6.6.07

É fogo!

Falou em junho, falou em fogos. Aparentemente tudo aqui é motivo para barulho, mas neste mês em especial, fogos de artifício parecem ser imprescindíveis. Ótimo para quem gosta, mas para mim...

Não há dia nem horário certos. Quando menos se espera, um BUM!! me desperta da cama. E prossegue despertando-me pelo restante do dia, mesmo que eu já me encontre acordado.

Nunca fui nenhum fã disso. A única vez em que comprei fogos em minha vida foi quando, após longas noites sem conseguir dormir devido a baderna de cães de rua em plenas madrugadas, recorri a isso, na tentativa de espantá-los. Mas foi só.

Lembro de certa vez, quando fui a um reveillón na praia. E veio a zero hora do ano novo. O barulho era infernal, ensurdecedor. Ainda tenho em minha memória a expressão de terror estampada no rosto de um bebê, paralisado de pavor dentro de seu carrinho. Por uns minutos compadeci daquele pavor. Ambos estávamos nos sentindo nas ruas de Bagdá, em pleno auge da guerra do Golfo...

É bom deixar claro que não sou avesso a todos os tipos de fogos de artifício, mas apenas àqueles que só fazem barulho e mais nada. Os mais elaborados, aqueles que poderiam ser chamados de artísticos até, eu gosto. Afinal, quem não se encanta com aquele brilho colorido da composição das cores, tonalidades e intensidades iluminando a noite, não? A propósito, no Japão esse tipo chama-se hanabi, que ao pé da letra poderia ser traduzido como “fogo floral” ou “chamas em formato de flores”.

E por aqui poderia ser assim, também...

Em alguns poucos locais é, mas devido ao preço mais acessível – creio, – na maioria dos outros lugares o que se vê... aliás, que se ouve, é só estrondo mesmo. Aqui onde moro, por exemplo; mesmo estando no segundo andar, sinto aqui dentro o cheiro da pólvora detonada. Aí talvez vocês possam ter uma noção do tamanho do incômodo.

Sorte minha ter trazido como lembrança de um dos empregos que tive lá na terrinha um tapa-ouvidos. Tem sido minha salvação durante todos estes reveillóns, festas juninas, finais de campeonatos de futebol e afins...

3 comentários:

Anônimo disse...

É verdade, existe muitos fogos por ai nessa época do ano. E também não sou muito fã, agora adulta (?) :). Mas confesso que, quando pequena e que passava as férias/festas juninas aí, isso era um ritual. Meu avô comprava caixas e caixas de fogos e distribuía entre os netos. É cultural-regional mesmo. :/

Adry e Webert disse...

Bem-vindo, vc está no São João do Nordeste!!!

Ricardo...

Comidas típicas, forró, quadrilha e fogos de artifício são presença certa nas festas juninas de todo o nordeste.

Soltar fogos é coisa q praticamente todo mundo faz, desde criança, por essas bandas.

Eu já me diverti muito correndo das bombas de breu q meu irmão colocava nos terrenos baldios. Qndo a gente pensava q ela tinha falhado, buuuuuum! Susto danado!

Aqui em Sergipe tem até concurso de "barcos de fogo" e tem foguetódromo (ou algum nome do tipo) pra soltar buscapé sem atingir o povo da rua.

Enfim, cada povo doido com suas manias... heheheh

R. disse...

É questão de costume mesmo, né?
Desde que me conheço como gente, nunca colocaram uma bombinha sequer na minha mão.

Mas...
Sabem o que me consola? É imaginar que essa pólvora que poderia estar tirando vidas humanas está apenas fazendo barulho. E divertindo.


... quem gosta, né!
: p