26.7.07

In my book of dreams

Sonhos são mesmo absurdos; dificilmente seguem alguma linearidade e não raras vezes, também a lógica. Vez ou outra confesso que dou o braço a torcer para a curiosidade e tento descobrir em interpretadores de sonhos, o significado de alguns.

O que tive esta noite, no entanto, foi um desses que não valem o esforço: Eu estava em uma barraquinha de comida, dessas populares, que ficam na rua. Sem mais nem menos começo a dar conselhos ao dono do pequeno comércio "Olha, destaque mais este cartaz onde está escrito 'suco de cupuaçú' que você irá enriquecer", "Amplie esta lona de cobertura até o outro lado da calçada, assim não irá atrapalhar o fluxo dos pedestres"...

E ao estilo Alice-no-País-das-Maravilhas me teletransporto para dentro de um edifício, no qual estou fugindo de alguém que me persegue. A rota de fuga? O elevador. Ou melhor, os elevadores; entro em um, subo. Entro em outro, desço. Novamente entro em mais um e subo. Tudo na tentativa de despistar o perseguidor. E quem é ele? Eu nem sabia e continuo sem saber até agora. Aliás, não tenho nem certeza se havia mesmo alguém ou não. Mas eu fugia.

Fui parar novamente na rua, em frente a um semáforo de pedestres em uma grande avenida. O sinal fechou para os carros e todos pararam, à exceção de um, um fusquinha que discretamente – se é que isso é possível num cenário destes – passou pela faixa de pedestres no sinal vermelho e continou. Fiquei tão indignado que fui atrás do carro e segurei-o pelo pára-choque traseiro. Virei-o de ponta-cabeça e comecei a espancá-lo, como se estivesse batendo o pó de um tapete no chão. Depois de amassá-lo bem, ainda recoloquei-o de volta pra cima e prossegui com as pancadas no asfalto. O engraçado é que o motorista tirou o braço pra fora da janela e me fez o tradicional gesto do "Vá à..." e aí é que me empolguei e passei-a estraçalhá-lo ainda mais.

E acordei.


Sei que alguns sonhos são frutos de fortes impressões que temos enquanto acordados – como ao assistir um filme impactante, por exemplo – mas nada me consta que nestes últimos dias eu tivesse visto algo relacionado, mesmo que vagamente. Estranho.

2 comentários:

Anônimo disse...

Dessa vez você foi longe demais com esses sonhos, Ricardo. Nem pense em fazer isso na vida real (segurar um fusquinha pelo pára-choque e ficar chacoalhando).
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É. O template melancólico voltou. E o relacionamento se foi...
(but i will survive)

R. disse...

Sonho é sonho, Ni. E naquela vez em que segurei um kataná (espada tradicional japonesa) pela lâmina e nem me cortei? : D

É coidilôco, memoooo!