16.6.07

Em prol da tortura

Minha batalha contra os insetos por aqui tem tornado-se insâna. Depois da maratona de esmagamento de microformigas – que ainda perdura, por sinal – e de um ligeiro ataque das aranhas, estou agora enfrentando a esquadrilha zumbidora dos pernilongos.

Sem ver outra alternativa contra esses lazarentos, estava mantendo meu estoque de Baygon em dia e somente a isso recorrendo. Aliás, continuo mantendo, agora com o acréscimo bélico de um borrifador manual – adquirido há pouco, quando me dei conta de que isso seria capaz de reduzir um pouco os meus gastos. Só que agora, além da guerra química, passei a também praticar um novo "esporte" para dar um toque de emoção na caçada: Tênis com pernilongos!

Ou, pra ser mais preciso, chinelo em pernilongos. Aderi a essa prática depois de ler em uma comunidade – que nem preciso dizer de onde, né? – sobre as torturas a que os prisioneiros de guerra eram – e ainda são – submetidos por alguns de nós, humanos. A princípio estranhei, pois considerei que seria trabalhoso arrancar as asas – e em alguns casos, as patinhas também – do danado, mas certo dia resolvi, ante a fartura de "material de testes", tentar fazer.

O princípio é simples: Não use inseticida; acerte o inseto em pleno ar com algum objeto. O fdp despencará no chão, atordoado com a pancada. Aí é só segurá-lo pelas asas com as unhas (um palito de dente é mais higiênico, mas exige maior precisão cirúrgica) e desmembrá-lo.

Para prolongar o deleite da tortura/vingança, a operação pode ser intercalada em duas etapas: Primeiro eliminam-se suas asas e aproveita-se para zombar da cara de "formiga de patas compridas" com que o pernilongo ficou.
Depois sim, deixamo-lo manco aos poucos, até não ter mais pata nenhuma e ficar parecido a uma minhoca desajeitada. Na primeira vez que fiz isso e vi a "minhoquinha" rebolando sem entender o que estava a acontecer, gargalhei como Vincent Price. Ou quase.


Exageros à parte, é aliviador fazer isso. Claro que não me dou a esse trabalho continuamente, mas quando faço, uma boa parte da minha raiva passa.

... ou por acaso alguém aí ficou com dó do inseto? Pois aposto que não tem piedade alguma com o dito cujo quando ele te desperta de um gostoso sono com aquele maldito zumbido no ouvido e/ou te deixa a se coçar pelo resto da madrugada...

4 comentários:

Unknown disse...

Eu acho que depois faltou você espalhar os pedaços dele por vários locais da casa, pra servir de exemplo!:P

R. disse...

Pois é, Cami; há quem diga que se aproveite do esquartejamento para, com os restos mortais do infeliz, fazer pressão psicológica nos demais...

: >

Anônimo disse...

Pernilongos não, "muriçocas", por favor. :D

R. disse...

Seja com que nome for, é incômodo...

: T


E às vezes vejo alguns pernilongos kamikazes: Quando borrifo o inseticida neles, eles se voltam em direção à bomba!! Numa imaginação delirante poderia até supor que eles estariam eufóricos:

– Obaaa! Birita!!!