10.7.07

Intervalo comercial

Comercial nota 10:

Dove, agora divulgando seu Summer Tone. Como se trata de um produto que produz o efeito do bronzeamento, nada mais natural exibir uma mulher com trajes sumários. O diferencial fica por conta da modelo, que assemelha-se a uma mulher "normal". Por certo a Dove poderia ter escalado uma dessas tantas modelos que vemos sempre em comerciais de lingerie e trajes de banho. Mas foi de encontro ao usual e, a meu ver, destacou-se positivamente: Com uma modelo tradicional, o comercial passaria despercebido ou logo cairia no esquecimento mas, ao contrário, com a mulher in natura, chamou a atenção e, por que não dizer, apresentou o produto envolvendo a realidade, não apenas o desejo feminino; aproximou-se da consumidora, a meu ver.


Comercial nota Zero:

Peugeot e seu modelo 307. Ou sou muito insensível e despreparado para interpretar ou entendi que a mensagem que o comercial pretende nos passar é que o carro é tão bom que se você o comprar, seu vizinho ficará morrendo de inveja. É isso? (É aquele comercial no qual uma família faz de tudo para evitar que seu vizinho veja o carro do anúncio)
E por acaso alguém compra um carro pensando em causar a inveja da vizinhança? Bem capaz. Mas duvido muito que esse seja o motivo principal que leve o consumidor a escolhê-lo. A coisa parece ser meio subliminar: Você é o que tem poder aquisitivo o suficiente para comprar o Peugeot, diferente de seu vizinho, que não tem como fazer o mesmo. Como o Peugeot é o carro dos sonhos do vizinho mas não pode tê-lo, ele faz de tudo para evitar que você conheça, compre o carro e deixe-o roendo-se de inveja. Será possível que é isso mesmo?
Se for, que comercial mais infeliz...

Bem diferente do que apresenta o Ford Focus. Este me entusiasmou pela maneira simbólica como colocou os estereótipos e ofereceu a alternativa.


E comercial nota Sub-zero:

Balcão BPN, uma financeira provavelmente da região. Não possui em seu reclame nenhum elemento vivo, apenas letreiros digitais e a respectiva narração. Mas não ganha a desonrosa nota pela pobreza de criatividade e sim por falta de revisão ortográfica! Explica-se: Quando o locutor fala sobre o tal balcão BPN, surge à nossa frente um vistoso "BALÇÃO" em letras que ocupam quase um terço da tela. E inacreditavelmente o mesmo erro dá um bis, segundos depois. Como não bastasse, ainda vemos "concorência" e, em letras mais discretas, "apolice". Tudo isso em menos de 30 segundos, creio. É um (de)feito impressionante!

5 comentários:

Anônimo disse...

Eu acho que a Cami postou uma vez um vídeo da Dove sobre esse negócio de mulheres 'normais' em uma propaganda. Bem legal. Sobre o Peugeot, ai, confesso que sempre quis ter um. :P Já o último, bom não conheço, não saberia o que dizer. Um abraço.

R. disse...

Verdade, houve um comercial da Dove no mesmo estilo, acho que naquele as mulheres apareciam na praia, se não me engano.

Unknown disse...

Realmente, comercial de financeira com erro de português é o fim!!!

Anônimo disse...

Estou achando que a BPN pertence às organizações tabajara...

R. disse...

Heheheh...

E agora a Peugeot resolveu aproveitar aquele infâme comentário da ministra do turismo, Marta Suplicy, pra vender seus carros. Não vou nem comentar...

: T