Muito boa a iniciativa de um colégio da cidade de Santo André, na Grande São Paulo. Infelizmente não guardei maiores detalhes quando assisti a notícia, mas posso comentar sobre a essência da idéia.
Eles criaram um projeto de conscientização. Não sei se esta seria a definição exata usada por eles, mas certamente é adequada. E vamos a ele:
Estudantes na faixa dos 12 aos 15 anos receberam na escola a visita de deficientes físicos de diversos tipos; cegos, mudos, tetraplégicos, e puderam conversar com eles. Conhecer a história de cada um, suas batalhas, suas dificuldades, suas vitórias. Esse contato, essa troca de informações por si só já seria merecedora de aplausos, um grande passo rumo a conscientização dos futuros adultos ante a situação dos deficientes físicos no Brasil. Uma forma palpável, marcante, de despertar os estudantes para os riscos de algumas doenças, de acidentes, de imprudências. Porém... a grande ação deste projeto seria outra.
Depois da palestra, todos os alunos eram submetidos a experiência de "ser" deficiente físico, por alguns minutos: Caminhar pela calçada de olhos vendados, locomover-se em uma cadeira de rodas na rua, por exemplo. Daí veio o nome do projeto: " Sentindo na pele."
E, creio, depois de sentirem na própria pele as agruras sofridas por quem é deficiente físico, estes jovens crescerão com visão mais realista, mais compreensiva, de tudo – ou quase – que ainda é preciso ser melhorado nesta terra, para que um dia os deficientes deixem de ter seus limites mais restringidos ainda do que já são.
E que estes futuros motoristas respeitem as vagas reservadas aos deficientes, também.
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