O caso do recall da Mattel me preocupa; se antes nos precavíamos contra produtos de qualidade duvidosa preferindo comprar apenas de fabricantes conhecidos – e reconhecidamente idôneos – agora nem essa segurança temos mais.
"Não compre de camelôs", "Não compre coisa de marca desconhecida"; todos esses conselhos parecem estar perdendo o sentido neste mundo made in China. Está cada vez mais impossível fugir dessa procedência. Duvida? Eles estão por toda a parte, não somente em eletroeletrônicos e calçados; podem estar até por dentro das paredes da sua casa...
Que muitos grandes fabricantes estão produzindo diretamente lá não era nenhuma novidade pra mim – descobri isso ao tentar comprar um aparelho de fax da Panasonic que não fosse Made in RPC – mas sempre confiava no controle de qualidade das matrizes. E agora, nem isso mais.
E a coisa só tende a se agravar, a menos que eles (os chineses) honrem esse discurso de que estão combatendo a pirataria e valorizando mais a qualidade, não apenas a aparência. E pode piorar também por conta da insaciável fome tributária que este país tem, aliado aos custos trabalhistas. Temo pelo dia em que compensará às indústrias brasileiras migrarem para o grande tigre asiático.
E então teremos camisetas da Hering chinesas, talheres Tramontina idem, tênis Rainha ibidem...
Isso se já não é assim...
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2 comentários:
Ricardo, já comprei camisetas em lojas nacionais que foram feitas na China. Tento adotar uma política de não comprar nada fabricado em ditaduras, mas está cada vez mais difícil...
Agora o pior é que as corporações - especialmente os bancos americanos - transferiram o atendimento ao cliente para a Índia. Aí você liga e conversa com um indiano que não entende absolutamente nada, eu disse nada, do seu problema. Aff...gringo quando quer cortar custo vai na carne.
A India tomando o emprego dos operadores de telemarketing? Ou de marketing não-tele, que seja?
Vixe.
Daqui a pouco até a Zona Franca de Manaus vai se transferir pra Àsia...
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