30.6.07

Em tempo de caos aéreo

Dentro do assunto que de tempos em tempos vem às manchetes, o caos aéreo, lembro das toscas campanhas eleitorais do PRTB, principalmente as do presidente desse partido, o caricato Levy Fidélix, à presidência da república.

Se Cristóvam Buarque era considerado – por ater-se o tempo todo na educação – o candidato de uma nota só, o Fidélix era, pra mim, o outro "monotônico": Só falava no tal do aerotrem.

Fosse em esquetes carnavalescas ou ufanistas, lá estava ele, sempre a enaltecer numa ênfase quase lunática a construção de linhas desse tipo de trem no Brasil. E eu me divertia muito, assistindo-o.

Hoje, diante de estradas que, se não nos custam os olhos da cara em pedágios são mais irregulares e precárias que pista de rally e de aviões que não raro atrasam ou nem sequer chegam a decolar, começo a olhar para a delirante idéia PRTBista com mais interesse. Quem sabe nem seja tão delirante assim?

Imagine-se indo de São Paulo a Curitiba ou ao Rio de Janeiro em pouco mais de uma hora, a um custo menor que o de um vôo ou de uma passagem de ônibus? E sem aborrecimentos com aeroportos, intempéries climáticas, congestionamentos?
Pois parece que é com essa proposta que o Fidélix nos acena. Loucura? Não serei eu a definir isso. Para saber mais sobre o projeto, acesse a página do partido. ; )



Pedindo licença para uma irresistível piadinha: Na pomposa página oficial que nos apresenta ao dito-cujo nos deparamos com um dos ítens descritivos: "PROPULÇÃO".
... cá entre nós: Com uma "propulção" dessas fiquei meio receoso de embarcar nele...
ou está certo?!

: P

3 comentários:

Anônimo disse...

Em alguns países desenvolvidos, o transporte de trem é o meio de locomoção mais eficiente e barato.

Morei 6 anos no Japão. Eram pontuais e o preço das passagens chegava a ser rídiculo em alguns percursos.

Apesar do Brasil ser grande, creio que é uma saída viável, já que existem muitos trilhos já instalados.

Existe um plano para que até o final deste ano o trem de passageiros volte a operar aqui na região. A príncipio ligando Maringá-Londrina.

Estamos na expectativa para ver como será.

R. disse...

Pois é, Issamu, não sei foi seu caso, mas eu posso dizer que também estive lá, como dekassegui. E assino embaixo o seu depoimento.

Imagine o sistema de tarifação nipônico ser adotado aqui, que maravilha que seria? O pagamento de uma tarifa justa, proporcional ao trecho utilizado? E os pontos de ônibus com as tabelas de horário, com precisão de minutos? Ah...

E é, a gente sabe que trem e metrô, lá, funciona. E com uma malha viária que abrange praticamente toda a região metropolitana; perto do metrô de qualquer capital japonesa, o de São Paulo, coitado, ainda está no rascunho...

Que o Paraná seja bem sucedido nessa iniciativa. (e inspire outros governadores a fazer o mesmo!)

R. disse...

E finalmente o senhor José Carlos Pereira, presidente da Infraero, deu uma declaração realista:

A malha (aero)viária do Brasil "foi pro espaço"!

(Quando o próprio sentiu na pele o aborrecimento que é não embarcar e decolar no horário previsto; seu vôo teve um atraso de 3 horas. Se bem que também seria merecido se tivesse passado 7 horas dentro da aeronave estacionada na pista, como ocorreu hoje em outro vôo...)