12.4.05

Nem o Jabor responde

Uma pena que não pude acompanhar o programa desde o iní­cio, mas foi interessante o Roda Viva (TV Cultura, TVE, RPT) de ontem, cujo entrevistado foi Arnaldo Jabor. Conhecidí­ssimo atualmente por seus comentários no rádio e na TV, afirmo que gosto de suas colocações porque ele não possui 'meias-palavras'. O que é bom, é bom. O que é ruim, é ruim. E o que é inaceitável é, e continuará sendo.

Fiquei surpreso ao ver que nem mesmo ele, aclamado cronista, cineasta desde a época em que eu ainda me borrava em minhas fraldas, não tinha a resposta para uma das dúvidas mais aflitivas que atormentam as mulheres: O que o homem espera de um relacionamento a dois? Ou, mais precisamente... de sua parceira? (talvez a pergunta não tenha sido exatamente essa, mas era algo próximo)
Jabor poderia ter listado os tradicionais sentimentos (respeito, cumplicidade, etc) que todos conhecem – ah! a boa e velha teoria – mas não, aquele seu momento era de racionalidade, de fatos concretos e não hipóteses abstratas e a resposta foi franca: "Não sei..."
O breve silêncio que se seguiu na arena – composta por profissionais de diversas áreas, dentre escritores, psicanalistas e professores – foi a implícita concordância de todos ali, de que não existe mesmo uma resposta precisa para essa questão.

E me lembrei da comunidade 'Quem eu quero não me quer', onde vivo tentando (Tentando! Nem sempre consigo...) aconselhar alguns jovens desencontrados no amor. A comunidade é formada majoritariamente por jovens, e muitos deles com idade inferior a 18 anos. Tenho notado a aflição deles, afoitos em iniciarem suas histórias amorosas. Querem o mais rápido possível, serem bem sucedidos.
Ah! Quantas vezes já escrevi lá que não existe nenhuma "fórmula" perfeita! Na – de certa forma graciosa – ingenuidade destes pré-adultos (ou "adultos" precoces) parece existir a palavra mágica. Como se fosse só³ dizer "Eu amo você" e o outro respondesse "Eu também" e o casal vivesse feliz para sempre...

E volto à s palavras do Jabor, concordando. Na ânsia de queimar etapas, os jovens de hoje desvalorizaram a união de um casal. Não existem mais o cortejo, a construção da intimidade, o glamour dos galanteios, a expectativa, a celebração do "enfim sós"...mais nada. Assim como o macarrão, o sexo também acabou se tornando instantâneo.

Talvez uma minoria queira mesmo só isso, mas creio que os demais não. E é para esta maioria que anseia a felicidade plena, que persisto escrevendo.

: )

2 comentários:

Anônimo disse...

AMO Arnaldo Jabor...
Me delicio em suas palavras...
Ele é O cara!
hehehhehehe

E concordo com ele, e vc.
Li em algum lugar algo semelhante.
E dizia que se buscarmos as borboletas, com certeza elas irão fugir... mas se cuidarmos do Jardim, elas virão espontaneamente :)

R. disse...

Aí vc aflorou o lado poético, hã? : p