Não sou fissurado em celular, quase nem uso o que possuo; geralmente ele fica jogado no fundo de uma gaveta, inclusive. Mas atendendo a insistentes pedidos de minha ex para que eu mandasse um recado para o celular dela, finalmente resolvi mandar o meu primeiro tal do "torpedo" (só que via internet, pois o meu aparelho está descreditado. Se bem que eu o definiria como 'desacreditado', mas deixa pra lá, hehe).
E não é que gostei? Em menos de 5 minutos já estava apitando no meu aparelho a resposta dela, eufórica. E claro, abri um baita sorriso nessa hora. (: ]
Apesar desta introdução bem ao estilo "Meu querido diário", o que quero escrever é sobre o termo – que parece que pegou pra valer mesmo – utilizado para definir aqueles breves recadinhos enviados através do celular: O Torpedo.
Diz a definição: Torpedo, s. m. Engenho de guerra submarino que explode ao bater contra um obstáculo.
Presumo que isso já seja do conhecimento de todos, mas coloquei aqui só para destacar o motivo do meu inconformismo. Não entendo muito do assunto, mas me parece que a analogia surgiu com o chamado correio elegante. Com o flerte, enfim.
Mas por que se usar um termo tão belicoso para isso? Ora se os reais torpedos não são completamente traiçoeiros, como uma punhalada pelas costas? Que o digam as embarcações afundadas em tempos de guerra! Submerso e sorrateiro, lá ia o submarino "às escuras" se aproximando do navio inimigo até que ... [sonoplastia de lançamento de torpedo] e, em segundos, uma explosão seguida do caos a bordo da embarcação atingida. O desespero da tripulação. Mortos e feridos. E mais mortos, os que não conseguiram se agarrar a um dos botes salva-vidas a tempo...
Puxa vida! Discordo do uso do termo. Isto não é uma batalha naval! Ou... no modo figurado, seria a guerra dos sexos? O suspiro apaixonado do amado (ou da amada) seria a "conquista de Monte Castelo" amorosa? Fuzileiros mortos seriam os bombons que ela atirou na parede, por estar de regime e ainda por cima, na TPM? Não, não.
Definitivamente, sou da paz. Fora com a belicosidade, mesmo que não intencional.
... e justamente agora me lembrei da imagem do cupido, portando seu arco e flecha
... que, talvez não por acaso, também são originalmente... armas! Ugh. : P
Tudo bem, vá. Quando avistei a P., fui flechado sim, mas com uma flecha cuja ponta era uma ventosa plástica e não me sangrou, e muito menos doeu. Só que acho que o danadinho do cupido havia pingado algumas gotas de superbonder antes de atirar, pois esta flecha está grudada tão firme aqui dentro, quanto as raízes de um centenário carvalho no solo de uma floresta.
E acabei mudando um pouco o rumo da conversa, mas para concluir:
Eu não envio torpedos. Só envio mensagens de texto ao celular.
; )
3 comentários:
Hmmm, sinto um clima de 'revival' no ar. :)
Radical, mocinho! Mas eu, se fosse você, mandaria mais uns torped... quer dizer, umas mensagens de texto para este celular especificamente... Parece que abalou as estruturas. Bom, né? Lembro de um ex-namorado que vivia me mandando tor... quer dizer, mensagens de texto. Era uma alegria só!
Ah, e nem todos os torped... digo, mensagens de textos são para amadas/os...
Falando nisso, mandei mais um, hoje.
E ontem também havia mandado outro.
Será que esta coisa vicia?
(só uma coisa me incomoda: A limitação de caracteres. É tão pouquinho espaço, quase nem dá para expressar todo o amor... digo, tudo o que quero escrever para ela... rs)
Postar um comentário