27.6.07

Filhos

Via de regra, praticamente, todo blog apresenta comentários sobre cinema, sobre filmes que seu autor assistiu e gostou. Ou o inverso. Bem, não serei do contra e farei um breve comentário sobre o que vi neste sábado passado: Shrek 3.

Por um motivo nada sutil, quem compartilha contato comigo através do Messenger já sabe há um bom tempo que sou fã, não exatamente dessa série, mas de um personagem em especial. E não me sinto à vontade para afirmar que adoro a série, porque nem cheguei a assistir o 2, acreditem.

Pois bem. Não sei se foi apenas impressão minha, mas pareceu-me que o meu querido Donkey esteve, neste episódio mais recente, ainda mais coadjuvante que no primeiro da série. Ou suas piadas estavam... mais adultas, talvez?

É estranho. É algo que não sei explicar com clareza.
O fato dele ter filhos deixa-o... algo assim, mais sério? Talvez porque, em minha concepção, a paternidade esteja (ou deveria estar) obrigatoriamente ligada à responsabilidade?

Não é de hoje que noto em mim essa reação ante personagens que se tornam pais. O Pateta – outro que idolatro – por exemplo, deixou de ser visto com a mesma descontração com que o via, depois que ganhou um filho. O Picapau, idem. Looney Toones, ibidem. Inexplicavelmente deixaram de ser tão hilariantes quanto eu os considerava quando eram solteiros e sem filhos.

Voltando ao referido filme, termino vendo que o ogro também ganha seus herdeiros. E acompanho um final que, bem diferente da efusiva karaokê-party do Shrek 1, soou-me quase melancólica.
Sinceramente não sei se é culpa desta minha idealização pais=seriedade, mas digo que estou pouquíssimo animado para assistir a um Shrek 4, caso venha a surgir...

5 comentários:

Reginacelia disse...

Você tem toda razão quanto aos personagens que viram pais, ficam uns chatos. O Shrek eu também achei diferentes dos anteriores - assisti os três no cinema - por que ele está mais... digamos, limpinho. Eu gostava mais quando ele e a Fiona eram sujos e mal-educados. :D

Achei muito família, meio moralista, piadas leves, pouca novidade. Vale pela animação linda e perfeita e pelos personagens que, de qualquer forma, já são antológicos. Por isso eu não teria dúvidas de ver um quarto Shrek. :)

Anônimo disse...

Faz parte das deliciosas mudanças de fases da vida! E viva o novo !!!

Anônimo disse...

Pateta e pica-pau talvez não mudaram, o tempo pode ter feito você mudar sua visão.

É como aquele pessoal que diz que as músicas antigas eram melhores que as atuais.

Cada música tem seu tempo. Daqui a quinze anos, seus filhos estarão dizendo o mesmo das músicas de hoje.

Em relação ao filme, o primeiro nem deveria se chamar Shrek. A graça do filme era o burrinho.

abs

R. disse...

Flor, acho que no seu caso há um diferencial: Vc tem seu mocinho pra te acompanhar ao cinema. Já no meu caso, como não tenho filhos... a "criança" aqui sou eu mesmo.
: p

AnônimA, agora vc me lembrou uma conhecida expressão cearence: " Ih, é o novo!! "
(: p

Issamu, meu caro conterrâneo, agora vc conseguiu me deixar sentindo velho pacas! (A propósito, "pacas" também é uma gíria antiquada, ai)
E fiquei honrado com sua visita.
: )

Anônimo disse...

Detalhe: eu assisti apenas o Shrek 2 com meu filho. Os outros dois eu vi sozinha, como boa criança grande. :p


Eu simplesmente adoro animações!