( abre aspas )
Depois de uma noite reconfortante, desperto ao som dos pássaros que cantam, a celebrar o início de mais um dia de labuta. Me levanto da cama e vou ao banho.
Banho tomado, barba feita, roupa vestida impecavelmente, desço para a sala de jantar, onde o café da manhã me aguarda.
Antes de mais nada, beijo minha esposa, linda e maravilhosa como sempre. Feliz e prestativa, ela me diz para me sentar à mesa e comer, antes que os pães recém trazidos da padaria esfriem. Me sento. O aroma do café e dos outros acompanhamentos da farta mesa deixam minha satisfação mais completa ainda. Mas falta... ah! Aqui está, a melhor margarina do mundo! Agora sim.
Enquanto admiro minha esposa, a mulher mais perfeita que existe, surgem sorridentes meus dois filhos, penteados, arrumados para ir à escola, cumprimentam a mãe e a mim com um terno abraço e um beijo. Estão lindos. O brilho nos olhos dos dois evidencia o entusiasmo com o qual acordaram para estudar. Logo avançam em direção ao bolo de cenoura ainda morno.
Lá fora o dia ensolarado combina perfeitamente com o meu estado de espírito neste dia. E todos estão presentes, sorridentes, sem problemas de nenhuma natureza; nem uma dor de dente, nem um topetezinho desalinhado, nem uma nota vermelha na caderneta, nada.
Minha esposa continua tão linda quanto no dia em que estávamos no altar, a trocar as eternas juras de amor, abençoadas por Deus. Não está deseperada com o vencimento de nenhuma fatura, nem com as contas da escola das crianças, nem a da TV a cabo, nem do clube, sequer com o preço do botijão de gás.
E eu sei que tenho um excelente emprego, recebo um invejável salário e moro nesta casa confortavelmente mobiliada. Bom, é hora de irmos, crianças! - digo, terminando o último gole de café.
Eles recolhem educadamente os talheres usados, levantam-se e dão novamente um abraço e um beijo na mãe. Pegam seus materiais escolares e se dirigem ao carro.
Na minha vez de se despedir, dou um abraço também, mas meu beijo é muito mais intenso e longo. Não me preocupo em perder a hora no serviço, nem com algum congestionamento que possa encontrar pelo caminho, estou tranqüilo.
Mas as crianças estão me esperando e preciso ir.
( fecha aspas )
Ah! Se minha vida fosse um comercial de margarina!!
( suspiro... )
3 comentários:
Eu pensei que termiraria com um
"primeiro de Abril" :)
hehehehhee
É... Ah!Se a vida fosse uns montes de comerciais...Vc entraria em um carro e ficaria irresistÃvel, usaria um shampoo seda, e diria adeus a chapinha... (sim...pq a intenção era crer que aquele shampoo faz milagres...)
Em resumo:
O Ronaldinho nunca faria aquilo com a bola em cima de uma prancha em alto mar!!!
:)
E mais, não ficarÃamos mofando por horas numa fila de caixa do banco. Já viu alguma fila interminável nos comerciais de banco? Ha ha!! : D
Saudade dos comerciais de cigarro. Aqueles fumantes, sim, é que sabiam curtir a vida e o dinheiro sempre sobrando...
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