Roberto Jefferson, aquele, sobre a clara tendência da Câmara à aprovação da prorrogação da CPMF: "Os deputados só têm a perder se continuarem dizendo amém a tudo que o Planalto quer - não terão o respeito nem do governo nem da sociedade".
Como se o respeito da sociedade fizesse alguma diferença para eles. Acredito que houve um tempo em que levantar a hipótese de corrupção sobre um parlamentar era motivo de polvorosa, de incredulidade popular, de vexatória exposição para o representante do povo. O vereador, o deputado, o senador, todos eles tinham como uma de suas principais características a dignidade. Mas agora não.
Parece que nos habituamos, tal qual a ouvir notícias sobre alguém que morreu de bala perdida no Rio, a conhecermos as ações ilícitas realizadas por estes que estão lá no Distrito Federal em nosso nome, e nem abalarmo-nos mais. Permanece a indignação inalterada, mas cada vez mais impotente ante os fatos, ante fóros privilegiados (vide Minas Gerais) abrangendo mais e mais gente no trenzinho-da-alegria, "Renans" que sorriem de cara lavada frente às câmeras, certos de que a impunidade está acima de qualquer denúncia estarrecedora...
E eles, cientes disso, não carecem do nosso respeito, jamais necessitaram disso pós-eleição. Mesmo com planos de reelegerem-se, sempre contaram com a nossa amnésia política para tanto.
Que ao menos acabassem logo de vez com essa hipocrisia do P, do citado imposto, que seria mais sincero e honesto, porque extingüí-lo definitivamente... alguém acredita nisso? Tem essa esperança?
Pois eu é que não. Entra governo, sai governo, quem (ou qual partido) é que vai querer perder essa "galinha dos ovos de ouro"? 38 bilhõesinhos de reais por ano entrando fácil, fácil nas mãos, sem nem precisar mandar a Polícia Federal pra cima do povo?
3 comentários:
pode ser, mas faço minhas as palavras do Roberto Jefferson. Aliás, deviam tirar logo esse "provisória" do nome desse imposto.
quer dizer, trocar o provisória para permanente. essa cpmf é a bitributação mais descarada que já vi na vida.
De fato, de fato.
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