queda do avião da TAM, o Jornal Nacional seria uma espécie de "Globo Esporte II". Ainda mais com o recesso parlamentar em Brasília.

Mas deixa o mau humor pra lá e vamos falar sobre outro assunto mais agradável (ou menos maçante, ao menos pra mim).




Pan-americano. De toda a América.
Tirando o inglês, o francês e, claro, o nosso "brasileirês, a língua mais falada neste continente é o espanhol.
Há quem afirme que já temos uma derivação "de fronteira", o "portunhol", mas eu desconheço como este dialeto seja. Ou melhor, até imagino: Deve ser algo parecido com o que – uma lenda, segundo consta (em minha pouco confiável memória) – um jogador de futebol brasileiro, em excursão por um de nossos vizinhos latinos, chegou no balcão de um restaurante e pediu, todo cheio de pompa e convicção:

– Dê-me una Coeca-Coela!

Mas deixemos o jeitinho brasileiro de lado e nos concentremos no espanhol de fato.
Uma língua que, à primeira vista, parece compreensível – quem não entenderia, por exemplo, "¿Cuánto cuesta esto?", frase que já era globalizada antes mesmo da globalização; que o diga quem conheceu Ciudad Del Este quando esta ainda era Puerto Stroessner – mas nem tudo é o que parece ser.

"Comedor", por exemplo. A nós, brasileiros que criamos este termo para definir o indivíduo promíscuo, esta palavra soa um tanto quanto repugnante, mas na verdade o comedor espanhol não se trata de nenhum "Don Juan insaciável" e sim o local onde comemos (alimentos): O restaurante.

E dentro do comedor, outra pegadinha: Peça o pastel. Mas não estranhe se o garçom o olhar com cara de "só veio aqui para comer a sobremesa?".
Não que os pastéis espanhóis sejam somente doces, mas é que "pastel", lá, é o nosso bolo. Sim, o participante indispensável das festas de aniversário.

Fora os falsos cognatos, ainda temos palavras completamente diferentes da língua lusa; "coche de alquiler" é um bom exemplo. Se você der a sorte de encontrar uma filial da Avis, tudo bem, mas vá atrás de um carro para alugar onde não exista um rent-a-car? Isso, coche de alquiler é o equivalente espanhol.

Você que está lendo este texto e tem noções do idioma de Cervantes deve estar me achando um retardado, mas certamente me acharia ainda mais se me avistasse em frente a um elevador, apertando insistentemente o botão sob uma plaqueta com os dizeres: "Roto" ou "Descompuesto". :p

Ai, ai...
Pra terminar, uma palavra praticamente universal: Motel.

Como se diz "motel" em espanhol? Motel.
Como se diz "motel" em inglês? Motel.
Como se diz "motel" em italiano? Motel.
Como se diz "motel" em japonês? Motel !!

Só não sou capaz de afirmar se todos esses motéis têm a mesma função que o motel brasileiro, mas pelo menos sei que todos eles se compõem de, pelo menos, um quarto, cama e banheiro. ; )

26.7.07

In my book of dreams

Sonhos são mesmo absurdos; dificilmente seguem alguma linearidade e não raras vezes, também a lógica. Vez ou outra confesso que dou o braço a torcer para a curiosidade e tento descobrir em interpretadores de sonhos, o significado de alguns.

O que tive esta noite, no entanto, foi um desses que não valem o esforço: Eu estava em uma barraquinha de comida, dessas populares, que ficam na rua. Sem mais nem menos começo a dar conselhos ao dono do pequeno comércio "Olha, destaque mais este cartaz onde está escrito 'suco de cupuaçú' que você irá enriquecer", "Amplie esta lona de cobertura até o outro lado da calçada, assim não irá atrapalhar o fluxo dos pedestres"...

E ao estilo Alice-no-País-das-Maravilhas me teletransporto para dentro de um edifício, no qual estou fugindo de alguém que me persegue. A rota de fuga? O elevador. Ou melhor, os elevadores; entro em um, subo. Entro em outro, desço. Novamente entro em mais um e subo. Tudo na tentativa de despistar o perseguidor. E quem é ele? Eu nem sabia e continuo sem saber até agora. Aliás, não tenho nem certeza se havia mesmo alguém ou não. Mas eu fugia.

Fui parar novamente na rua, em frente a um semáforo de pedestres em uma grande avenida. O sinal fechou para os carros e todos pararam, à exceção de um, um fusquinha que discretamente – se é que isso é possível num cenário destes – passou pela faixa de pedestres no sinal vermelho e continou. Fiquei tão indignado que fui atrás do carro e segurei-o pelo pára-choque traseiro. Virei-o de ponta-cabeça e comecei a espancá-lo, como se estivesse batendo o pó de um tapete no chão. Depois de amassá-lo bem, ainda recoloquei-o de volta pra cima e prossegui com as pancadas no asfalto. O engraçado é que o motorista tirou o braço pra fora da janela e me fez o tradicional gesto do "Vá à..." e aí é que me empolguei e passei-a estraçalhá-lo ainda mais.

E acordei.


Sei que alguns sonhos são frutos de fortes impressões que temos enquanto acordados – como ao assistir um filme impactante, por exemplo – mas nada me consta que nestes últimos dias eu tivesse visto algo relacionado, mesmo que vagamente. Estranho.

25.7.07

Quanto mais se dá...

Dia destes, numa casa lotérica...

Lá estava eu aguardando minha vez na fila, para pagar uma conta. Dos 4 guichês existentes, apenas 2 estavam funcionando. Um deles, como manda a lei federal, prioritário ao atendimento de idosos, deficientes e gestantes.

E eis que surge uma distinta senhora que, ao se deparar com três aposentados já esperando na fila de atendimento especial, não titubeia em exigir que fosse atendida naquele momento, e no guichê de atendimento normal, cuja fila prolongava-se agência afora. A reação popular foi a esperada: Protestos gerais. E com o sensato apoio da atendente que recusou-se a atender a tal senhora, orientando-a a aguardar na fila do atendimento preferencial, a idosa viu-se sem outra alternativa e entrou na devida fila. Mas não sem passar uns longos minutos a resmungar.

E penso em como algumas pessoas são...
Se a sociedade não tem a educação e consideração em deixar que os mais velhos, que tanto já deram o sangue e suor pela comunidade, tenham aliviados ao menos o peso da torturante espera – sob os avassaladores efeitos de uma saúde possivelmente debilitada – em uma fila, a Lei oferece esse amparo. Entretanto... certas pessoas – como a senhora desta ocasião – abusam do benefício. Será que ela, ao exigir que fosse atendida no guichê normal, não percebia que dessa maneira iria "furar" a fila onde já se encontravam outros três idosos, pacientemente aguardando a vez de serem atendidos? Provável que não.

Em terra regida pela "Lei de Gérson*", o egoísmo não tem limites.



* Para quem desconhece a origem dessa "lei", ela surgiu da propaganda de uma marca de cigarro, na qual o jogador da Seleção Brasileira Gérson dizia: "Pra quem gosta de levar vantagem em tudo".

21.7.07

Atendendo aos pedidos


Aproveitando que a futura mamãe Gi tocou no assunto e também para encerrar a polêmica sobre a censura dos mamilos, aqui está a a foto de um mamilo sem "o brilho esquisito". Pronto! Agora podemos continuar com a programação normal?

: D

20.7.07

Túnel do tempo

Diário de Pernambuco, julho de 1882:

" Na quinta-feira a tarde o cidadão prestante João José dos Santos, pardo, moço e bem trajado foi pela ordenança do sr. subdelegado do Poço conduzido à presença do mesmo, por haver furtado do professor primário de Cruz das Almas, duas galinhas e um peru, que cerca de uma hora da tarde pastavam ao fundo da casa do mesmo professor. É bom que se acautelem os vizinhos das gentilezas deste amigo do alheio. Este indivíduo já serviu como guarda da Casa de Detenção. "

Bons eram os tempos em que o máximo de desvio de conduta por parte de um suposto homem da lei era furtar aves de um quintal...

Adoro ler esses nostálgicos retalhos da imprensa brasileira. Apesar de que crimes bárbaros sempre existiram em nossa história, chega a ser agradável saber que outrora os criminosos eram, se não mais modestos, quase cândidos.

Hoje, um ex-guarda de presídio com má índole faz muito mais que o João José de 1882. Ou pior, ainda em plena ativa. Corrompido, transforma as altas muralhas da prisão em mera decoração. Faz da reclusão repreensiva um "spa". E destrói o significado da permanência do criminoso naquele local.

17.7.07

Economia (?) sem justa causa

Descobri há poucos dias – decerto não trata-se de nenhuma novidade – mas...
Sabia que o cd pode ser gravado em seus dois lados? Eu já sabia que o LD (aquele "bolachão" digital do tamanho de um vinil) era assim, mas recentemente, ao comprar um dvd duplo, me surpreendi ao encontrar dentro da embalagem um produto, à primeira vista, sem uma única identificação sequer. "Putz, comprei um 'piratex' sem saber!", pensei na hora. Conformado – "Pelo menos saiu barato" – coloquei a coisa no aparelho pra assistir. E notei que não havia menção a dois filmes, mas apenas a um deles. Então virei o cd do avesso e encontrei o outro.

E fiquei a pensar...
O que estaria certo... ou seria mais viável, comercialmente; o produto duplo com mídias independentes ou inserido num único? Em vista do custo aparentemente irrisório do cd virgem, não vejo lá muita vantagem na utilização dos dois lados de um único cd. Ainda mais pelo inconveniente de que ficamos à merce de um cd quase "anônimo" (posteriormente notei que os nomes dos filmes constam sim, num discreto anel interno do cd) e que exige precaução além do normal no manuseio (como ambos os lados são lidos...)

De alguma maneira lembrou-me o "tiro pela culatra" que foi o rendimento forçado das fitas VHS através da redução na velocidade de gravação; procedimento que era capaz de triplicar o tempo de duração-padrão da fita, mas que quase sempre acarretava uma precoce perda de qualidade dos registros...

16.7.07

Dos males, o menor

Procuro não escrever quando estou mal humorado ou deprimido e por isso tenho mantido um breve silêncio aqui, mas... como o "show" tem que continuar, escolhi um tema que, se não é mais ameno, é mais agradável (pelo menos a nós, homens).

A nudez da Ana Paula, a bandeirinha; aquela. Uns são contra, outros a favor. Alegações moralistas à parte, em que interfere no seu trabalho ou na entidade a qual ela representa o fato de ela ter se exibido sem roupa numa revista masculina? A meu ver, pouca coisa ou quase nada.

Num país em que se elegem atrizes de filme pornô para cargos públicos – ou estou enganado? – é muita hipocrisia criticá-la por isso. Podemos sim o fazê-lo pelo pênalti legítimo que foi por ela equivocadamente invalidado, mas não pela nudez.

Me faz lembrar o caso Monica Lewinski. Alguns norte-americanos sugeriram o impeachment do Clinton por causa daquilo. E eu sempre fui da seguinte opinião, que ainda prefiro um pervertido sexual que administre com competência o país, que um exemplar marido que comande o país como se estivesse jogando War, aquele jogo de mesa.

E a juíza auxiliar aqui, parece estar sendo crucificada por bem menos que a felação na Casa Branca. Guardadas as devidas proporções, não estaríamos diante do mesmo tipo de disparate? Eu poderia, por exemplo, considerar que se uma freira posasse nua ela estaria com isso atingindo a moral da Igreja e deveria sofrer punições, como a expulsão, no mínimo. Mas... uma bandeirinha? E a CBF?

Se a mulher deve alguma satisfação, é ao marido, à família. Ou nem isso, haja visto que é maior de idade e tem toda a liberdade para fazer o que bem entender, dentro do que é permitido pela lei, claro...


Será que dentro das regras da CBF tem alguma que proíbe isso? Agora fiquei na dúvida...

11.7.07

Sonha, Brasil, sonha!

Zheng Xiaoyu, alto funcionário do governo chinês que comandava a Administração Estatal de Alimentos e Medicamentos (AEAM), condenado à morte em maio, por corrupção, por aceitar 6,5 milhões de yuans (R$ 1,6 milhão) em propinas em troca da aprovação de licenças a novos remédios foi executado na manhã desta terça-feira (noite de segunda-feira, pelo horário de Brasília), segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua.
Fonte: BBC (será que esta é mais confiável que a Bandeirantes, meu prezado comentarista anônimo? Ou ainda não?)


No Japão, o corrupto se mata; na China, se não faz o mesmo, é condenado à morte e acaba igualmente morto. Fosse assim aqui no Brasil, acabaríamos com a corrupção num piscar de olhos...

Gargalhadas inimagináveis

Quem me conhece no chat sabe: Não suporto a risada "kkkk".
É claro que vez ou outra, esporadicamente, não faz mal algum, mas certas criaturas são capazes de, a cada duas frases tecladas, três serem longas linhas da letra K e mais nada. Eu diria que assemelham-se a hienas, com a diferença que a hiena não ri – o som que ela emite se parece com uma risada – e é um animal irracional.

... pensando bem, nessa última característica animal alguns internautas são idênticos, sim...

E falando em risos, de longa data venho reparando na originalidade com que nossos jovens riem interneticamente. Já nem estranho mais o "shuasua" de tanto que o vi e ainda vejo por aí, mas fico surpreso com outras variantes ainda mais exdrúxulas do que, ao menos teoricamente, deveria ser uma risada. Vejam alguns exemplos, todos reais, que "colecionei" até hoje:

ajiaejeiajeai
oskeoskeso
sueaheusahueah
dhasdhsuadhasdh
pkspoakspoakspoaks
ahyahuyahyhayuahyhauyahyuah
akpkPKPAOKPAOkpksoakspaokspoakpKpKPK

Pode parecer estranho, mas tiro o chapéu para essa criatividade teen. Só que cada vez que vejo uma bizarrice dessas fico intrigado, só pensando: Qual seria a sonoridade de tais risos? Tento imaginar e não consigo! Alguém, dessa geração ou não, seria capaz de visualizar? Ou melhor, de... ahn... "audioar"? "audiçar"?
(: p

Pôxa vida... e pensar que na minha época, o máximo da extravagância – ou sei lá como definir isso – ao rir era imitar o Pateta ou o Tutubarão...

10.7.07

Intervalo comercial

Comercial nota 10:

Dove, agora divulgando seu Summer Tone. Como se trata de um produto que produz o efeito do bronzeamento, nada mais natural exibir uma mulher com trajes sumários. O diferencial fica por conta da modelo, que assemelha-se a uma mulher "normal". Por certo a Dove poderia ter escalado uma dessas tantas modelos que vemos sempre em comerciais de lingerie e trajes de banho. Mas foi de encontro ao usual e, a meu ver, destacou-se positivamente: Com uma modelo tradicional, o comercial passaria despercebido ou logo cairia no esquecimento mas, ao contrário, com a mulher in natura, chamou a atenção e, por que não dizer, apresentou o produto envolvendo a realidade, não apenas o desejo feminino; aproximou-se da consumidora, a meu ver.


Comercial nota Zero:

Peugeot e seu modelo 307. Ou sou muito insensível e despreparado para interpretar ou entendi que a mensagem que o comercial pretende nos passar é que o carro é tão bom que se você o comprar, seu vizinho ficará morrendo de inveja. É isso? (É aquele comercial no qual uma família faz de tudo para evitar que seu vizinho veja o carro do anúncio)
E por acaso alguém compra um carro pensando em causar a inveja da vizinhança? Bem capaz. Mas duvido muito que esse seja o motivo principal que leve o consumidor a escolhê-lo. A coisa parece ser meio subliminar: Você é o que tem poder aquisitivo o suficiente para comprar o Peugeot, diferente de seu vizinho, que não tem como fazer o mesmo. Como o Peugeot é o carro dos sonhos do vizinho mas não pode tê-lo, ele faz de tudo para evitar que você conheça, compre o carro e deixe-o roendo-se de inveja. Será possível que é isso mesmo?
Se for, que comercial mais infeliz...

Bem diferente do que apresenta o Ford Focus. Este me entusiasmou pela maneira simbólica como colocou os estereótipos e ofereceu a alternativa.


E comercial nota Sub-zero:

Balcão BPN, uma financeira provavelmente da região. Não possui em seu reclame nenhum elemento vivo, apenas letreiros digitais e a respectiva narração. Mas não ganha a desonrosa nota pela pobreza de criatividade e sim por falta de revisão ortográfica! Explica-se: Quando o locutor fala sobre o tal balcão BPN, surge à nossa frente um vistoso "BALÇÃO" em letras que ocupam quase um terço da tela. E inacreditavelmente o mesmo erro dá um bis, segundos depois. Como não bastasse, ainda vemos "concorência" e, em letras mais discretas, "apolice". Tudo isso em menos de 30 segundos, creio. É um (de)feito impressionante!

8.7.07

Vida não tão fácil

Mesmo ciente da estranheza e repulsa que posso causar, levanto-me para defender as prostitutas. Envolto na absurda alegação que levou ao equivocado ataque à Sirley, mas ainda mais por discordar da discriminação, da estigmatização das profissionais do sexo.

Não é preciso ser nenhum estudioso para reconhecer que a prostituição é, quase sempre, uma das ramificações do crime organizado. Sob a marginalidade, esta prática tende a envolver outras contravenções, tais quais o tráfico de entorpecentes e de seres humanos, como temos acompanhado pelos noticiários.

O que quero é, então, diferenciar a "instituição" prostituição da prostituta como indivíduo. Esta, há tempos conhecida como "mulher de vida fácil", pode ter, de fato, uma vida aparentemente fácil. "Fácil" por envolver uma ação que, em geral, costuma ser prazerosa, pouco ter exigida suas faculdades mentais e às vezes render financeiramente muito mais que o expediente à mesa de um escritório, por exemplo.

No entanto, a realidade parece ser menos glamourosa do que parece, pois, como bem sabemos, pimenta nos olhos dos outros...

Há, nesse meio vil, quem tenha tentado vencer na vida de forma mais nobre. Batalhou, caminhou, suou e só conseguiu receber portas na cara. Revés seguido de revés, débitos acumulando-se, filhos de um pai desertor famintos e acaba, sem outra alternativa, entregando-se a esse ganha-pão; vendendo seu próprio corpo.

Lamentável sim, mas por que não digno? E honesto?
Sem talentos inatos, sem oportunidades concedidas, sem apoio familiar e/ou sócio-econômico e educativo, por que não recorrer ao comércio de algo que é próprio, que legitimamente lhe pertence? Que mal faz a prostituta à sociedade, senão demonstrar de forma grotesca o quão impenetrável e insuficiente é a oferta de empregos no mercado de trabalho?

E volto a frisar: Não enalteço aqui as que, paralelamente ao sexo, praticam atos escusos. Tampouco as que, embora com todas as acessibilidades a um bom emprego à mão, caem nesse ramo por má índole própria e não por absoluta necessidade.

5.7.07

Brincando com fogo

Deu no Jornal da Band, da Rede Bandeirantes: "Jogo eletrônico no qual o jogador espanca prostitutas e ainda ganha pontos fazendo isso é vendido livremente no Brasil". É visível a analogia com o recente caso ocorrido no Rio de Janeiro, no qual jovens justificaram agressão gratuita por acreditarem que a vítima fosse uma prostituta.

O que mais deixou-me surpreso foi a informação de que seria um jogo produzido pela Sony, uma empresa que considero idônea, muito distante de criar jogos tão polêmicos assim. E parti para a pesquisa, para saber mais a respeito.

Encontro. O tal jogo, vulgarmente conhecido como "GTA", não é feito pela Sony, mas feito por terceiros e apenas licenciado para a plataforma Playstation. Fico um pouco aliviado, pois dessa maneira a fabricante japonesa passa de criminosa para cúmplice. Ou, no mínimo, conivente. (Um pouco) menos mal.

Só que conhecer esse jogo foi pra mim uma desagradável surpresa; comparado ao "Carmageddon" (jogo que foi proibido por incitar a violência ao volante), este GTA é muito pior, um autêntico compêndio do não politicamente correto; chega a deixar seu demoníaco concorrente meigo...

"GTA", uma sigla aparentemente inofensiva, ostenta descaradamente a que veio: A letra T vem de "theft", que em inglês significa roubo. Assim, o jogo é um simulador da vida criminosa e esta, também neste caso lúdico, não limita-se a espancar inocentes. É um "show" de tudo o que a sociedade sã abomina.

Propositalmente não estou disponibilizando mais detalhes (como links) a respeito na intenção de evitar divulgação ainda maior.

Retornamos à velha polêmica: Jogos violentos tornam a criança propensa a tornar-se agressiva?
Os especialistas se dividem; uns afirmam que sim, que isso induz o jovem a portar-se, na vida real, da mesma maneira como é envolvida em um jogo. Outros discordam, esclarecendo que o jogo é somente um modo de extravasar a adrenalina, não interferindo na formação do caráter da pessoa. Tal qual alguém que na infância assistiu a sangrentos desenhos animados não se transforma, só por esse fato, num serial killer. No entanto o caso dos moços que não pouparam murros e pontapés em alguém só por considerá-lo... pois é.

E vejam os casos de pessoas que tornaram-se assassinas sob a influência de jogos de RPG; estes cariocas não poderiam ser incluídos nessa mesma categoria? Até agora não se sabe se há alguma relação do caso policial com esse ou qualquer outro jogo virtual, mas...

Acredito que, mesmo usado com o dicernimento entre a realidade e a ficção, este tipo de jogo não deixa de ser uma apologia ao crime, mais uma "ferramenta" para aumentar o status dado à marginalidade e aos desvios de conduta. Portanto, recomendo aos pais e responsáveis por menores que estejam atentos ao conteúdo dos brinquedos que eles se utilizam.

3.7.07

Caridade de mão única

Quem tem um telefone em casa provavelmente já recebeu uma ligação destas: "Boa tarde, eu represento a entidade filantrópica tal; com quem falo?"
Hoje me foi mais um dia de atender algo do tipo. Mas acredito que encontrei a fórmula mágica para encurtar essa aporrinhação.

Antes de mais nada, quero deixar claro que reconheço a existência de entidades sérias e que, honestamente, dependem desse tipo de captação de recursos para sobreviver e a estas presto a devida distinção e respeito.

Entretanto, esta que me ligou hoje já era uma velha conhecida... do lado não tão nobre assim da coisa. Certa vez, anos atrás, foram atendidos por minha mãe que, na maior das boas intenções, lhes fez uma doação. Tempos depois, veio a público a denúncia de enriquecimento ilícito do presidente dessa entidade. Por conseqüinte, mais e mais reportagens se seguiram desvendando os verdadeiros caminhos – nada caridosos, diga-se de passagem – percorridos pelas doações financeiras.

Nem é preciso dizer o tamanho do arrependimento e revolta que minha mãe teve, e que depois disso ela nunca mais ofertou um centavo sequer a essa... "empresa", não?

E voltemos ao presente.
Não respondi qual era o meu nome e retruquei: "Qual seria o motivo da ligação?". A interlocutora se fez de desentendida e repetiu a sua frase de apresentação. Não me fiz de rogado e dei-lhe o troco na mesma moeda-papagaio: "Mas qual seria o motivo da ligação?" E então ela deu início àquela ladainha que muitos devem conhecer: "Somos uma entidade localizada no bairro tal, mantemos uma creche pra tantas crianças, oferecemos educação para moradores de rua e..." E então a interrompi:

– E ajuda para desempregados, vocês oferecem? – ela estranhou a inesperada pergunta:
– Não, mas... por quê?
– Porque estou desempregado há meses e estou precisando – respondi.
– Mas nós estamos necessitando de apoio financeiro e...
– E eu também estou – completei.

Não foi preciso mais para me livrar dela. E percebi que desculpas evasivas como "Olha, agora estou sem tempo pra falar" ou "As coisas andam difíceis pra mim, no momento não vai dar..." etc só incentivam ainda mais o outro lado a grudarem em nossas orelhas implorando por uns trocados. Passam a descarregar toda sua munição de suposta filantropia a fim de nos vencer ou pela piedade, ou pelo cansaço.

Ao passo que quando, em vez da mão de negação lhes mostramos a mão igualmente pedinte, eles logo viram as costas pra nós e se vão. Hum...

30.6.07

Em tempo de caos aéreo

Dentro do assunto que de tempos em tempos vem às manchetes, o caos aéreo, lembro das toscas campanhas eleitorais do PRTB, principalmente as do presidente desse partido, o caricato Levy Fidélix, à presidência da república.

Se Cristóvam Buarque era considerado – por ater-se o tempo todo na educação – o candidato de uma nota só, o Fidélix era, pra mim, o outro "monotônico": Só falava no tal do aerotrem.

Fosse em esquetes carnavalescas ou ufanistas, lá estava ele, sempre a enaltecer numa ênfase quase lunática a construção de linhas desse tipo de trem no Brasil. E eu me divertia muito, assistindo-o.

Hoje, diante de estradas que, se não nos custam os olhos da cara em pedágios são mais irregulares e precárias que pista de rally e de aviões que não raro atrasam ou nem sequer chegam a decolar, começo a olhar para a delirante idéia PRTBista com mais interesse. Quem sabe nem seja tão delirante assim?

Imagine-se indo de São Paulo a Curitiba ou ao Rio de Janeiro em pouco mais de uma hora, a um custo menor que o de um vôo ou de uma passagem de ônibus? E sem aborrecimentos com aeroportos, intempéries climáticas, congestionamentos?
Pois parece que é com essa proposta que o Fidélix nos acena. Loucura? Não serei eu a definir isso. Para saber mais sobre o projeto, acesse a página do partido. ; )



Pedindo licença para uma irresistível piadinha: Na pomposa página oficial que nos apresenta ao dito-cujo nos deparamos com um dos ítens descritivos: "PROPULÇÃO".
... cá entre nós: Com uma "propulção" dessas fiquei meio receoso de embarcar nele...
ou está certo?!

: P

Concorrência?

Aceitei o convite aberto feito pelo Issamu e resolvi abordar o assunto/meme "Existe concorrência entre blogs?"

Como blogueiro relativamente novo – há pouco mais de 2 anos, no Blogger – creio que minha opinião deve ser superficial, não indo muito no âmago dessa relação interpessoal on-line, mas vamos lá...

Talvez mais do que concorrência, o que exista no mundo bloguístico seja a inveja. Mas não a inveja perniciosa e sim a... sadia, digamos. Parto de um princípio pessoal de que todo blogueiro é, antes de mais nada, um carente de atenção. Por mais que negue, por mais que afirme de pés juntos que não dá a mínima importância para a existência ou não de leitores, fica contente e incentivado a escrever quando recebe visitas e comentários. Como exceção dessa "regra" eu poderia citar os comentários do tipo "Adorei seu blog, depois passa lá no meu!" ou "Adicionei seu blog, adiciona o meu?" e coisas do tipo, mais dedicadas a angariar fregueses que a emitir uma opinião de fato.

E desta sadia inveja decorre a concorrência? Talvez.
Mas sendo que existem blogs com estilos altamente pessoais e diferenciados, por que haveria competição entre eles? A meu ver, é tão estranho quanto o vendedor de tomates disputar vendas com o de laranjas; são produtos distintos e cada qual possui seus consumidores definidos. Há blogs voltados para a poesia, outros para o erotismo, outros ainda para a música, cinema, fotografia... enfim, para os mais variados assuntos e mesmo havendo a similaridade não creio que isso fosse justificar ou instigar a concorrência entre si.

Tento ver cada blog de forma independente, por sua apresentação, pelo seu conteúdo. Nem atualizações diárias têm pra mim a mesma importância que parece haver para alguns que, na aflição em manter em dia seu blog, vão postando qualquer coisa, qualquer foto, qualquer poeminha, qualquer letra de música. Claro que nada impede que esse recurso seja usado esporadicamente, mas quando isso torna-se a programação principal e não o "intervalo comercial"...

Num ponto concordo com a existência da concorrência: Quando blogs ostentam patrocinadores. Porque nesse caso, além da particularidade de cada um, há o evidente mercantilismo do espaço virtual. Como não tenho aqui nada do tipo, praticamente nada tenho a declarar sobre. Ou talvez tenha, mas isso deixo para escrever num post mais adiante.

Enfim, acredito que estou à margem de competições do tipo. Tanto é que nem contador de visitas este meu humilde blog jamais possuiu, durante estes anos. Ou a disputa não gira em torno disso? Certamente não escondo que me alegraria – embora me considerando satisfeito com os atuais – se houvesse mais comentaristas. Mas daí a "brigar" com a vizinhança a fidelização de cada leitor on-line? Ah não...

Ademais, como eu faria isso? Inserindo gadgets acessórios audiovisuais aqui? Mudando o template? Ampliando a gama de temas abordados? Mas aí eu deixaria de ser autêntico, não? De certa forma acho que deixaria o típico egocentrismo em segundo plano, mas... em contrapartida, a personalidade também e isso não seria nada bom; estaria tornando-me um "produto moldado ao comércio", não iria escrever por vontade própria e sim baseado na suposição do que os leitores gostariam de ler...

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