16.8.05

Contra o motoqueiro imprudente

Hoje amanheço novamente ouvindo meu rádio-despertador (que costumo deixar sintonizado numa emissora de notícias) falando sobre a "briga" entre carros e motos. Ou, entre motoristas e motociclistas, para ser exato. Que este duelo já vem de longa data todos nós sabemos; a questão agora é providenciar um meio que facilite a nós (os que não costumam rodar sobre duas rodas) identificá-los.
Se algum dia você já precisou anotar a placa de um automóvel em alta velocidade e só o conseguiu com muita dificuldade - ou talvez nem tenha conseguido - deve entender a problemática que envolve as motos: Suas placas de identificação são ainda menores que a dos carros.

E por que a necessidade disso, agora? Em vista da assustadora quantidade de motociclistas que trafegam por nossas cidades a desafiar as leis de trânsito - e a nossa paciência - constantemente! Ou que me contradiga o motorista de uma cidade como São Paulo que nunca presenciou uma moto cruzando o sinal vermelho, impunemente.
Não quero "comprar briga" com nenhum dos lados; sou conscientemente contra a generalização e tenho certeza de que nem todo motociclista é assim, mas concordo que alguma coisa precisa ser feita, no sentido de acabar com essa 'festa'. Com a alegação de que são profissionais cuja rapidez no trabalho é imprescindível, desoneram-se de qualquer culpa ou remorso por quaisquer barbaridades cometidas a serviço e ainda gabam-se por sua destreza.

"Destreza" esta que, vez ou outra, arranca um retrovisor ali, risca uma lataria lá. E ai de você, motorista, se derrubar um deles. Mesmo que você esteja coberto de razão, só o fato de haver um motociclista caído no asfalto já é motivo para que vários deles se aglomerem no local, a te hostilizar. Mentira? Quem sabe se as ocorrências que já vi nesta capital tenham sido apenas fatos isolados? Talvez. Mas que a categoria é muito unida, isso é fato. Chega a dar a impressão de que unida até mesmo nodo inconseqüente como pilotam.
A sugestão de que se aumentasse o tamanho das placas de identificação foi desaconselhada por um especialista da área, e por um motivo óbvio: Se com as atuais dimensões já causam estragos, imagine se houvesse um acréscimo? Também surgiu a idéia de estamparem os dados da placa no capacete, ou mesmo num colete. Mas quem garante que isso seria cumprido à risca?

É jogo duro. Nunca fui "vítima" de nenhum transgressor sobre duas rodas, mas me espanto com os fatos que vêm ao meu conhecimento e aguardo uma boa resolução no intuito de disciplinar estes companheiros de asfalto.
E pensar que bastaria que eles tivessem o respeito às leis, e principalmente, à vida.

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