Tamanha foi a pressa em trocar de roupa para ir embora – findo o expediente comercial – que saí da empresa com o cinto torcido. E só vim a notar isso quando me sentei, já dentro do ônibus. Algo incomodava nas costas e de imediato, e surpreso, percebi o cinto daquele jeito. Por sorte, sob a camisa. Esperei pacientemente até chegar na minha parada e, lá desembarcando, quis logo corrigir a coisa.
Meu destino? Shopping Center Guararapes, onde eu havia planejado fazer compras. Bem poderia ir ao banheiro e solucionar discretamente meu problema, mas o incômodo era demais. Parei na calçada que ladeia o local e, após ligeiro olhar ao redor, levantei a camisa o suficiente e desatei o cinto. Desinverti o mesmo e voltei a atá-lo. Coisa de 5 segundos.
Depois é que fiquei a imaginar o que transeuntes, ao terem me avistado fazendo aquilo – soltando o cinto na escuridão do começo da noite – teriam pensado. Me colocando no lugar deles, eu teria imaginado alguém com incontinência urinária ou disenteria. Ou, no mínimo, um bêbado muito desavergonhado pretendendo estuprar um arbusto. Ou uma imaginária mulher. Que asco.
:/
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