Embora eu nunca tenha ouvido falar na possibilidade de fraudes com o número do cartão de débito apenas, cultivo o hábito de sempre inutilizar o comprovante de venda antes de descartá-lo ao lixo.
Com os atuais cupons de termoimpressão esse trabalho tornou-se muito mais rápido e seguro, sem risco de incendiar a casa queimando os papéis; basta uma breve passada de fogo sob o impresso, para que as informações ali contidas anulem-se numa mancha escura e homogênea. Daí é só picotar e fim.
Hoje, quando ia fazer o de sempre com o comprovante de venda da loja Renner notei o detalhe: Eles ocultam 6 dígitos do número do cartão. Por um lado foi bom, pois percebi que eles se preocupam com a segurança em transações financeiras, mesmo que estas dependam de uma senha pessoal, à despeito da venda à crédito, que só exige assinatura e apresentação do documento de identidade para comprovação – procedimento que poucas lojas realizam. Em nome da agilidade, talvez? Ou da desburocratização do crediário? Bem, não cabe a mim questionar o mérito dessa questão.
Pelo lado ruim acabei sabendo, embora discretamente, que minha precaução deve ter um motivo. E um motivo nada agradável, por sinal. Do contrário esta loja não faria isso, certo?
Portanto, caro(a) amigo(a), se você é do tipo que arquiva todos os seus comprovantes a fim de controlar com documentos suas compras, mantenha sua pasta de comprovantes muito bem guardada. E se você é como eu, que contabiliza o gasto e depois dá um fim ao cupom, não desfaça-se dele antes de ocultar/inutilizar por completo as informações nele contidas, principalmente as pessoais, como o nome e o número do cartão.
Afinal de contas, nestes temíveis tempos, nada mais parece ser impossível aos criminosos, tanto os reais, quanto os "virtuais". E palmas à Lojas Renner pela iniciativa.
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