Dezembro...
E lá vem o dia 25, chegando...
A princípio, a data que marcaria o nascimento de Jesus Cristo. Mas daí apareceu o chamado "Papai Noel" – sabe-se lá se para alegrar os ateus e/ou os seguidores de outras religiões ou apenas para 'alavancar' a venda de presentes e similares nesta época do ano – e então o Natal passou a ser uma miscelânea. (extremamente comercial, diga-se de passagem)
Enfim, na certeza de que é humanamente impossível agradar a todos, desejo a cada um dos que lerem estas linhas, que tenha o Natal desejado. Quer seja o Natal cristão, ou mesmo o ateu.
Para ambos (e todos) os casos, uma harmônica noite de Paz.
Que o sangue, suor e lágrimas derramadas durante o decorrer deste ano lhes sejam devidamente recompensadas com a merecida Alegria de quem tem a certeza de que fez o que devia ser feito. E o fez bem feito.
Abraços fraternos.
: )
22.12.05
2.12.05
Que seja cobrado do equivocado!
" Taram tararam tararam..."
Quem é que nunca recebeu uma ligação desse tipo? Creio que todos conhecem esse breve toque musical, seguido do aviso de que é uma "Chamada a cobrar; para aceitá-la, continue na linha após a identificação."
Como tudo que dói no bolso, a chamada a cobrar incomoda. Salvo casos em que, numa eventualidade, alguém conhecido seu se veja num apuro e a única pessoa que poderia socorrê-la fosse você. Não digo apuros financeiros, pois ligar a cobrar para alguém pedindo dinheiro emprestado é o cúmulo. Acabou a gasolina do carro da sua irmã e ela saiu de casa sem o celular (ou a bateria do mesmo findou-se, fato muito comum, aliás), coisas assim.
Chato é receber ligação desse tipo de um completo desconhecido. E, pior ainda, de um indivíduo que parece não entender a recomendação da gravação, orientando-o para que se identifique assim que a ligação se completa. A cena geralmente é assim:
Aguardamos o término da gravação.
E o que se segue é um breve silêncio. Resolvemos falar primeiro:
- Alô?
Do outro lado, alguém com ares prepotenntes:
- Quem tá falando?
Ora vejam só, o sujeito telefona para alguém e sequer é capaz de reconhecer a voz deste alguém? Eu desligo na cara. Não sei se é o chamado 'politicamente correto', mas é o que faço. Bom seria se isentassem-nos de pagar por esses desagradáveis enganos, pois é evidente que são enganos. Ou tornariam a ligar novamente, o que não ocorre.
Se tal isenção existisse, por certo a resposta seria bem diferente:
- "Quem tá falando", não. Pra começo de conversa, a gravação da companhia telefônica é bem clara: Quem deve se identificar primeiro é quem está fazendo a ligação, ou seja, VOCÊ aí! E mais: Só faça ligações a cobrar para pessoas que o tenham autorizado a fazê-lo, ou que, no mínimo, sejam conhecidos seus. Se você nem reconheceu a minha voz, presumo que nem me conheça. E agora que os motivos estão muito bem esclarecidos, tomo a liberdade de chamá-lo de BURRO! Por não atender às orientações que lhe são dadas e também por ter discado o número errado. Passar bem!!
Definitivamente, é insuportável o arrogante ao telefone. Ainda mais quando nos liga a cobrar.
Hunf!!
): [
Quem é que nunca recebeu uma ligação desse tipo? Creio que todos conhecem esse breve toque musical, seguido do aviso de que é uma "Chamada a cobrar; para aceitá-la, continue na linha após a identificação."
Como tudo que dói no bolso, a chamada a cobrar incomoda. Salvo casos em que, numa eventualidade, alguém conhecido seu se veja num apuro e a única pessoa que poderia socorrê-la fosse você. Não digo apuros financeiros, pois ligar a cobrar para alguém pedindo dinheiro emprestado é o cúmulo. Acabou a gasolina do carro da sua irmã e ela saiu de casa sem o celular (ou a bateria do mesmo findou-se, fato muito comum, aliás), coisas assim.
Chato é receber ligação desse tipo de um completo desconhecido. E, pior ainda, de um indivíduo que parece não entender a recomendação da gravação, orientando-o para que se identifique assim que a ligação se completa. A cena geralmente é assim:
Aguardamos o término da gravação.
E o que se segue é um breve silêncio. Resolvemos falar primeiro:
- Alô?
Do outro lado, alguém com ares prepotenntes:
- Quem tá falando?
Ora vejam só, o sujeito telefona para alguém e sequer é capaz de reconhecer a voz deste alguém? Eu desligo na cara. Não sei se é o chamado 'politicamente correto', mas é o que faço. Bom seria se isentassem-nos de pagar por esses desagradáveis enganos, pois é evidente que são enganos. Ou tornariam a ligar novamente, o que não ocorre.
Se tal isenção existisse, por certo a resposta seria bem diferente:
- "Quem tá falando", não. Pra começo de conversa, a gravação da companhia telefônica é bem clara: Quem deve se identificar primeiro é quem está fazendo a ligação, ou seja, VOCÊ aí! E mais: Só faça ligações a cobrar para pessoas que o tenham autorizado a fazê-lo, ou que, no mínimo, sejam conhecidos seus. Se você nem reconheceu a minha voz, presumo que nem me conheça. E agora que os motivos estão muito bem esclarecidos, tomo a liberdade de chamá-lo de BURRO! Por não atender às orientações que lhe são dadas e também por ter discado o número errado. Passar bem!!
Definitivamente, é insuportável o arrogante ao telefone. Ainda mais quando nos liga a cobrar.
Hunf!!
): [
24.11.05
Multar? Só no Dia de São Nunca
Talvez nem todos os amigos leitores deste espaço se recordem, mas certa vez comentei aqui, superficialmente, sobre uma lei municipal que diz que o "Uso de telefone celular em postos de gasolina é proibido e sujeito a multa ( de R$ 400, 00 para o usuário do aparelho e também para o dono do posto )"; fato que veio ao meu conhecimento depois de reparar numa plaquinha com esses dizeres afixada em uma bomba de gasolina. E na época questionei a quem caberia a aplicação da multa.
Como não havia conseguido localizar a tal lei antes, fiquei a supor que esse detalhe estivesse na íntegra do texto.
Hoje volto ao assunto para "mostrar o pau depois de matar a cobra". Hehe.
Aqui está a Lei Municipal nº 13.440, na íntegra!
No que diz respeito à minha antiga dúvida, o artigo 5º dá a resposta: " A fiscalização do cumprimento das disposições deste decreto caberá às Subprefeituras. ". Fica então subentendido que o responsável pela aplicação das tais multas de 400 reais é o fiscal da subprefeitura - que, para quem é de fora, significa o mesmo que 'administração regional'; uma "sucursal" da prefeitura em cada distrito.
Bem, isso é o que diz a teoria. Agora vamos à prática:
Lá está o sujeito, a conversar descontraidamente em seu celular, enquanto abastece seu veículo. O pode fazer o coitado do frentista? Dizer ao cidadão "Por gentileza, o senhor poderia desligar seu celular? É proibido usar celular aqui no posto de gasolina..." e, de repente, ouvir como resposta um grosseiro "É? E daí? Dane-se! Estou numa conversa muito importante, agora. Termine logo o seu serviço aí que você ganha mais" ?
Alternativas viáveis que imaginei:
1.
Por uma grande sorte do destino, justamente nesse instante está passando por ali um carro com fiscais da prefeitura e um deles penaliza-se com a humilhação a que foi submetido o frentista e resolve agir. Pára seu carro no local imediatamente e dá voz de prisão. Digo, de autuação: "Alto lá! Você está autuado em flagrante por infringir a Lei municipal nº 13.440!!" E saca seu bloquinho do bolso do paletó. Nesse momento, surge o proprietário do estabelecimento, estranhando o movimento incomum. Percebe que é um fiscal aplicando multa por uso de celular e imediatamente parte para a defesa do cliente - e mais ainda, do seu próprio bolso - "Ninguém estava usando celular aqui não, seu fiscal. É que meu funcionário é meio míope e viu o senhor aqui (apontando para o cliente que agora está fazendo a famosa cara de não-sei-de-nada) usando um barbeador e pensou que fosse um celular, não é, não é? (e olha para ambos; o cliente com a satisfeita feição de concordância com a farsa e para o perplexo frentista, que em sua humilde honestidade só consegue balbuciar "Mas... mas... ahn."
Ante a inusitada cena e comprovado (comprovado?!) o equívoco, o fiscal fecha seu bloquinho sem nada anotar, embarca em seu carro e se vai. De longe, ainda é possível ouvir as gargalhadas dos outros fiscais: "Um barbeador! AHahahahahahahaaaa!!"
Se vai também o cliente do posto, tranqüilo e feliz em sua impunidade. Mais um dos discípulos da infâme "lei de Gérson", este cidadão. Suspira aliviado o dono do posto por ter conseguido se livrar da multa de 400 reais e sobe de volta ao seu escritório. Só resta ali o emudecido frentista, tentando engolir a seco sua convicção de que leis são criadas para serem respeitadas. Enxuga o suor sob o boné, olha para o céu. Silenciosamente.
Em prol de um emprego - cujo salário muitas vezes é miserável, não há outra opção - a Razão acaba ficando em segundo plano. E depois disso, o pobre frentista nunca mais "viu" celulares em uso lá dentro...
2.
O frentista presencia a infração, pega sua câmera digital e registra a cena. O flagrante: A bomba de combustível, o veículo parado ao lado e, dentro deste, um sujeito que animadamente tagarela num telefone celular. A foto é enviada para o departamento público responsável.
Lá, após a leitura da placa do automóvel, o proprietário do mesmo é identificado e devidamente notificado. E ele...
- Ei! Mas eu nunca estive nesse posto de gasolina! Ademais, esse cara na foto não sou eu!!
Descobre-se depois que, justamente naquele dia, o dono do carro havia emprestado-o ao cunhado. E este...
- Mas de jeito nenhum! Olha só esse penteado, eu ja-ma-is em toda a minha vida penteei meu cabelo desse jeito!! E como é que posso ser confundido com esse gordo na foto, não vêem como sou? (o sujeito é magérrimo como o Marco Maciel, em contrapartida ao fotografado infrator, que parece ter quase o mesmo peso do Bussunda) ? Vocês devem estar brincando.
A investigação prossegue. Não foi o dono do carro, não foi o cunhado do dono do carro. "Haveria a hipótese desse carro ter sido deixado em... em um lava-rápido, por exemplo?" O interrogado faz um esforço de memória e lembra-se: Acho que nesse dia a minha esposa foi ao mercado com aquele carro..." E ela...
- De quê vocês estão me acusando? Só estou vendo a foto de um gordo dentro de um carro! O que é que tenho a ver com isso?
- E a senhora não reconhece esse carro da foto?
(olhando bem) - Parece o carro do meu irmão... mas não tenho a mínima idéia de quem seja esse cara aí ao volante! É um ladrão de carros?!
- Não, minha senhora, não é um ladrão. Pelo menos até onde sabemos. Mas diga-me, a senhora usou esse carro para fazer compras um dia, certo?
(pensando) - Sim, foi no dia do rodízio do meu carro.
- E nesse dia, saiu sozinha? Ou estava acompanhada?
- Saí com minha filha. Só nós duas.
O "investigador" da subprefeitura cala-se por alguns minutos. Fica pensativo. Até que, num estalo, lança a questão:
- E durante esse dia, vocês duas ficaram juntas o tempo todo?
- Sim. (breve pausa) Não, minto. Enquanto estávamos no shopping, minha filha lembrou-se de que tinha que passar na escola pra pagar alguma coisa e não daria tempo se fosse depois das compras. Deixei que ela pegasse o carro para ir até lá, enquanto fiquei no shopping.
Segue a diligência na direção da garota. E ela...
- Usei esse carro sim. Aliás, essa sucata ambulante do meu tio, que nojo.
- E enquanto você esteve com o carro, não teria deixado-o em algum lugar como um lava-rápido ou coisa parecida?
- Lavar uma velharia daquelas? Nem pensar!
- Talvez tenha emprestado o carro a alguém?
- E quem iria querer, senão a maluca da minha mãe? (pausa) Ah sim, enquanto fiquei na fila do caixa da escola, pedi ao Silas que colocasse um pouco de gasolina naquele troço. O pão-duro do meu tio, sabe como é, né? Deixou o tanque na reserva, só porque ia emprestar o carro... e eu é que não seria louca de ficar na rua, ainda mais com uma carroça daquelas.
Crime solucionado? Triunfante, o 'investigador' mostra para a garota aquela foto tirada no posto de gasolina:
- Este que está dentro do carro é que é o Silas, não é?
( a moça arregala os olhos ) E responde, indignada:
- Pára com isso!! Que brincadeira mais besta é essa? O Silas é o meu namorado; lindo, loiro, alto e, principalmente, esbelto! Nem sei quem é esse gordo na foto!!!
Enfim, Silas desvenda todo o mistério: Assim como a namorada, ele também ficou com vergonha de ser visto pelos amigos dirigindo aquele carro caindo os pedaços e, para não desagradá-la, providenciou uma forma alternativa de atendê-la: Pediu a um de seus colegas (vulgo "João Gordo", o asqueroso) que fizesse esse favor a ele. E foi o que ele fez.
Concluindo a historinha: O infrator da lei havia sido um colega do namorado da sobrinha do dono do veículo. E "João Gordo", especialista em recursos contra multas de trânsito, foi "gente fina" e "livrou a cara" (conforme suas próprias palavras) do Silas: Conseguiu 'provar' que o carro da foto era um clone, e que o sujeito dentro dele não passava de um sósia seu.
E, concluindo o post, sou forçado a reconhecer que essa é apenas mais uma - das tantas outras já existentes - leis que só existem no papel. Porque na prática... Ha ha...
(: T
Como não havia conseguido localizar a tal lei antes, fiquei a supor que esse detalhe estivesse na íntegra do texto.
Hoje volto ao assunto para "mostrar o pau depois de matar a cobra". Hehe.
Aqui está a Lei Municipal nº 13.440, na íntegra!
No que diz respeito à minha antiga dúvida, o artigo 5º dá a resposta: " A fiscalização do cumprimento das disposições deste decreto caberá às Subprefeituras. ". Fica então subentendido que o responsável pela aplicação das tais multas de 400 reais é o fiscal da subprefeitura - que, para quem é de fora, significa o mesmo que 'administração regional'; uma "sucursal" da prefeitura em cada distrito.
Bem, isso é o que diz a teoria. Agora vamos à prática:
Lá está o sujeito, a conversar descontraidamente em seu celular, enquanto abastece seu veículo. O pode fazer o coitado do frentista? Dizer ao cidadão "Por gentileza, o senhor poderia desligar seu celular? É proibido usar celular aqui no posto de gasolina..." e, de repente, ouvir como resposta um grosseiro "É? E daí? Dane-se! Estou numa conversa muito importante, agora. Termine logo o seu serviço aí que você ganha mais" ?
Alternativas viáveis que imaginei:
1.
Por uma grande sorte do destino, justamente nesse instante está passando por ali um carro com fiscais da prefeitura e um deles penaliza-se com a humilhação a que foi submetido o frentista e resolve agir. Pára seu carro no local imediatamente e dá voz de prisão. Digo, de autuação: "Alto lá! Você está autuado em flagrante por infringir a Lei municipal nº 13.440!!" E saca seu bloquinho do bolso do paletó. Nesse momento, surge o proprietário do estabelecimento, estranhando o movimento incomum. Percebe que é um fiscal aplicando multa por uso de celular e imediatamente parte para a defesa do cliente - e mais ainda, do seu próprio bolso - "Ninguém estava usando celular aqui não, seu fiscal. É que meu funcionário é meio míope e viu o senhor aqui (apontando para o cliente que agora está fazendo a famosa cara de não-sei-de-nada) usando um barbeador e pensou que fosse um celular, não é, não é? (e olha para ambos; o cliente com a satisfeita feição de concordância com a farsa e para o perplexo frentista, que em sua humilde honestidade só consegue balbuciar "Mas... mas... ahn."
Ante a inusitada cena e comprovado (comprovado?!) o equívoco, o fiscal fecha seu bloquinho sem nada anotar, embarca em seu carro e se vai. De longe, ainda é possível ouvir as gargalhadas dos outros fiscais: "Um barbeador! AHahahahahahahaaaa!!"
Se vai também o cliente do posto, tranqüilo e feliz em sua impunidade. Mais um dos discípulos da infâme "lei de Gérson", este cidadão. Suspira aliviado o dono do posto por ter conseguido se livrar da multa de 400 reais e sobe de volta ao seu escritório. Só resta ali o emudecido frentista, tentando engolir a seco sua convicção de que leis são criadas para serem respeitadas. Enxuga o suor sob o boné, olha para o céu. Silenciosamente.
Em prol de um emprego - cujo salário muitas vezes é miserável, não há outra opção - a Razão acaba ficando em segundo plano. E depois disso, o pobre frentista nunca mais "viu" celulares em uso lá dentro...
2.
O frentista presencia a infração, pega sua câmera digital e registra a cena. O flagrante: A bomba de combustível, o veículo parado ao lado e, dentro deste, um sujeito que animadamente tagarela num telefone celular. A foto é enviada para o departamento público responsável.
Lá, após a leitura da placa do automóvel, o proprietário do mesmo é identificado e devidamente notificado. E ele...
- Ei! Mas eu nunca estive nesse posto de gasolina! Ademais, esse cara na foto não sou eu!!
Descobre-se depois que, justamente naquele dia, o dono do carro havia emprestado-o ao cunhado. E este...
- Mas de jeito nenhum! Olha só esse penteado, eu ja-ma-is em toda a minha vida penteei meu cabelo desse jeito!! E como é que posso ser confundido com esse gordo na foto, não vêem como sou? (o sujeito é magérrimo como o Marco Maciel, em contrapartida ao fotografado infrator, que parece ter quase o mesmo peso do Bussunda) ? Vocês devem estar brincando.
A investigação prossegue. Não foi o dono do carro, não foi o cunhado do dono do carro. "Haveria a hipótese desse carro ter sido deixado em... em um lava-rápido, por exemplo?" O interrogado faz um esforço de memória e lembra-se: Acho que nesse dia a minha esposa foi ao mercado com aquele carro..." E ela...
- De quê vocês estão me acusando? Só estou vendo a foto de um gordo dentro de um carro! O que é que tenho a ver com isso?
- E a senhora não reconhece esse carro da foto?
(olhando bem) - Parece o carro do meu irmão... mas não tenho a mínima idéia de quem seja esse cara aí ao volante! É um ladrão de carros?!
- Não, minha senhora, não é um ladrão. Pelo menos até onde sabemos. Mas diga-me, a senhora usou esse carro para fazer compras um dia, certo?
(pensando) - Sim, foi no dia do rodízio do meu carro.
- E nesse dia, saiu sozinha? Ou estava acompanhada?
- Saí com minha filha. Só nós duas.
O "investigador" da subprefeitura cala-se por alguns minutos. Fica pensativo. Até que, num estalo, lança a questão:
- E durante esse dia, vocês duas ficaram juntas o tempo todo?
- Sim. (breve pausa) Não, minto. Enquanto estávamos no shopping, minha filha lembrou-se de que tinha que passar na escola pra pagar alguma coisa e não daria tempo se fosse depois das compras. Deixei que ela pegasse o carro para ir até lá, enquanto fiquei no shopping.
Segue a diligência na direção da garota. E ela...
- Usei esse carro sim. Aliás, essa sucata ambulante do meu tio, que nojo.
- E enquanto você esteve com o carro, não teria deixado-o em algum lugar como um lava-rápido ou coisa parecida?
- Lavar uma velharia daquelas? Nem pensar!
- Talvez tenha emprestado o carro a alguém?
- E quem iria querer, senão a maluca da minha mãe? (pausa) Ah sim, enquanto fiquei na fila do caixa da escola, pedi ao Silas que colocasse um pouco de gasolina naquele troço. O pão-duro do meu tio, sabe como é, né? Deixou o tanque na reserva, só porque ia emprestar o carro... e eu é que não seria louca de ficar na rua, ainda mais com uma carroça daquelas.
Crime solucionado? Triunfante, o 'investigador' mostra para a garota aquela foto tirada no posto de gasolina:
- Este que está dentro do carro é que é o Silas, não é?
( a moça arregala os olhos ) E responde, indignada:
- Pára com isso!! Que brincadeira mais besta é essa? O Silas é o meu namorado; lindo, loiro, alto e, principalmente, esbelto! Nem sei quem é esse gordo na foto!!!
Enfim, Silas desvenda todo o mistério: Assim como a namorada, ele também ficou com vergonha de ser visto pelos amigos dirigindo aquele carro caindo os pedaços e, para não desagradá-la, providenciou uma forma alternativa de atendê-la: Pediu a um de seus colegas (vulgo "João Gordo", o asqueroso) que fizesse esse favor a ele. E foi o que ele fez.
Concluindo a historinha: O infrator da lei havia sido um colega do namorado da sobrinha do dono do veículo. E "João Gordo", especialista em recursos contra multas de trânsito, foi "gente fina" e "livrou a cara" (conforme suas próprias palavras) do Silas: Conseguiu 'provar' que o carro da foto era um clone, e que o sujeito dentro dele não passava de um sósia seu.
E, concluindo o post, sou forçado a reconhecer que essa é apenas mais uma - das tantas outras já existentes - leis que só existem no papel. Porque na prática... Ha ha...
(: T
23.11.05
Um pequeno comercial
Se o Varizol é para varizes e o Simancol para se mancar, para que serviria o PENETROL ?
Hahaah, as mentes mais libidinosas já devem ter descoberto.
Problemas de lubrificação durante o ato? Ardor? Penetrol resolve! Não use mais vaselina, não corra mais riscos de alergia à vaselina ou mesmo de que o fino material do preservativo seja afetado! Penetrol não contém vaselina e também é ecológico, pois não contém CFC. Penetrol é o mais novo avanço no mundo do sexo!! E ainda vem com três opções de sabor: Flocos, napolitano e passas ao rum! À venda nas melhores sex-shops do Brasil.
( risos )
Evidente que isto não passa de uma piada, hehe...
Pra quem não sabe, o Penetrol realmente existe e tem este sugestivo nome muito bem registrado em cartório; só que é muito pouco provável que alguém encontre-o na vitrine de alguma sex-shop (por mais bizarra que esta seja). Trata-se de um – ora vejam só – cupinicida! É apenas um veneno para matar cupins, gente.
(: )
Hahaah, as mentes mais libidinosas já devem ter descoberto.
Problemas de lubrificação durante o ato? Ardor? Penetrol resolve! Não use mais vaselina, não corra mais riscos de alergia à vaselina ou mesmo de que o fino material do preservativo seja afetado! Penetrol não contém vaselina e também é ecológico, pois não contém CFC. Penetrol é o mais novo avanço no mundo do sexo!! E ainda vem com três opções de sabor: Flocos, napolitano e passas ao rum! À venda nas melhores sex-shops do Brasil.
( risos )
Evidente que isto não passa de uma piada, hehe...
Pra quem não sabe, o Penetrol realmente existe e tem este sugestivo nome muito bem registrado em cartório; só que é muito pouco provável que alguém encontre-o na vitrine de alguma sex-shop (por mais bizarra que esta seja). Trata-se de um – ora vejam só – cupinicida! É apenas um veneno para matar cupins, gente.
(: )
13.11.05
Num "programa de índio"
Pra quem nunca sai de casa – como eu, por exemplo, – certos programas considerados "indígenas" podem nos render surpresas, vez ou outra. Ontem foi o dia de fazer a peregrinação que todo reformador de sua própria casa faz, em lojas de material para construção. Para pesquisar preços, certamente. E neste ponto sinto-me bem servido nesta capital, especialmente em determinado trecho da Marginal do Tietê, servida por 4 grandes lojas desse tipo. E lá fui.
Logo na primeira, enquanto observava distraidamente uma prateleira, ouço alguém dizer:
– Mas é perseguição? Até aqui?!
Me volto pra ver se a frase era comigo, e de fato era; um cliente amigo da minha oficina. Passada a ligeira surpresa, nos cumprimentamos. E pela primeira vez, conheço a esposa dele. Embora este amigo – ao menos aparentemente – não tivesse nenhum vínculo nordestino, sua senhora possuía um indisfarçavel sotaque que não deixava dúvidas quanto a procedência. Depois de uma breve palestra sobre alguns produtos daquela loja onde estávamos, despedimo-nos e cada qual seguiu seu caminho. Terminei de olhar alguns itens, e parti para a loja seguinte.
Nesta outra loja, nem bem dou meus primeiros passos entrada adentro, inicia-se uma música oriental. Mas não exatamente do oriente dos meus ancestrais, mas do... do Oriente Médio, isso! Na seção de tapetes (que fica ali mesmo, logo na entrada do recinto) avistei uma dançarina. Odalisca? A balançar-se ritmicamente, marcando os passos com um... pandeiro (?). Desnecessário dizer que, com a vestimenta típica e muito corpo exposto, a moça logo atraiu a atenção dos olhares masculinos ao redor. Mas eu... contrariando toda a tendência, não olhei as partes mais... ahn, digamos, sensuais. Fui imediatamente atraído pelos cabelos. Ah, os cabelos que eram muito parecidos com os de uma apaixonante mulher que mora lá pelos lados da terra de Alceu valença...
Alguns minutos apreciando a apresentação e lá fui, corredores adentro, procurar o que realmente havia ido lá procurar.
Achei. E achei caro. Parti para a terceira loja. (que bom que todas são praticamente vizinhas)
E na terceira loja, sem incidente algum, foi que encontrei os produtos que buscava. Coincidência ou não, quase sempre acabo fazendo minhas compras nessa terceira das quatro. Conseqüentemente, nunca entrei na quarta. Acho que um dia tentarei ir na última, primeiro. Só pra variar.
Finda a peregrinação, resolvo ir ao mercado comprar uma cervejinha, que ninguém é de ferro. E não é que, quando eu ia subindo pelas escadas-rolantes, um sujeito no sentido contrário da rolagem que eu seguia me cumprimenta, efusivamente?
– PAULO! Há quanto tempooo! Tudo bom?
Pego de surpresa, fico sem saber o que dizer; se digo que infelizmente não sou o Paulo, ou se retribuo gentilmente o cumprimento. Mas como a escada não pára e logo estamos nos distanciando, só tenho tempo de lhe responder:
– Opa, tudo beleza!
E nos despedimos, desajeitadamente.
Fiquei com pena dessa pessoa. Por certo deve ter se decepcionado com seu amigo Paulo. Tantos anos de amizade e agora ele sequer o reconhece. E mais pena ainda tive do Paulo, que provavelmente será considerado um arrogante. Ou, no mínimo, amnésico. E sem ter culpa alguma.
Compro minha cerveja e resolvo passar na lotérica para comprar uma raspadinha de 1 real. Eles não tem. "Me vê aí duas de R$0,50 então, que dá no mesmo". E raspo, na esperança de ganhar um dinheirinho que me permita viajar ao litoral nordestino e encontrar minha amada. Pois sim, ambos estão premiados. Mas com os 50 centavos. Nada ganhei, só deixei de perder. Consolo-me.
E o sábado termina com uma ligação telefônica. Liguei para ela, claro, para aplacar um pouco a saudade e, de quebra, perguntar-lhe se faria a dança do ventre pra mim (relembrando a dançarina da loja). Entretanto, minha esperança é em vão; ela pouco se interessa por isso. E penso no Paulo, novamente. Será que a namorada dele aceitaria proporcionar esse prazer a ele? Ah, bem capaz que não. A sorte dele não é lá muito melhor que a minha, não. Basta ver a má fama que lhe dei, gratuitamente, ontem. Mas...
Enfim, há prazeres tão bons quanto... ou muito mais extasiantes que uma dança das mil-e-uma-noites. Mas isso já é conversa privada, e para dois. Hehe.
: )
Logo na primeira, enquanto observava distraidamente uma prateleira, ouço alguém dizer:
– Mas é perseguição? Até aqui?!
Me volto pra ver se a frase era comigo, e de fato era; um cliente amigo da minha oficina. Passada a ligeira surpresa, nos cumprimentamos. E pela primeira vez, conheço a esposa dele. Embora este amigo – ao menos aparentemente – não tivesse nenhum vínculo nordestino, sua senhora possuía um indisfarçavel sotaque que não deixava dúvidas quanto a procedência. Depois de uma breve palestra sobre alguns produtos daquela loja onde estávamos, despedimo-nos e cada qual seguiu seu caminho. Terminei de olhar alguns itens, e parti para a loja seguinte.
Nesta outra loja, nem bem dou meus primeiros passos entrada adentro, inicia-se uma música oriental. Mas não exatamente do oriente dos meus ancestrais, mas do... do Oriente Médio, isso! Na seção de tapetes (que fica ali mesmo, logo na entrada do recinto) avistei uma dançarina. Odalisca? A balançar-se ritmicamente, marcando os passos com um... pandeiro (?). Desnecessário dizer que, com a vestimenta típica e muito corpo exposto, a moça logo atraiu a atenção dos olhares masculinos ao redor. Mas eu... contrariando toda a tendência, não olhei as partes mais... ahn, digamos, sensuais. Fui imediatamente atraído pelos cabelos. Ah, os cabelos que eram muito parecidos com os de uma apaixonante mulher que mora lá pelos lados da terra de Alceu valença...
Alguns minutos apreciando a apresentação e lá fui, corredores adentro, procurar o que realmente havia ido lá procurar.
Achei. E achei caro. Parti para a terceira loja. (que bom que todas são praticamente vizinhas)
E na terceira loja, sem incidente algum, foi que encontrei os produtos que buscava. Coincidência ou não, quase sempre acabo fazendo minhas compras nessa terceira das quatro. Conseqüentemente, nunca entrei na quarta. Acho que um dia tentarei ir na última, primeiro. Só pra variar.
Finda a peregrinação, resolvo ir ao mercado comprar uma cervejinha, que ninguém é de ferro. E não é que, quando eu ia subindo pelas escadas-rolantes, um sujeito no sentido contrário da rolagem que eu seguia me cumprimenta, efusivamente?
– PAULO! Há quanto tempooo! Tudo bom?
Pego de surpresa, fico sem saber o que dizer; se digo que infelizmente não sou o Paulo, ou se retribuo gentilmente o cumprimento. Mas como a escada não pára e logo estamos nos distanciando, só tenho tempo de lhe responder:
– Opa, tudo beleza!
E nos despedimos, desajeitadamente.
Fiquei com pena dessa pessoa. Por certo deve ter se decepcionado com seu amigo Paulo. Tantos anos de amizade e agora ele sequer o reconhece. E mais pena ainda tive do Paulo, que provavelmente será considerado um arrogante. Ou, no mínimo, amnésico. E sem ter culpa alguma.
Compro minha cerveja e resolvo passar na lotérica para comprar uma raspadinha de 1 real. Eles não tem. "Me vê aí duas de R$0,50 então, que dá no mesmo". E raspo, na esperança de ganhar um dinheirinho que me permita viajar ao litoral nordestino e encontrar minha amada. Pois sim, ambos estão premiados. Mas com os 50 centavos. Nada ganhei, só deixei de perder. Consolo-me.
E o sábado termina com uma ligação telefônica. Liguei para ela, claro, para aplacar um pouco a saudade e, de quebra, perguntar-lhe se faria a dança do ventre pra mim (relembrando a dançarina da loja). Entretanto, minha esperança é em vão; ela pouco se interessa por isso. E penso no Paulo, novamente. Será que a namorada dele aceitaria proporcionar esse prazer a ele? Ah, bem capaz que não. A sorte dele não é lá muito melhor que a minha, não. Basta ver a má fama que lhe dei, gratuitamente, ontem. Mas...
Enfim, há prazeres tão bons quanto... ou muito mais extasiantes que uma dança das mil-e-uma-noites. Mas isso já é conversa privada, e para dois. Hehe.
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10.11.05
Quem diria que o filho do Julio...

Deu no jornal:
O cantor Enrique Iglesias parece não ter o menor problema com sua masculinidade. Namorado da tenista Anna Kounikova, ele anunciou que pretende lançar uma linha própria de camisinhas. Detalhe: tamanho pequeno e extrapequeno. "Nunca acho esses tamanhos para comprar e sei o quanto é constrangedor."
( Fonte: Caderno Variedades do Jornal da Tarde, de São Paulo)
Aí fico a pensar...
será que vale a pena ser um desses rapazes que arrancam suspiros das mocinhas, mas ter o dote pequeno? Ou, mais grave ainda, extrapequeno? (gargalhada)
Eu sei, eu sei; já é discurso feminino de praxe, dizer que o tamanho pouco importa, que o que vale é o dono da 'coisa' saber usá-lo com maestria, que esse negócio de grande ou pequeno é fixação da mente masculina etc e tal, mas...
Só lhes digo uma coisa: Não que quanto maior deva ser melhor, mas que ter um pequeno deve ser ruim, ah! Isso deve! Minha sorte é que sempre encontrei com facilidade preservativos adequados ao meu tamanho. E sem a necessidade de 'fazer a barra' da "vestimenta", heheeh.
E ainda dizem que é o japonês que tem o dito-cujo pequeno!!
(outra deliciosa gargalhada, com gostinho de vingança)
: D
9.11.05
Enciclopédias
Mas que fase nostálgica esta, não? Tento buscar inspirações diferentes para não ficar 'batendo muito na mesma tecla', mas não tem jeito. Portanto, lá vão outras linhas com sabor de século passado.
Minha ausência online justifica-se por uma mudança de residência, seguida de reforma. (Ou de reforma seguida de mudança, o que seria o certo? Acontece que na minha família a carruagem vai à frente dos bois. Ou, nem tanto. Bem, é uma coisa um bocado complicada de se explicar, como podem perceber por este atrapalhado parágrafo) E durante as "escavações", localizei algumas enciclopédias. Vem daí o tema do texto de hoje.
Enciclopédias! Quem tinha a Barsa era rei! A salvação de todos os trabalhos escolares; quase tudo o que era pedido pelos professores ginasiais ali estava, prontinho para ser copiado nos almaços. Embora muitas vezes copiassemos aquelas frases com termos demasiadamente rebuscados - Ah! Os britânicos e seu perfeccionismo! - sem ao menos entendermos os significados, a nota recebida pelo trabalho escolar era poupuda. Geralmente. Mesmo que não tivessemos entendido quase nada do conteúdo enciclopédico copiado, ao menos haviamos nos dado ao trabalho de abrir um livro para, mecanicamente, encontrar um item e reproduzi-lo com nossas próprias mãos. Tal qual o papagaio faz com os sons.
Creio que esse devia ser o nosso mérito; não exatamente a compreensão do assunto, mas a boa vontade - às vezes nem tão boa, mas... - de "pesquisá-lo".
E de volta ao século XXI...
Há muito que não sou mais aquele pequenino jovem que fazia trabalhos escolares debruçado sobre grossos fascículos, a recortar fotocópias e colá-las com a tenaz cola Tenaz; como será o mesmo trabalho, nos dias de hoje?
Se é que a Barsa ainda existe, provavelmente deve ter uma versão online, assim como o Aurélio. Ou, no mínimo, versão em CD, para aquela molecada que não desgruda do computador de jeito nenhum. Presumo que em um ponto, ao menos, os professores devem agradecer à presença desse maquinário e seus periféricos: Não sofrem mais tentando decifrar certos garranchos que, vaaaagamente assemelhavam-se a palavras. (Fontes tipográficas exdrúxulas à parte, claro)
De certa maneira o trabalho escolar de antigamente realmente era um trabalho. Porque o de hoje, hah! Enquanto papeia-se no Messenger e observam-se imagens num fotolog, fica a impressora incumbida do "árduo" trabalho de imprimir o trabalho (que, quase certeza, veio de um Control+C/Control+V), e tudo isso ao som de uma rádio também online. Trabalho para pesquisar na internet? Qual o quê. Qual criança não sabe usar um buscador hoje em dia? Se a do Renato Russo foi a geração Coca-Cola, ouso dizer que esta de agora é a do Google...
E fico com uma dúvida. Se na minha época eu concluía meus trabalhos com a bibliografia, qual será que é sua denominação online? "Sitografia" ?!
Concluindo, afirmo que algo de bom há, nisso tudo. O temível vendedor de enciclopédias é uma raça em extinção. Se você é, ou já foi um, lamento por seu emprego perdido. Mas você há de convir comigo que, há algumas décadas, aquele sujeito carregando a maleta com suas amostras nos apavorava. Melhor dizendo, nos tirava do sério. Com um blablabla infindável, nos cercava por todos os lados. Argumentos, contra-argumentos, vantagens, conteúdo, o brilhante futuro de seus filhos, a nata da cultura mundial à sua disposição para sempre, em sua sala de estar etc, etc e etc... aquela persistência típica dos vendedores, só que beirando a petulância. Resumindo, comprávamos a coleção toda, só para conseguirmos nos desvencilhar do grudento vendedor. E é deste tipo de vendedor sem a menor noção do que é persuadir ou irritar, que não sentirei nenhuma saudade. Af!
: P
Minha ausência online justifica-se por uma mudança de residência, seguida de reforma. (Ou de reforma seguida de mudança, o que seria o certo? Acontece que na minha família a carruagem vai à frente dos bois. Ou, nem tanto. Bem, é uma coisa um bocado complicada de se explicar, como podem perceber por este atrapalhado parágrafo) E durante as "escavações", localizei algumas enciclopédias. Vem daí o tema do texto de hoje.
Enciclopédias! Quem tinha a Barsa era rei! A salvação de todos os trabalhos escolares; quase tudo o que era pedido pelos professores ginasiais ali estava, prontinho para ser copiado nos almaços. Embora muitas vezes copiassemos aquelas frases com termos demasiadamente rebuscados - Ah! Os britânicos e seu perfeccionismo! - sem ao menos entendermos os significados, a nota recebida pelo trabalho escolar era poupuda. Geralmente. Mesmo que não tivessemos entendido quase nada do conteúdo enciclopédico copiado, ao menos haviamos nos dado ao trabalho de abrir um livro para, mecanicamente, encontrar um item e reproduzi-lo com nossas próprias mãos. Tal qual o papagaio faz com os sons.
Creio que esse devia ser o nosso mérito; não exatamente a compreensão do assunto, mas a boa vontade - às vezes nem tão boa, mas... - de "pesquisá-lo".
E de volta ao século XXI...
Há muito que não sou mais aquele pequenino jovem que fazia trabalhos escolares debruçado sobre grossos fascículos, a recortar fotocópias e colá-las com a tenaz cola Tenaz; como será o mesmo trabalho, nos dias de hoje?
Se é que a Barsa ainda existe, provavelmente deve ter uma versão online, assim como o Aurélio. Ou, no mínimo, versão em CD, para aquela molecada que não desgruda do computador de jeito nenhum. Presumo que em um ponto, ao menos, os professores devem agradecer à presença desse maquinário e seus periféricos: Não sofrem mais tentando decifrar certos garranchos que, vaaaagamente assemelhavam-se a palavras. (Fontes tipográficas exdrúxulas à parte, claro)
De certa maneira o trabalho escolar de antigamente realmente era um trabalho. Porque o de hoje, hah! Enquanto papeia-se no Messenger e observam-se imagens num fotolog, fica a impressora incumbida do "árduo" trabalho de imprimir o trabalho (que, quase certeza, veio de um Control+C/Control+V), e tudo isso ao som de uma rádio também online. Trabalho para pesquisar na internet? Qual o quê. Qual criança não sabe usar um buscador hoje em dia? Se a do Renato Russo foi a geração Coca-Cola, ouso dizer que esta de agora é a do Google...
E fico com uma dúvida. Se na minha época eu concluía meus trabalhos com a bibliografia, qual será que é sua denominação online? "Sitografia" ?!
Concluindo, afirmo que algo de bom há, nisso tudo. O temível vendedor de enciclopédias é uma raça em extinção. Se você é, ou já foi um, lamento por seu emprego perdido. Mas você há de convir comigo que, há algumas décadas, aquele sujeito carregando a maleta com suas amostras nos apavorava. Melhor dizendo, nos tirava do sério. Com um blablabla infindável, nos cercava por todos os lados. Argumentos, contra-argumentos, vantagens, conteúdo, o brilhante futuro de seus filhos, a nata da cultura mundial à sua disposição para sempre, em sua sala de estar etc, etc e etc... aquela persistência típica dos vendedores, só que beirando a petulância. Resumindo, comprávamos a coleção toda, só para conseguirmos nos desvencilhar do grudento vendedor. E é deste tipo de vendedor sem a menor noção do que é persuadir ou irritar, que não sentirei nenhuma saudade. Af!
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6.11.05

Não estou conseguindo recolocar meu avatar aqui. Se coloco a imagem lá no Multiply, o Blogger afirma que só aceita JPEG. ( e o arquivo está em jpg. Ué, não é a mesma coisa?!) ; Se coloco no FlickR, piora. Daí pensei: E se eu colocar a imagem aqui mesmo? Dessa maneira o Blogger conseguirá encontrá-la, não?
E vamos ao teste.
25.10.05
Virtuais... cartas de amor
Que a informatização - e principalmente o acesso a internet e seus mais variados conteúdos - veio para agilizar nosso dia-a-dia, é fato consagrado e consumado (e consumido, também, diga-se de passagem). Mas dentre os avanços atingidos pela conseqüente revolução de costumes, ao menos um há, que me atrevo a considerar 'passo em falso': As cartas de amor.
Em tempos idos - ou, só para tentar impressioná-los, poderia dizer 'No século passado' - a missiva dos apaixonados era manuscrita. Não voltarei ao tempo do bico-de-pena e lamparina - que não sou tão idoso assim, hahaa - mas às áureas épocas em que a Bic reinava absoluta em punhos colegiais.
Embora mesmo que nessa época a criatividade não fosse imprescindível - pois nada impedia que os menos inspirados copiassem descaradamente alguns versos de um livro de poesias ou mesmo recorressem aos "manuais de redação sentimental" que existiam à venda, - as cartas eram mais autênticas.
Haviam naquelas folhas certas evidências que, se não de sinceridade, eram de estado de espírito. Quase sempre imperceptível ao remetente, o tracejado das linhas era variável (conforme seu humor). Ou que me contradiga quem possui a grafia inalterada; quer seja no momento eufórico, ou no melancólico, ou nas demais variantes.
Não sou grafólogo, mas afirmo que a escrita dos amantes 'sobre o mar de rosas sem espinhos' diferia, e muito, da feita pelos quase-neuróticos (de ciúme, talvez?), a perfurar e/ou quase rasgar o papel. Ou a do lado mais frágil - que tanto poderia ser a mulher, quanto o homem - e suas palavras mal desenhadas sobre uma folha que quase sempre chegava às mãos do outro com manchas provocadas por supostas lágrimas, nas temidas fases do "Vamos dar um tempo?" e suas trágicas conseqüências.
E tudo isso, sem nem falar sobre os envelopes perfumados...
Os coraçõezinhos desenhados com canetinha colorida...
E a assinatura, que vez ou outra vinha acompanhada do 'carimbo' de um autêntico beijo e seu rubro batom?
É... são coisas que não existem mais, hoje em dia. Pelo menos, não tanto quanto outrora.
Hoje, em poucas tecladas - que podem ser apenas o preenchimento dos dados básicos (remetente/destinatário) - e um ou dois cliques do mouse, é possível enviar para qualquer lugar do planeta - sem precisar pagar taxas postais e nem temer greve dos correios ou que sua caprichada cartinha chegue à sua amada (ou ao seu amado) toda amarrotada - exuberantes e ardorosas mensagens de amor. Com requintes de som e animação, dão um verdadeiro espetáculo de apresentação.
Jamais questionarei a autenticidade de sentimento de quem envia um cartão virtual, - ainda mais que eu mesmo também costumo enviar alguns, às vezes - só que destaco esse lado fraudável das cartas... ou, melhor dizendo, dos e-mails apaixonados: A falta do toque humano. Da personalidade. Do calor - ou da frieza, conforme o caso - humano...
Frescura minha? É, pode ser.
Mas temo o dia em que até o cafuné for virtual. Imagino algo assim: Utilizando-se de um capacete sensorial (seja lá o que for isso), o agraciado pelo cafuné online clicará no local indicado na tela (ou seja lá onde for) e imediatamente sentirá algo a acariciar seus próprios cabelos. Ugh!!
: o
Em tempos idos - ou, só para tentar impressioná-los, poderia dizer 'No século passado' - a missiva dos apaixonados era manuscrita. Não voltarei ao tempo do bico-de-pena e lamparina - que não sou tão idoso assim, hahaa - mas às áureas épocas em que a Bic reinava absoluta em punhos colegiais.
Embora mesmo que nessa época a criatividade não fosse imprescindível - pois nada impedia que os menos inspirados copiassem descaradamente alguns versos de um livro de poesias ou mesmo recorressem aos "manuais de redação sentimental" que existiam à venda, - as cartas eram mais autênticas.
Haviam naquelas folhas certas evidências que, se não de sinceridade, eram de estado de espírito. Quase sempre imperceptível ao remetente, o tracejado das linhas era variável (conforme seu humor). Ou que me contradiga quem possui a grafia inalterada; quer seja no momento eufórico, ou no melancólico, ou nas demais variantes.
Não sou grafólogo, mas afirmo que a escrita dos amantes 'sobre o mar de rosas sem espinhos' diferia, e muito, da feita pelos quase-neuróticos (de ciúme, talvez?), a perfurar e/ou quase rasgar o papel. Ou a do lado mais frágil - que tanto poderia ser a mulher, quanto o homem - e suas palavras mal desenhadas sobre uma folha que quase sempre chegava às mãos do outro com manchas provocadas por supostas lágrimas, nas temidas fases do "Vamos dar um tempo?" e suas trágicas conseqüências.
E tudo isso, sem nem falar sobre os envelopes perfumados...
Os coraçõezinhos desenhados com canetinha colorida...
E a assinatura, que vez ou outra vinha acompanhada do 'carimbo' de um autêntico beijo e seu rubro batom?
É... são coisas que não existem mais, hoje em dia. Pelo menos, não tanto quanto outrora.
Hoje, em poucas tecladas - que podem ser apenas o preenchimento dos dados básicos (remetente/destinatário) - e um ou dois cliques do mouse, é possível enviar para qualquer lugar do planeta - sem precisar pagar taxas postais e nem temer greve dos correios ou que sua caprichada cartinha chegue à sua amada (ou ao seu amado) toda amarrotada - exuberantes e ardorosas mensagens de amor. Com requintes de som e animação, dão um verdadeiro espetáculo de apresentação.
Jamais questionarei a autenticidade de sentimento de quem envia um cartão virtual, - ainda mais que eu mesmo também costumo enviar alguns, às vezes - só que destaco esse lado fraudável das cartas... ou, melhor dizendo, dos e-mails apaixonados: A falta do toque humano. Da personalidade. Do calor - ou da frieza, conforme o caso - humano...
Frescura minha? É, pode ser.
Mas temo o dia em que até o cafuné for virtual. Imagino algo assim: Utilizando-se de um capacete sensorial (seja lá o que for isso), o agraciado pelo cafuné online clicará no local indicado na tela (ou seja lá onde for) e imediatamente sentirá algo a acariciar seus próprios cabelos. Ugh!!
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15.10.05
Que distração...
Há pouco que percebi a falta da minha foto, aqui. Talvez já tivesse visto esse defeito antes, mas nem dado tanta importância, já que em outros sites... ou, pra ser exato, no orkut é freqüente o sumiço de imagens. E, quando menos se espera, lá estão elas de volta, no mesmo lugarzinho de antes. Intactas. Como se tivessem apenas saído pra tomar um cafezinho na sala ao lado e retornado.
Aí pensei: Caramba, será que fui hackeado? Mas logo descartei essa hipótese, pois hacker que se preza ataca grandes sites, ou então, aqueles blogs que têm mais visitas que velório de papa... e estou bem longe de atingir esse estrelato.
A foto foi roubada? Huh? Claro que não. Primeiro porque não creio que ninguém fosse se interessar por aquilo, e segundo porque, do jeito que é fácil copiar/colar hoje em dia, quem se daria ao trabalho de furtar 'fisicamente' um arquivo? Nunguém! Por mais desocupado que fosse.
Foi então que resolvi olhar meus dados aqui dentro e lembrei-me: Quando criei o perfil, a imagem precisava estar hospedada em algum site ou servidor. E como eu estava no Beltrano, resolvi usar uma das minhas imagens que lá estavam. Até aí, tudo bem. Só que, tempos depois, resolvi sair de lá e me esqueci disso! TONTO!
Não que eu me arrependa de ter saído de lá, mas de me esquecer completamente disso. Pô.
E então, enquanto providencio um outro local para hospedar minha foto daqui, vou ficar com esse "avatar que não é um avatar".
Só para lhes dar uma satisfação a respeito.
: )
Aí pensei: Caramba, será que fui hackeado? Mas logo descartei essa hipótese, pois hacker que se preza ataca grandes sites, ou então, aqueles blogs que têm mais visitas que velório de papa... e estou bem longe de atingir esse estrelato.
A foto foi roubada? Huh? Claro que não. Primeiro porque não creio que ninguém fosse se interessar por aquilo, e segundo porque, do jeito que é fácil copiar/colar hoje em dia, quem se daria ao trabalho de furtar 'fisicamente' um arquivo? Nunguém! Por mais desocupado que fosse.
Foi então que resolvi olhar meus dados aqui dentro e lembrei-me: Quando criei o perfil, a imagem precisava estar hospedada em algum site ou servidor. E como eu estava no Beltrano, resolvi usar uma das minhas imagens que lá estavam. Até aí, tudo bem. Só que, tempos depois, resolvi sair de lá e me esqueci disso! TONTO!
Não que eu me arrependa de ter saído de lá, mas de me esquecer completamente disso. Pô.
E então, enquanto providencio um outro local para hospedar minha foto daqui, vou ficar com esse "avatar que não é um avatar".
Só para lhes dar uma satisfação a respeito.
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13.10.05
Um dos perigos de um chat
Ultimamente tenho recebido protestos indignados por parte de uma recém-conhecida de chat, afirmando que desprezo-a por ser casada. Evidente que isso não passa de eqüívoco, mas mesmo assim me senti na obrigação de vir a público dar os devidos esclarecimentos.
No que tange a relações com o sexo oposto, sou da opinião que é preciso ter muito cuidado. É preciso ter tato, sensibilidade. Não somente pela presumível delicadeza da mulher, visto que existem as flores que nem se cheirem; mas pelo risco de uma frase, uma palavra, ou mesmo simples reticências serem mal interpretadas. Nesse quesito posso afirmar que é muito mais simples lidar com a pessoa do mesmo sexo: Na hipótese de alguma frase dúbia, o sucinto diálogo a seguir resolve tudo num piscar de olhos:
– Pô, tá me estranhando?
– Foi mal, desculpa aí.
– Falou.
– Falou.
Entretanto...
Quando o interlocutor é feminino... e heterossexual...
Tudo pode ser interpretado das mais variadas formas. Ainda mais se não existe o olho-no-olho que nos livra do vexame de enxergar entrelinhas inexistentes nas palavras do outro. ( Hmm. Imagino leitoras reclamando de serem taxadas de burras. Não, não é nada disso. Tá, tudo bem, admito que nós homens também entendemos tudo errado, às vezes. Como o polêmico termo 'carência', que na grande maioria das vezes só quer dizer – para elas – a falta de alguém que as ouça e compreenda e lhes dê uma palavra de apoio. Bem diferente da carência masculina, que significa uma coisa só: Falta de sexo). Pois bem, mas voltando ao ambiente virtual...
Ciente da variedade de interpretações que nossa linguagem oferece, portanto, prefiro manter-me à uma certa distância de mulheres comprometidas. É uma precaução que evita provocar namorados/noivos/maridos e congêneros ciumentos. Ainda mais se são daqueles que têm ciúme até de sua própria sombra. Pode ser considerado frieza, esse distanciamento? Pode. E torna-se cada vez mais distante, à medida que o outro lado tenta levar a conversa para um lado mais... ahn, digamos... íntimo.
: T
No que tange a relações com o sexo oposto, sou da opinião que é preciso ter muito cuidado. É preciso ter tato, sensibilidade. Não somente pela presumível delicadeza da mulher, visto que existem as flores que nem se cheirem; mas pelo risco de uma frase, uma palavra, ou mesmo simples reticências serem mal interpretadas. Nesse quesito posso afirmar que é muito mais simples lidar com a pessoa do mesmo sexo: Na hipótese de alguma frase dúbia, o sucinto diálogo a seguir resolve tudo num piscar de olhos:
– Pô, tá me estranhando?
– Foi mal, desculpa aí.
– Falou.
– Falou.
Entretanto...
Quando o interlocutor é feminino... e heterossexual...
Tudo pode ser interpretado das mais variadas formas. Ainda mais se não existe o olho-no-olho que nos livra do vexame de enxergar entrelinhas inexistentes nas palavras do outro. ( Hmm. Imagino leitoras reclamando de serem taxadas de burras. Não, não é nada disso. Tá, tudo bem, admito que nós homens também entendemos tudo errado, às vezes. Como o polêmico termo 'carência', que na grande maioria das vezes só quer dizer – para elas – a falta de alguém que as ouça e compreenda e lhes dê uma palavra de apoio. Bem diferente da carência masculina, que significa uma coisa só: Falta de sexo). Pois bem, mas voltando ao ambiente virtual...
Ciente da variedade de interpretações que nossa linguagem oferece, portanto, prefiro manter-me à uma certa distância de mulheres comprometidas. É uma precaução que evita provocar namorados/noivos/maridos e congêneros ciumentos. Ainda mais se são daqueles que têm ciúme até de sua própria sombra. Pode ser considerado frieza, esse distanciamento? Pode. E torna-se cada vez mais distante, à medida que o outro lado tenta levar a conversa para um lado mais... ahn, digamos... íntimo.
: T
29.9.05
Terapeuta motivacional
Há quem tente "tapar o sol com a peneira" e se recusar a admitir a depressão. Sim, estes momentos nos quais vamos parar "no fundo do poço". E um poço árido, que nem se presta a saciar nossa sede. Pois bem. É inútil dizer que aquela profunda tristeza é apenas uma miragem psicológica, que não é. Tampouco não há vantagem alguma em abraçar a escuridão astral e nela criar morada. Não, não.
Venho hoje a dirigir a palavra aos casais.
Quantos de vocês já não devem ter enfrentado situação assim; Quando um dos dois cai em depressão ?
Se você é o que está "do lado de fora do poço", o que faz? Dá um abraço no outro e, a afagar os cabelos dele(a), apenas lhe diz: "Não fica assim, não. Vai passar..." e, com um olhar de compaixão, arremata: "Te amo, viu?" e finaliza com um beijinho nele(a), indo logo em seguida para a sala, a fim de assistir à tv? Não pode!
Como se o bordão 'Eu te amo' fosse algum elixir milagroso capaz de curar tudo, desde queda de cabelos à crises de depressão?! Certamente o amor e o carinho são remédios muitas vezes mais eficazes que qualquer antidepressivo, mas a questão é: Nada mais há a ser feito?
Há. E como há!
Ontem, por exemplo - e aqui começa a parte 'Meu querido diário' deste texto - uma mulher que me é muito especial dentre todas que conheço estava completamente deprimida. Prostrada sob o peso de problemas profissionais e a ausência do namorado, mal conseguia balbuciar monossílabas ao telefone, quando liguei para ela. A princípio investi no enaltecimento moral dela. Fracasso absoluto, ali estava o famoso caso do cego que não queria ver. Do outro lado da linha, o tom de voz fúnebre implicitamente me alertava que lá não havia a mínima boa-vontade de cooperar com minhas frases sorridentes e esperançosas. Tentei o desesperado "Mas se você fica triste, eu também fico, pô!" e então me compliquei mais ainda, pois o que se seguiu foi um tenebroso silêncio.
Acredito que uma parte daquela tristeza era causada pelo ciúme. Ela retrucava que eu vivia ajudando as amigas, e que ela também não passaria de mera amiga. Minhas explicações no intuito de fazê-la entender que ela era (e ainda é) muito mais especial que as outras eram sumariamente rechaçadas. E, sinceramente, aquela muralha de frieza estava prestes a minar de vez a minha benevolência da noite.
Disse-lhe: "Você acha que se fosse por uma pessoa qualquer eu estaria aqui me esforçando ao máximo, para no mínimo conseguir arrancar de você um sorriso? Claro que não, né. Por certo diria 'Bom, já que você insiste em ficar desse jeito, peço licença por aqui e vou dormir' ! "
E foi quando tive a grande 'iluminação': O humor!
Dei a volta por cima do meu próprio cansaço e levantei-me da cadeira. Agora era tudo ou nada: Ou eu conseguisse que ela risse, ou ambos terminariam a noite encharcando travesseiros com lágrimas.
Agucei minha ironia. Afirmei que, do jeito que a coisa estava, não seria de se estranhar se no dia seguinte ela marcasse consulta no dentista. Como eu esperava, ela nada entendeu e dei a explicação: "Vai me dizer que você nunca ouviu falar nas mulheres que dizem ir "ao dentista" quando, na verdade, estão é indo num... hã, num outro lugarzinho, sabe?". Ela entendeu. E retrucou: "E você acha que sou tão fácil assim?", ao que lhe respondi: "É claro que não, né. Mas sabe como é, vai que de repente seu dentista é um cara bonitão, boa pinta... e nem estou aí pra ver o que você anda aprontando... Hmm. Acho que vou pedir para Isadora (a filha dela) te vigiar, viu?" E finalmente ela esboçou um riso.
E comecei a interrogá-la sobre a aparência do sujeito - nada em tom seriamente inquiridor, obviamente - e ante a informação dada por ela que o tal dentista até que era bonitinho e ( ai! ) solteiro, comecei a caricaturalmente choramingar minhas dores de futuro corno. E o riso dela foi se reabrindo.
E fui investindo mais: Cartuns do Garfield, frases antológicas do famoso diretor-presidente do Corinthians, Vicente Matheus; ameaças de que rebolaria na frente dela etc, tudo em tom inspiradamente pastelão. No meu ímpeto de fazê-la descontrair-se e rir, até comecei a sentir calor, não obstante a fria noite de aproximadamente 15 graus que se fazia por aqui. Modéstia às favas, dei um verdadeiro show de humor particular. Um show dedicado somente a ela! E logo ela gargalhava deliciosamente, a praguejar contra mim, que havia estragado a fossa dela. ( risos )
Concluímos a noite reforçando ainda mais este sentimento tão bom que existe entre nós, que é o amor.
(: )
Enfim, - e agora saindo da intermissão 'Meu querido diário - digo-lhes que a tristeza é o degrau que nos permite evoluir na vida. Tanto nesta sentimental, quanto nas outras. Não devemos entregar os pontos jamais. A reação positiva aos infortúnios é que nos fortalece, nos enobrece. E, no caso específico das circunstâncias envolvidas neste texto, é não se acomodar nas frases feitas do cotidiano de um casal; Contentar-se com um resignado sorriso forçado e acreditar que 'dali a meia hora' o outro já estará melhor.
Se você ama pra valer,
Você sabe até onde pode - e deve - ir.
Não desista. Dê seu show também.
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Venho hoje a dirigir a palavra aos casais.
Quantos de vocês já não devem ter enfrentado situação assim; Quando um dos dois cai em depressão ?
Se você é o que está "do lado de fora do poço", o que faz? Dá um abraço no outro e, a afagar os cabelos dele(a), apenas lhe diz: "Não fica assim, não. Vai passar..." e, com um olhar de compaixão, arremata: "Te amo, viu?" e finaliza com um beijinho nele(a), indo logo em seguida para a sala, a fim de assistir à tv? Não pode!
Como se o bordão 'Eu te amo' fosse algum elixir milagroso capaz de curar tudo, desde queda de cabelos à crises de depressão?! Certamente o amor e o carinho são remédios muitas vezes mais eficazes que qualquer antidepressivo, mas a questão é: Nada mais há a ser feito?
Há. E como há!
Ontem, por exemplo - e aqui começa a parte 'Meu querido diário' deste texto - uma mulher que me é muito especial dentre todas que conheço estava completamente deprimida. Prostrada sob o peso de problemas profissionais e a ausência do namorado, mal conseguia balbuciar monossílabas ao telefone, quando liguei para ela. A princípio investi no enaltecimento moral dela. Fracasso absoluto, ali estava o famoso caso do cego que não queria ver. Do outro lado da linha, o tom de voz fúnebre implicitamente me alertava que lá não havia a mínima boa-vontade de cooperar com minhas frases sorridentes e esperançosas. Tentei o desesperado "Mas se você fica triste, eu também fico, pô!" e então me compliquei mais ainda, pois o que se seguiu foi um tenebroso silêncio.
Acredito que uma parte daquela tristeza era causada pelo ciúme. Ela retrucava que eu vivia ajudando as amigas, e que ela também não passaria de mera amiga. Minhas explicações no intuito de fazê-la entender que ela era (e ainda é) muito mais especial que as outras eram sumariamente rechaçadas. E, sinceramente, aquela muralha de frieza estava prestes a minar de vez a minha benevolência da noite.
Disse-lhe: "Você acha que se fosse por uma pessoa qualquer eu estaria aqui me esforçando ao máximo, para no mínimo conseguir arrancar de você um sorriso? Claro que não, né. Por certo diria 'Bom, já que você insiste em ficar desse jeito, peço licença por aqui e vou dormir' ! "
E foi quando tive a grande 'iluminação': O humor!
Dei a volta por cima do meu próprio cansaço e levantei-me da cadeira. Agora era tudo ou nada: Ou eu conseguisse que ela risse, ou ambos terminariam a noite encharcando travesseiros com lágrimas.
Agucei minha ironia. Afirmei que, do jeito que a coisa estava, não seria de se estranhar se no dia seguinte ela marcasse consulta no dentista. Como eu esperava, ela nada entendeu e dei a explicação: "Vai me dizer que você nunca ouviu falar nas mulheres que dizem ir "ao dentista" quando, na verdade, estão é indo num... hã, num outro lugarzinho, sabe?". Ela entendeu. E retrucou: "E você acha que sou tão fácil assim?", ao que lhe respondi: "É claro que não, né. Mas sabe como é, vai que de repente seu dentista é um cara bonitão, boa pinta... e nem estou aí pra ver o que você anda aprontando... Hmm. Acho que vou pedir para Isadora (a filha dela) te vigiar, viu?" E finalmente ela esboçou um riso.
E comecei a interrogá-la sobre a aparência do sujeito - nada em tom seriamente inquiridor, obviamente - e ante a informação dada por ela que o tal dentista até que era bonitinho e ( ai! ) solteiro, comecei a caricaturalmente choramingar minhas dores de futuro corno. E o riso dela foi se reabrindo.
E fui investindo mais: Cartuns do Garfield, frases antológicas do famoso diretor-presidente do Corinthians, Vicente Matheus; ameaças de que rebolaria na frente dela etc, tudo em tom inspiradamente pastelão. No meu ímpeto de fazê-la descontrair-se e rir, até comecei a sentir calor, não obstante a fria noite de aproximadamente 15 graus que se fazia por aqui. Modéstia às favas, dei um verdadeiro show de humor particular. Um show dedicado somente a ela! E logo ela gargalhava deliciosamente, a praguejar contra mim, que havia estragado a fossa dela. ( risos )
Concluímos a noite reforçando ainda mais este sentimento tão bom que existe entre nós, que é o amor.
(: )
Enfim, - e agora saindo da intermissão 'Meu querido diário - digo-lhes que a tristeza é o degrau que nos permite evoluir na vida. Tanto nesta sentimental, quanto nas outras. Não devemos entregar os pontos jamais. A reação positiva aos infortúnios é que nos fortalece, nos enobrece. E, no caso específico das circunstâncias envolvidas neste texto, é não se acomodar nas frases feitas do cotidiano de um casal; Contentar-se com um resignado sorriso forçado e acreditar que 'dali a meia hora' o outro já estará melhor.
Se você ama pra valer,
Você sabe até onde pode - e deve - ir.
Não desista. Dê seu show também.
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22.9.05
22 de Setembro
Oficialmente é chegada a primavera. É, oficialmente também, a estação das flores. ( Extra-oficialmente, a dos apaixonados. Mas essa categoria pretendo deixar de lado, no momento )
Apesar de toda a desregulagem climática provocada em nosso mundo devido a poluição desenfreada, as flores ainda mantém a força desafiadora de dar um revide em meio à nossa cinzenta atmosfera: Desabrocham. E eis que se faz o espetáculo de cores e perfumes.
Gosto de flores, sim. Não creio que a admiração que tenho pelas plantas vá abalar minha masculinidade. Mas... por que estou dizendo isto? Bah! Que bobagem. Continuemos.
Semana passada estive admirando um ipê ( "Pé de ipê"? "Ipezeiro"? ) todo florido. Só que mais do que o vivaz amarelo das flores, atraiu-me a atenção o incansável trabalho das abelhas. Também gosto muito de abelhas. Embora o primeiro contato que tive com elas tenha sido um bocado dolorido – Não lembro bem por qual motivo, mas estava eu, pequeno garotinho, passeando pelo sítio de um tio, no Paraná. Repentinamente veio o enxame e nos envolveu. Abri o maior berreiro e saí em disparada... mas foi em vão; tomei várias ferroadas. E só depois de passado o susto é que vieram me avisar: "Você não deveria ter gritado. Isso irrita ainda mais as abelhas e elas te atacam muito mais..." Ahn... – tudo o que vim a aprender depois na escola foi o suficiente para que eu as reconsiderasse.
Além de produzirem mel, ainda polinizam as flores. Ou seja, a grosso modo são insetos floricultores. Não bastassem essas qualidades, ainda dão a própria vida ao se defenderem. Sim, pois elas morrem depois de perder o ferrão. Tamanha atitude honrada me emociona! Por certo que as abelhas, diferentemente de nós, não mata (ou ataca) à toa. Nem por hobby, nem por propina, nem por infidelidade conjugal, ou discussões na mesa de bar, etc, etc. Somente atacam ao sentirem-se ameaçadas. Nesse caso, partem para o ato extremo. As kamikazes do mundo animal.
Bem, já que baguncei completamente o tema deste texto, vou contar-lhes um breve episódio que certa vez me ocorreu: Eu estava trabalhando normalmente em minha oficina deitado sob um carro, quando de repente comecei a sentir alguma coisa, bem pequena, debatendo-se dentro da minha calça, aproximadamente na altura do joelho. Levantei-me lentamente do chão... e caminhei a 'passos de astronauta' até o banheiro. Lá chegando, arriei as calças e pude ver o que estava ali, atordoado e confuso por não conseguir encontrar a saída de tão estranho "túnel": Uma abelha! Libertada, ela seguiu seu caminho e voou. E, acreditem se quisererm, mas não fui ferroado.
Concluindo, hoje intitulo-me um 'Amigo das abelhas'. E, para não divergir tanto assim do assunto 'primavera', desejo muitos campos floridos a todos!
Inclusive às abelhas.
: )
Apesar de toda a desregulagem climática provocada em nosso mundo devido a poluição desenfreada, as flores ainda mantém a força desafiadora de dar um revide em meio à nossa cinzenta atmosfera: Desabrocham. E eis que se faz o espetáculo de cores e perfumes.
Gosto de flores, sim. Não creio que a admiração que tenho pelas plantas vá abalar minha masculinidade. Mas... por que estou dizendo isto? Bah! Que bobagem. Continuemos.
Semana passada estive admirando um ipê ( "Pé de ipê"? "Ipezeiro"? ) todo florido. Só que mais do que o vivaz amarelo das flores, atraiu-me a atenção o incansável trabalho das abelhas. Também gosto muito de abelhas. Embora o primeiro contato que tive com elas tenha sido um bocado dolorido – Não lembro bem por qual motivo, mas estava eu, pequeno garotinho, passeando pelo sítio de um tio, no Paraná. Repentinamente veio o enxame e nos envolveu. Abri o maior berreiro e saí em disparada... mas foi em vão; tomei várias ferroadas. E só depois de passado o susto é que vieram me avisar: "Você não deveria ter gritado. Isso irrita ainda mais as abelhas e elas te atacam muito mais..." Ahn... – tudo o que vim a aprender depois na escola foi o suficiente para que eu as reconsiderasse.
Além de produzirem mel, ainda polinizam as flores. Ou seja, a grosso modo são insetos floricultores. Não bastassem essas qualidades, ainda dão a própria vida ao se defenderem. Sim, pois elas morrem depois de perder o ferrão. Tamanha atitude honrada me emociona! Por certo que as abelhas, diferentemente de nós, não mata (ou ataca) à toa. Nem por hobby, nem por propina, nem por infidelidade conjugal, ou discussões na mesa de bar, etc, etc. Somente atacam ao sentirem-se ameaçadas. Nesse caso, partem para o ato extremo. As kamikazes do mundo animal.
Bem, já que baguncei completamente o tema deste texto, vou contar-lhes um breve episódio que certa vez me ocorreu: Eu estava trabalhando normalmente em minha oficina deitado sob um carro, quando de repente comecei a sentir alguma coisa, bem pequena, debatendo-se dentro da minha calça, aproximadamente na altura do joelho. Levantei-me lentamente do chão... e caminhei a 'passos de astronauta' até o banheiro. Lá chegando, arriei as calças e pude ver o que estava ali, atordoado e confuso por não conseguir encontrar a saída de tão estranho "túnel": Uma abelha! Libertada, ela seguiu seu caminho e voou. E, acreditem se quisererm, mas não fui ferroado.
Concluindo, hoje intitulo-me um 'Amigo das abelhas'. E, para não divergir tanto assim do assunto 'primavera', desejo muitos campos floridos a todos!
Inclusive às abelhas.
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16.9.05
Fale aqui ou fale lá!
Francamente, fico no mínimo incomodado com certo costume que a... ( Ah sim, ela pediu-me para não ser identificada ) ... que certa amiga minha possui. A meu ver, não é normal. Mas nem me atreverei a dizer que considero isso um defeito, pois em praticamente todas as vezes em que tentei falar mal dela, só eu mesmo é que acabei me dando mal. Tá; que não seja defeito. Será então, por outro lado, uma virtude? Eis a que me refiro:
Esta minha certa amiga costuma atender o telefone e conversar comigo simultaneamente. Independentemente do teor da conversa ser o mesmo ou não. Ainda se fosse uma conversa aproveitando os demoraaaados "musiquinha-propaganda institucional + "Por favor, aguarde. Sua ligação é muito importante pra nós" + "musiquinha-propaganda institucional" que parecem nunca acabar, até seria compreensível, mas não. Três segundos que sejam, que o interlocutor do outro lado do fone leve para, digamos, pegar uma caneta já servem de brecha para ela falar algo comigo. E quando vou respondê-la, ela já está falando com o telefone de novo. Ug.
Pleno aproveitamento do tempo? Tagarelice descontrolada? Ou a moça é multi-plataforma?
Agora só me falta surgirem muitas pessoas dizendo que também fazem isso, e que é o normal.
Aí serei eu, o anormal. Utz.
: (
Não consigo falar ao mesmo tempo com o telefone e com outra pessoa ao lado. Também não consigo apoiar o fone entre a orelha e o ombro, mas isso nem faço questão de aprender. Nas poucas vezes em que tentei fazer isso, ou o fone caiu no chão, ou fiquei com um baita torcicolo.
Esta minha certa amiga costuma atender o telefone e conversar comigo simultaneamente. Independentemente do teor da conversa ser o mesmo ou não. Ainda se fosse uma conversa aproveitando os demoraaaados "musiquinha-propaganda institucional + "Por favor, aguarde. Sua ligação é muito importante pra nós" + "musiquinha-propaganda institucional" que parecem nunca acabar, até seria compreensível, mas não. Três segundos que sejam, que o interlocutor do outro lado do fone leve para, digamos, pegar uma caneta já servem de brecha para ela falar algo comigo. E quando vou respondê-la, ela já está falando com o telefone de novo. Ug.
Pleno aproveitamento do tempo? Tagarelice descontrolada? Ou a moça é multi-plataforma?
Agora só me falta surgirem muitas pessoas dizendo que também fazem isso, e que é o normal.
Aí serei eu, o anormal. Utz.
: (
Não consigo falar ao mesmo tempo com o telefone e com outra pessoa ao lado. Também não consigo apoiar o fone entre a orelha e o ombro, mas isso nem faço questão de aprender. Nas poucas vezes em que tentei fazer isso, ou o fone caiu no chão, ou fiquei com um baita torcicolo.
15.9.05
O hambúrguer na solitária
Não nego que gosto de fast food; de hambúrguer, pra ser mais preciso. E dia destes fui ao Bob's, só para variar um pouco do sabor da casa do palhaço Ronald. O Bob's da av. Paulista, num local relativamente discreto. A princípio estranhei a ausência de mesinhas na área de entrada e fiquei imaginando que o espaço reservado para as refeições estivesse num pavimento superior, ou então nos fundos. Estava certa minha segunda suposição.
E eu gostaria de escrever, nem tanto sobre a comida – já que esta pouco muda, de cadeia para cadeia – mas sim sobre o que vi quando dirigia-me ao salão dos fundos, onde estavam as mesinhas. O corredor de acesso ao local era todo ladeado de... hã, de balcões individuais. Talvez por raramente sair de casa, eu tenha estranhado a estrutura da casa. Mas não escondi minha surpresa com a descoberta. ( Por certo aquilo nada tem de novidade, mas como eu nunca havia visto nada parecido antes... )
E sentei-me ali, para experimentar a sensação.
Acomodado na banqueta, duas sólidas paredes laterais me isolavam por completo dos "companheiros de solitária". À minha frente, a parede de vidro. Lá fora, um singelo jardim, a tentar atenuar um pouco a frieza de nossa selva de pedra, de concreto armado, de vidros espelhados e ar condicionado.
Aprazível? Até que sim, não fosse a estranha impressão de estar confinado numa daquelas cabines onde trabalham os operadores de telemarketing. Por sorte não precisei comer meu lanche ali, pois estava com a boa companhia de uma amiga. Utilizamos uma das mesinhas convencionais.
E digo que foi sorte... por que?
Porque não deve ser nada animador ser forçado a comer naquelas pseudocabines. Claustrofobia à parte, a sensação de confinamento e solidão que senti ali foram consideráveis. Por outro lado...
Seria aquilo a adequação ao individualismo cada vez mais presente nas grandes capitais? Ou então ao tempo disponível sempre tão escasso? Eu poderia (ou deveria) entender como o espaço dos que dizem "Não tenho muito tempo pra comer; muito menos pra ficar conversando"?!
Ou senão é a busca de um tipo de cliente específico, o anti-social?
Ou ainda, nada a ver todas as suposições acima, sendo na verdade apenas o aproveitamento racional do espaço?
Sei lá. Só sei que estranhei. E só procurarei uma daquelas vagas solitárias no dia em que estiver de mal com Deus e o mundo.
Ei. Talvez seja mais uma suposição... ?
: o
E eu gostaria de escrever, nem tanto sobre a comida – já que esta pouco muda, de cadeia para cadeia – mas sim sobre o que vi quando dirigia-me ao salão dos fundos, onde estavam as mesinhas. O corredor de acesso ao local era todo ladeado de... hã, de balcões individuais. Talvez por raramente sair de casa, eu tenha estranhado a estrutura da casa. Mas não escondi minha surpresa com a descoberta. ( Por certo aquilo nada tem de novidade, mas como eu nunca havia visto nada parecido antes... )
E sentei-me ali, para experimentar a sensação.
Acomodado na banqueta, duas sólidas paredes laterais me isolavam por completo dos "companheiros de solitária". À minha frente, a parede de vidro. Lá fora, um singelo jardim, a tentar atenuar um pouco a frieza de nossa selva de pedra, de concreto armado, de vidros espelhados e ar condicionado.
Aprazível? Até que sim, não fosse a estranha impressão de estar confinado numa daquelas cabines onde trabalham os operadores de telemarketing. Por sorte não precisei comer meu lanche ali, pois estava com a boa companhia de uma amiga. Utilizamos uma das mesinhas convencionais.
E digo que foi sorte... por que?
Porque não deve ser nada animador ser forçado a comer naquelas pseudocabines. Claustrofobia à parte, a sensação de confinamento e solidão que senti ali foram consideráveis. Por outro lado...
Seria aquilo a adequação ao individualismo cada vez mais presente nas grandes capitais? Ou então ao tempo disponível sempre tão escasso? Eu poderia (ou deveria) entender como o espaço dos que dizem "Não tenho muito tempo pra comer; muito menos pra ficar conversando"?!
Ou senão é a busca de um tipo de cliente específico, o anti-social?
Ou ainda, nada a ver todas as suposições acima, sendo na verdade apenas o aproveitamento racional do espaço?
Sei lá. Só sei que estranhei. E só procurarei uma daquelas vagas solitárias no dia em que estiver de mal com Deus e o mundo.
Ei. Talvez seja mais uma suposição... ?
: o
6.9.05
De graça? Nem a graça.
Terminado um desgastante expediente, resolvo relaxar um pouco a cabeça visitando uns sites adultos. Não nego que já tenho alguma experiência na navegação por esses sites suspeitos e conheço diversos tipos de "arapucas" online, desde as mais ingênuas que dizem que é tudo grátis mas pedem o número do seu cartão de crédito, jurando por Deus e o mundo que jamais irão debitar absolutamente nada de sua conta bancária, que é só pra fazer a ficha cadastral - Tá bom, tá bom. Eu acredito. E acredito nos coelhinhos da páscoa, também - até as mais sutis, que conseguem nos redirecionar para um 0900 internacional. E lá estava eu a admirar algumas imagens, quando me surgiu em outra janela um site de encontros. Um tal de "Adult Friend Finder". Não era a primeira vez que aquela coisa aparecia na minha tela mas, ao contrário das outras vezes, ao invés de fechar a oferecida janela, resolvi ir lá verificar.
Chegando lá, me deparo com uma lista de mulheres procurando homens, e algumas até morando aqui. Em São Paulo. E isso porque o site é norte-americano, em inglês e tudo. "Ah! Cookies danados! Por isso que esses safados já sabiam de onde sou e o que procuro, né." - pensei. Tá certo.
Olhando ali e acolá, descubro que posso me inscrever lá, gratuitamente. Duvidei muito, mas como estava de saco cheio e disposto a ver algo diferente, aceitei a proposta. E fui preenchendo a ficha... aquela ladainha de sempre, do que gosto ou não gosto, religião, esportes, hobbies, como sou, como deve ser a mulher que busco, etc e etc. Na hora de colocar minha foto lá, hesitei um pouco, mas resolvi colocar uma antiga, na qual apareço bem de longe. Por via das dúvidas. E como "não tocaram no meu bolso" em nenhum momento, concluí a inscrição.
Quase que instantaneamente recebo um e-mail deles. E a senha de acesso já está em minhas mãos. Ok, vamos lá ver como é a coisa. Entrei. E quase nada entendi. É que meu inglês anda péssimo. Preciso mesmo praticá-lo, senão acabarei me esquecendo de tudo. E - não que eu esteja desesperado por uma transa, mas mais por curiosidade mesmo - fui logo pesquisar o banco de dados do site: "Mulheres", "Entre tal faixa etária", "Em tal país", "Em tal cidade" e ENTER.
Eis! Aparece a lista. Hmmm, e não é que tem mulher interessante por aqui? Clico em uma da listagem para ver o perfil completo e eis que surge a temida tela de "Exclusivo para membros pagantes" (ou algo parecido). É, tava demorando...
Desisto da pesquisa e vou ver como é o chat. Tem chat em português? Tem. E para brasileiros. Entro lá. Pra começar, estranho a interface. Me parece rudimentar. É claro que eu não esperava mesmo alguma coisa nos moldes dos chats da UOL ou do Terra, mas aquilo lá... Pô, além de não aceitar acentuação alguma (coisa já previsível num site estrangeiro, mas...), não tem como direcionar o que você escreve!
Ao adentrar a sala de chat, pouco menos de dez pessoas encontravam-se presentes. A maioria homens, que tentavam de alguma forma atrair a atenção das poucas mulheres que ali estavam. Meio perdido no ambiente completamente estranho, fiquei calado, só observando o funcionamento da coisa.
Não que eu queira me gabar, mas como o pessoal ali escrevia mal! Acho que um ou outro conseguia escrever num português claro, bem redigido. Já os demais... erros grosseiros e em caixa alta. Talvez, no afã de aparecer. E apareciam mesmo, tamanho o ridículo de suas frases. A princípio o nível das conversas me pareceu bem civilizado. Até que um sujeito começou a baixá-lo. É compreensível que o teor dos assuntos ali tocados sejam sensuais e/ou eróticos, mas daí a ficar falando obcenidades com quem nem estava dando essa liberdade toda ao sujeito; lastimável.
Logo o desprezado sentiu a reprovação geral da sala e passou aos ataques pessoais. E pude descobrir que pelo menos uma das mais úteis funcionalidades de chat estava disponível naquele também, o 'Ignorar'. Aleluia.
De resto, ficou aquela conversa meio que perdida; como as frases não eram direcionadas, o único jeito era ficar citando o nome do interlocutor a cada pergunta ou resposta dita (escrita). O que mais vi foram tentativas de marcar um encontro mais íntimo num programa de mensagens instantâneas, como o conhecido Messenger, por exemplo. Convenhamos, engrenar numa boa conversa num ambiente daqueles seria muito difícil. A menos que a intenção fosse realizar uma orgia coletiva. Mas não era.
Pessoas entrando, pessoas saindo, outras mulheres entram na sala. E tento clicar em uma delas, para ver se o nick "linkado" me leva ao perfil da pesoa.
( Explicação técnica: O nick de cada um dos dos presentes na sala de chat é um link. Ah, e outro detalhe, que considerei bem útil: Cada nick já está com sua devida... ahn, especificação. Homem, mulher ou casal (male, female e couple, respectivamente, que constam ao lado dos nicks )
Sim, clicando no nome da pessoa, você é redirecionado para a página pessoal da mesma, que - PqP! De novo!! - só é acessível a quem paga pelo serviço. Isso me lembra o site da UOL: No máximo em dois cliques, você consegue se deparar com o aviso de que a matéria que queria ver está em uma área de acesso restrito a assinantes; um saco. Depois dessa, decido encerrar minha excursão inaugural pelo site de encontros adultos.
No dia seguinte, uma surpresa me aguardava: Recebo um e-mail do site, avisando que minha foto havia sido reprovada. Lendo o comunicado, pude saber três dos principais motivos que poderiam ter levado a foto enviada a não ser aceita:
Formato de arquivo inválido ( Impossível, já que era um jpeg, um dos formatos aceitos );
Tamanho de arquivo excedente ( Também impossível, visto que o tamanho do enviado estava aquém do limite máximo );
Imagem com direitos autorais ( Uma foto que eu mesmo bati, e sozinho? Absurdo! ).
Fiquei sem saber o por quê de minha foto ser reprovada. Talvez, porque era discreta demais? Digo isso pelo fato de ter visto (muitas) pessoas exibindo seus órgãos genitais onde, teoricamente, deveria estar exposto um rosto. E se estão lá, é porque são permitidas. Caso contrário, não teriam passado pelo crivo do analisador de imagens que me barrou.
A propósito, nesse site também existem comunidades, tais quais as que existem no Orkut, por exemplo, só que essas me desagradaram por completo devido a um motivo: Presença minoritária de mulheres e os homens – nem todos, mas muitos – fazem questão de figurar por lá com a 'coisa' em riste ( Eca! ). Nada agradável de se ver. Ao menos a mim, heterossexual. E convicto.
Em suma, não mandei outra foto, nem mandarei. Fica sem, mesmo. E isso se eu ficar por lá, também, o que não garanto muito, não. Ainda mais com essa coisa de restrito ali, restrito lá...
: /
Chegando lá, me deparo com uma lista de mulheres procurando homens, e algumas até morando aqui. Em São Paulo. E isso porque o site é norte-americano, em inglês e tudo. "Ah! Cookies danados! Por isso que esses safados já sabiam de onde sou e o que procuro, né." - pensei. Tá certo.
Olhando ali e acolá, descubro que posso me inscrever lá, gratuitamente. Duvidei muito, mas como estava de saco cheio e disposto a ver algo diferente, aceitei a proposta. E fui preenchendo a ficha... aquela ladainha de sempre, do que gosto ou não gosto, religião, esportes, hobbies, como sou, como deve ser a mulher que busco, etc e etc. Na hora de colocar minha foto lá, hesitei um pouco, mas resolvi colocar uma antiga, na qual apareço bem de longe. Por via das dúvidas. E como "não tocaram no meu bolso" em nenhum momento, concluí a inscrição.
Quase que instantaneamente recebo um e-mail deles. E a senha de acesso já está em minhas mãos. Ok, vamos lá ver como é a coisa. Entrei. E quase nada entendi. É que meu inglês anda péssimo. Preciso mesmo praticá-lo, senão acabarei me esquecendo de tudo. E - não que eu esteja desesperado por uma transa, mas mais por curiosidade mesmo - fui logo pesquisar o banco de dados do site: "Mulheres", "Entre tal faixa etária", "Em tal país", "Em tal cidade" e ENTER.
Eis! Aparece a lista. Hmmm, e não é que tem mulher interessante por aqui? Clico em uma da listagem para ver o perfil completo e eis que surge a temida tela de "Exclusivo para membros pagantes" (ou algo parecido). É, tava demorando...
Desisto da pesquisa e vou ver como é o chat. Tem chat em português? Tem. E para brasileiros. Entro lá. Pra começar, estranho a interface. Me parece rudimentar. É claro que eu não esperava mesmo alguma coisa nos moldes dos chats da UOL ou do Terra, mas aquilo lá... Pô, além de não aceitar acentuação alguma (coisa já previsível num site estrangeiro, mas...), não tem como direcionar o que você escreve!
Ao adentrar a sala de chat, pouco menos de dez pessoas encontravam-se presentes. A maioria homens, que tentavam de alguma forma atrair a atenção das poucas mulheres que ali estavam. Meio perdido no ambiente completamente estranho, fiquei calado, só observando o funcionamento da coisa.
Não que eu queira me gabar, mas como o pessoal ali escrevia mal! Acho que um ou outro conseguia escrever num português claro, bem redigido. Já os demais... erros grosseiros e em caixa alta. Talvez, no afã de aparecer. E apareciam mesmo, tamanho o ridículo de suas frases. A princípio o nível das conversas me pareceu bem civilizado. Até que um sujeito começou a baixá-lo. É compreensível que o teor dos assuntos ali tocados sejam sensuais e/ou eróticos, mas daí a ficar falando obcenidades com quem nem estava dando essa liberdade toda ao sujeito; lastimável.
Logo o desprezado sentiu a reprovação geral da sala e passou aos ataques pessoais. E pude descobrir que pelo menos uma das mais úteis funcionalidades de chat estava disponível naquele também, o 'Ignorar'. Aleluia.
De resto, ficou aquela conversa meio que perdida; como as frases não eram direcionadas, o único jeito era ficar citando o nome do interlocutor a cada pergunta ou resposta dita (escrita). O que mais vi foram tentativas de marcar um encontro mais íntimo num programa de mensagens instantâneas, como o conhecido Messenger, por exemplo. Convenhamos, engrenar numa boa conversa num ambiente daqueles seria muito difícil. A menos que a intenção fosse realizar uma orgia coletiva. Mas não era.
Pessoas entrando, pessoas saindo, outras mulheres entram na sala. E tento clicar em uma delas, para ver se o nick "linkado" me leva ao perfil da pesoa.
( Explicação técnica: O nick de cada um dos dos presentes na sala de chat é um link. Ah, e outro detalhe, que considerei bem útil: Cada nick já está com sua devida... ahn, especificação. Homem, mulher ou casal (male, female e couple, respectivamente, que constam ao lado dos nicks )
Sim, clicando no nome da pessoa, você é redirecionado para a página pessoal da mesma, que - PqP! De novo!! - só é acessível a quem paga pelo serviço. Isso me lembra o site da UOL: No máximo em dois cliques, você consegue se deparar com o aviso de que a matéria que queria ver está em uma área de acesso restrito a assinantes; um saco. Depois dessa, decido encerrar minha excursão inaugural pelo site de encontros adultos.
No dia seguinte, uma surpresa me aguardava: Recebo um e-mail do site, avisando que minha foto havia sido reprovada. Lendo o comunicado, pude saber três dos principais motivos que poderiam ter levado a foto enviada a não ser aceita:
Formato de arquivo inválido ( Impossível, já que era um jpeg, um dos formatos aceitos );
Tamanho de arquivo excedente ( Também impossível, visto que o tamanho do enviado estava aquém do limite máximo );
Imagem com direitos autorais ( Uma foto que eu mesmo bati, e sozinho? Absurdo! ).
Fiquei sem saber o por quê de minha foto ser reprovada. Talvez, porque era discreta demais? Digo isso pelo fato de ter visto (muitas) pessoas exibindo seus órgãos genitais onde, teoricamente, deveria estar exposto um rosto. E se estão lá, é porque são permitidas. Caso contrário, não teriam passado pelo crivo do analisador de imagens que me barrou.
A propósito, nesse site também existem comunidades, tais quais as que existem no Orkut, por exemplo, só que essas me desagradaram por completo devido a um motivo: Presença minoritária de mulheres e os homens – nem todos, mas muitos – fazem questão de figurar por lá com a 'coisa' em riste ( Eca! ). Nada agradável de se ver. Ao menos a mim, heterossexual. E convicto.
Em suma, não mandei outra foto, nem mandarei. Fica sem, mesmo. E isso se eu ficar por lá, também, o que não garanto muito, não. Ainda mais com essa coisa de restrito ali, restrito lá...
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27.8.05
Salsicha sem salsicha
Em meio aos legumes enlatados expostos na prateleira de um mercado, atraiu-me a atenção uma lata de salsichas. Estranhei o fato, pois conhecia a prateleira das salsichas enlatadas e não era aquela. Foi então que percebi que se tratava de uma salsicha... vegetal!
Novidade? É claro que não. Produtos de origem vegetal preparados de forma a assemelharem-se a carne existem há algum tempo e eu mesmo já estava ciente do fato. O que me surpreendeu foi a aparência – ao menos na foto da embalagem – extremamente atraente. Por pouco não fui convencido a comprá-la. Ou melhor, por muito; A atração que causava a foto era proporcional à repulsa que causava o preço. Sim! Cara demais! Assustadoramente cara!
E então passei a pensar... Seria a soja (principal ingrediente da composição da tal salsicha) mais cara que a carne bovina? Pode ser? Não sei. Estranho isso.
Sendo vegetal, deve ser mais saudável. Só que isso justificaria seu elevado preço? Não seria isso uma forma de elitização da boa alimentação? Ou, por outro lado, o "incentivo" ao consumo dos tradicionais embutidos animais? Ah, a menos que...
Isso seja uma forma de penalizar os 'quase-desertores' ! ( surpreso )
Vamos ver se consigo transmitir-lhes a concepção que tive dos elevados preços daquilo que "parece ser o que não é", com um exemplo hipotético:
Fulano é vegetariano. E como todo e qualquer ser humano, sabe do que é feita uma salsicha. No entanto, não resistindo às tentações da carne, resolve experimentar um similar vegetal, pois dessa forma não estará infringindo seu estilo de alimentação e nem ficará com peso na consciência. Trata-se de um "pecador" indireto, portanto. Não cometeu o erro, mas persistiu no desejo de fazê-lo. Concluindo, que ele pague a penitência. E caro.
Estarei "viajando" nas idéias?
Note-se que a cerveja sem álcool também não é das mais baratas. E é bem provável que o café descafeinado também seja mais caro que o comum.
Hmm. Alguma me diz que existe algo nas entrelinhas desses preços...
Ou que me contradiga o fabricante das salsichas sem carne.
Novidade? É claro que não. Produtos de origem vegetal preparados de forma a assemelharem-se a carne existem há algum tempo e eu mesmo já estava ciente do fato. O que me surpreendeu foi a aparência – ao menos na foto da embalagem – extremamente atraente. Por pouco não fui convencido a comprá-la. Ou melhor, por muito; A atração que causava a foto era proporcional à repulsa que causava o preço. Sim! Cara demais! Assustadoramente cara!
E então passei a pensar... Seria a soja (principal ingrediente da composição da tal salsicha) mais cara que a carne bovina? Pode ser? Não sei. Estranho isso.
Sendo vegetal, deve ser mais saudável. Só que isso justificaria seu elevado preço? Não seria isso uma forma de elitização da boa alimentação? Ou, por outro lado, o "incentivo" ao consumo dos tradicionais embutidos animais? Ah, a menos que...
Isso seja uma forma de penalizar os 'quase-desertores' ! ( surpreso )
Vamos ver se consigo transmitir-lhes a concepção que tive dos elevados preços daquilo que "parece ser o que não é", com um exemplo hipotético:
Fulano é vegetariano. E como todo e qualquer ser humano, sabe do que é feita uma salsicha. No entanto, não resistindo às tentações da carne, resolve experimentar um similar vegetal, pois dessa forma não estará infringindo seu estilo de alimentação e nem ficará com peso na consciência. Trata-se de um "pecador" indireto, portanto. Não cometeu o erro, mas persistiu no desejo de fazê-lo. Concluindo, que ele pague a penitência. E caro.
Estarei "viajando" nas idéias?
Note-se que a cerveja sem álcool também não é das mais baratas. E é bem provável que o café descafeinado também seja mais caro que o comum.
Hmm. Alguma me diz que existe algo nas entrelinhas desses preços...
Ou que me contradiga o fabricante das salsichas sem carne.
23.8.05
Um domingo como todos poderiam ser

Depois de uma agradável sessão de fotografias tiradas no templo Zu Lai em companhia de amigos, pegamos o ônibus de retorno (cujo horário já era pré-definido para as 15 horas) e voltamos a São Paulo. Meia-hora de viagem, logo estávamos de volta no centro da capital. Como o clima estava agradável, resolvemos aproveitar o restante da tarde. E como o local de desembarque era em uma praça onde realiza-se uma feira tradicional japonesa, aproveitamos para passear por ali. Finda a visitação da feira, veio a dúvida: Ainda estava cedo. Para onde poderíamos ir? E veio a sugestão: Tomar um café na Av. Paulista. Eu estava com preguiça de caminhar - ainda mais carregando toda a tralha de equipamentos fotográficos que incluia até um tripé - mas, ante a insistência das amigas, acabei cedendo. E fomos caminhando.
No meio do trajeto uma delas lembrou-se da Festa de Nossa Senhora Achiropita, famoso evento da comunidade italiana aqui nesta capital e perguntou se o local era próximo dali. E, para a nossa sorte, era. E decidimos rumar para lá. Pouco antes de chegarmos ao local da festa (que ainda estava meio deserto, pois era cedo) nos deparamos com outra feira em uma praça e, desta vez, uma feira de antigüidades. Entre ir para festa ou ver a feira, sugeri que visitássemos a feira, pois ainda era um pouco cedo para a festa (aproximadamente 17 horas), cujo ponto alto é a comida. E rodamos a feira de antiguidades, a observar e comentar. Em seguida, seguimos para a festa, que era no quarteirão seguinte.
Ainda havia pouca gente no local. Minhas amigas aproveitaram para ir na Igreja de N.S. Achiropita, pois queriam fazer pedidos. Como nem sabíamos se estaria aberta à visitação ou não, fomos lá conferir.
E lá chegando, descobrimos que ela estava fechada, mas porque estava sendo preparada para a procissão e que depois reabriria e permaneceria aberta até as 23 horas. Perguntando a que horas seria a procissão, nos foi informado que "Às 18". Olhei o relógio: 17:40. Como faltava pouco, passamos a caminhar a esmo, por entre as barracas ainda se preparando. As caixas de som tocavam "Ave Maria" e só de ouvi-la eu já me arrepiava, de emoção.
Alguns passos depois, nos deparamos com uma esquina onde várias pessoas postavam-se, a observar atentamente algo. Evidente que nossa curiosidade nos levou a ir lá, também. E lá chegando, avistamos na outra ponta dessa rua, a imagem da santa. Não tardou muito, e uma pessoa começou a anunciar que a procissão já estava para começar.
Me faltou pouco para não chorar. Chorar de emoção, sabe? Eu ali, a admirar a imagem da Santa; atrás dela, o pôr-do-sol. E todos entoando cânticos de louvor. Que momento lindo. E outra coisa que me emocionava um bocado, era o fato de que não havíamos planejado nada daquilo. Não foi intencional, o local, o horário... e no entanto, tudo havia dado tão certo para que estivéssemos presentes ali, naquele momento... O sincronismo perfeito de passos, de paradas, de trajeto.
E veio caminhando lentamente sobre o tapete de serragem colorida a procissão. Ao ver a imagem passando por nós, me senti verdadeiramente abençoado.
Finda a procissão, finalmente pudemos entrar na igreja. Repleta de gente, gente sentada, gente em pé; todos aguardando a missa. Enquanto minhas amigas seguiam rumo ao altar, fiquei parado próximo a entrada. A observar a beleza do interior daquele local. Aquela era – e ainda é – uma igreja muito especial, pra mim. Foi lá que tive a emoção de adentrar pelo corredor central, sob o som da marcha nupcial. Não, não me casei ali; apenas fui padrinho. Mas podem ter certeza de que é uma emoção sem igual. Boas lembranças...
E depois fomos nos divertir na festa. E que festa boa! Músicas italianas a animar o ambiente, o aroma delicioso vindo das barracas, a alegria contagiante de ambos os lados; tanto de quem ali estava a passeio, quanto dos que estavam a trabalho. E se falei do cheiro, não posso deixar de falar do sabor, da qualidade: Que comida boa!
Boa comida e muito boa companhia numa noite de agradável temperatura, certamente foi um domingo marcante. Desses que, de tão bons que são, nos dão a impressão de terem sido somente um sonho.
Graças a Deus que não foi; Foi é muito real. E abençoado.
Benção esta que considero dada também a todos os que me acompanham aqui.
0 (: )
18.8.05
A gata e o formigão
Às vezes a depressão parece querer nos abraçar. Mas não me entrego tão facilmente assim; eu luto. Brigo comigo mesmo, me esbofeteio, me levanto. Há que ser assim, pois o melhor amigo de cada um deve ser, antes de mais nada, si mesmo. E passo a observar em meu redor, a procura de fatos ou de objetos que me espantem os pensamentos tristes. E sempre encontro.
Ao passar pela casa de minha irmã, lá estava seu animalzinho de estimação, a brincar. Uma gatinha e seu passatempo, uma grande formiga, doravante denominada 'formigão'. Fiquei ali a observá-los, atentamente... e logo me veio em mente o diálogo entre os dois:
Gata (dando patadas nele): Por que você não fica quieto?
Formigão (irritado): E por que você não pára de me bater?
G: Mas não estou batendo em você, só quero te tocar!
F: Não está batendo, é? Acha que suas patadas não doem, por acaso?
G: Mas sou delicada, veja. (Ela cutuca-o novamente, mas desta vez vira-o de ponta-cabeça, sem querer)
F: SOCORRO! Esta gata quer me matar! (sacudindo desesperadamente as patas no ar)
G: Mas que coisa! Você reclama demais, formigão. Espere que vou ajudá-lo.
(E tenta pegá-lo de novo. Formigão se agarra na pata da gata que, sentindo cócegas, lança-o longe)
F (bufando): Pra mim chega. Cansei disto. Tchau! (e sai em disparada)
G: Espera!! (dando um salto certeiro sobre ele) Se machucou? Faço um carinho em você e estará curado (e desce outra patada no infeliz).
F (cambaleante de tanto tomar patadas): Ai... eu quero minha mãe...
E consegui abrir o sorriso novamente.
E que assim seja. Uma ótima quinta-feira a todos.
: )
Ao passar pela casa de minha irmã, lá estava seu animalzinho de estimação, a brincar. Uma gatinha e seu passatempo, uma grande formiga, doravante denominada 'formigão'. Fiquei ali a observá-los, atentamente... e logo me veio em mente o diálogo entre os dois:
Gata (dando patadas nele): Por que você não fica quieto?
Formigão (irritado): E por que você não pára de me bater?
G: Mas não estou batendo em você, só quero te tocar!
F: Não está batendo, é? Acha que suas patadas não doem, por acaso?
G: Mas sou delicada, veja. (Ela cutuca-o novamente, mas desta vez vira-o de ponta-cabeça, sem querer)
F: SOCORRO! Esta gata quer me matar! (sacudindo desesperadamente as patas no ar)
G: Mas que coisa! Você reclama demais, formigão. Espere que vou ajudá-lo.
(E tenta pegá-lo de novo. Formigão se agarra na pata da gata que, sentindo cócegas, lança-o longe)
F (bufando): Pra mim chega. Cansei disto. Tchau! (e sai em disparada)
G: Espera!! (dando um salto certeiro sobre ele) Se machucou? Faço um carinho em você e estará curado (e desce outra patada no infeliz).
F (cambaleante de tanto tomar patadas): Ai... eu quero minha mãe...
E consegui abrir o sorriso novamente.
E que assim seja. Uma ótima quinta-feira a todos.
: )
16.8.05
Contra o motoqueiro imprudente
Hoje amanheço novamente ouvindo meu rádio-despertador (que costumo deixar sintonizado numa emissora de notícias) falando sobre a "briga" entre carros e motos. Ou, entre motoristas e motociclistas, para ser exato. Que este duelo já vem de longa data todos nós sabemos; a questão agora é providenciar um meio que facilite a nós (os que não costumam rodar sobre duas rodas) identificá-los.
Se algum dia você já precisou anotar a placa de um automóvel em alta velocidade e só o conseguiu com muita dificuldade - ou talvez nem tenha conseguido - deve entender a problemática que envolve as motos: Suas placas de identificação são ainda menores que a dos carros.
E por que a necessidade disso, agora? Em vista da assustadora quantidade de motociclistas que trafegam por nossas cidades a desafiar as leis de trânsito - e a nossa paciência - constantemente! Ou que me contradiga o motorista de uma cidade como São Paulo que nunca presenciou uma moto cruzando o sinal vermelho, impunemente.
Não quero "comprar briga" com nenhum dos lados; sou conscientemente contra a generalização e tenho certeza de que nem todo motociclista é assim, mas concordo que alguma coisa precisa ser feita, no sentido de acabar com essa 'festa'. Com a alegação de que são profissionais cuja rapidez no trabalho é imprescindível, desoneram-se de qualquer culpa ou remorso por quaisquer barbaridades cometidas a serviço e ainda gabam-se por sua destreza.
"Destreza" esta que, vez ou outra, arranca um retrovisor ali, risca uma lataria lá. E ai de você, motorista, se derrubar um deles. Mesmo que você esteja coberto de razão, só o fato de haver um motociclista caído no asfalto já é motivo para que vários deles se aglomerem no local, a te hostilizar. Mentira? Quem sabe se as ocorrências que já vi nesta capital tenham sido apenas fatos isolados? Talvez. Mas que a categoria é muito unida, isso é fato. Chega a dar a impressão de que unida até mesmo nodo inconseqüente como pilotam.
A sugestão de que se aumentasse o tamanho das placas de identificação foi desaconselhada por um especialista da área, e por um motivo óbvio: Se com as atuais dimensões já causam estragos, imagine se houvesse um acréscimo? Também surgiu a idéia de estamparem os dados da placa no capacete, ou mesmo num colete. Mas quem garante que isso seria cumprido à risca?
É jogo duro. Nunca fui "vítima" de nenhum transgressor sobre duas rodas, mas me espanto com os fatos que vêm ao meu conhecimento e aguardo uma boa resolução no intuito de disciplinar estes companheiros de asfalto.
E pensar que bastaria que eles tivessem o respeito às leis, e principalmente, à vida.
...
Se algum dia você já precisou anotar a placa de um automóvel em alta velocidade e só o conseguiu com muita dificuldade - ou talvez nem tenha conseguido - deve entender a problemática que envolve as motos: Suas placas de identificação são ainda menores que a dos carros.
E por que a necessidade disso, agora? Em vista da assustadora quantidade de motociclistas que trafegam por nossas cidades a desafiar as leis de trânsito - e a nossa paciência - constantemente! Ou que me contradiga o motorista de uma cidade como São Paulo que nunca presenciou uma moto cruzando o sinal vermelho, impunemente.
Não quero "comprar briga" com nenhum dos lados; sou conscientemente contra a generalização e tenho certeza de que nem todo motociclista é assim, mas concordo que alguma coisa precisa ser feita, no sentido de acabar com essa 'festa'. Com a alegação de que são profissionais cuja rapidez no trabalho é imprescindível, desoneram-se de qualquer culpa ou remorso por quaisquer barbaridades cometidas a serviço e ainda gabam-se por sua destreza.
"Destreza" esta que, vez ou outra, arranca um retrovisor ali, risca uma lataria lá. E ai de você, motorista, se derrubar um deles. Mesmo que você esteja coberto de razão, só o fato de haver um motociclista caído no asfalto já é motivo para que vários deles se aglomerem no local, a te hostilizar. Mentira? Quem sabe se as ocorrências que já vi nesta capital tenham sido apenas fatos isolados? Talvez. Mas que a categoria é muito unida, isso é fato. Chega a dar a impressão de que unida até mesmo nodo inconseqüente como pilotam.
A sugestão de que se aumentasse o tamanho das placas de identificação foi desaconselhada por um especialista da área, e por um motivo óbvio: Se com as atuais dimensões já causam estragos, imagine se houvesse um acréscimo? Também surgiu a idéia de estamparem os dados da placa no capacete, ou mesmo num colete. Mas quem garante que isso seria cumprido à risca?
É jogo duro. Nunca fui "vítima" de nenhum transgressor sobre duas rodas, mas me espanto com os fatos que vêm ao meu conhecimento e aguardo uma boa resolução no intuito de disciplinar estes companheiros de asfalto.
E pensar que bastaria que eles tivessem o respeito às leis, e principalmente, à vida.
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14.8.05
Por que tenho tanto receio de convidar uma amiga para me acompanhar em uma sessão de cinema? Até parece que existe algo de indecente na arte cinematográfica! (estou falando sobre filmes convencionais, claro)
E então, como diria o caricatural psicólogo, voltemos à nossa (ou à minha, pra ser mais preciso) infância para descobrir de onde vem esse trauma...
Na primeira vez em que adentrei o grande recinto, quase matei minha mãe de vergonha. Impressionado com as dimensões nunca vistas antes, exclamei - e com o entusiasmo nada discreto de uma criança com com seus poucos anos de idade:
- Uia, mãe! Que tevezona grande que tem aqui !!
Talvez naquela época já estivesse se rascunhando minha tendência ao humorismo. Mas creio que as risadas abafadas foram devidas a minha infantil ingenuidade, tão somente. E rapidamente fui acomodado em uma das poltronas, por minha vexada mãe. (tadinha)
Depois desse dia, nada de tão marcante aconteceu. Aprendi que televisão é uma coisa e tela de cinema é outra. E aprendi também a me concentrar no que está acontecendo na grande tela e não na platéia. Tanto é que sou avesso ao "piquenique" que certas pessoas costumam fazer lá dentro. Se como alguma coisa lá dentro, é por insistência da companhia. Bebidas também são evitadas, sob pena de ser forçado a correr para o banheiro em pleno meio da sessão e perder uma parte do filme. E eu ainda diria mais: Tropeçando em joelhos alheios em meio a escuridão predominante, a incomodar quem nada tem a ver com sua bexiga apertada.
E divaguei... e me perdi no meio do assunto.
A questão é: Que mal há em convidar uma amiga para ir ao cinema?
Ter seu mau gosto desvendado? ( Algo assim, uma garota decepcionada, dizendo ao seu amigo: "Puxa, eu achava que você fosse tão intelectual, mas depois dessa tua insistência em ver um filme do Van Damme... sei não..." )
Ou transparecer o desejo de assumir um compromisso (sem perceber)? ( Exemplificando de novo; chega a moça no local marcado para o encontro, acompanhado de um senhor com ares rígidos e ela, efusivamente esclarece: "Oi! Este é meu pai. Ele fez questão de me trazer até aqui porque queria conhecer meu novo namorado pessoalmente! ". O amigo arregala os olhos e engole a seco: "Namorado?!" - pensa - "Mas quem falou em namoro aqui? Era só um convite pra ver um filme..." )
Ou quem sabe, a sala de cinema possua um poder oculto (assim como possuem os comerciais de sorvete e sofás infláveis, de nos persuadir a comprá-los) transformador, que de médicos nos faz monstros ao apagar das luzes? E, induzidos pelo clima intimista da penumbra, nos leva a esquecer a ética e os bons costumes (e resistência à tentação da carne, diga-se de passagem) para assim... hã, realizar coisas que em sã consciência não faríamos? Haveria, portanto, um conjunto hipnótico composto pela carência afetiva (de uma, ou de ambas partes), pela relativa discrição do ambiente e pelo desenrolar da história na grande tela?
Oh não. Esta hipótese só pode ser aceita pelos fracos, os que não resistem à tentação de acreditar que a vida imita a arte. Claro que não descarto a possibilidade da... inspiração, mas me dou ao respeito de ir ao cinema para fazer o óbvio, que é (ao menos para mim) assistir a um filme. E apenas isso.
Imagino que alguém, ao ler isto, esteja me sugerindo a ida solitária e desconheça o motivo que me leva a não fazer isso. Pois bem, não vou mais ao cinema sozinho, porque nas raras vezes em que arrisquei ir, acabei rodeado de diversos casaisinhos que pareciam se divertir mais tirando minha concentração na tela, que assistindo ao filme propriamente dito. E ao invés de me divertir, eu ficava é irritado. Bah!!
E então, como diria o caricatural psicólogo, voltemos à nossa (ou à minha, pra ser mais preciso) infância para descobrir de onde vem esse trauma...
Na primeira vez em que adentrei o grande recinto, quase matei minha mãe de vergonha. Impressionado com as dimensões nunca vistas antes, exclamei - e com o entusiasmo nada discreto de uma criança com com seus poucos anos de idade:
- Uia, mãe! Que tevezona grande que tem aqui !!
Talvez naquela época já estivesse se rascunhando minha tendência ao humorismo. Mas creio que as risadas abafadas foram devidas a minha infantil ingenuidade, tão somente. E rapidamente fui acomodado em uma das poltronas, por minha vexada mãe. (tadinha)
Depois desse dia, nada de tão marcante aconteceu. Aprendi que televisão é uma coisa e tela de cinema é outra. E aprendi também a me concentrar no que está acontecendo na grande tela e não na platéia. Tanto é que sou avesso ao "piquenique" que certas pessoas costumam fazer lá dentro. Se como alguma coisa lá dentro, é por insistência da companhia. Bebidas também são evitadas, sob pena de ser forçado a correr para o banheiro em pleno meio da sessão e perder uma parte do filme. E eu ainda diria mais: Tropeçando em joelhos alheios em meio a escuridão predominante, a incomodar quem nada tem a ver com sua bexiga apertada.
E divaguei... e me perdi no meio do assunto.
A questão é: Que mal há em convidar uma amiga para ir ao cinema?
Ter seu mau gosto desvendado? ( Algo assim, uma garota decepcionada, dizendo ao seu amigo: "Puxa, eu achava que você fosse tão intelectual, mas depois dessa tua insistência em ver um filme do Van Damme... sei não..." )
Ou transparecer o desejo de assumir um compromisso (sem perceber)? ( Exemplificando de novo; chega a moça no local marcado para o encontro, acompanhado de um senhor com ares rígidos e ela, efusivamente esclarece: "Oi! Este é meu pai. Ele fez questão de me trazer até aqui porque queria conhecer meu novo namorado pessoalmente! ". O amigo arregala os olhos e engole a seco: "Namorado?!" - pensa - "Mas quem falou em namoro aqui? Era só um convite pra ver um filme..." )
Ou quem sabe, a sala de cinema possua um poder oculto (assim como possuem os comerciais de sorvete e sofás infláveis, de nos persuadir a comprá-los) transformador, que de médicos nos faz monstros ao apagar das luzes? E, induzidos pelo clima intimista da penumbra, nos leva a esquecer a ética e os bons costumes (e resistência à tentação da carne, diga-se de passagem) para assim... hã, realizar coisas que em sã consciência não faríamos? Haveria, portanto, um conjunto hipnótico composto pela carência afetiva (de uma, ou de ambas partes), pela relativa discrição do ambiente e pelo desenrolar da história na grande tela?
Oh não. Esta hipótese só pode ser aceita pelos fracos, os que não resistem à tentação de acreditar que a vida imita a arte. Claro que não descarto a possibilidade da... inspiração, mas me dou ao respeito de ir ao cinema para fazer o óbvio, que é (ao menos para mim) assistir a um filme. E apenas isso.
Imagino que alguém, ao ler isto, esteja me sugerindo a ida solitária e desconheça o motivo que me leva a não fazer isso. Pois bem, não vou mais ao cinema sozinho, porque nas raras vezes em que arrisquei ir, acabei rodeado de diversos casaisinhos que pareciam se divertir mais tirando minha concentração na tela, que assistindo ao filme propriamente dito. E ao invés de me divertir, eu ficava é irritado. Bah!!
9.8.05
Quando o feio bonito é
Tamanha é a reincidência deste tema em uma comunidade que co-modero, que resolvi escrever a respeito: A influência da aparência física em um relacionamento amoroso.
Creio que na mente de muitas pessoas ainda ecoam as palavras de (se é que não estou enganado) Vinícius de Moraes: " As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental ". E vivem as creditar suas fracassadas tentativas de viver um grande amor à falta de beleza. Como se um rosto bonito, um corpo atraente fossem pré-requisitos indispensáveis para tanto.
Claro que não sou hipócrita a ponto de dizer que a beleza plástica não é importante. Tem sim, sua parcela de influência na atração que pode vir a acontecer entre duas pessoas. Entretanto, não é o maior peso na balança, na hora de optar pelo sim ou pelo não. Pelo menos é o que penso.
Afinal de contas, o que é um namorado ou namorada? Um mero "troféu" a ser exibido aos outros? Um invejável objeto para se portar a tiracolo, como se fosse uma bolsa de refinada grife ou mesmo um valiosíssimo relógio? É claro que não.
Eu digo, e sem medo de ser forçado a engolir minhas próprias palavras futuramente, que sou incapaz de ter um romance com uma mulher somente pelo fato de ela ser uma linda mulher. Imagine: Linda, um verdadeiro colírio aos olhos; porém grossa, antipática, mal humorada, alienada, burra... Haveria chances de se pensar em um casamento? Jamais! E sequer em um namoro.
Por outro lado, existem sim, os feios. Mas que sabem cultivar uma beleza interior tão grandiosa que deslumbra a todos, irradiando seu brilho de tal forma que a feiúra corpórea torna-se um detalhezinho ínfimo, desprezível. Em alguns casos, imperceptível. E creiam-me, estes são os verdadeiros vencedores da 'corrida' rumo a realização do sonho de um romance atemporal, definitivo; pois é inevitável o desgaste da carne, ao passo que a personalidade é capaz de permanecer intacta por décadas a fio.
Talvez este "discurso" seja inútil aos jovens com energia o suficiente para amar e desamar, cair e se levantar, e cair de novo, e continuar assim tentando, sucessivamente... mas eu bem que gostaria que eles entendessem esta realidade para se pouparem de dar tantas 'cabeçadas'.
Lamentável o fato de que alguns jovens, em extremo desespero por se considerarem incapazes desta "estréia" no mundo adulto, se entreguem ao ato mais triste, mais covarde: O suicídio; este sim o pior final que existe.
Na idade em que mais vale a marca de um tênis ou de uma calça que saber se vestir com bom gosto e ao seu próprio estilo, corremos o risco de vermos mais e mais vidas se perdendo precocemente – e inutilmente – em busca de valores morais totalmente deturpados. Como a cega escravidão às regras ditatoriais da moda e da estética.
E finalmente, existe a relatividade da beleza; O que é feio para uns, pode não ser para outros e vice-versa. Ou discordam que aquela máxima não seja realista?
"Existe gosto pra tudo".
( Inclusive mau gosto, heheh )
Creio que na mente de muitas pessoas ainda ecoam as palavras de (se é que não estou enganado) Vinícius de Moraes: " As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental ". E vivem as creditar suas fracassadas tentativas de viver um grande amor à falta de beleza. Como se um rosto bonito, um corpo atraente fossem pré-requisitos indispensáveis para tanto.
Claro que não sou hipócrita a ponto de dizer que a beleza plástica não é importante. Tem sim, sua parcela de influência na atração que pode vir a acontecer entre duas pessoas. Entretanto, não é o maior peso na balança, na hora de optar pelo sim ou pelo não. Pelo menos é o que penso.
Afinal de contas, o que é um namorado ou namorada? Um mero "troféu" a ser exibido aos outros? Um invejável objeto para se portar a tiracolo, como se fosse uma bolsa de refinada grife ou mesmo um valiosíssimo relógio? É claro que não.
Eu digo, e sem medo de ser forçado a engolir minhas próprias palavras futuramente, que sou incapaz de ter um romance com uma mulher somente pelo fato de ela ser uma linda mulher. Imagine: Linda, um verdadeiro colírio aos olhos; porém grossa, antipática, mal humorada, alienada, burra... Haveria chances de se pensar em um casamento? Jamais! E sequer em um namoro.
Por outro lado, existem sim, os feios. Mas que sabem cultivar uma beleza interior tão grandiosa que deslumbra a todos, irradiando seu brilho de tal forma que a feiúra corpórea torna-se um detalhezinho ínfimo, desprezível. Em alguns casos, imperceptível. E creiam-me, estes são os verdadeiros vencedores da 'corrida' rumo a realização do sonho de um romance atemporal, definitivo; pois é inevitável o desgaste da carne, ao passo que a personalidade é capaz de permanecer intacta por décadas a fio.
Talvez este "discurso" seja inútil aos jovens com energia o suficiente para amar e desamar, cair e se levantar, e cair de novo, e continuar assim tentando, sucessivamente... mas eu bem que gostaria que eles entendessem esta realidade para se pouparem de dar tantas 'cabeçadas'.
Lamentável o fato de que alguns jovens, em extremo desespero por se considerarem incapazes desta "estréia" no mundo adulto, se entreguem ao ato mais triste, mais covarde: O suicídio; este sim o pior final que existe.
Na idade em que mais vale a marca de um tênis ou de uma calça que saber se vestir com bom gosto e ao seu próprio estilo, corremos o risco de vermos mais e mais vidas se perdendo precocemente – e inutilmente – em busca de valores morais totalmente deturpados. Como a cega escravidão às regras ditatoriais da moda e da estética.
E finalmente, existe a relatividade da beleza; O que é feio para uns, pode não ser para outros e vice-versa. Ou discordam que aquela máxima não seja realista?
"Existe gosto pra tudo".
( Inclusive mau gosto, heheh )
4.8.05
Frágil sigilo (se é que há)
Um dos termos mais ouvidos/lidos ultimamente é a 'Quebra de sigilo'. Inquérito pra lá, inquérito pra cá e dá-lhe quebra de sigilo telefônico e bancário. Mas não se enganem, não vou ser mais um a aumentar ainda mais a multidão dos que adoram comentar as estripulias do Roberto Jefferson ou sobre o brilho ofuscante do carequíssimo Marcos Valério. Não.
O tema é: Quebra de sigilo... internético!
Certo que não há nada de novo nisso, mas percebo que às vezes nos esquecemos de que nossos passos online podem ser rastreados e ficamos à vontade demais. Em um dos blogs que freqüento – que obviamente não direi qual – e talvez em muitos outros, está instalado um recurso que permite ao proprietário do site "ver" quem são os visitantes e inclusive saber de onde eles vieram. Se através de um link, de um outro site.
A princípio pensei: "Não há mal nenhum nisso, já que sou uma pessoa comum, de ações comuns, de comentários até que bem comunzinhos" e não dei muita importância ao fato. Entretanto...
Só depois é que fui me dar conta do tamanho do perigo. Sou uma pessoa comum, um homem comum. E o que faz um homem comum na internet, além das costumeiras utilidades e futilidades? Quem pensou em sacanagem aí, acertou. Não as sacanagens da esfera política, nem as ações perniciosas de hackers. É de sexo mesmo, que estou falando.
Tudo bem que já era de se imaginar que eu fosse um tipo de visitante de sites, ahn... cof cof, impróprios para menores de 18 anos (além do Orkut que, pra quem não sabe, é oficialmente proibido para menores, mas... hah) mas daí a ser imperceptivelmente descoberto por quem talvez eu menos espere...
Haveria nisso um misto de quebra de sigilo e invasão de privacidade? Creio que sim. Mas não critico quem o faça, embora me sinta temeroso. A alegação é a segurança. Assim como em tempos da ditadura militar, quando sua casa poderia ser invadida aos pontapés e ter todos os ambientes revirados (e sua pessoa, inclusive), à caça de um suposto comunista sob o discurso de que era "tudo para a sua segurança". Convenhamos, hoje em dia existem coisas muito piores que comunistas, que além de comerem criancinhas, vivem tentando dementar o disco rígido do seu computador ou então capturar sua senha do cartão de crédito.
Eu não faço nada disso, mas como creio que seja impossível obter um "habeas corpus preventivo" desses programas que deduram nossas clicadas mais libidinosas, pretendo estar mais atento aos meus próprios passos. Não que esteja fazendo o "voto de castidade online", mas de agora em diante vou...
... ug.
Pensando bem, acho que não tenho como escapar dessa devassa eletrônica, não.
Que os céus – e minhas amigas mais pudicas – me perdoem.
: /
O tema é: Quebra de sigilo... internético!
Certo que não há nada de novo nisso, mas percebo que às vezes nos esquecemos de que nossos passos online podem ser rastreados e ficamos à vontade demais. Em um dos blogs que freqüento – que obviamente não direi qual – e talvez em muitos outros, está instalado um recurso que permite ao proprietário do site "ver" quem são os visitantes e inclusive saber de onde eles vieram. Se através de um link, de um outro site.
A princípio pensei: "Não há mal nenhum nisso, já que sou uma pessoa comum, de ações comuns, de comentários até que bem comunzinhos" e não dei muita importância ao fato. Entretanto...
Só depois é que fui me dar conta do tamanho do perigo. Sou uma pessoa comum, um homem comum. E o que faz um homem comum na internet, além das costumeiras utilidades e futilidades? Quem pensou em sacanagem aí, acertou. Não as sacanagens da esfera política, nem as ações perniciosas de hackers. É de sexo mesmo, que estou falando.
Tudo bem que já era de se imaginar que eu fosse um tipo de visitante de sites, ahn... cof cof, impróprios para menores de 18 anos (além do Orkut que, pra quem não sabe, é oficialmente proibido para menores, mas... hah) mas daí a ser imperceptivelmente descoberto por quem talvez eu menos espere...
Haveria nisso um misto de quebra de sigilo e invasão de privacidade? Creio que sim. Mas não critico quem o faça, embora me sinta temeroso. A alegação é a segurança. Assim como em tempos da ditadura militar, quando sua casa poderia ser invadida aos pontapés e ter todos os ambientes revirados (e sua pessoa, inclusive), à caça de um suposto comunista sob o discurso de que era "tudo para a sua segurança". Convenhamos, hoje em dia existem coisas muito piores que comunistas, que além de comerem criancinhas, vivem tentando dementar o disco rígido do seu computador ou então capturar sua senha do cartão de crédito.
Eu não faço nada disso, mas como creio que seja impossível obter um "habeas corpus preventivo" desses programas que deduram nossas clicadas mais libidinosas, pretendo estar mais atento aos meus próprios passos. Não que esteja fazendo o "voto de castidade online", mas de agora em diante vou...
... ug.
Pensando bem, acho que não tenho como escapar dessa devassa eletrônica, não.
Que os céus – e minhas amigas mais pudicas – me perdoem.
: /
1.8.05
Não torpedeio, sou da paz.
Não sou fissurado em celular, quase nem uso o que possuo; geralmente ele fica jogado no fundo de uma gaveta, inclusive. Mas atendendo a insistentes pedidos de minha ex para que eu mandasse um recado para o celular dela, finalmente resolvi mandar o meu primeiro tal do "torpedo" (só que via internet, pois o meu aparelho está descreditado. Se bem que eu o definiria como 'desacreditado', mas deixa pra lá, hehe).
E não é que gostei? Em menos de 5 minutos já estava apitando no meu aparelho a resposta dela, eufórica. E claro, abri um baita sorriso nessa hora. (: ]
Apesar desta introdução bem ao estilo "Meu querido diário", o que quero escrever é sobre o termo – que parece que pegou pra valer mesmo – utilizado para definir aqueles breves recadinhos enviados através do celular: O Torpedo.
Diz a definição: Torpedo, s. m. Engenho de guerra submarino que explode ao bater contra um obstáculo.
Presumo que isso já seja do conhecimento de todos, mas coloquei aqui só para destacar o motivo do meu inconformismo. Não entendo muito do assunto, mas me parece que a analogia surgiu com o chamado correio elegante. Com o flerte, enfim.
Mas por que se usar um termo tão belicoso para isso? Ora se os reais torpedos não são completamente traiçoeiros, como uma punhalada pelas costas? Que o digam as embarcações afundadas em tempos de guerra! Submerso e sorrateiro, lá ia o submarino "às escuras" se aproximando do navio inimigo até que ... [sonoplastia de lançamento de torpedo] e, em segundos, uma explosão seguida do caos a bordo da embarcação atingida. O desespero da tripulação. Mortos e feridos. E mais mortos, os que não conseguiram se agarrar a um dos botes salva-vidas a tempo...
Puxa vida! Discordo do uso do termo. Isto não é uma batalha naval! Ou... no modo figurado, seria a guerra dos sexos? O suspiro apaixonado do amado (ou da amada) seria a "conquista de Monte Castelo" amorosa? Fuzileiros mortos seriam os bombons que ela atirou na parede, por estar de regime e ainda por cima, na TPM? Não, não.
Definitivamente, sou da paz. Fora com a belicosidade, mesmo que não intencional.
... e justamente agora me lembrei da imagem do cupido, portando seu arco e flecha
... que, talvez não por acaso, também são originalmente... armas! Ugh. : P
Tudo bem, vá. Quando avistei a P., fui flechado sim, mas com uma flecha cuja ponta era uma ventosa plástica e não me sangrou, e muito menos doeu. Só que acho que o danadinho do cupido havia pingado algumas gotas de superbonder antes de atirar, pois esta flecha está grudada tão firme aqui dentro, quanto as raízes de um centenário carvalho no solo de uma floresta.
E acabei mudando um pouco o rumo da conversa, mas para concluir:
Eu não envio torpedos. Só envio mensagens de texto ao celular.
; )
E não é que gostei? Em menos de 5 minutos já estava apitando no meu aparelho a resposta dela, eufórica. E claro, abri um baita sorriso nessa hora. (: ]
Apesar desta introdução bem ao estilo "Meu querido diário", o que quero escrever é sobre o termo – que parece que pegou pra valer mesmo – utilizado para definir aqueles breves recadinhos enviados através do celular: O Torpedo.
Diz a definição: Torpedo, s. m. Engenho de guerra submarino que explode ao bater contra um obstáculo.
Presumo que isso já seja do conhecimento de todos, mas coloquei aqui só para destacar o motivo do meu inconformismo. Não entendo muito do assunto, mas me parece que a analogia surgiu com o chamado correio elegante. Com o flerte, enfim.
Mas por que se usar um termo tão belicoso para isso? Ora se os reais torpedos não são completamente traiçoeiros, como uma punhalada pelas costas? Que o digam as embarcações afundadas em tempos de guerra! Submerso e sorrateiro, lá ia o submarino "às escuras" se aproximando do navio inimigo até que ... [sonoplastia de lançamento de torpedo] e, em segundos, uma explosão seguida do caos a bordo da embarcação atingida. O desespero da tripulação. Mortos e feridos. E mais mortos, os que não conseguiram se agarrar a um dos botes salva-vidas a tempo...
Puxa vida! Discordo do uso do termo. Isto não é uma batalha naval! Ou... no modo figurado, seria a guerra dos sexos? O suspiro apaixonado do amado (ou da amada) seria a "conquista de Monte Castelo" amorosa? Fuzileiros mortos seriam os bombons que ela atirou na parede, por estar de regime e ainda por cima, na TPM? Não, não.
Definitivamente, sou da paz. Fora com a belicosidade, mesmo que não intencional.
... e justamente agora me lembrei da imagem do cupido, portando seu arco e flecha
... que, talvez não por acaso, também são originalmente... armas! Ugh. : P
Tudo bem, vá. Quando avistei a P., fui flechado sim, mas com uma flecha cuja ponta era uma ventosa plástica e não me sangrou, e muito menos doeu. Só que acho que o danadinho do cupido havia pingado algumas gotas de superbonder antes de atirar, pois esta flecha está grudada tão firme aqui dentro, quanto as raízes de um centenário carvalho no solo de uma floresta.
E acabei mudando um pouco o rumo da conversa, mas para concluir:
Eu não envio torpedos. Só envio mensagens de texto ao celular.
; )
27.7.05
Só estou testando...
26.7.05
Por amor
Um clipezinho já bem rodado na grande rede, mas só vim a conhecê-lo ontem, por meio do link me passado por Diana. E o que escrevi a seguir foi a resposta que lhe dei, para a questão 'Você faria isso por amor?'
Assisti duas vezes seguidas, para assimilar bem a mensagem. Deixarei de lado a análise crítica quanto a viabilidade dos fatos para dar ênfase ao lado emocional.
Ambos se amam, mas por uma fatalidade do destino, ela perde a visão. E ele renuncia a sua própria visão em prol da amada. Note-se que, muito além de seus olhos, ele praticamente renuncia a sua própria vida, visto que sua profissão era fotógrafo.
E eu, o que faria?
Sabendo que o instrumento do meu trabalho havia apagado para sempre os olhos de minha amada, conseguiria permanecer na mesma profissão com o afinco e entusiasmo de sempre? Certamente que não. E a outra certeza é a de que a minha consciência jamais me perdoaria. Por mais desastrada que ela tivesse sido, eu só enxergaria minha - e tão somente minha! - culpa do incidente. Inevitável dor e revolta me abateriam, mas...
Agora digo com toda a sinceridade; eu não teria coragem de fazer o que ele fez. Mais do que uma impetuosa prova de amor, não teria ele cometido a auto-punição? A meu ver, o final foi bem triste, com ela estarrecida ao descobrir o que aconteceu - e com quem aconteceu - e ele caminhando... deixando-a para trás.
Eu procuraria os melhores cirurgiões, os mais especializados hospitais, arrumaria o dinheiro necessário para uma operação - mesmo que à custa de minha bancarrota, de vender tudo que possuo - para que pudesse permiti-la ver novamente.
Creio que desta forma eu viveria mais por ela. E para ela. Batalharia até conseguir. Imagine se entrego minha visão a ela assim, logo de cara; como ela passaria o resto de seus dias? Feliz da vida, sem remorso algum? Duvido muito.
Por outro lado, penso sempre numa outra situação:
Se ela corresse o risco de ser baleada, eu a protegeria?
Sei que é fácil fazer um "heróico discurso teórico", que é pouco provável se prever o que realmente aconteceria num caso destes, mas...
Eu digo que sim; a abraçaria, envolveria, protegeria.
Mesmo que isso custasse minha vida.
Assisti duas vezes seguidas, para assimilar bem a mensagem. Deixarei de lado a análise crítica quanto a viabilidade dos fatos para dar ênfase ao lado emocional.
Ambos se amam, mas por uma fatalidade do destino, ela perde a visão. E ele renuncia a sua própria visão em prol da amada. Note-se que, muito além de seus olhos, ele praticamente renuncia a sua própria vida, visto que sua profissão era fotógrafo.
E eu, o que faria?
Sabendo que o instrumento do meu trabalho havia apagado para sempre os olhos de minha amada, conseguiria permanecer na mesma profissão com o afinco e entusiasmo de sempre? Certamente que não. E a outra certeza é a de que a minha consciência jamais me perdoaria. Por mais desastrada que ela tivesse sido, eu só enxergaria minha - e tão somente minha! - culpa do incidente. Inevitável dor e revolta me abateriam, mas...
Agora digo com toda a sinceridade; eu não teria coragem de fazer o que ele fez. Mais do que uma impetuosa prova de amor, não teria ele cometido a auto-punição? A meu ver, o final foi bem triste, com ela estarrecida ao descobrir o que aconteceu - e com quem aconteceu - e ele caminhando... deixando-a para trás.
Eu procuraria os melhores cirurgiões, os mais especializados hospitais, arrumaria o dinheiro necessário para uma operação - mesmo que à custa de minha bancarrota, de vender tudo que possuo - para que pudesse permiti-la ver novamente.
Creio que desta forma eu viveria mais por ela. E para ela. Batalharia até conseguir. Imagine se entrego minha visão a ela assim, logo de cara; como ela passaria o resto de seus dias? Feliz da vida, sem remorso algum? Duvido muito.
Por outro lado, penso sempre numa outra situação:
Se ela corresse o risco de ser baleada, eu a protegeria?
Sei que é fácil fazer um "heróico discurso teórico", que é pouco provável se prever o que realmente aconteceria num caso destes, mas...
Eu digo que sim; a abraçaria, envolveria, protegeria.
Mesmo que isso custasse minha vida.
25.7.05
A realidade me contradiz...
Novamente sou forçado a engolir minhas próprias palavras. E a seco mesmo.
Há alguns dias, mais precisamente no dia 8 deste mês, eu fazia o seguinte comentário num dos posts do blog da Rê:
" ...
E não teve sorte a Fernanda Karina: Se ao menos ela tivesse um corpo bonito, certamente seria convidada a posar nua na Playboy e faturaria uns trocados. Coitada, ela não tem peito.
Em sentido literal.
: /
"
E não é que hoje me deparo com a seguinte manchete, na capa do JT:
"Quer a Playboy dela?
A secretária Fernanda Karina, que trabalhou para o publicitário Marcos Valério, pensa em virar deputada e diz que estuda proposta para posar nua. "
Ou meu olhar crítico das potencialidades do corpo feminino está caducado, ou a Playboy já está apelando. Espero que a primeira alternativa esteja certa, que senão prevejo um futuro nada brilhante para aquela revista. Imagino a mãe do "cantor" Latino, na capa, com direito a pôster central e tudo.
Cá entre nós: Urgh!
(: P
* Em tempo (e mais do que óbvio):
Eu não compraria a Playboy com a Fernanda Karina. E muito menos votaria nela para deputada. Sequer para vereadora, aliás.
Há alguns dias, mais precisamente no dia 8 deste mês, eu fazia o seguinte comentário num dos posts do blog da Rê:
" ...
E não teve sorte a Fernanda Karina: Se ao menos ela tivesse um corpo bonito, certamente seria convidada a posar nua na Playboy e faturaria uns trocados. Coitada, ela não tem peito.
Em sentido literal.
: /
"
E não é que hoje me deparo com a seguinte manchete, na capa do JT:
"Quer a Playboy dela?
A secretária Fernanda Karina, que trabalhou para o publicitário Marcos Valério, pensa em virar deputada e diz que estuda proposta para posar nua. "
Ou meu olhar crítico das potencialidades do corpo feminino está caducado, ou a Playboy já está apelando. Espero que a primeira alternativa esteja certa, que senão prevejo um futuro nada brilhante para aquela revista. Imagino a mãe do "cantor" Latino, na capa, com direito a pôster central e tudo.
Cá entre nós: Urgh!
(: P
* Em tempo (e mais do que óbvio):
Eu não compraria a Playboy com a Fernanda Karina. E muito menos votaria nela para deputada. Sequer para vereadora, aliás.
20.7.05
A morte sobre rodas
É com inegável pesar que venho registrar aqui o falecimento de um orkutiano. Embora a pessoa não fosse conhecida minha e aparentemente não havia nenhuma relação entre eu e ele, o fato que me incentiva a escrever estas linhas é o motivo que o levou a perder a vida: Um acidente de trânsito.
Como criador e mantenedor de uma comunidade sobre automóveis, sempre tive esta preocupação com todos os membros que lá estão: A morte nas avenidas e estradas. Lamentavelmente, a cada período de feriado prolongado ou férias, constato que muitas pessoas saem de casa com seus veículos para nunca mais voltarem. É certo que raras são as situações em que morrer admite conformação, mas esta, uma forma tão... tão absurda, não deveria existir jamais. Todo o planejamento de algumas horas, para dias felizes desfrutando do merecido descanso ou da diversão acaba de forma trágica.
Sempre aconselhei – e continuo a aconselhar – a todos que mantenham seus carros com a manutenção em dia. Ainda mais antes de viajar. Mas os acidentes ocorrem. Me parece que muito mais devido a imperícia e falta de cuidado do motorista, do que por componentes do automóvel que podem se quebrar, de súbito.
Carros são bem recuperáveis. E mesmo que não se recuperem, podem ser trocados, comprados. E quanto a uma vida perdida? O dinheiro pode comprar o mais valioso dos carros, mas nunca mais conseguirá trazer de volta quem morreu prensado entre as ferragens de uma colisão. Ou de quem deu seu derradeiro suspiro na mesa de cirurgia de uma UTI.
Posso estar sendo precipitado nesta conclusão, mas penso que é a euforia que mata. Antagonicamente, o momento de curtição, de alegria exacerbada, de festejo, precede a profunda tristeza de um funeral. Estou falando sobre os que pegam o volante sem as devidas condições: Alcoolizados; drogados, de algum jeito. Ou talvez nem isso, apenas entusiasmados com o momento de se aliviarem do stress acumulado, que não percebem que o meio de transporte pode se tornar uma arma letal. Tanto a si mesmo, quanto aos outros. E matam. E são mortos.
Como já havia dito no início desta, o falecido da grande rede era um desconhecido, a mim. Desconheço também os detalhes do trágico acidente e, portanto, quero esclarecer que não existe nenhuma analogia do que eu escrevi aqui, com o que infelizmente veio a acontecer com ele. Tudo que sei é que alguém morreu num acidente de carro. Como foi, onde foi, quem era inocente, quem era culpado, tudo isso pouco me importa. O que realmente me importa é que uma vida humana se foi, e de uma forma que poderia ter sido evitada.
Concluo este triste texto com o alerta: Não se arrisque a inflar as estatísticas de mortos e feridos nas estradas.
Mantenha seu carro sempre em ordem e dirija com responsabilidade.
Não manche com sangue os dias que são feitos somente para sua felicidade!
Que a Luz Divina esteja sempre presente em você,
tanto motorista, quanto pedestre.
Amém.
Como criador e mantenedor de uma comunidade sobre automóveis, sempre tive esta preocupação com todos os membros que lá estão: A morte nas avenidas e estradas. Lamentavelmente, a cada período de feriado prolongado ou férias, constato que muitas pessoas saem de casa com seus veículos para nunca mais voltarem. É certo que raras são as situações em que morrer admite conformação, mas esta, uma forma tão... tão absurda, não deveria existir jamais. Todo o planejamento de algumas horas, para dias felizes desfrutando do merecido descanso ou da diversão acaba de forma trágica.
Sempre aconselhei – e continuo a aconselhar – a todos que mantenham seus carros com a manutenção em dia. Ainda mais antes de viajar. Mas os acidentes ocorrem. Me parece que muito mais devido a imperícia e falta de cuidado do motorista, do que por componentes do automóvel que podem se quebrar, de súbito.
Carros são bem recuperáveis. E mesmo que não se recuperem, podem ser trocados, comprados. E quanto a uma vida perdida? O dinheiro pode comprar o mais valioso dos carros, mas nunca mais conseguirá trazer de volta quem morreu prensado entre as ferragens de uma colisão. Ou de quem deu seu derradeiro suspiro na mesa de cirurgia de uma UTI.
Posso estar sendo precipitado nesta conclusão, mas penso que é a euforia que mata. Antagonicamente, o momento de curtição, de alegria exacerbada, de festejo, precede a profunda tristeza de um funeral. Estou falando sobre os que pegam o volante sem as devidas condições: Alcoolizados; drogados, de algum jeito. Ou talvez nem isso, apenas entusiasmados com o momento de se aliviarem do stress acumulado, que não percebem que o meio de transporte pode se tornar uma arma letal. Tanto a si mesmo, quanto aos outros. E matam. E são mortos.
Como já havia dito no início desta, o falecido da grande rede era um desconhecido, a mim. Desconheço também os detalhes do trágico acidente e, portanto, quero esclarecer que não existe nenhuma analogia do que eu escrevi aqui, com o que infelizmente veio a acontecer com ele. Tudo que sei é que alguém morreu num acidente de carro. Como foi, onde foi, quem era inocente, quem era culpado, tudo isso pouco me importa. O que realmente me importa é que uma vida humana se foi, e de uma forma que poderia ter sido evitada.
Concluo este triste texto com o alerta: Não se arrisque a inflar as estatísticas de mortos e feridos nas estradas.
Mantenha seu carro sempre em ordem e dirija com responsabilidade.
Não manche com sangue os dias que são feitos somente para sua felicidade!
Que a Luz Divina esteja sempre presente em você,
tanto motorista, quanto pedestre.
Amém.
18.7.05
Agradecimento : )
Gostaria de agradecer publicamente a Gi ( http://perhaps.zip.net/ ) pela solução de um grande dilema que me atormentava, aqui. Após meses de (minhas) tentativas frustradas para conseguir inserir os links dos blogs dos amigos, finalmente o objetivo foi alcançado; A Gi colocou os meus favoritos na página.
Muito tempo passei me sentindo um ingrato. Tanto por ver meu blog sendo linkado em outros lugares sem poder retribuir, quanto por não conseguir homenagear e divulgar os que mais gosto. Mas agora tudo está resolvido. E graças a Gi. A ela meu muito obrigado!
: )
Aproveito também para agradecer a Florzinha, pois foi através do intermédio dela que pude conhecer a Gi que, além de "salvadora da pátria", também é uma excelente pessoa; mais uma ótima amiga que esta grande rede me permitiu conhecer.
Muito tempo passei me sentindo um ingrato. Tanto por ver meu blog sendo linkado em outros lugares sem poder retribuir, quanto por não conseguir homenagear e divulgar os que mais gosto. Mas agora tudo está resolvido. E graças a Gi. A ela meu muito obrigado!
: )
Aproveito também para agradecer a Florzinha, pois foi através do intermédio dela que pude conhecer a Gi que, além de "salvadora da pátria", também é uma excelente pessoa; mais uma ótima amiga que esta grande rede me permitiu conhecer.
"Ambos Lados", a agência.
Estou inconformado. Minha proposta do nome comercial 'Ambos Lados' foi recusada pelo grupo. Mas vou explicar a historieta desde o início, para que possam entender melhor.
Minha vizinha Mônica está fazendo um curso de gestão empresarial e dentro desse curso foi colocado um exercício prático: A criação de uma empresa. Pois bem, como o gênero era de livre escolha, o grupo dela optou por uma agência matrimonial. Conhecendo minha razoável criatividade, Mônica me pediu uma sugestão para o nome da agência e eu, quase que de imediato lhe dei a resposta: Ambos Lados.
A princípio ela nada entendeu. Não que ela seja tão burrinha assim, mas é que a lógica do nome não é tão evidente assim, é... sutil, digamos. Implícita.
Pois bem. E por que "ambos lados", o que isso tem a ver com uma agência de casamentos?
1. Porque é uma agência feita para atender às expectativas de ambos os lados. (Assim como todas as outras agências que já existem; tá, tá) Com tratamento diferenciado entre homens e mulheres, e isso se daria através de questionários específicos, abordando pontos cruciais dentro de um relacionamento a dois. Querem um exemplo? No questionário destinado ao candidato masculino haveria esta questão:
– Você levanta o assento da privada antes de urinar?
Claro que isso não pesa tanto assim na hora de trocar alianças, mas já é um bom indicativo de que a empresa trabalha com dados que vão a fundo no negócio. É uma pergunta feita para que o sujeito arregale os olhos, surpreso. E note que aquela não é só mais uma das inúmeras agências que existem por aí.
2. O diferencial! Romper com a tradição de nomes melosos, românticos, cuticutis.
3. A logomarca da empresa, que seria mais ou menos assim:
AMBOS
LADOS
Com as duas letras 'O' sendo alianças douradas e entrelaçadas.
4. A sonoridade. Isso ajuda a marca a ser gravada no Top of Mind do cliente.
Mas não. Minha sugestão foi vetada pelo grupo. Creio que por unanimidade, hunf.
Qual teria sido a causa? Será que era mesmo uma idéia muito ruim? Ou o arrojo de minha imaginação acabou esbarrando no sentimentalismo feminino? Sim, pois é um grupo formado apenas por mulheres.
( suspiro )
Ah, nem sei. Só sei que não dou mais sugestões para a Mônica.
Não para nomes de agências matrimoniais...
(: /
Minha vizinha Mônica está fazendo um curso de gestão empresarial e dentro desse curso foi colocado um exercício prático: A criação de uma empresa. Pois bem, como o gênero era de livre escolha, o grupo dela optou por uma agência matrimonial. Conhecendo minha razoável criatividade, Mônica me pediu uma sugestão para o nome da agência e eu, quase que de imediato lhe dei a resposta: Ambos Lados.
A princípio ela nada entendeu. Não que ela seja tão burrinha assim, mas é que a lógica do nome não é tão evidente assim, é... sutil, digamos. Implícita.
Pois bem. E por que "ambos lados", o que isso tem a ver com uma agência de casamentos?
1. Porque é uma agência feita para atender às expectativas de ambos os lados. (Assim como todas as outras agências que já existem; tá, tá) Com tratamento diferenciado entre homens e mulheres, e isso se daria através de questionários específicos, abordando pontos cruciais dentro de um relacionamento a dois. Querem um exemplo? No questionário destinado ao candidato masculino haveria esta questão:
– Você levanta o assento da privada antes de urinar?
Claro que isso não pesa tanto assim na hora de trocar alianças, mas já é um bom indicativo de que a empresa trabalha com dados que vão a fundo no negócio. É uma pergunta feita para que o sujeito arregale os olhos, surpreso. E note que aquela não é só mais uma das inúmeras agências que existem por aí.
2. O diferencial! Romper com a tradição de nomes melosos, românticos, cuticutis.
3. A logomarca da empresa, que seria mais ou menos assim:
AMBOS
LADOS
Com as duas letras 'O' sendo alianças douradas e entrelaçadas.
4. A sonoridade. Isso ajuda a marca a ser gravada no Top of Mind do cliente.
Mas não. Minha sugestão foi vetada pelo grupo. Creio que por unanimidade, hunf.
Qual teria sido a causa? Será que era mesmo uma idéia muito ruim? Ou o arrojo de minha imaginação acabou esbarrando no sentimentalismo feminino? Sim, pois é um grupo formado apenas por mulheres.
( suspiro )
Ah, nem sei. Só sei que não dou mais sugestões para a Mônica.
Não para nomes de agências matrimoniais...
(: /
13.7.05
Vegetais injustiçados
Dia destes estava a me deliciar comendo uma carambola ( Sim, adoro carambolas! ) e lembrei de um assunto que já devia ter sido exposto aqui antes: A covardia com que algumas frutas e verduras acabam se tornando sinônimos de algo ruim.
"Mas que abacaxi !"
"Estou empepinado!"
"Oras bolas, carambolas!"
Quase sempre estou me policiando para não usar termos e expressões que considero negativas. "Judiação", por exemplo; creio que poucas pessoas que dizem "Ah, mas que judiação..." sabem que o termo vem da época da 2ª Guerra Mundial. Do holocausto a que foi submetido o povo judeu. Triste, não? Milhares de pessoas morreram cruelmente.
Por outro lado, o abacaxi não comove ninguém. Nem o pepino. Mas me levanto contra esta que considero uma grave injustiça para com eles! Por certo quem cunhou a expressão "descascar um abacaxi" deve ter se arranhado um bocado com suas folhas serrilhadas e sua dura casca até conseguir despi-lo, mas não imaginou que o nome da inocente fruta acabaria por tornar-se um adjetivo negativo, apesar de suas admiráveis qualidades em benefício à nossa saúde. Isso sem contar com o delicioso sabor.
Também levanto o cartaz de protesto do pepino. Em meu ramo profissional é bem comum afirmarem que um serviço problemático é um "baita pepino". Ora! Por que dizer isso? Se eu detestasse pepinos, aí sim poderia dizer que meu problema é um pepino. Mas acontece que adoro pepinos! Numa salada, por exemplo - Ô coisa boa! - é maravilhoso. E ainda serve para cremes faciais (para quem faz isso; eu não) e consolo erótico (idem ao parêntese anterior), até!
Injustiça, Injustiça! - brado mentalmente, enquanto termino de devorar a pseudogeometria da minha carambola. Entretanto...
Não hei de defender a abobrinha. Desde que me conheço como gente, nunca gostei de seu sabor. Esta infeliz deixarei que continue sendo uma verdadeira abobrinha, em ambos sentidos.
: P
"Mas que abacaxi !"
"Estou empepinado!"
"Oras bolas, carambolas!"
Quase sempre estou me policiando para não usar termos e expressões que considero negativas. "Judiação", por exemplo; creio que poucas pessoas que dizem "Ah, mas que judiação..." sabem que o termo vem da época da 2ª Guerra Mundial. Do holocausto a que foi submetido o povo judeu. Triste, não? Milhares de pessoas morreram cruelmente.
Por outro lado, o abacaxi não comove ninguém. Nem o pepino. Mas me levanto contra esta que considero uma grave injustiça para com eles! Por certo quem cunhou a expressão "descascar um abacaxi" deve ter se arranhado um bocado com suas folhas serrilhadas e sua dura casca até conseguir despi-lo, mas não imaginou que o nome da inocente fruta acabaria por tornar-se um adjetivo negativo, apesar de suas admiráveis qualidades em benefício à nossa saúde. Isso sem contar com o delicioso sabor.
Também levanto o cartaz de protesto do pepino. Em meu ramo profissional é bem comum afirmarem que um serviço problemático é um "baita pepino". Ora! Por que dizer isso? Se eu detestasse pepinos, aí sim poderia dizer que meu problema é um pepino. Mas acontece que adoro pepinos! Numa salada, por exemplo - Ô coisa boa! - é maravilhoso. E ainda serve para cremes faciais (para quem faz isso; eu não) e consolo erótico (idem ao parêntese anterior), até!
Injustiça, Injustiça! - brado mentalmente, enquanto termino de devorar a pseudogeometria da minha carambola. Entretanto...
Não hei de defender a abobrinha. Desde que me conheço como gente, nunca gostei de seu sabor. Esta infeliz deixarei que continue sendo uma verdadeira abobrinha, em ambos sentidos.
: P
7.7.05
Meio cheio ou meio vazio ?
Vejo que algum publicitário aproveitou uma frase (uma pergunta, pra ser mais exato) que costuma aparecer muito nas enquetes via e-mail: "Seu copo está meio cheio, ou meio vazio?"
Talvez esse questionamento fosse tão antigo quanto as enquetes no tempo em que elas eram um caderno que rodava a sala durante todo o ano letivo. Ainda me lembro disso. Sempre começava com as mesmas perguntas... nome, idade, signo... e algumas perguntas eram tão chatas - ou óbvias - que só o primeiro escrevia a resposta (que poderia ser 'não sei', 'sim' ou 'não' ) e todos os demais se limitavam a escrever "Idem acima". Ou ainda pior, só colocavam isto: " (seriam aspas?)
Mas esse não é o tema sobre o qual pretendo dissertar; é sobre a frase do parágrafo introdutório mesmo.
Nunca entendi o significado dessa pergunta. No meu entendimento, se o conteúdo está no meio, então só pode estar na metade. Se estiver acima disso, estará meio cheio e se estiver abaixo disso, estará meio vazio. Mas... Como definir isso, se não vejo o tal copo ?! : o
Devemos responder ao pé da letra? Observar o copo que se encontra sobre a nossa mesa e responder? Se for assim, da próxima vez que um desses questionários vier parar em minhas mãos, afirmarei convicto: "Aqui não existe copo algum, no momento". (Se de fato eu não estiver bebendo nada naquele instante, claro)
Ou será que...
No copo imaginário de cada um subentende-se a percepção da realidade? Que vereditos estariam incutidos nas respostas? Nosso conceito de fartura e escassez?De otimismo e pessimismo? Ou da sobriedade e embriaguez?
Algum psicólogo (ou outras variantes de psi) poderia me dar uma resposta convincente? Ou essa pergunta surgiu na cabeça de alguém que só pretendia "encher lingüiça" na sua enquete? Não é possível... Deve haver algum fundamento. Caso contrário ninguém se atreveria a aplicar isso em um comercial, ainda mais no de uma empresa de porte, como a Coca-Cola é.
E para concluir isto, eu mesmo vou responder a tal perguntinha.
Seu copo está meio cheio ou meio vazio ?
- Não está 'meio' nada. Está é completamente vazio.
( E o que poderia significar isso, além do fato de que tomei o café há uns 15 minutos... ? )
: /
Talvez esse questionamento fosse tão antigo quanto as enquetes no tempo em que elas eram um caderno que rodava a sala durante todo o ano letivo. Ainda me lembro disso. Sempre começava com as mesmas perguntas... nome, idade, signo... e algumas perguntas eram tão chatas - ou óbvias - que só o primeiro escrevia a resposta (que poderia ser 'não sei', 'sim' ou 'não' ) e todos os demais se limitavam a escrever "Idem acima". Ou ainda pior, só colocavam isto: " (seriam aspas?)
Mas esse não é o tema sobre o qual pretendo dissertar; é sobre a frase do parágrafo introdutório mesmo.
Nunca entendi o significado dessa pergunta. No meu entendimento, se o conteúdo está no meio, então só pode estar na metade. Se estiver acima disso, estará meio cheio e se estiver abaixo disso, estará meio vazio. Mas... Como definir isso, se não vejo o tal copo ?! : o
Devemos responder ao pé da letra? Observar o copo que se encontra sobre a nossa mesa e responder? Se for assim, da próxima vez que um desses questionários vier parar em minhas mãos, afirmarei convicto: "Aqui não existe copo algum, no momento". (Se de fato eu não estiver bebendo nada naquele instante, claro)
Ou será que...
No copo imaginário de cada um subentende-se a percepção da realidade? Que vereditos estariam incutidos nas respostas? Nosso conceito de fartura e escassez?De otimismo e pessimismo? Ou da sobriedade e embriaguez?
Algum psicólogo (ou outras variantes de psi) poderia me dar uma resposta convincente? Ou essa pergunta surgiu na cabeça de alguém que só pretendia "encher lingüiça" na sua enquete? Não é possível... Deve haver algum fundamento. Caso contrário ninguém se atreveria a aplicar isso em um comercial, ainda mais no de uma empresa de porte, como a Coca-Cola é.
E para concluir isto, eu mesmo vou responder a tal perguntinha.
Seu copo está meio cheio ou meio vazio ?
- Não está 'meio' nada. Está é completamente vazio.
( E o que poderia significar isso, além do fato de que tomei o café há uns 15 minutos... ? )
: /
5.7.05
A vestimenta que não se veste
( Este texto baseia-se num scrap escrito para Sabrina, vulgo Mix. Hehe )
Sempre achei muitas peças apresentadas em desfiles de moda simplesmente absurdas, tamanho a esdruxularia; coisas que só alguém muito corajoso - ou muito ruim da cabeça - usaria orgulhosamente, ostentando a grife. Ou griffe, só para parecer mais chique ainda.
E há alguns dias vi uma reportagem na TV na qual estudantes de moda estavam a comentar isso. Eles concordaram que aquele tipo de roupa... ahn, no mínimo extravagante (pra não dizer outra coisa) de fato não é feita para ser usada, mas sim para ser vista, apenas. Que na verdade elas só compõem um "espetáculo à parte" do desfile.
E pensei nos carros-conceito: Na ânsia de criar produtos futuristas, alguns projetistas acabam criando bólidos em que até o Batman teria vergonha de ser visto ao volante deles, de tão ridículos que são. Em outro ramo, temos a pintura. Nem sei a denominação daquele estilo, mas certamente vocês já devem ter visto: Quadros nos quais a única impressão que temos é a de que o pintor encharcou uma vassoura com tinta, varreu uma barata da tela com ela e depois, só de raiva, jogou impetuosamente o restante da lata de tinta sobre a "obra". E tornam-se pinturas valiosíssimas só para nos humilhar; os pobres mortais que nada entendem de arte.
- Estariam aqueles estudantes tentando amenizar a verdade? (que são vestimentas completamente ridículas mesmo)
- Seria a moda uma forma de expressão de artistas plásticos frustrados?
- Ou aquelas roupas bizarras representariam um nível de lapidação da arte ainda inacessível (e incompreensível) aos não iniciados?
: O
Sempre achei muitas peças apresentadas em desfiles de moda simplesmente absurdas, tamanho a esdruxularia; coisas que só alguém muito corajoso - ou muito ruim da cabeça - usaria orgulhosamente, ostentando a grife. Ou griffe, só para parecer mais chique ainda.
E há alguns dias vi uma reportagem na TV na qual estudantes de moda estavam a comentar isso. Eles concordaram que aquele tipo de roupa... ahn, no mínimo extravagante (pra não dizer outra coisa) de fato não é feita para ser usada, mas sim para ser vista, apenas. Que na verdade elas só compõem um "espetáculo à parte" do desfile.
E pensei nos carros-conceito: Na ânsia de criar produtos futuristas, alguns projetistas acabam criando bólidos em que até o Batman teria vergonha de ser visto ao volante deles, de tão ridículos que são. Em outro ramo, temos a pintura. Nem sei a denominação daquele estilo, mas certamente vocês já devem ter visto: Quadros nos quais a única impressão que temos é a de que o pintor encharcou uma vassoura com tinta, varreu uma barata da tela com ela e depois, só de raiva, jogou impetuosamente o restante da lata de tinta sobre a "obra". E tornam-se pinturas valiosíssimas só para nos humilhar; os pobres mortais que nada entendem de arte.
- Estariam aqueles estudantes tentando amenizar a verdade? (que são vestimentas completamente ridículas mesmo)
- Seria a moda uma forma de expressão de artistas plásticos frustrados?
- Ou aquelas roupas bizarras representariam um nível de lapidação da arte ainda inacessível (e incompreensível) aos não iniciados?
: O
4.7.05
Soneto? Sonetá-lo-ei!
Realmente não fui um aluno muito aplicado. No primário talvez tenha sido, - apesar de minhas constantes birras com a matemática - pois era calado e introspectivo. E não ficava divagando sobre o que haveria de tão bom sob a saia das meninas, também. Mas quando veio a época do 2º colegial...
Uma parte da crosta de timidez cedeu à erosão das más companhias (hehe) e comecei a libertar minha criatividade. O texto abaixo é dessa época. Acreditem se quiserem, mas tive a coragem de apresentar isso aí ao professor de português do 1º colegial.
( E o mais inacreditável ainda: Ele gostou !! ) : O
( Sem título )
Ou havia um título que foi esquecido de ser anotado. O tema da aula era o soneto.
Indagado fui, quanto aos meus conhecimentos sobre “literatura”.
Preocupado fiquei, pois escassas são minhas informações.
Depois de muito pensar,
E a nenhuma conclusão sensata chegar,
Resolvi tentar uma demonstração virtual.
Relembrando tempos antigos de colégio,
Comecei a correr atrás de rimas como: “sensual”,
Que nada tem a ver com minha situação atual;
Me lembro de um adjetivo para este texto: sacrilégio!
E mesmo consciente disso, continuo a brincar. Uau!
E antes que os revoltosos me joguem - e com razão - n’uma viatura,
Quero me desculpar ao professor por tantas “embromações”.
E antes de me cansar,
Desejo finalmente, uma cadeira pegar.
S D D
Uma parte da crosta de timidez cedeu à erosão das más companhias (hehe) e comecei a libertar minha criatividade. O texto abaixo é dessa época. Acreditem se quiserem, mas tive a coragem de apresentar isso aí ao professor de português do 1º colegial.
( E o mais inacreditável ainda: Ele gostou !! ) : O
( Sem título )
Ou havia um título que foi esquecido de ser anotado. O tema da aula era o soneto.
Indagado fui, quanto aos meus conhecimentos sobre “literatura”.
Preocupado fiquei, pois escassas são minhas informações.
Depois de muito pensar,
E a nenhuma conclusão sensata chegar,
Resolvi tentar uma demonstração virtual.
Relembrando tempos antigos de colégio,
Comecei a correr atrás de rimas como: “sensual”,
Que nada tem a ver com minha situação atual;
Me lembro de um adjetivo para este texto: sacrilégio!
E mesmo consciente disso, continuo a brincar. Uau!
E antes que os revoltosos me joguem - e com razão - n’uma viatura,
Quero me desculpar ao professor por tantas “embromações”.
E antes de me cansar,
Desejo finalmente, uma cadeira pegar.
S D D
29.6.05
Não sei "ficar", só sei ficar : /
Tenho uma grande dúvida já há um bom tempo; nem sei se seria adequado colocá-la aqui, mas... em todo caso, vai que tem alguém aí que saiba a resposta e possa me esclarecer, não é mesmo?
" Ficar ". Todos já devem ter escutado esse verbo que, nas bocas mais juvenis, tem ganhado significados cada vez mais variados. Não obstante o verbo ser transitivo, os 'ficantes' sempre ficam intransitivamente. E é nisso que reside minha curiosidade. Tenho chegado ao ponto de vasculhar em publicações* voltadas ao público adolescente (ou quase, são as que alguns chamam de "teen") a exata definição do que seja 'ficar' com alguém. E não encontro.
Evidente que "ficar com alguém" em seu sentido original nada mais é que estar, permanecer com alguém. Mas o X da questão é: Fazendo o que? Que apenas no fato de estar acompanhado por alguém nada se evidencia... ou estou enganado? Posso muito bem ficar bebendo com os amigos, ou ficar apreciando obras de arte em um museu com uma amiga, mas o que significaria dizer que "fiquei com uma mulher", por exemplo?
Que passamos uma inocente tarde juntos observando vitrines de um shopping? Que andamos de mãos dadas? Que eu a tenha beijado no rosto? Ou na boca mesmo? Ou senão...
Que fomos parar em uma cama mesmo, e transamos?
Céus.
Minha cabeça é um monte de interrogações.
* Sim, folheio revistas do tipo "Capricho" que minhas sobrinhas compram.
( apesar do olhar de justificada estranheza por parte delas )
: P
" Ficar ". Todos já devem ter escutado esse verbo que, nas bocas mais juvenis, tem ganhado significados cada vez mais variados. Não obstante o verbo ser transitivo, os 'ficantes' sempre ficam intransitivamente. E é nisso que reside minha curiosidade. Tenho chegado ao ponto de vasculhar em publicações* voltadas ao público adolescente (ou quase, são as que alguns chamam de "teen") a exata definição do que seja 'ficar' com alguém. E não encontro.
Evidente que "ficar com alguém" em seu sentido original nada mais é que estar, permanecer com alguém. Mas o X da questão é: Fazendo o que? Que apenas no fato de estar acompanhado por alguém nada se evidencia... ou estou enganado? Posso muito bem ficar bebendo com os amigos, ou ficar apreciando obras de arte em um museu com uma amiga, mas o que significaria dizer que "fiquei com uma mulher", por exemplo?
Que passamos uma inocente tarde juntos observando vitrines de um shopping? Que andamos de mãos dadas? Que eu a tenha beijado no rosto? Ou na boca mesmo? Ou senão...
Que fomos parar em uma cama mesmo, e transamos?
Céus.
Minha cabeça é um monte de interrogações.
* Sim, folheio revistas do tipo "Capricho" que minhas sobrinhas compram.
( apesar do olhar de justificada estranheza por parte delas )
: P
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