13.10.05

Um dos perigos de um chat

Ultimamente tenho recebido protestos indignados por parte de uma recém-conhecida de chat, afirmando que desprezo-a por ser casada. Evidente que isso não passa de eqüívoco, mas mesmo assim me senti na obrigação de vir a público dar os devidos esclarecimentos.

No que tange a relações com o sexo oposto, sou da opinião que é preciso ter muito cuidado. É preciso ter tato, sensibilidade. Não somente pela presumível delicadeza da mulher, visto que existem as flores que nem se cheirem; mas pelo risco de uma frase, uma palavra, ou mesmo simples reticências serem mal interpretadas. Nesse quesito posso afirmar que é muito mais simples lidar com a pessoa do mesmo sexo: Na hipótese de alguma frase dúbia, o sucinto diálogo a seguir resolve tudo num piscar de olhos:

– Pô, tá me estranhando?
– Foi mal, desculpa aí.
– Falou.
– Falou.

Entretanto...
Quando o interlocutor é feminino... e heterossexual...
Tudo pode ser interpretado das mais variadas formas. Ainda mais se não existe o olho-no-olho que nos livra do vexame de enxergar entrelinhas inexistentes nas palavras do outro. ( Hmm. Imagino leitoras reclamando de serem taxadas de burras. Não, não é nada disso. Tá, tudo bem, admito que nós homens também entendemos tudo errado, às vezes. Como o polêmico termo 'carência', que na grande maioria das vezes só quer dizer – para elas – a falta de alguém que as ouça e compreenda e lhes dê uma palavra de apoio. Bem diferente da carência masculina, que significa uma coisa só: Falta de sexo). Pois bem, mas voltando ao ambiente virtual...

Ciente da variedade de interpretações que nossa linguagem oferece, portanto, prefiro manter-me à uma certa distância de mulheres comprometidas. É uma precaução que evita provocar namorados/noivos/maridos e congêneros ciumentos. Ainda mais se são daqueles que têm ciúme até de sua própria sombra. Pode ser considerado frieza, esse distanciamento? Pode. E torna-se cada vez mais distante, à medida que o outro lado tenta levar a conversa para um lado mais... ahn, digamos... íntimo.

: T

3 comentários:

Anônimo disse...

Hã... é... assim... eu sou "comprometida" mas você deixa eu ser sua amiga? :)

E btw, para não haver mal interpretação do post, o que significaria o emoticon :T ?

:))))))

R. disse...

Ora, Gi; vc falando desse jeito até fica parecendo que tenho aversão a mulheres comprometidas! (risos)
Evidente que as palavras ali não são dirigidas a vc, mas sim àquelas que possivelmente só se recordam que são casadas ao passar pela sala e avistar um indivíduo esparramado num sofá, a assistir tv. (e que, definitivamente, deve prestar muito mais atenção ao jogo de futebol, que à sua própria esposa)

* E o : T é mais ou menos aquela carinha que costuma acompanhar a expressão "fazer o quê, né?"


Pois então, Alex. O mal entendido é uma coisa assustadora. Ainda mais quando dependemos apenas da forma escrita. E ainda tem outra coisa que nem cheguei a comentar: A diversidade cultural! Explica-se: Um "te amo", por exemplo, pode significar apenas uma calorosa admiração fraternal. Essa interpretação é mesmo variável, de pessoa para pessoa.
(Embora o uso da supracitada expressão tenha aplicações específicas e altamente restritas. A meu ver, claro)

Anônimo disse...

Uiuiuiui... Pode ficar tranquilo, que nem eu te interpreto mal nem meu companheiro é ciumento. Passa a bronca pra próxima! rs.
Ei, aquele seu comentário no meu blog me deixou mal... Eu sei que é verdade. Mas precisa dizer, precisa? (tô brincando, viu? É bom esclarecer pra não haver má interpretação... hehehe)
Saudade de papear contigo, moço!