A pergunta "Do que mais sente falta em SP?" feita por uma amiga (a qual não sei se posso divulgar) a mim no http://www.formspring.me/ rendeu una resposta de 10 itens. Daí pensei, por que não escrever sobre "As 10 coisas de que eu sentiria falta de Recife"? (caso voltasse definitivamente para São Paulo, evidentemente) Pois bem.
I. A Patroa, pois foi unicamente por ela que eu vim pra cá;
II. Laça Burguer, a lanchonete regional que, na minha opinião, é muito melhor que essas grandes e conhecidas redes de fast food como Mc Donald's, Bob's, Burguer King etc);
Obs: Muito citada por aqui é, também, o Bogaloo, o qual ainda não experimentei mas pretendo fazê-lo.
III. "Guaraná da Amazônia"preparado na hora, na calçada. É guaraná batido no liquidificador, geralmente com outros ingredientes que o potencializam como energético. Encontra-se com facilidade em qualquer esquina movimentada ou próximo à paradas de ônibus;
IV. Coco verde gelado, outro item farto e acessível – tanto em relação a preço quanto a facilidade de encontrá-lo – ainda mais nesta terra onde há tantos coqueiros...
V. Camarão; idem ao anterior;
VI. Praia. Tanto a que fica perto de onde moro atualmente que, apesar de ser imprópria para banho em qualquer temporada do ano (devido à constante presença de tubarões) não deixa de proporcionar a areia, a brisa, o som das ondas quebrando... quanto as que ficam um pouco distantes da região metropolitana, estas sim, apropriadas para aproveitamento pleno;
Comentário: E com a enorme vantagem, em relação a nós, paulistanos, de estar o acesso a estas praias isento de caríssimos pedágios e quilômetros de trânsito parado...
VII. Bolo de rolo: Um doce que, numa comparação grosseira se parece com rocambole, só que em tiras muito finas e que, de tão tradicional e célebre que é foi oficializado como patrimônio imaterial de Pernambuco. Sério!
VIII. Preço do estacionamento, que é muito aquém do absurdo que é cobrado na capital paulista, mas com uma ressalva: os shopping centers praticavam uma tarifa que eu considerava razoável, até há pouco tempo. Só que, gradativamente, vêm aumentando os valores arbitrariamente;
IX. Amigos. Verdade que eu disse que nenhum daqui se equipara aos da minha terra natal, mas eu estaria sendo desonesto comigo mesmo ou, no mínimo, ingrato para com quem me deu e tem me dado apoio desde que aqui cheguei se dissesse que não sentiria falta ou pelo menos carinhosa saudade destes;
X. Aceitabilidade abrangente do cartão de crédito que possuo. Motivo que pode deixar de ser caso – ou quando – o Hipercard vier a se popularizar em SP. Aqui é difícil encontrar um estabelecimento comercial que não o aceite, já em SP é o oposto (ou era, até a minha ida mais recente até lá).
15.12.09
Muito obrigado, Unibanco!
Olha só que surpresa que me aguardava, ao chegar em casa, no final de mais um dia de expediente, invariavelmente exaustivo: uma correspondência do Unibanco, do qual sou correntista. Abro o envelope e me deparo com isto:
Sim, minha conta corrente na agência 0351 tem outra, poupança, vinculada à ela, com número distinto da primeira. Fiquei estarrecido: "Mas... por quê? O que fiz de errado???", pensei.
Imediatamente acessei a página do banco, na internet, para ver se haveria alguma explicação sobre esse comunicado, lá. E não havia. Tudo, absolutamente tudo normal; saldo, nenhum aviso, nada. E notei – sim, eu não sabia de cor o número dessa conta poupança utilizada– que o número da conta que viria a ser encerrada não era o mesmo da que eu possuía (e ainda possuo).
Teria a correspondência sido enviada por engano, pra mim? Mas com todos os dados (nome completo, endereço etc) corretos?! Liguei para o atendimento telefônico do banco. Depois de passar pelo conhecido "calvário" daqueles malditos menus gravados "Para fazer isso, tecle 1; para fazer aquilo, tecle 2" e por aí vai, vocês conhecem) e esperar por torturantes minutos aturando uma musiquinha que parecia não ter fim, finalmente sou atendido.
Deixando a atendente a par do ocorrido comigo, fico sabendo que:
1) Essa conta poupança existe mesmo... e me pertence;
2) O saldo dessa conta é de R$ 0,00
Daí fiz a pergunta mais óbvia:
– Como surgiu essa conta que não abri/criei e muito menos sabia de sua existência?
E a atendente respondeu:
– Quando o senhor faz aplicações online pode, sem perceber, estar criando novas contas poupança vinculadas à conta corrente, paralelas à já existente.
FATO: Sim, o site do banco, em relação ao correntista, cria contaS poupança num clique, sem nenhuma burocracia. Entretanto... e até onde eu sei – ou achava que sabia...
Isso só aconteceria SE eu quisesse. E, por mais que eu goste de beber e, com alguma frequência esteja embriagado, não acredito que eu tenha feito essa idiotice de aplicar ou transferir dinheiro para uma outra conta poupança que não a já pré-existente.
Pois bem, a C/P (conta poupança) 247658-5 que recebeu a extrema unção não tem saldo algum atualmente e por isso em nada me prejudicará deixando de existir. Mas... supondo... SUPONDO que eu estivesse bebadaço ou extremamente distraído e tivesse criado-a, com que valor o fiz?
A prestativa atendente consultou seu sistema e descobriu que, até onde ela conseguia ver (julho deste ano), o saldo tinha sido sempre... ZERO, rosquinha, conjunto-vazio, nada. Perguntei-lhe então:
– E a conta poupança que estou usando – esta que sei que existe, pois fui eu que a criei, – desde quando existe?
Pasmem: Foi criada em agosto deste ano. E por que se pasmar? Porque antes disso nunca, em tempo algum, tive qualquer tipo de investimento com esta conta corrente. Nem aplicação em ações, nem em fundos, nem em nada. Logicamente não teria como constar nenhuma aplicação na conta poupança "compulsória-fantasma" que O BANCO havia gerado pra mim.
Então recebi a informação que "Ao abrir uma conta corrente o banco fornece contas poupança ao correntista ao movimentá-la." Contas que nem sequer o correntista sabe que foram criadas e não possuem saldo algum. "Absurdo!", afirmei à atendente.
Achou pouco? Pois agora sei que, além dessa conta poupança que existia, da qual eu não sabia de sua existência e não me servia pra coisa alguma ainda tenho outras 3! Das quais, também, não tenho nem como ter ciência de seus números mas, de antemão, prevejo que cedo ou tarde receberei comunicados idênticos ao que recebi hoje.
Talvez você, leitor, paciente (por ter aturado até aqui este texto-desabafo) leitor esteja se perguntando o por que de eu ter, no título do texto, agradecido ao Unibanco. Explico: Já tive poupanças em 2 outros bancos, Bradesco e Banco do Brasil. Em ambos raramente, em vista de eu sempre ter sido pouco economizador, fazia depósitos. Certo dia, ao querer colocar algumas economias no Bradesco sou informado que...
Sim, minha conta corrente na agência 0351 tem outra, poupança, vinculada à ela, com número distinto da primeira. Fiquei estarrecido: "Mas... por quê? O que fiz de errado???", pensei.
Imediatamente acessei a página do banco, na internet, para ver se haveria alguma explicação sobre esse comunicado, lá. E não havia. Tudo, absolutamente tudo normal; saldo, nenhum aviso, nada. E notei – sim, eu não sabia de cor o número dessa conta poupança utilizada– que o número da conta que viria a ser encerrada não era o mesmo da que eu possuía (e ainda possuo).
Teria a correspondência sido enviada por engano, pra mim? Mas com todos os dados (nome completo, endereço etc) corretos?! Liguei para o atendimento telefônico do banco. Depois de passar pelo conhecido "calvário" daqueles malditos menus gravados "Para fazer isso, tecle 1; para fazer aquilo, tecle 2" e por aí vai, vocês conhecem) e esperar por torturantes minutos aturando uma musiquinha que parecia não ter fim, finalmente sou atendido.
Deixando a atendente a par do ocorrido comigo, fico sabendo que:
1) Essa conta poupança existe mesmo... e me pertence;
2) O saldo dessa conta é de R$ 0,00
Daí fiz a pergunta mais óbvia:
– Como surgiu essa conta que não abri/criei e muito menos sabia de sua existência?
E a atendente respondeu:
– Quando o senhor faz aplicações online pode, sem perceber, estar criando novas contas poupança vinculadas à conta corrente, paralelas à já existente.
FATO: Sim, o site do banco, em relação ao correntista, cria contaS poupança num clique, sem nenhuma burocracia. Entretanto... e até onde eu sei – ou achava que sabia...
Isso só aconteceria SE eu quisesse. E, por mais que eu goste de beber e, com alguma frequência esteja embriagado, não acredito que eu tenha feito essa idiotice de aplicar ou transferir dinheiro para uma outra conta poupança que não a já pré-existente.
Pois bem, a C/P (conta poupança) 247658-5 que recebeu a extrema unção não tem saldo algum atualmente e por isso em nada me prejudicará deixando de existir. Mas... supondo... SUPONDO que eu estivesse bebadaço ou extremamente distraído e tivesse criado-a, com que valor o fiz?
A prestativa atendente consultou seu sistema e descobriu que, até onde ela conseguia ver (julho deste ano), o saldo tinha sido sempre... ZERO, rosquinha, conjunto-vazio, nada. Perguntei-lhe então:
– E a conta poupança que estou usando – esta que sei que existe, pois fui eu que a criei, – desde quando existe?
Pasmem: Foi criada em agosto deste ano. E por que se pasmar? Porque antes disso nunca, em tempo algum, tive qualquer tipo de investimento com esta conta corrente. Nem aplicação em ações, nem em fundos, nem em nada. Logicamente não teria como constar nenhuma aplicação na conta poupança "compulsória-fantasma" que O BANCO havia gerado pra mim.
Então recebi a informação que "Ao abrir uma conta corrente o banco fornece contas poupança ao correntista ao movimentá-la." Contas que nem sequer o correntista sabe que foram criadas e não possuem saldo algum. "Absurdo!", afirmei à atendente.
Achou pouco? Pois agora sei que, além dessa conta poupança que existia, da qual eu não sabia de sua existência e não me servia pra coisa alguma ainda tenho outras 3! Das quais, também, não tenho nem como ter ciência de seus números mas, de antemão, prevejo que cedo ou tarde receberei comunicados idênticos ao que recebi hoje.
Talvez você, leitor, paciente (por ter aturado até aqui este texto-desabafo) leitor esteja se perguntando o por que de eu ter, no título do texto, agradecido ao Unibanco. Explico: Já tive poupanças em 2 outros bancos, Bradesco e Banco do Brasil. Em ambos raramente, em vista de eu sempre ter sido pouco economizador, fazia depósitos. Certo dia, ao querer colocar algumas economias no Bradesco sou informado que...
A conta poupança não existe mais. Simples assim, havia sido encerrada. Sem me comunicarem, sem nenhum aviso prévio, sumariamente tinha sido extinta. Saldo? Se tinha era pouco e provavelmente o banco havia absorvido-o. Considerei mais o prejuízo moral, que o financeiro. Afinal de contas, para que temos um cadastro (com endereço, telefone et cetera) no banco? Só para receber propagandas mesmo, pelo visto. Para advertir que a conta será encerrrada caso não tenha movimentação a partir de determinada data... hah!!
Pois é, por isso que sou grato ao Unibanco. Afinal, ele ao menos teve a consideração de me avisar que minha conta "compulsória-fantasma-e-que-eu-não-criara-e-tampouco-sabia-que-existia-com-saldo-de-zero-real" seria cancelada. E será. E já vai tarde.
Quanto à minha C/P no Banco do Brasil? Permanece viva, firme e forte, até hoje, não obstante longos períodos (que podem chegar a um ano, coisa inaceitável pelo Bradesco) de inatividade...
13.12.09
Questão de raciocínio lógico
Hoje prestei o concurso do IPHAN e voltei pra casa inconformado com uma questão que, a meu ver, tem 2 respostas certas. Primeiramente fiz e deparei-me com o resultado incerto. Concluí que eu teria me equivocado em algum ponto. Refiz. E deu a mesma coisa de novo: Duas respostas certas! Como??
Pra quem tiver disposição ou interesse em elucidar o dilema, eis a questão da prova:
Os veículos de Alberto, Breno e Cláudio são, não necessariamente nesta ordem, um preto, um cinza e um vermelho. Um dos veículos é uma bicicleta, um outro é uma motocicleta, e o outro é um automóvel. O veículo de Alberto é uma bicicleta; o veículo de Cláudio é vermelho; o veículo de Breno não é uma motocicleta nem é preto. Então, é correto afirmar que:
(A) a bicicleta é cinza.
(B) a motocicleta é vermelha.
(C) o veículo de Alberto é cinza.
(D) o veículo de Breno é um automóvel.
(E) o veículo de Cláudio não é uma motocicleta.
Pra mim, duas são as respostas corretas. E a banca examinadora só aceita uma, né. E aí?
Pra quem tiver disposição ou interesse em elucidar o dilema, eis a questão da prova:
Os veículos de Alberto, Breno e Cláudio são, não necessariamente nesta ordem, um preto, um cinza e um vermelho. Um dos veículos é uma bicicleta, um outro é uma motocicleta, e o outro é um automóvel. O veículo de Alberto é uma bicicleta; o veículo de Cláudio é vermelho; o veículo de Breno não é uma motocicleta nem é preto. Então, é correto afirmar que:
(A) a bicicleta é cinza.
(B) a motocicleta é vermelha.
(C) o veículo de Alberto é cinza.
(D) o veículo de Breno é um automóvel.
(E) o veículo de Cláudio não é uma motocicleta.
Pra mim, duas são as respostas corretas. E a banca examinadora só aceita uma, né. E aí?
9.12.09
Enquete sobre "concurseiros"
Enquete encontrada em um dos vááários sites sobre material de concursos públicos que tenho acessado ultimamente apresentava esses resultados à pergunta: "O que é mais importante ter para ser aprovado em concurso público?"
Achei intrigante ver a inteligência em último lugar. Sempre achei que esta (a inteligência) fosse essencial para ser bem sucedido nos tão concorridos concursos públicos. É, pelo visto a grande maioria considera as provas como simples testes de "decoreba", não?
2.12.09
18.11.09
Outro decreto que será abordado na prova do concurso
Pra começo de conversa, este decreto federal é, como diria o José Simão, uma piada pronta: Institui o Código de Ética do Servidor Público e seu nº é 1.171 /94. (Pra quem não sabe, o Artigo 171 do Código Penal é o que fala sobre estelionato...)
Inicialmente temos, no Capítulo I, Seção 1, as Regras Deontológicas.
Mas que cazzo é isso de deontológico? Tem a ver com odontológico? Na dúvida, o Houaiss explica:
Deontológico é aquilo que é relativo a deontologia. Tá, isso eu já esperava que fosse, então... o que é deontologia?
Teoria moral criada pelo filósofo inglês Jeremy Bentham que, rejeitando a importância de qualquer apelo ao dever e à consciência, compreende na natureza humana de perseguir o prazer e fugir da dor o fundamento da ação eticamente correta.
Entendeu? Nem eu, mas em suma: É um código de ética, porra! Agora vem o "discurso", do mais empolado e ufanista impossível, e do qual destaco estas passagens ao melhor estilo "palanque da época da ditadura militar":
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim,
não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto (Que moral, que MORAL!!)
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que
contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. (Ooooh! Que enfático! Que afirmação mais dedo-em-riste!! )
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. (OooooOooh!!!)
XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus
colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação. (Este item deve ser lido em voz alta, com a mão direita sobre o peito e escutando o Hino Nacional num volume bem alto. Aí sim dá o maior clima)
Show de blablabla, né? E o principal do decreto, que vem depois dessa ladainha toda é tudo aquilo que é lindo e maravilhoso na teoria mas que nem sempre se aplica na prática. Ou quase nunca. Exemplos?
– O funcionário público deve ser ágil para evitar atrasos e formação de filas;
– O funcionário público deve ser cortês; (sejamos justos, vá; alguns até são)
– O funcionário público não deve aceitar propinas; (nem caixinha, nem lembrancinha, nem carro 0 km...)
– O funcionário público não pode fazer uso do cargo ou função para obter favorecimentos; (ou seja, a famosa "carteirada" comumente acompanhada do brado "Você sabe com quem está falando?" não é permitida, tampouco apadrinhar alguém, etc)
– O funcionário público não pode permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores; (sem comentários)
– O funcionário público não pode desviar servidor público para atendimento a interesse particular; (esta é – ou seria – para os "peixes grandes", né?)
– O funcionário público não pode retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público; (Traduzindo: Não pode furtar!)
Pra encerrar, este item razoavelmente... polêmico:
É vedado ao servidor público apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente (isso porque é um código de ética PROFISSIONAL. Quer dizer, happy-hour todos os dias... nem pensar)
Comentário pessoal: Este decreto assinado pelo topetudo Itamar Franco me parece praticamente desnecessário e mais, redundante, haja visto que a Lei nº8112 de 1990 (pré-existente à época, portanto) já definia, com precisão e sem devaneios moralistas, os deveres e proibições relativas ao funcionalismo público, grande parte – senão o todo – do que realmente é relevante neste decreto nº1.171 de 1994...
Inicialmente temos, no Capítulo I, Seção 1, as Regras Deontológicas.
Mas que cazzo é isso de deontológico? Tem a ver com odontológico? Na dúvida, o Houaiss explica:
Deontológico é aquilo que é relativo a deontologia. Tá, isso eu já esperava que fosse, então... o que é deontologia?
Teoria moral criada pelo filósofo inglês Jeremy Bentham que, rejeitando a importância de qualquer apelo ao dever e à consciência, compreende na natureza humana de perseguir o prazer e fugir da dor o fundamento da ação eticamente correta.
Entendeu? Nem eu, mas em suma: É um código de ética, porra! Agora vem o "discurso", do mais empolado e ufanista impossível, e do qual destaco estas passagens ao melhor estilo "palanque da época da ditadura militar":
II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim,
não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto (Que moral, que MORAL!!)
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que
contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação. (Ooooh! Que enfático! Que afirmação mais dedo-em-riste!! )
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los. (OooooOooh!!!)
XIII - 0 servidor que trabalha em harmonia com a estrutura organizacional, respeitando seus
colegas e cada concidadão, colabora e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento da Nação. (Este item deve ser lido em voz alta, com a mão direita sobre o peito e escutando o Hino Nacional num volume bem alto. Aí sim dá o maior clima)
Show de blablabla, né? E o principal do decreto, que vem depois dessa ladainha toda é tudo aquilo que é lindo e maravilhoso na teoria mas que nem sempre se aplica na prática. Ou quase nunca. Exemplos?
– O funcionário público deve ser ágil para evitar atrasos e formação de filas;
– O funcionário público deve ser cortês; (sejamos justos, vá; alguns até são)
– O funcionário público não deve aceitar propinas; (nem caixinha, nem lembrancinha, nem carro 0 km...)
– O funcionário público não pode fazer uso do cargo ou função para obter favorecimentos; (ou seja, a famosa "carteirada" comumente acompanhada do brado "Você sabe com quem está falando?" não é permitida, tampouco apadrinhar alguém, etc)
– O funcionário público não pode permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hierarquicamente superiores ou inferiores; (sem comentários)
– O funcionário público não pode desviar servidor público para atendimento a interesse particular; (esta é – ou seria – para os "peixes grandes", né?)
– O funcionário público não pode retirar da repartição pública, sem estar legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio público; (Traduzindo: Não pode furtar!)
Pra encerrar, este item razoavelmente... polêmico:
É vedado ao servidor público apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitualmente (isso porque é um código de ética PROFISSIONAL. Quer dizer, happy-hour todos os dias... nem pensar)
Comentário pessoal: Este decreto assinado pelo topetudo Itamar Franco me parece praticamente desnecessário e mais, redundante, haja visto que a Lei nº8112 de 1990 (pré-existente à época, portanto) já definia, com precisão e sem devaneios moralistas, os deveres e proibições relativas ao funcionalismo público, grande parte – senão o todo – do que realmente é relevante neste decreto nº1.171 de 1994...
15.11.09
Revisão do Acordo Ortográfico
É, gente, eu havia me declarado um ferrenho opositor às modificações impostas pelo (argh) Acordo Ortográfico mas agora estou tendo que engolir suas regras, sob pena de perder alguns valiosos pontos em um concurso público (ou mais, talvez) caso insista em permanecer preso à norma antiga.
Assim resolvi escrever sobre o assunto e com isso atualizar blog e, de quebra, estudando a matéria. Vamos lá...
Fundamentado no Decreto Federal nº6.583 de 29 de setembro de 2008, logo de cara temos o seguinte no parágrafo único do Artigo 2º: "A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1o de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida." Bateu a dúvida: Se ambas normas coexistirão (serão consideradas corretas, presumo) durante esse tempo, por que as novas – e tão somente estas – são exigidas nos concursos? E mais: Se estou certo nessa conclusão quer dizer que até o final de 2012 poderei continuar escrevendo à moda antiga que estarei certo. Certo? Não sei.
Dígrafos finais (ch, ph, th) quando mudos serão suprimidos. Ou seja, Joseph vira José. E Nazareth, Nazaré (à exceção da banda de rock escocesa, espero.) E Bach, o compositor erudito, se tornará "Bá"? Johann Sebastian Bá??? Bah! >:P
Desumano é tudo junto e sobre-humano é separado. Hmm... é, "des-humano" não poderia ser, muito menos "deshumano", mas por que não "sobreumano"? Vixe, que estranho. É, fica mesmo desumano assim...
IV,1,C: "O c, com valor de oclusiva velar, conserva-se ou elimina-se, facultativamente, quando se profere numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscila entre a prolação e o emudecimento". Traduzindo: Dicção pode ser dição. E recepção pode ser receção. (é o que está no texto do decreto, juro!) No país da recessão agora teremos também receções? Valha-me Deus!
V,2,E: "Existem verbos em –iar, ligados a substantivos com as terminações átonas (ia , io), que admitem variantes na conjugação: negoceio ou negocio (cf. negócio); premeio ou premio (cf. prémio/prêmio); etc." Hein? Eu negoceio? Eu premeio?? :p
V,2,G: "Os verbos em –oar distinguem-se praticamente dos verbos em –uar pela sua conjugação nas formas rizotônicas, que têm sempre o na sílaba acentuada (e que não é mais acentuada, parêntese meu): abençoo, destoo, etc."(assim como nas paroxítonas como enjoo, voo, conforme IX,8)
VIII,1,A: Puré ou purê? Ambas! Bebê ou bebé? Ambas! Corretas!! Pode? Poooode.
IX,3: )"Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação." Traduzindo: Ideia, assembleia, proteico, heroico, paranoico... Paranoico fico eu, com este item do Acordo, bah!!
E "apoio" perdeu acento, tanto na conjugação verbal "ex: Eu não apoio este maldito Acordo", quanto no substantivo. Ahn... no substantivo acho que nunca teve mesmo, né.
IX,5,C: Permanece a diferenciação: "Ele tem, eles têm". Viva!!
IX,7: "Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tônico oral fechado em hiato com a terminação –em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, veem." Tsc!
IX,9: "Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas". Traduzindo: "Você nãopára para mais, você simplesmente para. E para que você quer parar? Para com isso, meu!" Simples assim. E teus pelos também não têm mais acento. Pelos pelos do Tony Ramos! Sim, é verdade... e tem mais: agora é polo. Norte ou sul, é polo. Visionária foi a Volkswagen, ao criar o Polo.
XIV: É a extrema-unção do trema. De agora em diante ele só serve para ser usado em nomes próprios e-olha-lá e também para fazer emoticons "otaku" como este: ¬¬¨
XV,4e5: Bem-me-quer, mal-me-quer... arranque-lhe as pétalas mas não o hífen. Estando bem ou mal-humorado. Assim como o sem-vergonha, que perde tudo, menos o hífen... também.
XVI, 1,B: Micro-ondas, assim como pseudo-objeto, estão unidos pelo hífen. Não sei se já era assim antes, mas... eu não sabia. (Mas sei que "pseudoblog" era e continuará sendo tudo junto, hoho hoo)
XVI,1,C: Pan-americano é separado. Tudo junto, só a financeira do Silvio Santos.
XVI,2,A: "Não existe hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se". Ou seja, se a Geisy não estivesse vestindo um minivestido (tudo junto) e sim uma minissaia, esta estaria, inevitavelmente, com dois "s". Seguem a mesma regra o contraRRegra e a contraSSenha. Estranho, mas é. :/
XVI,2,B: "Também não tem hífen as formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, como em extraescolar, autoestrada, hidroelétrica". Mesmo que esta seja a Itaipu com seus apagões, ainda é hidroelétrica!
XIX,1,D: Fulano, ciclano e beltrano, coitados, além de condenados ao eterno anonimato, sequer têm direito à inicial maiúscula. (Meu fulano só ganhou a maiúscula por estar no começo da frase, veja só.)
E estes foram os pontos que mais me... hã, incomodaram nesta porr... porcaria de Acordo – do qual não estou de acordo mas enfim...
:/
Assim resolvi escrever sobre o assunto e com isso atualizar blog e, de quebra, estudando a matéria. Vamos lá...
Fundamentado no Decreto Federal nº6.583 de 29 de setembro de 2008, logo de cara temos o seguinte no parágrafo único do Artigo 2º: "A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1o de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida." Bateu a dúvida: Se ambas normas coexistirão (serão consideradas corretas, presumo) durante esse tempo, por que as novas – e tão somente estas – são exigidas nos concursos? E mais: Se estou certo nessa conclusão quer dizer que até o final de 2012 poderei continuar escrevendo à moda antiga que estarei certo. Certo? Não sei.
Dígrafos finais (ch, ph, th) quando mudos serão suprimidos. Ou seja, Joseph vira José. E Nazareth, Nazaré (à exceção da banda de rock escocesa, espero.) E Bach, o compositor erudito, se tornará "Bá"? Johann Sebastian Bá??? Bah! >:P
Desumano é tudo junto e sobre-humano é separado. Hmm... é, "des-humano" não poderia ser, muito menos "deshumano", mas por que não "sobreumano"? Vixe, que estranho. É, fica mesmo desumano assim...
IV,1,C: "O c, com valor de oclusiva velar, conserva-se ou elimina-se, facultativamente, quando se profere numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscila entre a prolação e o emudecimento". Traduzindo: Dicção pode ser dição. E recepção pode ser receção. (é o que está no texto do decreto, juro!) No país da recessão agora teremos também receções? Valha-me Deus!
V,2,E: "Existem verbos em –iar, ligados a substantivos com as terminações átonas (ia , io), que admitem variantes na conjugação: negoceio ou negocio (cf. negócio); premeio ou premio (cf. prémio/prêmio); etc." Hein? Eu negoceio? Eu premeio?? :p
V,2,G: "Os verbos em –oar distinguem-se praticamente dos verbos em –uar pela sua conjugação nas formas rizotônicas, que têm sempre o na sílaba acentuada (e que não é mais acentuada, parêntese meu): abençoo, destoo, etc."(assim como nas paroxítonas como enjoo, voo, conforme IX,8)
VIII,1,A: Puré ou purê? Ambas! Bebê ou bebé? Ambas! Corretas!! Pode? Poooode.
IX,3: )"Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei e oi da sílaba tônica das palavras paroxítonas, dado que existe oscilação em muitos casos entre o fechamento e a abertura na sua articulação." Traduzindo: Ideia, assembleia, proteico, heroico, paranoico... Paranoico fico eu, com este item do Acordo, bah!!
E "apoio" perdeu acento, tanto na conjugação verbal "ex: Eu não apoio este maldito Acordo", quanto no substantivo. Ahn... no substantivo acho que nunca teve mesmo, né.
IX,5,C: Permanece a diferenciação: "Ele tem, eles têm". Viva!!
IX,7: "Prescinde-se de acento circunflexo nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tônico oral fechado em hiato com a terminação –em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, veem." Tsc!
IX,9: "Prescinde-se, quer do acento agudo, quer do circunflexo, para distinguir palavras paroxítonas que, tendo respectivamente vogal tônica aberta ou fechada, são homógrafas de palavras proclíticas". Traduzindo: "Você não
XIV: É a extrema-unção do trema. De agora em diante ele só serve para ser usado em nomes próprios e-olha-lá e também para fazer emoticons "otaku" como este: ¬¬¨
XV,4e5: Bem-me-quer, mal-me-quer... arranque-lhe as pétalas mas não o hífen. Estando bem ou mal-humorado. Assim como o sem-vergonha, que perde tudo, menos o hífen... também.
XVI, 1,B: Micro-ondas, assim como pseudo-objeto, estão unidos pelo hífen. Não sei se já era assim antes, mas... eu não sabia. (Mas sei que "pseudoblog" era e continuará sendo tudo junto, hoho hoo)
XVI,1,C: Pan-americano é separado. Tudo junto, só a financeira do Silvio Santos.
XVI,2,A: "Não existe hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se". Ou seja, se a Geisy não estivesse vestindo um minivestido (tudo junto) e sim uma minissaia, esta estaria, inevitavelmente, com dois "s". Seguem a mesma regra o contraRRegra e a contraSSenha. Estranho, mas é. :/
XVI,2,B: "Também não tem hífen as formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, como em extraescolar, autoestrada, hidroelétrica". Mesmo que esta seja a Itaipu com seus apagões, ainda é hidroelétrica!
XIX,1,D: Fulano, ciclano e beltrano, coitados, além de condenados ao eterno anonimato, sequer têm direito à inicial maiúscula. (Meu fulano só ganhou a maiúscula por estar no começo da frase, veja só.)
E estes foram os pontos que mais me... hã, incomodaram nesta porr... porcaria de Acordo – do qual não estou de acordo mas enfim...
:/
27.10.09
Ônibus em SP
Um detalhe que achei diferente, curioso nos ônibus daqui é a plaqueta informando o número da linha... fixada na traseira do veículo. Nunca tinha visto isso; em minha passagem anterior por esta minha terra natal – há um ano – ainda não havia, e em Pernambuco não há, jamais houve.
A princípio ironizei, imaginando sua utilidade: quando você chegasse atrasado no ponto (ou parada, para os de PE) de ônibus poderia ter a certeza de que aquele que havia acabado de passar era o seu...
Mas pensando bem, a coisa é útil sim. Não sei se a implantaram com o propósito que deduzi depois, mas é o seguinte: reduzir os atrasos durante o percurso. Explicando com um exemplo: Quem nunca viu um passageiro vir correndo por trás, batendo na lateral do ônibus implorando para que este o espere e, ao chegar à porta, perguntar de que linha seria? E muitas vezes aquele não era seu ônibus. Mas o cidadão faz isso preventivamente. Ou, de forma mais realista, apostando na sorte: "Vai que é? Vou segurá-lo"
Multiplique-se essa atitude por vários pontos de ônibus e teremos um considerável aumento na demora em concluir o percurso. Deve ter sido para evitar isso que criaram a identificação traseira, não?
E outro detalhe: existem diversos tipos de carros, com duas, três e até quatro portas. Curiosamente alguns não têm a porta de saída na extremidade traseira, têm no meio. Isso, claro, sem contar o articulado, que minha sobrinha chamou de "sanfonado". Bem, não deixa de sê-lo.
Falando em articulado, não seria nada mal se a Borborema colocasse alguns, pelo menos nos horários de pico, na linha 020 Candeias-Dois Irmãos. Ai, ai, minhas férias estão acabando e logo, logo estarei novamente às voltas com aquela "lata de sardinhas humanas"...
A princípio ironizei, imaginando sua utilidade: quando você chegasse atrasado no ponto (ou parada, para os de PE) de ônibus poderia ter a certeza de que aquele que havia acabado de passar era o seu...
Mas pensando bem, a coisa é útil sim. Não sei se a implantaram com o propósito que deduzi depois, mas é o seguinte: reduzir os atrasos durante o percurso. Explicando com um exemplo: Quem nunca viu um passageiro vir correndo por trás, batendo na lateral do ônibus implorando para que este o espere e, ao chegar à porta, perguntar de que linha seria? E muitas vezes aquele não era seu ônibus. Mas o cidadão faz isso preventivamente. Ou, de forma mais realista, apostando na sorte: "Vai que é? Vou segurá-lo"
Multiplique-se essa atitude por vários pontos de ônibus e teremos um considerável aumento na demora em concluir o percurso. Deve ter sido para evitar isso que criaram a identificação traseira, não?
E outro detalhe: existem diversos tipos de carros, com duas, três e até quatro portas. Curiosamente alguns não têm a porta de saída na extremidade traseira, têm no meio. Isso, claro, sem contar o articulado, que minha sobrinha chamou de "sanfonado". Bem, não deixa de sê-lo.
Falando em articulado, não seria nada mal se a Borborema colocasse alguns, pelo menos nos horários de pico, na linha 020 Candeias-Dois Irmãos. Ai, ai, minhas férias estão acabando e logo, logo estarei novamente às voltas com aquela "lata de sardinhas humanas"...
21.10.09
Andando pela minha autêntica terra
Hoje foi dia de ir ao centro da cidade, no Poupatempo da Sé, (equivalente do Expresso Cidadão dos pernambucanos) fazer a 2ª via do meu RG. Motivo: estraguei o documento esquecendo-o dentro de um dos bolsos de uma calça e mandando tudo pra dentro da máquina de lavar roupa. Uma lavagem apenas não seria capaz de danificar aquela coisa plastificada, mas outra lavagem, e outra, e outras... e meu retrato ali ficou parecendo uma pintura abstrata, mas não de abstracionistas interessantes como o Kandinsky ou Mondrian, mas uma nhaca como aquelas porcarias do Manabu Mabe... (veja o link e me diga se não se parece com aquelas pinturas que o chimpanzé da novela pinta)
Talvez seja pelo fato de eu ter ido à cidade fora dos horários de pico, mas achei-a extremamente funcional: Pouco tempo aguardando o ônibus, assim como o metrô; farta sinalização e, a despeito de todas as notícias ruins que propalam a respeito da segurança pública, durante todo o meu percurso, sobre rodas, trilhos ou a pé, avistei a polícia presente. Bom sinal.
Apesar do mundaréu de gente que estava lá no Poupatempo – aliás, é gente pra tudo quanto é lado, ô formigueiro humano que é São Pauloooo – o processo transcorreu tranqüilamente, sem grandes percalços senão o fato que meu cartão do Unibanco não foi aceito no posto bancário – porque o do Itaú já não era aceito e como o Unibanco foi engolido pelo Itaú... fiquei sabendo depois – e por conta disso tive que cruzar toda a praça da Sé e ir sacar o dinheiro numa agência do Itaú localizada na rua Direita, famoso endereço paulistano. (bela foto)
Amanhã à tarde o novo documento estará pronto. Cabia aqui mais uma "historinha" mas fiquei com preguiça de contá-la por inteiro, vai resumida mesmo: Como lá em Recife minha carteira de identidade era recusada por eu estar irreconhecível na foto, fiz uma 2ª via lá. Só que eu não sabia: com um número de RG diferente da que eu tinha! Se você não sabia, fique sabendo: É possível, sim, ter uma carteira de identidade em cada estado da nação, caso queira. E cada uma delas com um número distinto. Coisas da atual legislação...
Talvez seja pelo fato de eu ter ido à cidade fora dos horários de pico, mas achei-a extremamente funcional: Pouco tempo aguardando o ônibus, assim como o metrô; farta sinalização e, a despeito de todas as notícias ruins que propalam a respeito da segurança pública, durante todo o meu percurso, sobre rodas, trilhos ou a pé, avistei a polícia presente. Bom sinal.
Apesar do mundaréu de gente que estava lá no Poupatempo – aliás, é gente pra tudo quanto é lado, ô formigueiro humano que é São Pauloooo – o processo transcorreu tranqüilamente, sem grandes percalços senão o fato que meu cartão do Unibanco não foi aceito no posto bancário – porque o do Itaú já não era aceito e como o Unibanco foi engolido pelo Itaú... fiquei sabendo depois – e por conta disso tive que cruzar toda a praça da Sé e ir sacar o dinheiro numa agência do Itaú localizada na rua Direita, famoso endereço paulistano. (bela foto)
Amanhã à tarde o novo documento estará pronto. Cabia aqui mais uma "historinha" mas fiquei com preguiça de contá-la por inteiro, vai resumida mesmo: Como lá em Recife minha carteira de identidade era recusada por eu estar irreconhecível na foto, fiz uma 2ª via lá. Só que eu não sabia: com um número de RG diferente da que eu tinha! Se você não sabia, fique sabendo: É possível, sim, ter uma carteira de identidade em cada estado da nação, caso queira. E cada uma delas com um número distinto. Coisas da atual legislação...
ICQ
Originalmente criado por israelenses e cuja alcunha (ou sigla, sei lá) vinha da expressão "I seek you" ("eu procuro você", em inglês), o ICQ foi o principal comunicador de mensagens instantâneas até a chegada e o posterior domínio do Messenger, hoje mais conhecido como MSN.
Fui dessa época. Fui dos que, quando os modens mal passavam dos 14.400bps , ficava fazendo figa pra conexão não cair e a florzinha vermelha ficar verde. Daí era só alegria: Janelinhas "pipocando" na minha telinha monocromática de 14" e aqueles "oh ouh! ...oh, ouh!" tocando incessantemente.
Namorei muito via ICQ. Também discuti. Também devo ter feito coisas menos publicáveis mas deixemos esse episódio obscuro do meu passado... no passado. Grande ICQ!
Grande e esquecido. Sequer me lembrava mais de sua existência – haja visto que atualmente sou usuário costumeiro do filhote da Microsoft – e hoje voltei a recordá-lo por um acaso: A citação do co-fundador do Twitter que o site será sempre gratuito. Talvez alguém se lembre: rodava muito pela internet um e-mail alertando que o ICQ – que à época era gratuito – passaria a ser pago.
Quem viveu, viu: O ICQ nunca passou a ser cobrado. E agora essa afirmação do Biz Stone (o do Twitter)...
Mas o que importa, pra mim, é que só por curiosidade fui ao site do ICQ e tentei acessar com meu antigo login. Achava que, ante tantos anos sem uso ele já não existisse mais, tivesse sido cancelado. E não é que, para a minha surpresa, o danadinho ainda está ativo?
Agora só fico a pensar... se alguém, durante estes anos todos, me adicionou e ficou esperando eu surgir online lá... ou nem se lembra mais de quem sou, ou merece o troféu "A esperança é a última que morre".
Em todo caso, ficará a situação como está. Meu nºICQ existe. Mas se alguém espera que eu apareça lá, desista. Ou espere sentado. Melhor: dormindo.
:p
Fui dessa época. Fui dos que, quando os modens mal passavam dos 14.400bps , ficava fazendo figa pra conexão não cair e a florzinha vermelha ficar verde. Daí era só alegria: Janelinhas "pipocando" na minha telinha monocromática de 14" e aqueles "oh ouh! ...oh, ouh!" tocando incessantemente.
Namorei muito via ICQ. Também discuti. Também devo ter feito coisas menos publicáveis mas deixemos esse episódio obscuro do meu passado... no passado. Grande ICQ!
Grande e esquecido. Sequer me lembrava mais de sua existência – haja visto que atualmente sou usuário costumeiro do filhote da Microsoft – e hoje voltei a recordá-lo por um acaso: A citação do co-fundador do Twitter que o site será sempre gratuito. Talvez alguém se lembre: rodava muito pela internet um e-mail alertando que o ICQ – que à época era gratuito – passaria a ser pago.
Quem viveu, viu: O ICQ nunca passou a ser cobrado. E agora essa afirmação do Biz Stone (o do Twitter)...
Mas o que importa, pra mim, é que só por curiosidade fui ao site do ICQ e tentei acessar com meu antigo login. Achava que, ante tantos anos sem uso ele já não existisse mais, tivesse sido cancelado. E não é que, para a minha surpresa, o danadinho ainda está ativo?
Agora só fico a pensar... se alguém, durante estes anos todos, me adicionou e ficou esperando eu surgir online lá... ou nem se lembra mais de quem sou, ou merece o troféu "A esperança é a última que morre".
Em todo caso, ficará a situação como está. Meu nºICQ existe. Mas se alguém espera que eu apareça lá, desista. Ou espere sentado. Melhor: dormindo.
:p
19.10.09
Feedback e estratégia no Twitter
O intuito deste post é tentar explicar melhor uns pensamentos vagos que diluí nos 140+140+140+140... caracteres a que somos restringidos pelo site.
Tudo começou num desses momentos em que eu, sem ter o que fazer, estava olhando a public_timeline e vi um rapaz dizendo: "Help me choose. Joker or Jigsaw?". Ciente de que não tinha nada a perder, e já prevendo que aquele desconhecido nem me daria a menor importância, respondi-lhe: jigsaw.
Para a minha surpresa, ele imediatamente retrucou: "haha.. I can try that one out then". Coisinha besta, não? Mas fiquei feliz. E passei a lembrar de gente brasileira que pede a nossa opinião, lá. Nós... ou eu, no caso, tenho a boa vontade de contribuir e sequer recebo um obrigado. Falando assim até fica parecendo que sou um carente de atenção, de consideração, mas... fala sério, o que custa dirigir uma palavra de agradecimento a quem te deu atenção, não é mesmo? E elogiei o estrangeiro.
Mas logo lembrei de uma estrangeira que me segue já há algum tempo, a qual, inclusive, eu já havia tentado espantá-la dirigindo-lhe a palavra – é um fenômeno que me ocorre, não sei se por ser o meu inglês ruim, mas o follower estrangeiro pára de me seguir assim que tento conversar com ele – e dei-lhe novamente a "espetada", citando-a. A tal peituda. Foi o contrapeso na consideração que tenho aos estrangeiros.
E lembrei que, além d'ela continuar a me seguir, havia bloqueado seus tweets.
Seria isso uma estratégia para eu passar a segui-la?
Uma outra pessoa me seguiu por um bom tempo. E sempre com seus tweets bloqueados. Durante considerável tempo resisti à curiosidade em saber o que ela estaria a escrever mas, achando que isso fosse só uma estratégia para eu segui-la (e com isso ter acesso a seus tweets) não dei o braço a torcer. Até que, não aguentando mais, cedi ao follow.
Creiam, valeu a pena, a moça é gente boa. Lembra-me muito o tempo em que eu era viciado demais em orkut, pois ela parece ser. E fiquei sentindo-me um tolo. Ao visto era apenas o caso da privacidade, nada além...
Tudo começou num desses momentos em que eu, sem ter o que fazer, estava olhando a public_timeline e vi um rapaz dizendo: "Help me choose. Joker or Jigsaw?". Ciente de que não tinha nada a perder, e já prevendo que aquele desconhecido nem me daria a menor importância, respondi-lhe: jigsaw.
Para a minha surpresa, ele imediatamente retrucou: "haha.. I can try that one out then". Coisinha besta, não? Mas fiquei feliz. E passei a lembrar de gente brasileira que pede a nossa opinião, lá. Nós... ou eu, no caso, tenho a boa vontade de contribuir e sequer recebo um obrigado. Falando assim até fica parecendo que sou um carente de atenção, de consideração, mas... fala sério, o que custa dirigir uma palavra de agradecimento a quem te deu atenção, não é mesmo? E elogiei o estrangeiro.
Mas logo lembrei de uma estrangeira que me segue já há algum tempo, a qual, inclusive, eu já havia tentado espantá-la dirigindo-lhe a palavra – é um fenômeno que me ocorre, não sei se por ser o meu inglês ruim, mas o follower estrangeiro pára de me seguir assim que tento conversar com ele – e dei-lhe novamente a "espetada", citando-a. A tal peituda. Foi o contrapeso na consideração que tenho aos estrangeiros.
E lembrei que, além d'ela continuar a me seguir, havia bloqueado seus tweets.
Seria isso uma estratégia para eu passar a segui-la?
Uma outra pessoa me seguiu por um bom tempo. E sempre com seus tweets bloqueados. Durante considerável tempo resisti à curiosidade em saber o que ela estaria a escrever mas, achando que isso fosse só uma estratégia para eu segui-la (e com isso ter acesso a seus tweets) não dei o braço a torcer. Até que, não aguentando mais, cedi ao follow.
Creiam, valeu a pena, a moça é gente boa. Lembra-me muito o tempo em que eu era viciado demais em orkut, pois ela parece ser. E fiquei sentindo-me um tolo. Ao visto era apenas o caso da privacidade, nada além...
18.10.09
Recife, se não é melhor...
... é menos bu(r)rocrática. Ao menos em um ponto: pagamento do cartão de crédito. (Hipercard)
Lá em Pernambuco fiquei sabendo – graças a greve dos Correios – que poderia pagar a fatura diretamente em qualquer caixa dos mercados Bompreço ou HiperBompreço, sem apresentar a fatura que deveria chegar pelo correio e não chegaria. Dito e feito, simples e prático.
Aqui em São Paulo, onde estou passando férias, precisei fazer o mesmo, mas desta vez porque não estava presente em PE a tempo de receber a fatura. Achei que seria a mesma coisa, com a única diferença que aqui, não tendo Bompreço, seu equivalente WalMart faria o mesmo.
Vou no caixa e descubro a primeira diferença: é preciso ter a fatura em mãos. E se eu não tiver?
– "No fim do corredor tem um balcão da Hipercard e lá o senhor poderá solicitar a 2ª via da fatura..." me informa a caixa e, já que não tem outro jeito, vou lá.
Com a 2ª via na mão vou à fila do caixa de novo. Chegando minha vez fico sabendo que eles não aceitam pagamento em cartão. Mesmo sendo de DÉBITO.
– "Tem um caixa eletrônico logo ali, senhor..." me informa o outro caixa e lá vou eu de novo, desta vez a sacar o dinheiro. E volto novamente para a fila dos caixas e finalmente consigo pagar a bendita fatura.
Pôrra meu! Em Recife pago sem a fatura, e com meu cartão de débito! Por que aqui, na minha adorada terrinha, tem de ser assim?
... ou sempre foi, eu é que me desacostumei?
:/
Lá em Pernambuco fiquei sabendo – graças a greve dos Correios – que poderia pagar a fatura diretamente em qualquer caixa dos mercados Bompreço ou HiperBompreço, sem apresentar a fatura que deveria chegar pelo correio e não chegaria. Dito e feito, simples e prático.
Aqui em São Paulo, onde estou passando férias, precisei fazer o mesmo, mas desta vez porque não estava presente em PE a tempo de receber a fatura. Achei que seria a mesma coisa, com a única diferença que aqui, não tendo Bompreço, seu equivalente WalMart faria o mesmo.
Vou no caixa e descubro a primeira diferença: é preciso ter a fatura em mãos. E se eu não tiver?
– "No fim do corredor tem um balcão da Hipercard e lá o senhor poderá solicitar a 2ª via da fatura..." me informa a caixa e, já que não tem outro jeito, vou lá.
Com a 2ª via na mão vou à fila do caixa de novo. Chegando minha vez fico sabendo que eles não aceitam pagamento em cartão. Mesmo sendo de DÉBITO.
– "Tem um caixa eletrônico logo ali, senhor..." me informa o outro caixa e lá vou eu de novo, desta vez a sacar o dinheiro. E volto novamente para a fila dos caixas e finalmente consigo pagar a bendita fatura.
Pôrra meu! Em Recife pago sem a fatura, e com meu cartão de débito! Por que aqui, na minha adorada terrinha, tem de ser assim?
... ou sempre foi, eu é que me desacostumei?
:/
6.10.09
Eremita não intencional
Num belo dia acabei cedendo à tentação-quase-tradição, e isso após anos de blog, de instalar aqui um contador de visitas. Ou mais que isso, já que o Google Analytics nos fornece um relatório que vai muito além da simples origem de cliques.
E pude comprovar o que já presumia: Tenho poucos, porém fiéis leitores. Esporadicamente atraio alguém através de algum link espalhado por aí, na grande rede e/ou, quase sempre figuro como resultado de pesquisas on-line, das quais passo sem receber sequer meio segundo de atenção. Ou seja, apareço na lista mas o pesquisador me descarta, sumariamente. E desses dois casos (ou tipos de visitantes) parece que não convenço, não rendo uma segunda visita. Não fidelizo leitores, enfim. Mas tudo bem.
Nunca sonhei em me tornar celebridade no universo internético, nunca me considerei à altura disso também. Por outro lado nunca achei que era um desses escritores/blogueiros que escrevem "para si", pouco se importando se teria alguém do outro lado da telinha lendo ou não. Vocês sabem, há mesmo gente neste mundo on-line que afirma isso, com uma convicção da qual, pessoalmente, duvido.
Fosse para escrever "para as paredes", por que publicar na internet, praticamente um mural mundial? Melhor não seria manuscrever e guardar na gaveta? Ou, se é no intuito de praticar digitação, escrever numa Olivetti e, claro, fazer uso da mesma gaveta? Não sou desses. Mesmo.
Escrevo na esperança de que alguém leia, sim. Que ache interessante, sim. Que comente... se quiser, ou se achar necessário; um comentário não é, embora seja agradável recebê-lo, sendo positivo ou negativo, imprescindível. Não me abato por 'zero' comentários. Sei que às vezes o silêncio é melhor que dizer coisas irrelevantes, incompatíveis ou até mesmo desagradáveis e me conformava vendo que silenciosos leitores estavam por perto.
Conformava. Pois é.
No dia 17 do mês passado cedi a outra tentação, a de mexer no template do blog; colocar uma janelinha mostrando um pouco das minhas vãs tagarelices no Twitter. Consegui inserir a coisa. Só que desde então (dia 17 de outubro) minha audiência caiu a zero. Segundo minha companheira de blogosfera Caminhante, isso pode ter acontecido justamente por eu ter mexido no template...
E não consigo mais restaurar os dados que o G.A. me fornecia.
Ou...
Será que...
Realmente...
NINGUÉM vem mais aqui?!
:(
E pude comprovar o que já presumia: Tenho poucos, porém fiéis leitores. Esporadicamente atraio alguém através de algum link espalhado por aí, na grande rede e/ou, quase sempre figuro como resultado de pesquisas on-line, das quais passo sem receber sequer meio segundo de atenção. Ou seja, apareço na lista mas o pesquisador me descarta, sumariamente. E desses dois casos (ou tipos de visitantes) parece que não convenço, não rendo uma segunda visita. Não fidelizo leitores, enfim. Mas tudo bem.
Nunca sonhei em me tornar celebridade no universo internético, nunca me considerei à altura disso também. Por outro lado nunca achei que era um desses escritores/blogueiros que escrevem "para si", pouco se importando se teria alguém do outro lado da telinha lendo ou não. Vocês sabem, há mesmo gente neste mundo on-line que afirma isso, com uma convicção da qual, pessoalmente, duvido.
Fosse para escrever "para as paredes", por que publicar na internet, praticamente um mural mundial? Melhor não seria manuscrever e guardar na gaveta? Ou, se é no intuito de praticar digitação, escrever numa Olivetti e, claro, fazer uso da mesma gaveta? Não sou desses. Mesmo.
Escrevo na esperança de que alguém leia, sim. Que ache interessante, sim. Que comente... se quiser, ou se achar necessário; um comentário não é, embora seja agradável recebê-lo, sendo positivo ou negativo, imprescindível. Não me abato por 'zero' comentários. Sei que às vezes o silêncio é melhor que dizer coisas irrelevantes, incompatíveis ou até mesmo desagradáveis e me conformava vendo que silenciosos leitores estavam por perto.
Conformava. Pois é.
No dia 17 do mês passado cedi a outra tentação, a de mexer no template do blog; colocar uma janelinha mostrando um pouco das minhas vãs tagarelices no Twitter. Consegui inserir a coisa. Só que desde então (dia 17 de outubro) minha audiência caiu a zero. Segundo minha companheira de blogosfera Caminhante, isso pode ter acontecido justamente por eu ter mexido no template...
E não consigo mais restaurar os dados que o G.A. me fornecia.
Ou...
Será que...
Realmente...
NINGUÉM vem mais aqui?!
:(
25.9.09
ESTAMOS EM GREVE ... porque queremos?
Greve dos bancários, que nostálgico!
Fui (bancário) do tempo em que faziam... ou éramos obrigados a fazer – pelos agressivos piqueteiros dos maledetos sindicatos – greves pelo menos uma vez ao ano. Eu, que trabalhava numa agência situada na avenida Paulista, "passeatódromo oficial" da capital paulista, acabava participando, involuntariamente. Ou por não conseguir chegar até o local de trabalho devido ao congestionamento provocado pelos manifestantes sindicais e seus carros de som, ou por receio de ser agredido ao ousar adentrar pela porta da agência bancária para trabalhar.
Sim, éramos impossibilitados de trabalhar. Mesmo que quiséssemos por vontade própria.
É verdade que ninguém está satisfeito com o próprio salário, por mais alto que este seja – vide nossos representantes no Legislativo ou os "peixes grandes" do Judiciário – mas alguns de nós têm consciência que "antes um pássaro na mão que dois voando" e, ante um mercado de trabalho escasso, valoriza emprego com carteira assinada. Eu era... aliás, ainda sou, dos que pensa assim. Mas era forçado a aderir.
Vem dessa época minha repulsa ao sindicalismo. Afinal, o sindicato pode e deve lutar por melhores condições para a categoria, mas respeitando o livre-arbítrio, o direito do cidadão de ir e vir e, inclusive, de achar que, bom ou ruim, estar empregado já é muita coisa e poder trabalhar! E mais: A contribuição sindical deveria ser facultativa e não obrigatória, tal qual é atualmente.
Assim como com plano de saúde ou de previdência privada, a decisão de contratar e bancar seus custos e usufruir de possíveis benefícios de um sindicato deveria ser do trabalhador. Mas não. Sua carteira de trabalho está assinada? Quer você queira ou não, há no mínimo um sindicato embolsando uma parte do seu ordenado.
Durante o mandato do atual presidente da república, que fez fama como ferrenho sindicalista dos metalúrgicos do ABC, duvido muito que a contribuição sindical compulsória – a qual já esteve proposta nos meios legislativos, inclusive – deixe de existir. Porém, quem sabe ano que vem...
Fui (bancário) do tempo em que faziam... ou éramos obrigados a fazer – pelos agressivos piqueteiros dos maledetos sindicatos – greves pelo menos uma vez ao ano. Eu, que trabalhava numa agência situada na avenida Paulista, "passeatódromo oficial" da capital paulista, acabava participando, involuntariamente. Ou por não conseguir chegar até o local de trabalho devido ao congestionamento provocado pelos manifestantes sindicais e seus carros de som, ou por receio de ser agredido ao ousar adentrar pela porta da agência bancária para trabalhar.
Sim, éramos impossibilitados de trabalhar. Mesmo que quiséssemos por vontade própria.
É verdade que ninguém está satisfeito com o próprio salário, por mais alto que este seja – vide nossos representantes no Legislativo ou os "peixes grandes" do Judiciário – mas alguns de nós têm consciência que "antes um pássaro na mão que dois voando" e, ante um mercado de trabalho escasso, valoriza emprego com carteira assinada. Eu era... aliás, ainda sou, dos que pensa assim. Mas era forçado a aderir.
Vem dessa época minha repulsa ao sindicalismo. Afinal, o sindicato pode e deve lutar por melhores condições para a categoria, mas respeitando o livre-arbítrio, o direito do cidadão de ir e vir e, inclusive, de achar que, bom ou ruim, estar empregado já é muita coisa e poder trabalhar! E mais: A contribuição sindical deveria ser facultativa e não obrigatória, tal qual é atualmente.
Assim como com plano de saúde ou de previdência privada, a decisão de contratar e bancar seus custos e usufruir de possíveis benefícios de um sindicato deveria ser do trabalhador. Mas não. Sua carteira de trabalho está assinada? Quer você queira ou não, há no mínimo um sindicato embolsando uma parte do seu ordenado.
Durante o mandato do atual presidente da república, que fez fama como ferrenho sindicalista dos metalúrgicos do ABC, duvido muito que a contribuição sindical compulsória – a qual já esteve proposta nos meios legislativos, inclusive – deixe de existir. Porém, quem sabe ano que vem...
PostScriptum: O fato de sermos obrigados a contribuir financeiramente para sindicatos levou muitos espertalhões a criarem sindicatos "de fachada" a fim de abocanharem uma parte desse dinheiro a que somos forçados a renunciar, sob força de lei.
Eu, enquanto microempresário, me cansei de receber boletos bancários com supostas cobranças de contribuição sindical "obrigatória" vindas de sindicatos com pomposos nomes. Ciente de que já pagava a um "comedor de minhas rendas" oficial – e não era obrigado coisa nenhuma a pagar a mais nenhum outro sanguessuga, rasgava sem pensar duas vezes aqueles boletos.
Fazia bem, pois a jogada é a seguinte: Uma vez que você paga aquela primeira cobrança, torna-se obrigado a pagar para sempre. Ou enquanto perdurar sua pessoa jurídica. O simples pagamento daquela ameaçadora cobrança – sim, muitas vezes os pilantras destacam em seus golpes que o não pagamento poderá acarretar pesadas multas (mentira!) etc – significa, implicitamente, a adesão ao suposto sindicato e, por conseqüinte, à obrigatoriedade de pagamento de quaisquer mensalidades, anuidades ou seja-lá-o-que-for emitido pela tal entidade.
Portanto, empresários ou autônomos que tenham CNPJ, fiquem espertos!
Eu, enquanto microempresário, me cansei de receber boletos bancários com supostas cobranças de contribuição sindical "obrigatória" vindas de sindicatos com pomposos nomes. Ciente de que já pagava a um "comedor de minhas rendas" oficial – e não era obrigado coisa nenhuma a pagar a mais nenhum outro sanguessuga, rasgava sem pensar duas vezes aqueles boletos.
Fazia bem, pois a jogada é a seguinte: Uma vez que você paga aquela primeira cobrança, torna-se obrigado a pagar para sempre. Ou enquanto perdurar sua pessoa jurídica. O simples pagamento daquela ameaçadora cobrança – sim, muitas vezes os pilantras destacam em seus golpes que o não pagamento poderá acarretar pesadas multas (mentira!) etc – significa, implicitamente, a adesão ao suposto sindicato e, por conseqüinte, à obrigatoriedade de pagamento de quaisquer mensalidades, anuidades ou seja-lá-o-que-for emitido pela tal entidade.
Portanto, empresários ou autônomos que tenham CNPJ, fiquem espertos!
18.9.09
Virgindade, esta indesejada

De vez em quando dá saudade dessa época retratada, não somente neste "American Pie", mas em tantos outros filmes que exploram o filão da primeira experiência sexual de um adolescente. Destaco este por uma razão simplória: é um que possuo e já o assisti diversas vezes. Evidente, ainda mais por seu tema, que não se trata de nenhum filme fantástico, indispensável etc et cetera; é só mais um filme visivelmente comercial e juvenil. Ou "teen", como está em voga (ou na moda) dizer. E voltemos à saudade...
Não que o sexo dos dias atuais seja ruim e sim que a expectativa era, àquela época da virgindade, totalmente diferente. Naquele tempo viviamos uma mescla de diversos sentimentos: curiosidade, receio, auto-afirmação, inveja – quem é capaz de jurar jamais ter sentido isso do colega igualmente púbere que afirmava não ser mais virgem? – influência da sociedade, "instintos" hormonais... enfim, era muita coisa que orbitava dentro da cabeça de um menino ou menina prestes a se tornar adulto(a).
Em nossa precoce percepção (masculina) o dilema – parodiando Shakespeare – "Transar ou não transar" seria capaz de nos perpetuar como um Homem, assim com H maiúsculo... ou como um eterno fracassado. Daí vinha o desafio: perder a virgindade. Isso era imprescindível, sob pena de, caso não conseguissemos, virar o mote de piadas da turma ou ser visto como estranho. Pra dizer o mínimo.
Quanto às meninas, parto de uma suposição: Ou tinham farta informação, ou nenhuma. Ou ainda, a pior de todas as fontes: A novela. Ao contrário do sexo oposto, as meninas sempre consideravam a relação sexual como a conseqüência – ou, num termo mais apropriado, tavez, a celebração de um sentimento – e não a meta. E justamente por isso um "Eu te amo" era visto como o sinal verde para se tornar mulher. (transformando-se (a frase) também numa espécie de chave-mestra que abria todas as portas aos meninos. Inclusive "aquela")
Claro que nem tudo era tão simplista assim; algumas meninas sabiam que aquela declaração de amor dita com os olhos não em seus olhos, mas mergulhados dentro do seu decote era tão parcial e interesseira quanto comercial de cerveja. O que obrigava a nós, futuros homens, descobrir outras maneiras de atingir o intento.
O chamado "jogo da sedução" sempre foi um grande mistério pra mim, na juventude. E, enquanto jogo, fui jogador de desempenho sofrível. Assistia a "Porky's" e sonhava em viver daquele jeito, mas a realidade vivida era "Nerds Revenge" (sem a parte em que os Nerds finalmente se davam bem).
Mesmo assim, fica a saudade. Do tempo que o sexo era uma incógnita.
Uma atraente incógnita.
15.9.09
Twitter, o "Orkut II" ?
A princípio, ante o surpreendente crescimento do Twitter, comecei a me preocupar: "Será que o Twitter se tornará a nova mania da garotada?"
(Lá vou eu de novo, fazer o paradoxo Twitter-Orkut)
Quem conheceu os primórdios do Orkut sabe: Era um grupo seleto (só entrava com convite de um membro), só para maiores de 18 anos, havia uma boa organização por temas e aconteciam debates interessantes. Pessoas com interesses afins se conheciam. Se prestava à sua proposta, enfim.
Hoje, pelo menos o que vejo, é o site de relacionamentos transformado (ou deturpado) num autêntico playground. Mas quanto a isso nem pretendo entrar em detalhes aqui. O que importa é que os tempos áureos do Orkut se foram. E, pelo visto, jamais voltarão.
A propósito, será que a restrição etária ainda consta no estatuto do famoso site de relacionamentos? Caso positivo, será uma maiores coisas "pra inglês ver" da atualidade...
E me respondendo: Creio que não (O Twitter não se tornará no "novo orkut". E por quê?
Porque as crianças – tanto as menores quanto as maiores de 18 anos – adoram, em geral, aparecer. E no Twitter, fora o public timeline, você pode escrever o quanto quiser e puder que, se ninguém te seguir, você só aparecerá para si mesmo.
Também porque não existe um punhado de tranqueiras (gadgets?) interativas. Não tem buddy poke, não tem G.Talk, não tem comunidades, não tem scrapbook com desenhinho, não tem depoimento que fica exposto na sua página pra todo mundo ver e... dã, babar. Etc.
Entretanto, por outro lado...
Não se pode expôr fotos ou vídeos diretamente, mas deixar o link para estes, sim. O que praticamente dá no mesmo;
Para tietes em geral que se deleitam com qualquer coisa relacionada a seu ídolo, a sensação de estar acompanhando virtualmente o dia-a-dia de um – e eventualmente estar interagindo com ele – deve ser atrativo e tanto. Mesmo sendo fake. Coisa comum e farta, inclusive;
E já tem gente que faz do Twitter um enorme MSN (Ou Messenger como prefiro chamá-lo) aberto ou uma sala de chat. E sei que crianças adoooooram o MSN.
É, sei não. Por via das dúvidas, não aposto minhas fichas em nenhuma tendência.
Bem, talvez uma certeza eu tenha: do jeito que modismos online pegam fácil aqui e se nessa onda os nossos pimpolhos aderirem em massa ao microblogging, cada vez mais iremos nos deparar com a imagem abaixo:

Que eu denominaria como o "No donut for you" do Twitter...
(Lá vou eu de novo, fazer o paradoxo Twitter-Orkut)
Quem conheceu os primórdios do Orkut sabe: Era um grupo seleto (só entrava com convite de um membro), só para maiores de 18 anos, havia uma boa organização por temas e aconteciam debates interessantes. Pessoas com interesses afins se conheciam. Se prestava à sua proposta, enfim.
Hoje, pelo menos o que vejo, é o site de relacionamentos transformado (ou deturpado) num autêntico playground. Mas quanto a isso nem pretendo entrar em detalhes aqui. O que importa é que os tempos áureos do Orkut se foram. E, pelo visto, jamais voltarão.
A propósito, será que a restrição etária ainda consta no estatuto do famoso site de relacionamentos? Caso positivo, será uma maiores coisas "pra inglês ver" da atualidade...
E me respondendo: Creio que não (O Twitter não se tornará no "novo orkut". E por quê?
Porque as crianças – tanto as menores quanto as maiores de 18 anos – adoram, em geral, aparecer. E no Twitter, fora o public timeline, você pode escrever o quanto quiser e puder que, se ninguém te seguir, você só aparecerá para si mesmo.
Também porque não existe um punhado de tranqueiras (gadgets?) interativas. Não tem buddy poke, não tem G.Talk, não tem comunidades, não tem scrapbook com desenhinho, não tem depoimento que fica exposto na sua página pra todo mundo ver e... dã, babar. Etc.
Entretanto, por outro lado...
Não se pode expôr fotos ou vídeos diretamente, mas deixar o link para estes, sim. O que praticamente dá no mesmo;
Para tietes em geral que se deleitam com qualquer coisa relacionada a seu ídolo, a sensação de estar acompanhando virtualmente o dia-a-dia de um – e eventualmente estar interagindo com ele – deve ser atrativo e tanto. Mesmo sendo fake. Coisa comum e farta, inclusive;
E já tem gente que faz do Twitter um enorme MSN (Ou Messenger como prefiro chamá-lo) aberto ou uma sala de chat. E sei que crianças adoooooram o MSN.
É, sei não. Por via das dúvidas, não aposto minhas fichas em nenhuma tendência.
Bem, talvez uma certeza eu tenha: do jeito que modismos online pegam fácil aqui e se nessa onda os nossos pimpolhos aderirem em massa ao microblogging, cada vez mais iremos nos deparar com a imagem abaixo:

Que eu denominaria como o "No donut for you" do Twitter...
13.9.09
Além-túmulo
Não, este não era o post previsto para hoje, mas... por considerar interessante postá-lo agora... furei a fila.
Noite passada tive um sonho estranho. Foi mais ou menos assim...
Acho que eu estava em um colégio onde nunca estive, tomei um fora de uma namorada que nunca tive – coisas típicas do universo onírico, não? – e estava caminhando por ruas desconhecidas, meio atordoado com a situação, quando avistei, no meio dos transeuntes, um tio que eu gostava muito, já falecido.
Não me espantei ao vê-lo. No entanto, ciente de que ele já estava morto e eu nunca fui de ver pessoas mortas (não tenho esse dom) perguntei-lhe:
– Morri?
E a resposta foi:
– De certa forma, sim. Venha comigo, porque este lugar é perigoso, não podemos ficar aqui...
E eu ia acompanhando-o quando o sonho mudou de cenário bruscamente – eis outra característica... só dos meus sonhos ou do de todos? – e ouvi minha mãe (que, com a graça de Deus, está viva e bem, lá em São Paulo) me dizendo:
– Não foi desta vez que você morreu, mas foi por pouco.
E acordei.
Certamente ainda estou vivo, do contrário este texto não estaria na internet agora. A não ser que a psicografia on-line exista. :o
Brincadeira à parte, este sonho me deixou impressionado. É que às vezes nos esquecemos do quão inesperada e possível pode ser a morte. Ninguém se programa para morrer. A não ser, talvez, os criminosos condenados à morte ou os suicidas. E não me enquadro em nenhum dos dois casos.
A morte vem. Quer você queira ou não, um dia ela vem. Pode te dar um aviso prévio... ou não. Um dia, cedo ou tarde, você estará... morto!
Sem nenhuma intenção de entrar na polêmica sobre o que acontece com o ser humano – não o corpo, mas a alma – depois da morte mas...
Surge a pergunta: Você está preparado para morrer?
Existem diversas correntes religiosas e cada uma crê no que quer crer:
– Morreu acabou. Algo como desligar uma TV. ( e das não valvuladas);
– Morreu, vai para o tribunal celestial, onde será julgado. Dali você sairá, ou um anjinho a tocar harpa eternamente no céu ou um chifrudo (literalmente) a sofrer as maiores torturas nas brasas do inferno e, tal qual o anjinho, pelo resto da vida. Ou melhor dizendo, da morte;
– Morreu... mas só o corpo físico. Te velaram, choraram sobre seu caixão, te enterraram... e te esqueceram. E você ali, acompanhando tudo, atônito.
Bem, sou católico. Mas diria ainda que sou eclético quanto a isso. Acredito sim, que a alma (ou espírito ou ainda, consciência, talvez) não acaba junto com a derradeira batida do coração. Acredite você ou não, vou deixar uma historinha pra encerrar este texto.
Era uma vez um caipira. Vivia sozinho, numa pequena cabana. Para seu sustento trabalhava para uma grande fazenda, junto com outras pessoas na mesma situação, humildes. Um dia-a-dia sem novidades, era acordar junto o galo cantando, ir para a plantação trabalhar e, ao cair da tarde, voltar pra casa e descansar.
Ele era um matuto, um jeca. Pouco falava, mais ouvia que participava nas conversas entre os colegas de labuta. E de repente começou a escutar histórias sobre um casebre mal-assombrado. Diziam eles:
– Tem uma casinha lá no morro onde ouve-se ruídos. Mas não mora ninguém lá!
E outro completava:
– O dono dessa casa morreu faz um tempo...
O matuto ficava quieto, na dele, só ouvindo e ficando com medo. Sim, ele tinha pavor de fantasmas. Mas aquela coisa foi ficando cada vez mais freqüente na roda. Sons, vozes onde nada deveria haver. "É coisa do capeta!", diziam alguns. Chegou ao ponto que os homens decidiram: Chamariam o padre para rezar uma missa pela alma do morto e depois derrubariam a cabana.
Marcaram uma data, chamaram o pároco da região e se reuniram. O nosso caipira, sem outra opção, marchou junto com a multidão, rumo ao temido local.
Qual não foi sua surpresa ao notar que a tão comentada casinha mal-assombrada era, na verdade... sua própria casa! E só então, depois de muito pensar, concluiu que o morto era ele mesmo...
Noite passada tive um sonho estranho. Foi mais ou menos assim...
Acho que eu estava em um colégio onde nunca estive, tomei um fora de uma namorada que nunca tive – coisas típicas do universo onírico, não? – e estava caminhando por ruas desconhecidas, meio atordoado com a situação, quando avistei, no meio dos transeuntes, um tio que eu gostava muito, já falecido.
Não me espantei ao vê-lo. No entanto, ciente de que ele já estava morto e eu nunca fui de ver pessoas mortas (não tenho esse dom) perguntei-lhe:
– Morri?
E a resposta foi:
– De certa forma, sim. Venha comigo, porque este lugar é perigoso, não podemos ficar aqui...
E eu ia acompanhando-o quando o sonho mudou de cenário bruscamente – eis outra característica... só dos meus sonhos ou do de todos? – e ouvi minha mãe (que, com a graça de Deus, está viva e bem, lá em São Paulo) me dizendo:
– Não foi desta vez que você morreu, mas foi por pouco.
E acordei.
Certamente ainda estou vivo, do contrário este texto não estaria na internet agora. A não ser que a psicografia on-line exista. :o
Brincadeira à parte, este sonho me deixou impressionado. É que às vezes nos esquecemos do quão inesperada e possível pode ser a morte. Ninguém se programa para morrer. A não ser, talvez, os criminosos condenados à morte ou os suicidas. E não me enquadro em nenhum dos dois casos.
A morte vem. Quer você queira ou não, um dia ela vem. Pode te dar um aviso prévio... ou não. Um dia, cedo ou tarde, você estará... morto!
Sem nenhuma intenção de entrar na polêmica sobre o que acontece com o ser humano – não o corpo, mas a alma – depois da morte mas...
Surge a pergunta: Você está preparado para morrer?
Existem diversas correntes religiosas e cada uma crê no que quer crer:
– Morreu acabou. Algo como desligar uma TV. ( e das não valvuladas);
– Morreu, vai para o tribunal celestial, onde será julgado. Dali você sairá, ou um anjinho a tocar harpa eternamente no céu ou um chifrudo (literalmente) a sofrer as maiores torturas nas brasas do inferno e, tal qual o anjinho, pelo resto da vida. Ou melhor dizendo, da morte;
– Morreu... mas só o corpo físico. Te velaram, choraram sobre seu caixão, te enterraram... e te esqueceram. E você ali, acompanhando tudo, atônito.
Bem, sou católico. Mas diria ainda que sou eclético quanto a isso. Acredito sim, que a alma (ou espírito ou ainda, consciência, talvez) não acaba junto com a derradeira batida do coração. Acredite você ou não, vou deixar uma historinha pra encerrar este texto.
Era uma vez um caipira. Vivia sozinho, numa pequena cabana. Para seu sustento trabalhava para uma grande fazenda, junto com outras pessoas na mesma situação, humildes. Um dia-a-dia sem novidades, era acordar junto o galo cantando, ir para a plantação trabalhar e, ao cair da tarde, voltar pra casa e descansar.
Ele era um matuto, um jeca. Pouco falava, mais ouvia que participava nas conversas entre os colegas de labuta. E de repente começou a escutar histórias sobre um casebre mal-assombrado. Diziam eles:
– Tem uma casinha lá no morro onde ouve-se ruídos. Mas não mora ninguém lá!
E outro completava:
– O dono dessa casa morreu faz um tempo...
O matuto ficava quieto, na dele, só ouvindo e ficando com medo. Sim, ele tinha pavor de fantasmas. Mas aquela coisa foi ficando cada vez mais freqüente na roda. Sons, vozes onde nada deveria haver. "É coisa do capeta!", diziam alguns. Chegou ao ponto que os homens decidiram: Chamariam o padre para rezar uma missa pela alma do morto e depois derrubariam a cabana.
Marcaram uma data, chamaram o pároco da região e se reuniram. O nosso caipira, sem outra opção, marchou junto com a multidão, rumo ao temido local.
Qual não foi sua surpresa ao notar que a tão comentada casinha mal-assombrada era, na verdade... sua própria casa! E só então, depois de muito pensar, concluiu que o morto era ele mesmo...
10.9.09
O todo-poderoso
Certamente você já deve ter se deparado – ou pior, ainda é obrigado até hoje a conviver – com um colega de trabalho assim: Portador de um currículo invejável, extremamente comunicativo, atuante, aparentemente o "amigão" de todos e, o principal: desonesto.
É aquele sujeito no qual a empresa – logicamente antes de conhecer esta última característica – deposita as esperanças de ver o "salvador da pátria" vingar, o que vai fazer as coisas finalmente caminharem pra frente, elevar o nível do ambiente, dar lucro; um profissional promissor e exemplar, enfim.
No entanto, há quem não tenha excrúpulos para ganhar dinheiro, como todos bem sabem. E nessa laia eu diferenciaria 2 tipos: O incauto e o prevenido. Aqui me refiro a este segundo. Sabe ter uma rede de contatos importantes, torna-se íntimo de pessoas influentes, faz com que muitos a seu redor tenham "o rabo preso" com ele, por vezes até mesmo gente da esfera superior. E tudo isso discretamente.
Na frente de todos, perante algum julgamento, encarna o papel do coitado, do injustiçado, do subjulgado. Quando ninguém vê, comete seus atos ilícitos. "Trabalha" tranqüilo, pois tem seus comparsas lhe dando cobertura. E é convicto de que mesmo que seja descoberto nunca lhe acontecerá nada. No máximo, talvez, uma advertência verbal, e só para constar; só para parecer aos demais que o "lider" está sob "rédea curta". Coisas do tipo "entrou por um ouvido, saiu pelo outro" para ele.
Afinal, pesa a favor dele, além do notório currículo, do círculo de amizades e do custo do investimento nele efetuado por parte da firma o fato que ele aumenta o faturamento, não só o próprio, mas por tabela o do empregador também!
Era sobre gente assim que eu pretendia escrever. Sobre como entram num sistema, sugam e permanecem impunes. Era.
Havia um onde trabalho e era inspirado nele que eu ia fazer o texto. Hoje fiquei sabendo que, depois de muito tempo, depois de gente inocente se deixar levar por ele e acabar sendo demitida por não ter a mesma "perspicácia", depois de tanta indignação por minha parte e de outros colegas (que não faziam parte da "máfia") ao assistir de perto os golpes não podendo fazer nada, depois de meses aturando a alegria desaforada de um sujeito que se considerava intocável, finalmente veio a notícia que eu achava que não fosse vir tão cedo: ele havia sido demitido.
Este post foi um desabafo. Ao menos neste caso, a justiça tardou...
mas não falhou.
É aquele sujeito no qual a empresa – logicamente antes de conhecer esta última característica – deposita as esperanças de ver o "salvador da pátria" vingar, o que vai fazer as coisas finalmente caminharem pra frente, elevar o nível do ambiente, dar lucro; um profissional promissor e exemplar, enfim.
No entanto, há quem não tenha excrúpulos para ganhar dinheiro, como todos bem sabem. E nessa laia eu diferenciaria 2 tipos: O incauto e o prevenido. Aqui me refiro a este segundo. Sabe ter uma rede de contatos importantes, torna-se íntimo de pessoas influentes, faz com que muitos a seu redor tenham "o rabo preso" com ele, por vezes até mesmo gente da esfera superior. E tudo isso discretamente.
Na frente de todos, perante algum julgamento, encarna o papel do coitado, do injustiçado, do subjulgado. Quando ninguém vê, comete seus atos ilícitos. "Trabalha" tranqüilo, pois tem seus comparsas lhe dando cobertura. E é convicto de que mesmo que seja descoberto nunca lhe acontecerá nada. No máximo, talvez, uma advertência verbal, e só para constar; só para parecer aos demais que o "lider" está sob "rédea curta". Coisas do tipo "entrou por um ouvido, saiu pelo outro" para ele.
Afinal, pesa a favor dele, além do notório currículo, do círculo de amizades e do custo do investimento nele efetuado por parte da firma o fato que ele aumenta o faturamento, não só o próprio, mas por tabela o do empregador também!
Era sobre gente assim que eu pretendia escrever. Sobre como entram num sistema, sugam e permanecem impunes. Era.
Havia um onde trabalho e era inspirado nele que eu ia fazer o texto. Hoje fiquei sabendo que, depois de muito tempo, depois de gente inocente se deixar levar por ele e acabar sendo demitida por não ter a mesma "perspicácia", depois de tanta indignação por minha parte e de outros colegas (que não faziam parte da "máfia") ao assistir de perto os golpes não podendo fazer nada, depois de meses aturando a alegria desaforada de um sujeito que se considerava intocável, finalmente veio a notícia que eu achava que não fosse vir tão cedo: ele havia sido demitido.
Este post foi um desabafo. Ao menos neste caso, a justiça tardou...
mas não falhou.
7.9.09
Investigando a cortesia
É o seguinte: Há um motel da Grande Recife que está com uma promoção assim: A cada estadia (período) você ganha uma amostra, provavelmente, de um produto da Ruby Rose. Querendo saber se isso é um atrativo tão considerável assim fui atrás de informações sobre a empresa. E encontrei o site e o tradicional "Quem somos" que exibo cá abaixo:

Se você for um observador atento – ou implicante, chato mesmo – como sou deve ter reparado a... digamos "categoria" da descrição. Ponto-a-ponto:
1) A RUBY ROSE COSMÉTICOS.
("Ponto"??)
2) Vem atuando no mercado Europeu (por que a maiúscula?) a ("a"? "HÁ", né!) 8 anos,
entrando no mercado Brasileiro. (Hein? Hã? Alguém aí entendeu?)
3) Os nossos produtos são de alta qualidade obedecendo
todas (Todas... quais? TODAS? Uau!!) as normas vigente. (É, "as normas vigente", gente!)
Conclusão: Se depender do webmaster/redator do site dessa empresa, o brinde não deve ser lá grande coisa, não...
:P

Se você for um observador atento – ou implicante, chato mesmo – como sou deve ter reparado a... digamos "categoria" da descrição. Ponto-a-ponto:
1) A RUBY ROSE COSMÉTICOS.
("Ponto"??)
2) Vem atuando no mercado Europeu (por que a maiúscula?) a ("a"? "HÁ", né!) 8 anos,
entrando no mercado Brasileiro. (Hein? Hã? Alguém aí entendeu?)
3) Os nossos produtos são de alta qualidade obedecendo
todas (Todas... quais? TODAS? Uau!!) as normas vigente. (É, "as normas vigente", gente!)
Conclusão: Se depender do webmaster/redator do site dessa empresa, o brinde não deve ser lá grande coisa, não...
:P
5.9.09
Um pouco de consumismo
Com uma fatura vencendo hoje, não havia escapatória: Eu teria de ir ao shopping center depois do trabalho, pagá-la. (Por que o shopping e não direto no auto-atendimento do banco ou n'algum caixa eletrônico? Ora, primeiro porque perto de onde trabalho e/ou onde moro não há nem o primeiro, nem o segundo. E... hã, segundo: Porque aproveito pra comer e beber na praça de alimentação – "Hoje é sexta-feiraa~" – e ademais que é no caminho, hehehe.)
Débito quitado e chope degustado, aproveitei o restante do tempo disponível pra ver ser encontrava algo de interessante em promoção...
"Camisa pólo por R$13,99 na Marisa", dizia um panfleto. Pouquíssimo me importo com o vestuário mas, como minhas pólos estão ficando mais acabadas que eu mesmo, fui conferir. Eram, como eu imaginara, do modelo fora de moda: Lisas. Sem estampa. Ou melhor, sem listras.
E eu com isso? Estou pouco me lixando para o que dita a – volúvel e egocêntrica – moda; comprei. Uma azul-marinho que a Patroa, quando a vir, provavelmente irá fazer cara feia e dirá que parece uniforme de porteiro de escola ou de caixa de supermercado. Mas tudo bem, eu gostei. Oras bolas.
Já as cuecas – que também estou precisando renovar – estavam caras, em torno de 17 reais. Existem, sim, modelos mais baratos, mas estes não consigo usar, pois me dão um incômodo que chega a criar feridas. Parece até frescura, mas não é. Mas é melhor nem entrar em detalhes neste ponto...
Nas Lojas Americanas, ainda procurando por cuecas que me servissem, nada encontrei. Então voltei minha atenção para a seção de cd's, onde outrora havia visto um do Elvis Presley com 30 canções por uma bagatela, só que, deixando pra comprar depois... não o encontrei mais. Nunca me perdoei por isso.
Procurar cd's internacionais na LJ do shopping Guararapes tem uma vantagem e uma desvantagem: A vantagem é que o responsável por determinar os preços dos produtos tem, ao que me parece, pouco conhecimento do universo da música, o que o deve fazê-lo com que estipule valores a esmo. Ou, no máximo, encareça os que estão em voga (exemplos: trilha sonora da novela das 8 ou grupos de pagode que tocam incessantemente nas emissoras de rádio mais populares. Ou "popularescas")
A desvantagem, talvez alguém deve ter notado, sutilmente: O que um cd de pagode estaria fazendo em meio a ala internacional? Pois é. Nesta unidade da rede LJ vivo encontrando coisas que nada têm a ver com o definido: Entre um Red Hot Chili Peppers e uma Carly Simon, Sandy & Junior; Entre um Men at Work e um Rolling Stones, uma Ivete Sangalo.
Mas persevero em minha busca.
E o esforço – e paciência – é recompensado: (Re)encontro aquele tão desejado cd do Elvis pela módica quantia de R$14,99. Um cd da RCA/BMG que tem, dentre suas 31 faixas, praticamente todos os clássicos do rei do rock. Da chorosa "Can't help falling in love" à remixada "Little less conversation" (aquela do comercial da Nike). Me animei e continuei a garimpar mais.
E não é que encontro um "The Essential" da Cyndi Lauper? Que atire a primeira pedra quem – que tenha 30 anos de idade ou mais e – nunca curtiu fossa ouvindo "Time after time" ou "All through the night"!
É, ou dançou na New Wave com "Girls just want to have fun". Estou aqui, a escrever, já ouvindo minhas novas aquisições, com um sorriso de orelha á orelha, de felicidade. Músicas que trazem muitas lembranças, e boas. E pelo mesmo preço do cd do Elvis. Ainda vou escrever sobre isso. Não sobre o rei do rock, mas sobre o preço dos cd's.
Ah, e agora vou curtir o som. "She Bop".
Se ao menos eu tivesse uploadeado meus cd's para algum lugar (o GoEar, por exemplo) hoje poderia ao menos ouvi-los... sem possui-los* mais.
*Pra quem não sabe deste episódio trágico de minha vida: Aproximadamente 180 cd's (todos originais, muitos produzidos no Japão, Europa e EUA) se perderam por uma transportadora que afirmou ter seu caminhão acidentado e saqueado em alguma estrada mineira durante sua viagem de SP à PE...
Débito quitado e chope degustado, aproveitei o restante do tempo disponível pra ver ser encontrava algo de interessante em promoção...
"Camisa pólo por R$13,99 na Marisa", dizia um panfleto. Pouquíssimo me importo com o vestuário mas, como minhas pólos estão ficando mais acabadas que eu mesmo, fui conferir. Eram, como eu imaginara, do modelo fora de moda: Lisas. Sem estampa. Ou melhor, sem listras.
E eu com isso? Estou pouco me lixando para o que dita a – volúvel e egocêntrica – moda; comprei. Uma azul-marinho que a Patroa, quando a vir, provavelmente irá fazer cara feia e dirá que parece uniforme de porteiro de escola ou de caixa de supermercado. Mas tudo bem, eu gostei. Oras bolas.
Já as cuecas – que também estou precisando renovar – estavam caras, em torno de 17 reais. Existem, sim, modelos mais baratos, mas estes não consigo usar, pois me dão um incômodo que chega a criar feridas. Parece até frescura, mas não é. Mas é melhor nem entrar em detalhes neste ponto...
Nas Lojas Americanas, ainda procurando por cuecas que me servissem, nada encontrei. Então voltei minha atenção para a seção de cd's, onde outrora havia visto um do Elvis Presley com 30 canções por uma bagatela, só que, deixando pra comprar depois... não o encontrei mais. Nunca me perdoei por isso.
Procurar cd's internacionais na LJ do shopping Guararapes tem uma vantagem e uma desvantagem: A vantagem é que o responsável por determinar os preços dos produtos tem, ao que me parece, pouco conhecimento do universo da música, o que o deve fazê-lo com que estipule valores a esmo. Ou, no máximo, encareça os que estão em voga (exemplos: trilha sonora da novela das 8 ou grupos de pagode que tocam incessantemente nas emissoras de rádio mais populares. Ou "popularescas")
A desvantagem, talvez alguém deve ter notado, sutilmente: O que um cd de pagode estaria fazendo em meio a ala internacional? Pois é. Nesta unidade da rede LJ vivo encontrando coisas que nada têm a ver com o definido: Entre um Red Hot Chili Peppers e uma Carly Simon, Sandy & Junior; Entre um Men at Work e um Rolling Stones, uma Ivete Sangalo.
Mas persevero em minha busca.
E o esforço – e paciência – é recompensado: (Re)encontro aquele tão desejado cd do Elvis pela módica quantia de R$14,99. Um cd da RCA/BMG que tem, dentre suas 31 faixas, praticamente todos os clássicos do rei do rock. Da chorosa "Can't help falling in love" à remixada "Little less conversation" (aquela do comercial da Nike). Me animei e continuei a garimpar mais.
E não é que encontro um "The Essential" da Cyndi Lauper? Que atire a primeira pedra quem – que tenha 30 anos de idade ou mais e – nunca curtiu fossa ouvindo "Time after time" ou "All through the night"!
É, ou dançou na New Wave com "Girls just want to have fun". Estou aqui, a escrever, já ouvindo minhas novas aquisições, com um sorriso de orelha á orelha, de felicidade. Músicas que trazem muitas lembranças, e boas. E pelo mesmo preço do cd do Elvis. Ainda vou escrever sobre isso. Não sobre o rei do rock, mas sobre o preço dos cd's.
Ah, e agora vou curtir o som. "She Bop".
Se ao menos eu tivesse uploadeado meus cd's para algum lugar (o GoEar, por exemplo) hoje poderia ao menos ouvi-los... sem possui-los* mais.
*Pra quem não sabe deste episódio trágico de minha vida: Aproximadamente 180 cd's (todos originais, muitos produzidos no Japão, Europa e EUA) se perderam por uma transportadora que afirmou ter seu caminhão acidentado e saqueado em alguma estrada mineira durante sua viagem de SP à PE...
3.9.09
Todos têm a resposta (continuação do post anterior?)
Dizem que se tem uma coisa que homem detesta fazer é, estando perdido no trânsito, baixar o vidro e abordar um pedestre pra se localizar; prefere confiar no seu tino, mesmo estando completamente desnorteado. Creio eu que essa fama venha de algum orgulho-próprio masculino, coisa do tipo "Eu sou o responsável por esta família, Eu posso, Eu consigo sozinho!"
O que nunca foi o meu caso, juro. Sempre evitei isso devido à minha timidez. O que justifica meu apego aos guias de ruas, provavelmente. Se ver livre da insegurança de não saber ao certo qual caminho tomar, de precisar perguntar a populares a localização de um endereço... esse era o meu objetivo, não depender de ninguém, enfim.
Aqui em Recife eu poderia acrescentar mais um motivo a essa lista: Não ficar ainda mais perdido sendo informado pelas pessoas. Aqui abro o parêntese: Não é, não foi e jamais será uma exclusividade do povo pernambucano a característica que irei expôr a seguir, tampouco uma regra, mas é o que venho notando com freqüência...
Seria muito simples e prático, ao se desconhecer a resposta, apenas dizer "Não sei". Mas o recifense, talvez num esforço em ser gentil a qualquer custo, nunca nos deixa sem resposta. Mesmo que uma equivocada. E o fazem com convicção, não se nota nenhuma hesitação tipo "Acho que é..." ou "Se não estou enganado...", nada! A resposta vem clara, direta. Já dá pra se prever o que isso causa, não?
Saindo da temática da locomoção, tenho um colega de trabalho que sempre tem uma resposta pra qualquer coisa. No começo eu, ingênuo, ia acreditando em tudo. Com o passar do tempo, ganhando experiência e conhecendo mais as coisas lá dentro, fui vendo o tamanho da ladainha que aquele sujeito havia me passado. E com a maior cara lavada!
Aprendi. Tanto com essa pessoa, quanto vivendo como pedestre nesta metrópole nordestina, que a informação é abundante. Resta-nos dicernir entre a que de fato é verdadeira e o que é "encheção-de-lingüiça" ou "boa vontade" em nos orientar...
O que nunca foi o meu caso, juro. Sempre evitei isso devido à minha timidez. O que justifica meu apego aos guias de ruas, provavelmente. Se ver livre da insegurança de não saber ao certo qual caminho tomar, de precisar perguntar a populares a localização de um endereço... esse era o meu objetivo, não depender de ninguém, enfim.
Aqui em Recife eu poderia acrescentar mais um motivo a essa lista: Não ficar ainda mais perdido sendo informado pelas pessoas. Aqui abro o parêntese: Não é, não foi e jamais será uma exclusividade do povo pernambucano a característica que irei expôr a seguir, tampouco uma regra, mas é o que venho notando com freqüência...
Seria muito simples e prático, ao se desconhecer a resposta, apenas dizer "Não sei". Mas o recifense, talvez num esforço em ser gentil a qualquer custo, nunca nos deixa sem resposta. Mesmo que uma equivocada. E o fazem com convicção, não se nota nenhuma hesitação tipo "Acho que é..." ou "Se não estou enganado...", nada! A resposta vem clara, direta. Já dá pra se prever o que isso causa, não?
Saindo da temática da locomoção, tenho um colega de trabalho que sempre tem uma resposta pra qualquer coisa. No começo eu, ingênuo, ia acreditando em tudo. Com o passar do tempo, ganhando experiência e conhecendo mais as coisas lá dentro, fui vendo o tamanho da ladainha que aquele sujeito havia me passado. E com a maior cara lavada!
Aprendi. Tanto com essa pessoa, quanto vivendo como pedestre nesta metrópole nordestina, que a informação é abundante. Resta-nos dicernir entre a que de fato é verdadeira e o que é "encheção-de-lingüiça" ou "boa vontade" em nos orientar...
1.9.09
Nomes das ruas são... irrelevantes, quem diria.
Endereço? Pra quê?
Em São Paulo sempre tive o hábito de consultar guias de ruas – e opções nunca faltaram; Mapograf, Cartoplan... – antes de me dirigir a qualquer logradouro, fosse no outro lado da cidade ou a poucas quadras de onde eu morava. Chegando aqui logo fui comprar um guia de ruas. E tinha? Não!
Aliás, ainda hoje não deve ter. E eu que achava que todas as capitais, pelo menos, tivessem esse tipo de publicação. Então... como o pernambucano faz para chegar a um endereço sem ter a exatidão do local?
Através de referências e – o que mais me incomoda* – simplesmente perguntando. Exemplo: Você precisa ir no escritório do Fulano, mas não tem o endereço, só a referência, que é "perto do shopping". Pois bem, chegando nas proximidades do tal shopping, é hora de começar a abordar as pessoas. Na rua, nas lojas: "Por favor, você sabe onde fica o escritório do Fulano?"
Até que, com alguma sorte, vem a orientação: "Entra na rua da delegacia, passa dois quarteirões e vira à direita. Nessa rua continua até o posto de gasolina e então faz o retorno e entra na esquina da videolocadora, é ali do lado, esse escritório."
Nome da rua, da praça, do viaduto? Pouca gente sabe. E estão acostumados assim. Se não for em uma das principais artérias vicinais da cidade, esqueça o endereço, que ninguém conhecerá.
Pra minha sorte (quando preciso dizer onde moro) estou na avenida Ayrton Senna da Silva, uma avenida que, só pela imponência do nome, dá pra se deduzir que não é uma vielinha qualquer. Até poderia ser, mas não é. Ela é o principal caminho Boa Viagem - Piedade.
Só que, estranhamente, uma esquina depois daqui do prédio ela (a mesma avenida) muda de nome para Felício Barros de Medeiros (ou algo parecido).
Vai perguntar pra alguém aqui onde fica a avenida Felício Barros de Medeiros, vai. Acho que nem quem mora lá sabe...
*Esse incômodo é assunto para o post seguinte.
Em São Paulo sempre tive o hábito de consultar guias de ruas – e opções nunca faltaram; Mapograf, Cartoplan... – antes de me dirigir a qualquer logradouro, fosse no outro lado da cidade ou a poucas quadras de onde eu morava. Chegando aqui logo fui comprar um guia de ruas. E tinha? Não!
Aliás, ainda hoje não deve ter. E eu que achava que todas as capitais, pelo menos, tivessem esse tipo de publicação. Então... como o pernambucano faz para chegar a um endereço sem ter a exatidão do local?
Através de referências e – o que mais me incomoda* – simplesmente perguntando. Exemplo: Você precisa ir no escritório do Fulano, mas não tem o endereço, só a referência, que é "perto do shopping". Pois bem, chegando nas proximidades do tal shopping, é hora de começar a abordar as pessoas. Na rua, nas lojas: "Por favor, você sabe onde fica o escritório do Fulano?"
Até que, com alguma sorte, vem a orientação: "Entra na rua da delegacia, passa dois quarteirões e vira à direita. Nessa rua continua até o posto de gasolina e então faz o retorno e entra na esquina da videolocadora, é ali do lado, esse escritório."
Nome da rua, da praça, do viaduto? Pouca gente sabe. E estão acostumados assim. Se não for em uma das principais artérias vicinais da cidade, esqueça o endereço, que ninguém conhecerá.
Pra minha sorte (quando preciso dizer onde moro) estou na avenida Ayrton Senna da Silva, uma avenida que, só pela imponência do nome, dá pra se deduzir que não é uma vielinha qualquer. Até poderia ser, mas não é. Ela é o principal caminho Boa Viagem - Piedade.
Só que, estranhamente, uma esquina depois daqui do prédio ela (a mesma avenida) muda de nome para Felício Barros de Medeiros (ou algo parecido).
Vai perguntar pra alguém aqui onde fica a avenida Felício Barros de Medeiros, vai. Acho que nem quem mora lá sabe...
*Esse incômodo é assunto para o post seguinte.
28.8.09
Dia do bancário... sim.
Que amanhã, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo muita gente – a favor ou contra, tanto faz – deve saber, mas e hoje, 28 de agosto?
Minha agenda afirma, com a categoria de uma Pombo Lediberg, que é, dentre outras coisas, o Dia do Bancário.
Do bancário. E eu que já fui um, nem sabia dessa data comemorativa da categoria. (será recente?) Coisa do final da década de 80, trabalhei numa agência do Bradesco situada na famosa avenida Paulista. A propósito, o nome Bradesco vem de "Banco Brasileiro de Descontos". E eu, como funcionário, comprovei a veracidade do nome. Principalmente no contracheque; descontava-se de tudo e só sobrava aquela miséria de salário líquido.
Desse tempo pouca saudade guardo. É verdade que eu vivia poupado do contato/confronto com a clientela – muitas vezes furiosa e com suas razões – por trabalhar na retaguarda, mas mesmo assim não passava ileso do stress do ambiente. Um centavo de diferença a menos que surgisse na conferência dos caixas era debitado sem dó dos nossos salários. Horas extras eram freqüentes. E não-remuneradas, evidente.
Greves, ah! As greves. Eram deflagradas ao menos uma vez por ano. E aonde os sindicalistas e seus carros de som iam? Para o cartão-postal, centro glamoroso e comercial da cidade: A avenida Paulista, claro. E ai de mim se ousasse burlar a greve: Piqueteiros dispostos a tudo – agressão física, inclusive – nos impediam de todas as formas.
Vem dessa época minha aversão a sindicatos. Batalham por uma causa nobre, te empurram para o front dessa guerra e, depois que você foi alvejado (demitido) eles "lavam as mãos". Simples assim. Preciso dessa ajuda? Nem quero!! Mas enfim...
Bancário tem seu dia, quem diria. E fiquei a pensar: O que teria originado essa data, essa homenagem? A exemplo do Dia da Mulher, que teve sua origem em mártires (ou nem tanto...), será que o dia do bancário foi criado em memória de algum corajoso que não temeu enfrentar as grandes instituições financeiras e se destacou no meio dos descontentes?
Não. Ou melhor, não sei.
É mais fácil imaginar – e acreditar – que essa data tenha surgido ao acaso. Ou quase acaso. Imaginemos um parlamentar, desses que não tem mais o que fazer, propondo a homenagem. Blablablás ao microfone e pronto. Aprovação.
Longe dos holofotes o político desabafa:
– Eu já não suportava mais a aporrinhação do meu cunhado, que trabalha num banco há mais de dez anos. Ele queria um feriado para a categoria. Bem, eu consegui fazer com que o dia dele existisse. Já quanto a este se tornar feriado...
Pra quem não gosta de divagação, eis a informação correta: Esta data comemora uma grande greve deles que deu certo. Só isso. É ler para crêr...
Minha agenda afirma, com a categoria de uma Pombo Lediberg, que é, dentre outras coisas, o Dia do Bancário.
Do bancário. E eu que já fui um, nem sabia dessa data comemorativa da categoria. (será recente?) Coisa do final da década de 80, trabalhei numa agência do Bradesco situada na famosa avenida Paulista. A propósito, o nome Bradesco vem de "Banco Brasileiro de Descontos". E eu, como funcionário, comprovei a veracidade do nome. Principalmente no contracheque; descontava-se de tudo e só sobrava aquela miséria de salário líquido.
Desse tempo pouca saudade guardo. É verdade que eu vivia poupado do contato/confronto com a clientela – muitas vezes furiosa e com suas razões – por trabalhar na retaguarda, mas mesmo assim não passava ileso do stress do ambiente. Um centavo de diferença a menos que surgisse na conferência dos caixas era debitado sem dó dos nossos salários. Horas extras eram freqüentes. E não-remuneradas, evidente.
Greves, ah! As greves. Eram deflagradas ao menos uma vez por ano. E aonde os sindicalistas e seus carros de som iam? Para o cartão-postal, centro glamoroso e comercial da cidade: A avenida Paulista, claro. E ai de mim se ousasse burlar a greve: Piqueteiros dispostos a tudo – agressão física, inclusive – nos impediam de todas as formas.
Vem dessa época minha aversão a sindicatos. Batalham por uma causa nobre, te empurram para o front dessa guerra e, depois que você foi alvejado (demitido) eles "lavam as mãos". Simples assim. Preciso dessa ajuda? Nem quero!! Mas enfim...
Bancário tem seu dia, quem diria. E fiquei a pensar: O que teria originado essa data, essa homenagem? A exemplo do Dia da Mulher, que teve sua origem em mártires (ou nem tanto...), será que o dia do bancário foi criado em memória de algum corajoso que não temeu enfrentar as grandes instituições financeiras e se destacou no meio dos descontentes?
Não. Ou melhor, não sei.
É mais fácil imaginar – e acreditar – que essa data tenha surgido ao acaso. Ou quase acaso. Imaginemos um parlamentar, desses que não tem mais o que fazer, propondo a homenagem. Blablablás ao microfone e pronto. Aprovação.
Longe dos holofotes o político desabafa:
– Eu já não suportava mais a aporrinhação do meu cunhado, que trabalha num banco há mais de dez anos. Ele queria um feriado para a categoria. Bem, eu consegui fazer com que o dia dele existisse. Já quanto a este se tornar feriado...
Pra quem não gosta de divagação, eis a informação correta: Esta data comemora uma grande greve deles que deu certo. Só isso. É ler para crêr...
27.8.09
ENEM 'tava sabendo dessa...
Estranhando, embora tardiamente, o surgimento de uma onda de cursinhos preparatórios para o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) – ué, sua finalidade não é (era) avaliar a qualidade do ensino de nível médio no Brasil, para com isso definir novos caminhos, métodos, conteúdos didáticos a fim de aprimorá-lo? – fui buscar informações a respeito no site oficial do Ministério da Educação.
Descobri então que o ENEM perdeu essa função e passou, como eu desconfiara, a ser mais um "funil", mais um mero vestibular, nada mais que isso. Antes pretendia escrever sobre a incompetência do poder público em oferecer vagas suficientes para todos os cidadãos, abrindo (mais) mercado para os cursinhos e tal mas...
Deparando-me com o detalhe abaixo desisti. Note-se que é o site governamental – a menos que tenham-no hackeado, o que considero muito pouco provável.

"Acesse o Sítio" ???
Sei que em xenofóbicas terras lusitanas o anglo "site" é "sítio" – tal qual "mouse" é "rato" e por aí vai – mas... aqui no Brasil? Me diga aí, alguém: Isso veio com o pacote do tal Acordo Ortográfico? Ou o MEC nos convida a reencontrar os personagens de Monteiro Lobato a, numa animaçãozinha, talvez, nos explicar de forma atrativa e divertida de que se trata o novo ENEM?
Negativo. As cinzas do escritor paulista descansam em paz. O "sítio", no caso, é só a página principal do portal ENEM. É o sítio do internauta português mesmo.
Ultimamente vejo tanta coisa sendo privatizada, e privatizados nacionais sendo comprados por estrangeiros, indústrias nacionais com capital majoritariamente de fora...
Será que até o webmaster do site do Ministério da Educação não é brasileiro???
:o
Descobri então que o ENEM perdeu essa função e passou, como eu desconfiara, a ser mais um "funil", mais um mero vestibular, nada mais que isso. Antes pretendia escrever sobre a incompetência do poder público em oferecer vagas suficientes para todos os cidadãos, abrindo (mais) mercado para os cursinhos e tal mas...
Deparando-me com o detalhe abaixo desisti. Note-se que é o site governamental – a menos que tenham-no hackeado, o que considero muito pouco provável.

"Acesse o Sítio" ???
Sei que em xenofóbicas terras lusitanas o anglo "site" é "sítio" – tal qual "mouse" é "rato" e por aí vai – mas... aqui no Brasil? Me diga aí, alguém: Isso veio com o pacote do tal Acordo Ortográfico? Ou o MEC nos convida a reencontrar os personagens de Monteiro Lobato a, numa animaçãozinha, talvez, nos explicar de forma atrativa e divertida de que se trata o novo ENEM?
Negativo. As cinzas do escritor paulista descansam em paz. O "sítio", no caso, é só a página principal do portal ENEM. É o sítio do internauta português mesmo.
Ultimamente vejo tanta coisa sendo privatizada, e privatizados nacionais sendo comprados por estrangeiros, indústrias nacionais com capital majoritariamente de fora...
Será que até o webmaster do site do Ministério da Educação não é brasileiro???
:o
26.8.09
No elevador / Rascunho de meme
Pensei em criar um meme sobre talentos absolutamente inúteis mas acabei desistindo quando, depois de algum tempo pensando, admiti que não chego a ter os 5 necessários para se fazer o meme. Fica sendo só o post com um destes poucos, então.
Consigo sapatear aquele toque do início da música "Song 2" (do Blur, aquela do "U-Huu!!") no assoalho do elevador. E é lógico que só faço essa boçalidade quando estou sozinho lá dentro. A propósito, elevador...
Se tem um local constrangedor é ele. Não tanto quanto deve ser a sala de espera do consultório de um urologista – lembrando preocupado que estou na idade de fazer o desagradável teste, aquele da infâme dedada – mas é. Cubículo que por si só já deve fazer mal ao claustrofóbico, ainda por cima é compartilhado. Às vezes por muitos, às vezes por poucos.
Onde moro, um prédio pequeno de poucos andares, chega a ser raro eu embarcar com mais alguém. Por sorte. Mas em outros lugares...
Vizinhos se encontram ali dentro. Uns cumprimentam por mero praxe social e se calam. A maioria, por sinal. E fica aquele silêncio que parece demorar uma eternidade, cada um buscando um lugar para fixar o olhar, e que não seja na cara do outro. E olha-se para os números dos andares se modificando leeeentamente... ou para o teto... ou para o relógio de pulso... ou para o sapato... ou finge estar ajeitando a gola da camisa e por aí vai. Até que o elevador chega no seu andar.
E nem vou falar sobre odores, cachorrinhos e crianças-monstro (ou seriam "monstros-criança"?) lá dentro também. Concluo dizendo que o meno male do elevador é ser breve.
Talvez o problema esteja em ser um mal diário.
Consigo sapatear aquele toque do início da música "Song 2" (do Blur, aquela do "U-Huu!!") no assoalho do elevador. E é lógico que só faço essa boçalidade quando estou sozinho lá dentro. A propósito, elevador...
Se tem um local constrangedor é ele. Não tanto quanto deve ser a sala de espera do consultório de um urologista – lembrando preocupado que estou na idade de fazer o desagradável teste, aquele da infâme dedada – mas é. Cubículo que por si só já deve fazer mal ao claustrofóbico, ainda por cima é compartilhado. Às vezes por muitos, às vezes por poucos.
Onde moro, um prédio pequeno de poucos andares, chega a ser raro eu embarcar com mais alguém. Por sorte. Mas em outros lugares...
Vizinhos se encontram ali dentro. Uns cumprimentam por mero praxe social e se calam. A maioria, por sinal. E fica aquele silêncio que parece demorar uma eternidade, cada um buscando um lugar para fixar o olhar, e que não seja na cara do outro. E olha-se para os números dos andares se modificando leeeentamente... ou para o teto... ou para o relógio de pulso... ou para o sapato... ou finge estar ajeitando a gola da camisa e por aí vai. Até que o elevador chega no seu andar.
E nem vou falar sobre odores, cachorrinhos e crianças-monstro (ou seriam "monstros-criança"?) lá dentro também. Concluo dizendo que o meno male do elevador é ser breve.
Talvez o problema esteja em ser um mal diário.
22.8.09
Aversão assimilada

Houve um tempo, um prolongado tempo, em que eu tinha raiva de ver cenas românticas e, principalmente, de beijos.
Era compreensível: Solteiro, encalhadaço, cheio de amor pra dar e coisa-e-tal e não tinha uma cara-metade para compartilhar isso, só me restava invejar os casais em redor.
Mas a inveja tem esta faceta, "se não possuo, prefiro nem ver quem tem" e era o que eu mais fazia; virava a cara sempre que me deparava com um casalzinho em seus amassos. Terrível era quando isso acontecia onde eu não poderia me desviar, como em uma fila, por exemplo.
Na telinha ou na telona me acostumei a virar a cara também, a essas cenas.
O estranho é que hoje, após anos já tendo uma companheira estável e que adoro – com a qual namoro, como qualquer outra pessoa normal faz – ainda continuo com essa mania! Não fixo meus olhos numa cena de beijo de jeito nenhum!!
:p
19.8.09
É só uma dança. (é?)
Lá estava eu, em meio a uma festa da empresa. Era comemoração de um objetivo comercial alcançado, do qual detalhes pouco importam e muito menos interessariam, aqui. Local: Um desses chamados "soçaites" (societies? Não, no caso deve ser mesmo um "soçaite"), onde há uma quadra de futebol, uma de vôlei, piscina, churrasqueira e tal.
Uns jogando bola, outros fofocando sobre o cotidiano na empresa... e eu só na cerveja – que era meu único objetivo, afinal – e o espetinho que acompanhava muito bem. Bebida vai, bebida vem, resolvem colocar músicas regionais pra tocar e uma turminha – possível e provavelmente embriagados – se anima a dançar.
É fato que a sensualidade é característica praticamente inseparável da atual música nordestina, mas o que eu começava a assistir ali, bem na minha cara, era um roçar de corpos tão indecente que deixaria qualquer casal de dançarinos de lambada parecendo membros de quadrilha junina, de tão pudicos que ficariam, perto daquilo.
O agravante disso é um detalhe. Um "desprezível" detalhe por estas terras, pelo visto: Muitos dos que estavam naquilo que mais se assemelhava a um ritual de acasalamento, a preliminares do ato sexual eram, no dia-a-dia de branco, gente que batia no peito e afirmava com inabalável orgulho e convicção: "Sou casado(a)!" (ou noiv(o)a, ou congêneres do compromisso a dois), não deixando margem alguma a suposições de que houvesse a probabilidade de algo fora da relação oficial.
No entanto, naquele momento estavam ali... "dançando". É. Pra muita gente – chefes, gerentes, também estavam lá, apenas assistindo. Se gostaram ou não sei lá – o que presenciei é normal, socialmente aceitável, cultural e blábláblá. Mas pra mim, não. Fiquei tão incomodado que parei de beber e passei pra água mineral. Virei a cara pra não dar audiência àquilo. Nunca fui de jogar bola mas diante de um cenário desses, arrisquei entrar na quadra e fiz uma cobrança de pênalti digna de sair no "Bola Murcha" do Fantástico: Sem goleiro – eu disse sem goleiro nem ninguém, só eu e a trave à minha frente – consegui mandar a bola pra fora. Pode?
Pode. Futebol – jogar ou assistir – nunca combinou comigo. Ainda mais bêbado! Depois dessa diversão que proporcionei a alguns colegas que estavam na quadra resolvi ir embora, cansado. Peguei carona com um destes, evangélico, que compartilhou de minha opinião a respeito da libidinosa dança. E cheguei em casa cedo, dia claro, ainda.
Não duvido nada que, o que se insinuou pela tarde afora, foi às vias de fato, ao cair da noite. Cogitações houve...
Uns jogando bola, outros fofocando sobre o cotidiano na empresa... e eu só na cerveja – que era meu único objetivo, afinal – e o espetinho que acompanhava muito bem. Bebida vai, bebida vem, resolvem colocar músicas regionais pra tocar e uma turminha – possível e provavelmente embriagados – se anima a dançar.
É fato que a sensualidade é característica praticamente inseparável da atual música nordestina, mas o que eu começava a assistir ali, bem na minha cara, era um roçar de corpos tão indecente que deixaria qualquer casal de dançarinos de lambada parecendo membros de quadrilha junina, de tão pudicos que ficariam, perto daquilo.
O agravante disso é um detalhe. Um "desprezível" detalhe por estas terras, pelo visto: Muitos dos que estavam naquilo que mais se assemelhava a um ritual de acasalamento, a preliminares do ato sexual eram, no dia-a-dia de branco, gente que batia no peito e afirmava com inabalável orgulho e convicção: "Sou casado(a)!" (ou noiv(o)a, ou congêneres do compromisso a dois), não deixando margem alguma a suposições de que houvesse a probabilidade de algo fora da relação oficial.
No entanto, naquele momento estavam ali... "dançando". É. Pra muita gente – chefes, gerentes, também estavam lá, apenas assistindo. Se gostaram ou não sei lá – o que presenciei é normal, socialmente aceitável, cultural e blábláblá. Mas pra mim, não. Fiquei tão incomodado que parei de beber e passei pra água mineral. Virei a cara pra não dar audiência àquilo. Nunca fui de jogar bola mas diante de um cenário desses, arrisquei entrar na quadra e fiz uma cobrança de pênalti digna de sair no "Bola Murcha" do Fantástico: Sem goleiro – eu disse sem goleiro nem ninguém, só eu e a trave à minha frente – consegui mandar a bola pra fora. Pode?
Pode. Futebol – jogar ou assistir – nunca combinou comigo. Ainda mais bêbado! Depois dessa diversão que proporcionei a alguns colegas que estavam na quadra resolvi ir embora, cansado. Peguei carona com um destes, evangélico, que compartilhou de minha opinião a respeito da libidinosa dança. E cheguei em casa cedo, dia claro, ainda.
Não duvido nada que, o que se insinuou pela tarde afora, foi às vias de fato, ao cair da noite. Cogitações houve...
16.8.09
De que tipo é seu ficante?
Pensamentos idiotas que me vieram em mente ao avistar uma vistosa propaganda de lubrificantes, enquanto estava esperando minha condução para voltar pra casa, após mais um dia de trabalho...
De que tipo é seu ficante? (voltado às mulheres)
Se você se sente revigorada quando está com ele, então ele é toniFICANTE;
Se ele te faz progredir, então ele é ediFICANTE;
Se estar com ele te enobrece, então ele é gloriFICANTE;
Se ele te deixa perplexa, estática, simplesmente paralisada, então ele é petriFICANTE.
Mas onde entra o lubrificante do início deste post, algumas leitoras devem estar se perguntando, não? Pois bem...
Se ele te excita, te deixa molhadinha, então ele só pode ser... lubriFICANTE!!
Eu avisei, eu bem que disse logo de cara que eram pensamentos imbecis...
(: P
De que tipo é seu ficante? (voltado às mulheres)
Se você se sente revigorada quando está com ele, então ele é toniFICANTE;
Se ele te faz progredir, então ele é ediFICANTE;
Se estar com ele te enobrece, então ele é gloriFICANTE;
Se ele te deixa perplexa, estática, simplesmente paralisada, então ele é petriFICANTE.
Mas onde entra o lubrificante do início deste post, algumas leitoras devem estar se perguntando, não? Pois bem...
Se ele te excita, te deixa molhadinha, então ele só pode ser... lubriFICANTE!!
Eu avisei, eu bem que disse logo de cara que eram pensamentos imbecis...
(: P
12.8.09
"Fora Sarney" e... ?
Pois é...
Na sexta-feira passada – dia de grande movimento no Twitter – coloquei uma pergunta no ar, em vista do considerável número de usuários que ostenta uma tarjeta com os dizeres "Fora Sarney" junto à sua própria imagem de exibição:
Qual o substituto ideal para ocupar a presidência do Senado, no lugar do Sarney?
Ninguém respondeu de imediato. Já era de se esperar e não estranhei. Na manhã de sábado, ainda sem nenhuma resposta, repeti a pergunta e pedi que "retuitassem" (ecoassem) a minha pergunta.
E nessa tarde (sábado) tive dificuldades técnicas e fiquei sem acessar a internet até ontem, terça-feira. Algo esperançoso volto a acessar o site de microbblogging para ver as reações e me deparo com...
Nenhuma resposta. Absolutamente.
Ninguém ecoou minha pergunta. Tampouco respondeu.
A que conclusão chego? Que mesmo que, ante uma (im)provável renúncia do Sarney, ninguém está se importando com quem o sucederá. E me pergunto por quê...
Porque seu substituto já é pré-definido pelas regras da casa – quem é, é o suplente? Alguém eleito entre eles? Realmente não sei. Se alguém aí souber... – e não faz diferença alguma a preferência do eleitorado numa hora destas ou...
O silêncio diz que aqui – fora do universo político – todos consideramos os que lá dentro estão "farinha do mesmo saco" e será indiferente quem se sentar naquela principal poltrona do Senado?
Ou ainda, que ninguém está se preocupando com quem pode – ou deve, ou deveria – entrar no lugar do maranhense todo-poderoso, bastando apenas que ele saia de lá?
É, a mim fica a impressão de que esta última hipótese é a mais certa. A do brasileiro que só vive o momento, já se esqueceu do passado e não está nem aí para o futuro. Por mais próximo que este esteja...
Na sexta-feira passada – dia de grande movimento no Twitter – coloquei uma pergunta no ar, em vista do considerável número de usuários que ostenta uma tarjeta com os dizeres "Fora Sarney" junto à sua própria imagem de exibição:
Qual o substituto ideal para ocupar a presidência do Senado, no lugar do Sarney?
Ninguém respondeu de imediato. Já era de se esperar e não estranhei. Na manhã de sábado, ainda sem nenhuma resposta, repeti a pergunta e pedi que "retuitassem" (ecoassem) a minha pergunta.
E nessa tarde (sábado) tive dificuldades técnicas e fiquei sem acessar a internet até ontem, terça-feira. Algo esperançoso volto a acessar o site de microbblogging para ver as reações e me deparo com...
Nenhuma resposta. Absolutamente.
Ninguém ecoou minha pergunta. Tampouco respondeu.
A que conclusão chego? Que mesmo que, ante uma (im)provável renúncia do Sarney, ninguém está se importando com quem o sucederá. E me pergunto por quê...
Porque seu substituto já é pré-definido pelas regras da casa – quem é, é o suplente? Alguém eleito entre eles? Realmente não sei. Se alguém aí souber... – e não faz diferença alguma a preferência do eleitorado numa hora destas ou...
O silêncio diz que aqui – fora do universo político – todos consideramos os que lá dentro estão "farinha do mesmo saco" e será indiferente quem se sentar naquela principal poltrona do Senado?
Ou ainda, que ninguém está se preocupando com quem pode – ou deve, ou deveria – entrar no lugar do maranhense todo-poderoso, bastando apenas que ele saia de lá?
É, a mim fica a impressão de que esta última hipótese é a mais certa. A do brasileiro que só vive o momento, já se esqueceu do passado e não está nem aí para o futuro. Por mais próximo que este esteja...
5.8.09
É proibido beber...
Entrou em vigor há pouco tempo uma lei estadual que proíbe o consumo de bebida alcoólica... dentro do ônibus. Quando vi aquele aviso afixado numa das janelas do coletivo que pego diariamente comecei a pensar: Qual o objetivo dessa lei, afinal?
Por força de lei federal já é proibida a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos e – se é levado à risca ou não, à parte – presume-se então que é uma lei (a do ônibus) direcionada aos adultos. Pois bem.
Adultos bebem e ficam, na maioria das vezes, inconvenientes. E isso pra dizer o mínimo. Mas pense bem: De todos os visivelmente embriagados que vocês, leitores, já presenciaram dentro de um ônibus, quantos estavam consumindo álcool lá dentro?
Pois eu digo que já me deparei com muitos bebuns nesta atual rotina de Candeias-Dois Irmãos e também antes, quando ainda morava em São Paulo. E sabem quantos alcoolizados encontrei, tais quais a alegórica imagem do ébrio – roupa desalinhada, barba por fazer e, principalmente, com a inseparável garrafa de qualquer coisa etílica na mão? Nenhum!
Se a lei pernambucana quer livrar os ônibus dos, como já disse, alegóricos "Joãos Canabrava" é praticamente inócua. Bêbados que importunam já "destilaram" àlcool o suficiente antes, bem antes de embarcarem num coletivo. E como não estarão consumindo nada a bordo, ficarão livres de qualquer penalidade. Ou não? A menos que cometam algum atentado ao pudor ou outro tipo de crime. Porque nem vomitar no corredor é crime. Só é deveras nojento.
Atualmente conheço um cidadão que, quase sempre, na condução do fim do dia, adentra – ou adentrava – o ônibus tomando uma latinha de cerveja. Pacato, respeitador, jamais o vi incomodando quem quer que fosse. E agora não pode mais fazer isso. Caso o faça, qual será o crime dele?
Poluir o ar que seus próximos respiram com hálito de cerveja?? :o
Por força de lei federal já é proibida a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos e – se é levado à risca ou não, à parte – presume-se então que é uma lei (a do ônibus) direcionada aos adultos. Pois bem.
Adultos bebem e ficam, na maioria das vezes, inconvenientes. E isso pra dizer o mínimo. Mas pense bem: De todos os visivelmente embriagados que vocês, leitores, já presenciaram dentro de um ônibus, quantos estavam consumindo álcool lá dentro?
Pois eu digo que já me deparei com muitos bebuns nesta atual rotina de Candeias-Dois Irmãos e também antes, quando ainda morava em São Paulo. E sabem quantos alcoolizados encontrei, tais quais a alegórica imagem do ébrio – roupa desalinhada, barba por fazer e, principalmente, com a inseparável garrafa de qualquer coisa etílica na mão? Nenhum!
Se a lei pernambucana quer livrar os ônibus dos, como já disse, alegóricos "Joãos Canabrava" é praticamente inócua. Bêbados que importunam já "destilaram" àlcool o suficiente antes, bem antes de embarcarem num coletivo. E como não estarão consumindo nada a bordo, ficarão livres de qualquer penalidade. Ou não? A menos que cometam algum atentado ao pudor ou outro tipo de crime. Porque nem vomitar no corredor é crime. Só é deveras nojento.
Atualmente conheço um cidadão que, quase sempre, na condução do fim do dia, adentra – ou adentrava – o ônibus tomando uma latinha de cerveja. Pacato, respeitador, jamais o vi incomodando quem quer que fosse. E agora não pode mais fazer isso. Caso o faça, qual será o crime dele?
Poluir o ar que seus próximos respiram com hálito de cerveja?? :o
29.7.09
Seu cartão não foi aceito...
Fim do mês típico, todo mundo "espremendo até a última gota" o mirrado salário – que, já disse o impagável José Simão: "Não é mínimo, é ínfimo" – e eu não estava fora dessa multidão. Prestes a estourar o limite do cheque especial, mas sabendo que pelo menos uns 5 reais – veja só a situação! – ainda teria para gastar, resolvi comprar algo para o café da manhã. Algo que sairia em torno de uns 3 reais.
Passei o cartão de débito na maquineta e... surpresa: Deu que a transação não estava autorizada. "Quer tentar novamente?" perguntou o caixa. E por que não? E tentamos de novo. E a mesma resposta. Não tive outra alternativa senão abandonar o café da manhã no balcão e caminhar rumo à parada de ônibus de mãos abanando. E com fome.
Inconformado, liguei para o atendimento do banco para saber por que razão eu não tinha sequer 3 reais para usar – sendo que, pelo que eu sabia, ainda deveria haver saldo suficiente para tanto.
Primeira surpresa, diz a gravação que atende: "Por motivo de segurança esta ligação está sendo transferida para um de nossos atendentes." Logo depois, a segunda, já na voz da atendente humana: "O cartão do senhor está bloqueado".
– Bloqueado? Mas por quê?
– Foi notada movimentação irregular de valores e o sistema bloqueou o uso do cartão automaticamente.
Compreensível, meu cartão poderia ter sido clonado ou eu poderia ter sido vítima de um seqüestro-relâmpago – e eu que me ferrasse com o seqüestrador, se fosse o caso – e por isso o bloqueio. Mais para evitar prejuízos da instituição financeira que meus.
Depois de um interrogatório onde só faltou me perguntarem de que cor é a cueca que costumo usar ou quantos fios de cabelo ainda me restam na cabeça vim a descobrir o que despertara a desconfiança de algo estranho: O valor de um pagamento feito no dia 16 deste mês. Foi mesmo um valor vultoso, da fatura de um cartão de crédito.
Detalhe: O cartão de crédito em questão pertence, embora indiretamente, ao mesmo banco do qual sou correntista. Pense: Ou eles estranharam a minha disposição em quitar integralmente uma fatura alta e imaginaram que eu tivesse perdido a razão e, alucinado, começasse a gastar mundos e fundos descontroladamente ou... simplesmente, num universo tão online e integrado como o de hoje, tais informações estariam desencontradas.
É, louco sei que não sou. Ou não estou. Só me resta interpretar isso tudo como uma tremenda falta de... de noção da parte deles. E sorte a minha que eu estava com o celular, com créditos para ligar e mais: Tudo o que perdi foi um café da manhã. E se fosse algo importante? E se eu não tivesse como fazer uma ligação telefônica na hora?
Tudo esclarecido, cartão desbloqueado, a atendente do banco perguntou, como de costume: "Algo mais?" no que não titubeei em responder:
– Tenho sim. Quero dizer que acho excelente essa preocupação de vocês com suspeitas oscilações de movimentação financeira. Mas acho também que, pelo menos, vocês poderiam ter me informado que meu cartão havia sido bloqueado. Afinal, meu cadastro aí está atualizado e vocês têm meus números de telefone (fixo e celular), não? Porque só vir a descobrir isso no caixa de uma loja é... pra só dizer o mínimo; deveras constrangedor!"
Disse a atendente que meu protesto foi registrado e blablabla ("Senhor, poderia anotar o nº do protocolo?") mas, quer saber? Isso vai dar... em nada! Tenho certeza. Só valeu pelo desabafo mesmo. E só. Mudar? Nada!!
Passei o cartão de débito na maquineta e... surpresa: Deu que a transação não estava autorizada. "Quer tentar novamente?" perguntou o caixa. E por que não? E tentamos de novo. E a mesma resposta. Não tive outra alternativa senão abandonar o café da manhã no balcão e caminhar rumo à parada de ônibus de mãos abanando. E com fome.
Inconformado, liguei para o atendimento do banco para saber por que razão eu não tinha sequer 3 reais para usar – sendo que, pelo que eu sabia, ainda deveria haver saldo suficiente para tanto.
Primeira surpresa, diz a gravação que atende: "Por motivo de segurança esta ligação está sendo transferida para um de nossos atendentes." Logo depois, a segunda, já na voz da atendente humana: "O cartão do senhor está bloqueado".
– Bloqueado? Mas por quê?
– Foi notada movimentação irregular de valores e o sistema bloqueou o uso do cartão automaticamente.
Compreensível, meu cartão poderia ter sido clonado ou eu poderia ter sido vítima de um seqüestro-relâmpago – e eu que me ferrasse com o seqüestrador, se fosse o caso – e por isso o bloqueio. Mais para evitar prejuízos da instituição financeira que meus.
Depois de um interrogatório onde só faltou me perguntarem de que cor é a cueca que costumo usar ou quantos fios de cabelo ainda me restam na cabeça vim a descobrir o que despertara a desconfiança de algo estranho: O valor de um pagamento feito no dia 16 deste mês. Foi mesmo um valor vultoso, da fatura de um cartão de crédito.
Detalhe: O cartão de crédito em questão pertence, embora indiretamente, ao mesmo banco do qual sou correntista. Pense: Ou eles estranharam a minha disposição em quitar integralmente uma fatura alta e imaginaram que eu tivesse perdido a razão e, alucinado, começasse a gastar mundos e fundos descontroladamente ou... simplesmente, num universo tão online e integrado como o de hoje, tais informações estariam desencontradas.
É, louco sei que não sou. Ou não estou. Só me resta interpretar isso tudo como uma tremenda falta de... de noção da parte deles. E sorte a minha que eu estava com o celular, com créditos para ligar e mais: Tudo o que perdi foi um café da manhã. E se fosse algo importante? E se eu não tivesse como fazer uma ligação telefônica na hora?
Tudo esclarecido, cartão desbloqueado, a atendente do banco perguntou, como de costume: "Algo mais?" no que não titubeei em responder:
– Tenho sim. Quero dizer que acho excelente essa preocupação de vocês com suspeitas oscilações de movimentação financeira. Mas acho também que, pelo menos, vocês poderiam ter me informado que meu cartão havia sido bloqueado. Afinal, meu cadastro aí está atualizado e vocês têm meus números de telefone (fixo e celular), não? Porque só vir a descobrir isso no caixa de uma loja é... pra só dizer o mínimo; deveras constrangedor!"
Disse a atendente que meu protesto foi registrado e blablabla ("Senhor, poderia anotar o nº do protocolo?") mas, quer saber? Isso vai dar... em nada! Tenho certeza. Só valeu pelo desabafo mesmo. E só. Mudar? Nada!!
25.7.09
Meme - Coisinhas irritantes
Atendendo com prazer ao meme passado pela Caminhante...
Pensei bem, antes de começar a escrever. São "5 besteiras que me irritam". Se são besteiras, dizer, por exemplo, que o eterno mar de lama que envolve a Câmara e, mais atual, o Senado me irrita não caberia. Afinal, esse caso extrapola os limites de uma besteira.
Besteira é coisa pequena, é um detalhezinho. Continuei pensando...
1. Chiclete "ruminado": É o produto consumido de forma tipicamente juvenil e nada discreta. Às vezes, com ares de arrogância. Lembro de certa vez, dentro de um ônibus, quando postei-me ao lado de uma adolescente que me irritou só com isso. Mascava fazendo "tchec tchec" e, de fato, parecia muito com o jeito como uma vaca mastiga o pasto. Horrível.
2. Pessoas que falam ao mesmo com você (pessoalmente) e outra pessoa ao telefone: Me confundem. Digo algo e ela não me ouviu, quando começo a repetir, ela começa a falar com a pessoa na linha. Aguardo minha vez de falar e ela olha pra mim, como se dissesse mentalmente "Continue!". E volto a falar, no que sou novamente interrompido com ela falando para o outro interlocutor. AH! Assim não dá!!
3. "Abra aqui" que não abre. Por esta qualquer um já deve ter passado: Faminto e ansioso em comer algo, um salgadinho, um biscoito, vai logo procurando aquele recortezinho na embalagem que, em tese, deveria facilitar a abertura da mesma. E tem o "Abra – ou puxe– aqui". Só que você puxa, estica, dobra, amassa, sua e nada do bendito abrir. Daí pra acabar a paciência e abrir com os dentes é um pulo. Pior ainda quando, depois de tanta briga, consegue abrir de uma vez e todo o conteúdo vai ao chão...
4. Chuveiro que dá choque. Veja só, a hora do banho é, pelo menos pra mim, um momento mágico no qual, além da evidente higiêne, relaxamos. Tanto é que alguns de nós até se aventura de cantor nessa hora, não é mesmo? E, que coisa, bem na hora em que vamos começar a desfrutar daquela ducha quentinha, deliciosamente reconfortante... Tzzz!! PqP!!!!
5. Gente que fala "vinher" em vez de "vier". Dói no ouvido. Infelizmente é muito freqüente por aqui. Soa ainda mais incômodo e incompatível quando vindo da boca de alguém que, teoricamente, deveria ser culto – e acontece. Afinal, ninguém estranha um favelado dizendo "pobrema", mas vai escutar um executivo falando assim, vai?
E quem me acompanha aqui sabe que não costumo repassar memes. Acho que mais por receio de passar despercebido e sem resposta, que outra coisa. Da mesma maneira temo ter sido convidado a responder algum e nem ter notado – caso tenha ocorrido, me perdoem.
Mas o que quero mesmo dizer é: Se você leu e ficou com vontade de "memear" também... fique à vontade!
;)
Pensei bem, antes de começar a escrever. São "5 besteiras que me irritam". Se são besteiras, dizer, por exemplo, que o eterno mar de lama que envolve a Câmara e, mais atual, o Senado me irrita não caberia. Afinal, esse caso extrapola os limites de uma besteira.
Besteira é coisa pequena, é um detalhezinho. Continuei pensando...
1. Chiclete "ruminado": É o produto consumido de forma tipicamente juvenil e nada discreta. Às vezes, com ares de arrogância. Lembro de certa vez, dentro de um ônibus, quando postei-me ao lado de uma adolescente que me irritou só com isso. Mascava fazendo "tchec tchec" e, de fato, parecia muito com o jeito como uma vaca mastiga o pasto. Horrível.
2. Pessoas que falam ao mesmo com você (pessoalmente) e outra pessoa ao telefone: Me confundem. Digo algo e ela não me ouviu, quando começo a repetir, ela começa a falar com a pessoa na linha. Aguardo minha vez de falar e ela olha pra mim, como se dissesse mentalmente "Continue!". E volto a falar, no que sou novamente interrompido com ela falando para o outro interlocutor. AH! Assim não dá!!
3. "Abra aqui" que não abre. Por esta qualquer um já deve ter passado: Faminto e ansioso em comer algo, um salgadinho, um biscoito, vai logo procurando aquele recortezinho na embalagem que, em tese, deveria facilitar a abertura da mesma. E tem o "Abra – ou puxe– aqui". Só que você puxa, estica, dobra, amassa, sua e nada do bendito abrir. Daí pra acabar a paciência e abrir com os dentes é um pulo. Pior ainda quando, depois de tanta briga, consegue abrir de uma vez e todo o conteúdo vai ao chão...
4. Chuveiro que dá choque. Veja só, a hora do banho é, pelo menos pra mim, um momento mágico no qual, além da evidente higiêne, relaxamos. Tanto é que alguns de nós até se aventura de cantor nessa hora, não é mesmo? E, que coisa, bem na hora em que vamos começar a desfrutar daquela ducha quentinha, deliciosamente reconfortante... Tzzz!! PqP!!!!
5. Gente que fala "vinher" em vez de "vier". Dói no ouvido. Infelizmente é muito freqüente por aqui. Soa ainda mais incômodo e incompatível quando vindo da boca de alguém que, teoricamente, deveria ser culto – e acontece. Afinal, ninguém estranha um favelado dizendo "pobrema", mas vai escutar um executivo falando assim, vai?
E quem me acompanha aqui sabe que não costumo repassar memes. Acho que mais por receio de passar despercebido e sem resposta, que outra coisa. Da mesma maneira temo ter sido convidado a responder algum e nem ter notado – caso tenha ocorrido, me perdoem.
Mas o que quero mesmo dizer é: Se você leu e ficou com vontade de "memear" também... fique à vontade!
;)
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24.7.09
Não é o que você está pensando
Tamanha foi a pressa em trocar de roupa para ir embora – findo o expediente comercial – que saí da empresa com o cinto torcido. E só vim a notar isso quando me sentei, já dentro do ônibus. Algo incomodava nas costas e de imediato, e surpreso, percebi o cinto daquele jeito. Por sorte, sob a camisa. Esperei pacientemente até chegar na minha parada e, lá desembarcando, quis logo corrigir a coisa.
Meu destino? Shopping Center Guararapes, onde eu havia planejado fazer compras. Bem poderia ir ao banheiro e solucionar discretamente meu problema, mas o incômodo era demais. Parei na calçada que ladeia o local e, após ligeiro olhar ao redor, levantei a camisa o suficiente e desatei o cinto. Desinverti o mesmo e voltei a atá-lo. Coisa de 5 segundos.
Depois é que fiquei a imaginar o que transeuntes, ao terem me avistado fazendo aquilo – soltando o cinto na escuridão do começo da noite – teriam pensado. Me colocando no lugar deles, eu teria imaginado alguém com incontinência urinária ou disenteria. Ou, no mínimo, um bêbado muito desavergonhado pretendendo estuprar um arbusto. Ou uma imaginária mulher. Que asco.
:/
Meu destino? Shopping Center Guararapes, onde eu havia planejado fazer compras. Bem poderia ir ao banheiro e solucionar discretamente meu problema, mas o incômodo era demais. Parei na calçada que ladeia o local e, após ligeiro olhar ao redor, levantei a camisa o suficiente e desatei o cinto. Desinverti o mesmo e voltei a atá-lo. Coisa de 5 segundos.
Depois é que fiquei a imaginar o que transeuntes, ao terem me avistado fazendo aquilo – soltando o cinto na escuridão do começo da noite – teriam pensado. Me colocando no lugar deles, eu teria imaginado alguém com incontinência urinária ou disenteria. Ou, no mínimo, um bêbado muito desavergonhado pretendendo estuprar um arbusto. Ou uma imaginária mulher. Que asco.
:/
21.7.09
O engodo do widescreen
Este tempinho que fiquei sem monitor me fez, por tabela, descobrir porque muitas tevês LCD apresentam a imagem achatada. É algo tão óbvio, nem me conformo por não ter deduzido isso antes. Mas vamos começar... do começo.
Eu tinha um monitor convencional de 17" que já vinha tendo "ataques epiléticos". Nos seus derradeiros dias havia passado a fazer um ruído semelhante à fritura. E estalava. Até que deu seu suspiro-estalo final e morreu. Velhinho como já era, decidi aceitar a aposentadoria por ele requerida e passei a procurar seu substituto.
Já sabia de antemão que seria difícil encontrar outro daqueles, convencionais. Não demorei a notar que era mais que difícil; era impossível. Hoje em dia só existe LCD. E eu que nunca havia me imaginado com um destes, fui forçado a me modernizar. "Que seja, vamos escolher um LCD então", acatei, me dando por vencido.
Prestando atenção nos aparelhos dispostos nas prateleiras das lojas comecei a perceber que, praticamente todos, me davam uma sensação estranha. E "caiu a ficha": A imagem está deformada... esticada. E veio em mente o que já devia ter vindo logo de início: Elementar, o desktop (ou área de trabalho) não é em tamanho wide. Ou seja, para enquadrá-lo, o monitor dá... um jeitinho. Elementar, meu caro Watson...
Ciente do engodo parti em busca de um LCD que não fosse widescreen. E tem? Não tem! Widescreen é a onda da vez. E entende-se perfeitamente o por quê: O consumidor é atraído pelo tamanho divulgado, o que estampa os cartazes e embalagens em letras garrafais.
Um exemplo real: O monitor que – à contragosto e sem outra alternativa – comprei afirma ser um 18,5". Para quem, como eu, saiu de um 17" para o pomposo 18,5" isso pode soar como vantagem; como um monitor maior que o antigo. Engano. E provo.
Para quem não sabe, a medida de um monitor – ou televisor, igualmente – é definida pelo diâmetro da tela, em polegadas. Voltando ao meu LCD, sob esta ótica sabe qual a medida real dele? 12,5". Dando a deformação wide, passa aos 18,5" anunciados. Sacou a jogada?
Talvez os meios internéticos já estejam se adequando a esse formato e eu nem saiba, mas no momento o que penso é exatamente isso: Estamos nos habituando a uma imagem irreal, distorcida. É o que se pode concluir, já que não encontro ninguém reclamando da "wideização" forçada.
Das duas, uma: Ou os geradores audiovisuais (formatos de sites e sinais de tevê) passarão a oferecer os dois modos de imagem (convencional e wide) a fim de que o consumidor possa optar pelo mais adequado ou...
O internauta e/ou telespectador vai ter que se acostumar a ver as coisas achatadas em suas telas. E pelo que vejo, muitos já estão nesse caminho e nem perceberam...
Eu tinha um monitor convencional de 17" que já vinha tendo "ataques epiléticos". Nos seus derradeiros dias havia passado a fazer um ruído semelhante à fritura. E estalava. Até que deu seu suspiro-estalo final e morreu. Velhinho como já era, decidi aceitar a aposentadoria por ele requerida e passei a procurar seu substituto.
Já sabia de antemão que seria difícil encontrar outro daqueles, convencionais. Não demorei a notar que era mais que difícil; era impossível. Hoje em dia só existe LCD. E eu que nunca havia me imaginado com um destes, fui forçado a me modernizar. "Que seja, vamos escolher um LCD então", acatei, me dando por vencido.
Prestando atenção nos aparelhos dispostos nas prateleiras das lojas comecei a perceber que, praticamente todos, me davam uma sensação estranha. E "caiu a ficha": A imagem está deformada... esticada. E veio em mente o que já devia ter vindo logo de início: Elementar, o desktop (ou área de trabalho) não é em tamanho wide. Ou seja, para enquadrá-lo, o monitor dá... um jeitinho. Elementar, meu caro Watson...
Ciente do engodo parti em busca de um LCD que não fosse widescreen. E tem? Não tem! Widescreen é a onda da vez. E entende-se perfeitamente o por quê: O consumidor é atraído pelo tamanho divulgado, o que estampa os cartazes e embalagens em letras garrafais.
Um exemplo real: O monitor que – à contragosto e sem outra alternativa – comprei afirma ser um 18,5". Para quem, como eu, saiu de um 17" para o pomposo 18,5" isso pode soar como vantagem; como um monitor maior que o antigo. Engano. E provo.
Para quem não sabe, a medida de um monitor – ou televisor, igualmente – é definida pelo diâmetro da tela, em polegadas. Voltando ao meu LCD, sob esta ótica sabe qual a medida real dele? 12,5". Dando a deformação wide, passa aos 18,5" anunciados. Sacou a jogada?
Talvez os meios internéticos já estejam se adequando a esse formato e eu nem saiba, mas no momento o que penso é exatamente isso: Estamos nos habituando a uma imagem irreal, distorcida. É o que se pode concluir, já que não encontro ninguém reclamando da "wideização" forçada.
Das duas, uma: Ou os geradores audiovisuais (formatos de sites e sinais de tevê) passarão a oferecer os dois modos de imagem (convencional e wide) a fim de que o consumidor possa optar pelo mais adequado ou...
O internauta e/ou telespectador vai ter que se acostumar a ver as coisas achatadas em suas telas. E pelo que vejo, muitos já estão nesse caminho e nem perceberam...
2.7.09
Um dia...
Coisas que nossos netos, incrédulos, ironizarão:
Telefone celular era coisa de rico. E só servia pra falar;
Fralda não era descartável;
Monitor era verde. Não a carcaça, mas a tela e seu conteúdo;
Automóvel dava partida através de manivela;
Televisão era em preto e branco. Levava minutos para surgir a imagem. E não tinha controle remoto;
Desconhecidos se cumprimentavam na rua. E sem segundas ou criminosas intenções;
A internet funcionava a 14.4kbps;
Filmadora pesava quilos e era usada apoiada sobre o ombro, tal qual bazuca. Arrastando metros e metros de cabos;
Crianças brincavam com bolinha de gude. E bolinha de gude era uma bolinha de vidro;
Havia um grande (extenso) país, a URSS, com o mais famoso rival da CIA, a KGB. E duas Alemanhas, duas Coréias. E nenhum Distrito Federal, aqui;
Fumar era sinônimo de glamour e status;
O relógio era carregado dentro do bolso. E não por temor de ladrões;
Latim era lecionado em todas as escolas, não apenas nas de Direito.
Espanhol também era, e o Mercosul ainda nem existia;
O Brasil já teve dinheiro de plástico. E não era cartão de crédito, de débito ou pré-pago;
E eu já tive cabelo, um dia...
:/
Telefone celular era coisa de rico. E só servia pra falar;
Fralda não era descartável;
Monitor era verde. Não a carcaça, mas a tela e seu conteúdo;
Automóvel dava partida através de manivela;
Televisão era em preto e branco. Levava minutos para surgir a imagem. E não tinha controle remoto;
Desconhecidos se cumprimentavam na rua. E sem segundas ou criminosas intenções;
A internet funcionava a 14.4kbps;
Filmadora pesava quilos e era usada apoiada sobre o ombro, tal qual bazuca. Arrastando metros e metros de cabos;
Crianças brincavam com bolinha de gude. E bolinha de gude era uma bolinha de vidro;
Havia um grande (extenso) país, a URSS, com o mais famoso rival da CIA, a KGB. E duas Alemanhas, duas Coréias. E nenhum Distrito Federal, aqui;
Fumar era sinônimo de glamour e status;
O relógio era carregado dentro do bolso. E não por temor de ladrões;
Latim era lecionado em todas as escolas, não apenas nas de Direito.
Espanhol também era, e o Mercosul ainda nem existia;
O Brasil já teve dinheiro de plástico. E não era cartão de crédito, de débito ou pré-pago;
E eu já tive cabelo, um dia...
:/
25.6.09
Curtas
• Às vezes fico confuso aqui, em Pernambuco.
Hoje, quarta-feira 24 de junho, é dia de São João. Em São Paulo é um dia como outro qualquer. Deve haver festas, mas não é feriado. E aqui é. Pra mim, desde ontem à tarde, que só trabalhei meio-expediente.
No começo desta noite lancei no Twitter a pergunta "Seu São João foi bom?" À qual minha amiga sergipana Adriana respondeu "Se for, amanhã te conto". Ué, ainda não foi, vai ser??
Até agora não entendo o por quê de não ter trabalhado normalmente, ontem...
• Numa destas manhãs, ainda meio desacordado, tive a impressão de ouvir o José Sarney afirmando no rádio que o tal mordomo da Roseana – o que ganha 12 mil reais por mês – na verdade não é mordomo dela, é chofer do Senado. Foi isso mesmo? PÔRRA MEU! Por um salário de 12 mil eu virava até chofer de caminhão de lixo. E nem ia achar ruim o fedor...
• Também agora de noite acho que ouvi o Joelmir Betting (ou foi o Ricardo Boechat?) informar que os funcionários do INSS estão em greve, reivindicando uma redução na carga de trabalho das tradicionais 40 horas semanais para 30, e sem redução de salário. Foi isso mesmo (part II)?! PqP! E nem quero saber quanto ganha um funcionário dessa instituição, pra não me indignar ainda mais...
• Onde foi parar aquele sujeito insuportável dos comerciais das Casas Bahia, o do bordão "Quer pagar quanto?" Estou achando que cedo ou tarde ele ressurgirá. Tal qual Carlos Moreno que, eterno garoto-propaganda da Bombril e havia se despedido da carreira e dessa fama... está de volta.
Hoje, quarta-feira 24 de junho, é dia de São João. Em São Paulo é um dia como outro qualquer. Deve haver festas, mas não é feriado. E aqui é. Pra mim, desde ontem à tarde, que só trabalhei meio-expediente.
No começo desta noite lancei no Twitter a pergunta "Seu São João foi bom?" À qual minha amiga sergipana Adriana respondeu "Se for, amanhã te conto". Ué, ainda não foi, vai ser??
Até agora não entendo o por quê de não ter trabalhado normalmente, ontem...
• Numa destas manhãs, ainda meio desacordado, tive a impressão de ouvir o José Sarney afirmando no rádio que o tal mordomo da Roseana – o que ganha 12 mil reais por mês – na verdade não é mordomo dela, é chofer do Senado. Foi isso mesmo? PÔRRA MEU! Por um salário de 12 mil eu virava até chofer de caminhão de lixo. E nem ia achar ruim o fedor...
• Também agora de noite acho que ouvi o Joelmir Betting (ou foi o Ricardo Boechat?) informar que os funcionários do INSS estão em greve, reivindicando uma redução na carga de trabalho das tradicionais 40 horas semanais para 30, e sem redução de salário. Foi isso mesmo (part II)?! PqP! E nem quero saber quanto ganha um funcionário dessa instituição, pra não me indignar ainda mais...
• Onde foi parar aquele sujeito insuportável dos comerciais das Casas Bahia, o do bordão "Quer pagar quanto?" Estou achando que cedo ou tarde ele ressurgirá. Tal qual Carlos Moreno que, eterno garoto-propaganda da Bombril e havia se despedido da carreira e dessa fama... está de volta.
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