29.5.07
Onde há dinheiro sobrando...
Mas nesta manhã, assistindo a um jornal matinal, concordei com as afirmações de um entrevistado (uma pena que não guardei seu nome) a respeito de nossa infindável corrupção na política, sobre quais seriam os motivos que levam a tamanha dificuldade em extirpar esse mal do poder público.
A impunidade, sem sombra de dúvida, é um dos maiores incentivadores e todos sabem disso; um outro ponto colocado que considerei relevante foi o seguinte: No Japão, quando um corrupto é descoberto, sua vida política – e muito comumente a de cidadão comum também – termina definitivamente, ante a execração pública; sua moral fica permanentemente abalada. E com isso, ele não consegue mais cargo algum, além de ser deplorado pela sociedade pelo resto de seus dias, o que não ocorre no Brasil; aqui, não sãos poucos os que arrumam algum jeito de saírem de cena para, depois que "a poeira abaixa", voltarem ao cenário político. E reeleitos, o que é uma lástima.
Na Suécia, país menos corrupto do mundo segundo o entrevistado, a ausência de maracutaias não se deve tão somente a uma possível e inabalável boa índole do sueco, mas também a um sistema político bem estruturado, fiscalizado e com controle rígido para evitar a evasão de verbas e outras intromissões externas (como um mensalão, por exemplo). Isso evita (ou desincentiva) que interesseiros – principalmente em causa própria – ingressem na vida pública. Ao passo que aqui no Brasil...
"Torneiras abertas" em todos os setores, propinas em todos os níveis hierárquicos, possibilidade dos poderes legislativo e judiciário aumentarem seus próprios salários a bel prazer... tudo isso só vem a atrair gananciosos para as câmaras, senados e tribunais, em vez de gente disposta a trabalhar pelo e para o povo. E o ganancioso, como bem sabemos, não tem escrúpulos para aumentar seus rendimentos e está sempre investindo para ampliar sua rede de influências ("influência", neste caso = corrupção).
E agora começam a criticar a maneira como a Polícia Federal tem conduzido suas investigações. É indiscutível que nenhuma polícia é infalível, é bem capaz de acusar e prender um inocente mas... sei não, estou vendo tudo isso como mais uma maneira camuflada de anestesiar a mão da Justiça...
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28.5.07
Como todas as quadrilhas deveriam ser
Estes, como não poderiam deixar de ser, são embalados em alto e bom som. Mas, diferente de minhas recentes críticas musicais do local, as canções tocadas nesses ensaios não me incomodam, pois vejo isso como uma autêntica manifestação do folclore brasileiro. O que de fato o é.
Minha infância também teve festa junina. Chapéu de palha, camisas enxadrezadas, bigode feito com... carvão(?), e me tornava uma caricatura do personagem do Mazzaropi – que por sinal já era uma caricatura e então eu acabava ainda mais caricato.
Não dançava, mas de certa forma me divertia. As melhores lembranças certamente são alimentícias e de brincadeiras; de prêmios que nunca ganhei mas sempre tentava ganhar nas barracas, de ficar contemplando a fogueira – coisa típica do tímido mais ferrenho – e invejando os mais destemidos enfrentando o pau-de-sebo. Também admirava, em silêncio, uma ou outra menina presente na festa, torcendo para que delas recebesse um correio-elegante... eu não enviava porque, óbvio, era tímido feito não-sei-o-quê...
Ou melhor, sei: Feito Jeca Tatu, completo em brejeirice e traje, inclusive. Eram meus dias de caipira na capital.
Hoje, passadas décadas, não tenho mais essa coragem toda – está certo que eu não me produzia por vontade própria mas era produzido, muitas vezes na marra, mas mesmo assim havia sim, um quê de coragem – e me reservo a apenas acompanhar. E de longe.
E falando em chapéu, tiraria o meu para estas crianças que alegremente e com toda a disposição dançam a quadrilha. Crianças visivelmente humildes, de um local modesto até demais, mas que cultivam essa tradição com o merecido respeito.
Ah, o folclore, esta cultura cada vez mais tão esquecida...
Penso que se fosse depender da "geração ipod", muitas dessas tradições já não existiriam mais...
O título deste é uma referência à quadrilha do momento, a do Zuleido, e também a muitas outras que já passaram sob os holofotes da imprensa e já caíram no esquecimento, infelizmente...
Neo-adolescentes
Desde seu in¡cio já era perceptível a gradual queda na faixa etária dos membros incentivada, principalmente, por uma teórica restrição a menores de 18 anos e nenhum porteiro a vigiar as portas escancaradas do site. E a molecada foi entrando e tomando gosto pela coisa.
Recentemente, aproveitando o surgimento da ferramenta enquete, criei uma ao estilo IBGE, para delinear a faixa etária majoritária presente. Coloquei a pesquisa dentro dos parâmetros "anterior a 1966 até 1995 ou posterior", imaginando que fossem surgir muitos com 14, 15 anos de idade. Mas qual o quê!
Em apenas 3 dias, a enquete já começa a apontar sinais preocupantes que vão de encontro ao que eu esperava: A maioria (20% dentro de uma escala de 30 anos individuais) respondeu que nasceu em 1995 ou depois, o que significa que tem 12 anos ou menos! E acredito que até o final dessa pesquisa, que tem duração de um ano, o registro da presença infantil será ainda mais gritante.
Lembro bem de quando escrevi aqui sobre o breve relato de um menino de 10 anos de idade e seu lamento por ter perdido a namorada. À época, cheguei a considerar como um fato isolado, tamanha precocidade. Mas agora reconheço como um fenômeno de considerável consistência e me pergunto:
– O que levou a isso? A flexibilidade (mascarada de modernidade) da educação infantil por parte de alguns pais? A presença cada vez mais marcante da sexualidade em programas infantis? Ou a mensagem que, às vezes inconscientemente, passamos aos pequeninos quando os vemos ao lado de alguém e perguntamos, sorrindo: "É seu namoradinho?"
Essa é a mensagem perigosa, a meu ver. A criança sente-se exigida a ter um namoradinho ou namoradinha para ser considerada normal em seu meio, assimila que o certo é estar namorando.
Outra indução parece ser a supervalorização do amor; não se ama mais por espontaneidade e sim por uma obrigação social e motivo de orgulho perante os demais.
Temos sustentado em demasia o desprezo aos solitários. Não ter alguém para caminhar de mãos dadas é vergonhoso, nunca ter beijado ninguém até hoje é humilhante... até onde vai a influência de tais conceitos arraigados pelo tempo?
Respondo: Essa influência culmina com a infância terminando cada vez mais cedo do que poderia e deveria. E podem não ser questões coligadas, mas vejo essa precoce ruptura da inocência fortemente ligada à gravidez juvenil. À geração de meninas que, em geral, sequer possuem estrutura financeira para criar seu(s) rebento(s), ainda mais quando o genitor não arca com suas próprias responsabilidades e abandona a parceira.
Também com tristeza que vejo os pequenos ocupando a mente com preocupações que deveriam ser adiadas, em vez de com estudos, esportes e brincadeiras apropriadas. Ou o namoro também é um brinquedo? Se for, talvez aí esteja a resposta para a descartabilidade com que alguns adolescentes vêem o noivado e o casamento...
Que me perdoe o sociólogo (ou outro especialista da área) que porventura tenha lido isso e se abismado com alguma conclusão precipitada minha, mas... bem, eu não poderia me calar a respeito.
26.5.07
Bookmarkados
Blog da Maria Inês Dolci, que é de fato um blog, mas não de um blogueiro da plebe rude como nós; ela é coordenadora institucional da Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e escreve sobre assuntos que interessam a todos nós, que não temos dinheiro pra jogar janela afora. Alerta sobre as entrelinhas da economia e as arapucas do comércio. Altamente recomendado por ser escrito por alguém que entende do assunto e, claro, em se tratando de blog, permitindo a interação (Sim, ela responde às perguntas feitas).
Já a outra indicação é quase o extremo oposto da primeira; em vez da seriedade, a gozação: Coluna do José Simão , cronista que vim a conhecer quando comecei a ouvir a Band News FM, emissora noticiosa de São Paulo. Em meio a tantas notícias indignadoras – como sempre, infelizmente – o humor ácido e aloprado do Macaco Simão surgia para desopilar o fígado. Escrachando as notícias do momento, é o programa ideal para quem segue o lema "É rir pra não chorar".
Como aqui em Pernambuco não há cobertura da Band News, encontrá-lo na internet foi salvador. (Só um detalhe: Por que o site indicado é de um jornal cearense? Porque odeio a UOL – o site oficial do Simão está lá – e suas "áreas restritas para assinante". Estranhamente, o blog da Maria Inês Dolci está hospedado no UOL mas não tem, pelo menos até onde vi, nenhum link onde você cai no famigerado acesso restrito. Menos mal.)
24.5.07
Que dancei, que danço! [updated]
Aproveitando que nestes dias estou num revival da minha época de danceteria – era fã da extinta Toco, na zona leste de SP – resolvi elaborar uma lista com as dez (podem ser dez, o meme?) músicas que mais dancei durante este período e gostaria de lançar a mesma proposta para estes cinco (devem ser 5, né?) vizinhos de blogosfera: Adry , Mari , Gi , Moça de 1.80m e a Pessoinha , na tentativa de demovê-la de sua greve bloguística.
É claro que para quem não gosta de "bate-estaca" a lista pode ser feita com os demais estilos; também não é necessária a rigidez com que agrupei as canções por período. Ou seja, você pode listar Beatles junto com Fergie ou mesmo Calcinha Preta com Motörhead!
• Você pode ouví-las!
• MARSS - Pump up the volume
• Noel - Silent morning
Information Society - What's on your mind
• Rob Base & Dj EZE Rock - It takes two
• Depeche Mode - Strangelove
• Bomb the Bass - Beat Dis
Rosario El Giaguare(?) - Volare
• New Order - Bizarre love triangle
• Desireless - Voyage
• Front 242 - Headhunter
Ah, meus tempos de danceteria... (suspiro)
Certa vez, estava no meio do salão a dançar freneticamente quando, numa virada de pescoço pra trás, meus óculos escorregaram do meu rosto pelo suor excessivo e voaram para o alto. E para avisar meus amigos que ali estavam, do ocorrido?
Primeiro tentava chegar perto de um e:
– Meus óculos caíram!
– Hein? - retrucava o outro, sem conseguir escutar nada.
– MEUS ÓCULOS CAÍRAAAAM!!!
– Ahn.
E um por um, aos berros nos ouvidos, eram informados e paravam de dançar, procurando o objeto no chão.
A preocupação era geral, pois eu era o único que sabia dirigir e, evidente, só havia um carro e ninguém morava perto dali.
Foi então que uma alma salvadora veio a nós, trazendo na mão meus óculos, miraculosamente intactos!
Salão escuro com apenas algumas luzes piscantes, cheio de pessoas dançando, um barulho ensurdecedor e, muito provavelmente, muita gente embriagada – inclusive eu, confesso – e meus "olhos" ressurgiram inteiros, sem nenhum arranhão sequer.
Acredite... quem quiser...
8 )
21.5.07
Papo sério de olho na sua carteira
Com os atuais cupons de termoimpressão esse trabalho tornou-se muito mais rápido e seguro, sem risco de incendiar a casa queimando os papéis; basta uma breve passada de fogo sob o impresso, para que as informações ali contidas anulem-se numa mancha escura e homogênea. Daí é só picotar e fim.
Hoje, quando ia fazer o de sempre com o comprovante de venda da loja Renner notei o detalhe: Eles ocultam 6 dígitos do número do cartão. Por um lado foi bom, pois percebi que eles se preocupam com a segurança em transações financeiras, mesmo que estas dependam de uma senha pessoal, à despeito da venda à crédito, que só exige assinatura e apresentação do documento de identidade para comprovação – procedimento que poucas lojas realizam. Em nome da agilidade, talvez? Ou da desburocratização do crediário? Bem, não cabe a mim questionar o mérito dessa questão.
Pelo lado ruim acabei sabendo, embora discretamente, que minha precaução deve ter um motivo. E um motivo nada agradável, por sinal. Do contrário esta loja não faria isso, certo?
Portanto, caro(a) amigo(a), se você é do tipo que arquiva todos os seus comprovantes a fim de controlar com documentos suas compras, mantenha sua pasta de comprovantes muito bem guardada. E se você é como eu, que contabiliza o gasto e depois dá um fim ao cupom, não desfaça-se dele antes de ocultar/inutilizar por completo as informações nele contidas, principalmente as pessoais, como o nome e o número do cartão.
Afinal de contas, nestes temíveis tempos, nada mais parece ser impossível aos criminosos, tanto os reais, quanto os "virtuais". E palmas à Lojas Renner pela iniciativa.
17.5.07
Num futuro próximo, talvez

Deixando o lado letal da tecnologia pra lá...
Eu bem que gostaria de ter alguma coisa, algo mais light que uma granada, pra jogar janela adentro do apartamento do meu vizinho de baixo quando ele começa a tocar seus horrores "musicais" em volume pro bairro inteiro ouvir.
Nada que matasse, nada que o levasse aos ares – lógico, pois se fizesse isso eu iria junto, em meio aos escombros, – talvez alguma coisa como...
E me lembrei de um filme, acho que o nome é "Click", com Adam Sandler; fala sobre um fantástico controle remoto capaz de controlar... a vida! Tal qual a vida real fosse um filme, ela poderia avançar ou retroceder, pausar, programar-se, controlar o volume de objetos e pessoas...
Eu não precisaria de tudo isso, apenas desse último recurso citado. Já imaginaram que maravilha? Seria apontar o controle para o apartamento de baixo e abaixar o volume. E meu vizinho tornaria-se tão silencioso quanto uma biblioteca deserta! ; )
Apontaria o controle para o infernal carro de som que adora parar na frente deste prédio e ficar divulgando suas propagandas – e quase sempre o faz quando me encontro ao telefone ou assistindo a um programa de tv interessante – e, num clique, transformá-lo em paisagem... muda! Obviamente.
Será que a tecnologia demora muito pra criar algo assim? Se já criaram até arma dobrável pra atirar da esquina, por que não, né?
(: )
16.5.07
Quinze anos
E fiquei a pensar... Há quanto tempo o possuía?
Pelos meus cálculos aproximados, uns quinze anos. Muito? Pouco?
Fiquei surpreso com a longevidade do pequeno instrumento. Quinze anos...
A Patroa diz que gosto de velharias – à exceção dela, que fique claro, hehe – e implica com isso. Eu penso na desnecessidade de trocar qualquer coisa que ainda esteja funcionando, por mais antiga que esta seja. No entanto, agora com um cortador de unhas novinho em folha nas mãos, admito que poderia ter feito essa troca bem antes. Com o antigo, a arte dessa "poda" era um exercício de musculação para os dedos, pois a lâmina estava mais míope do que eu. E com este novo, uau, que facilidade e rapidez!
Concluo que preciso rever meus conceitos quanto a protelar a aposentadoria dos meus pertences. Habituado como estou a certas práticas "quase seculares", não percebo o quanto o meu cotidiano está rodando em marcha lenta, por conta de antigüidades que já não funcionam mais com a mesma eficácia de um equivalente novo...
Ás vezes o custo da troca é oneroso, o que me incentiva a permanecer na trincheira do antes-um-antigo-durável-que-um-novo-descartável, mas no caso desse cortador... eu nem imaginava quanto fosse me custar um novo e o preço foi bem aquém do que supunha: R$ 4,99. E nacional – não destes (urgh) Made in RPC, – com lixa, inoxidável, bonitinho enfim. Ah, se eu soubesse disso antes...
13.5.07
Únicas
Meus parabéns com muito carinho e admiração para você, mãe, que sorri, que chora, que festeja, que lamenta, que vive todos os dias de sua vida sem nunca perder a intensidade do amor materno, por mais que seu filhinho já esteja bem grandinho, casado e, quem sabe, tenha até lhe dado netinhos?

Não me esquecendo, também, das mães que já não estão mais entre nós, mas lá no Alto, e dentro do coração de cada filho e filha. Com certeza estão a olhar para nós, hoje e sempre. Um grande abraço a estas mães, igualmente caloroso.
10.5.07
Deixando a raiva de lado...
Como estou à toa atualmente, tenho encontrado alguns passatempos na internet – e que não exigem que eu esteja conectado (basta carregar online e desconectar em seguida), o que alivia a minha conta telefônica – dos quais gostaria de expor um, o Scrubs.
Um jogo bem simplório, acho que desses que dizem serem feitos em Flash, mas que me entretem por horas. O enredo é o seguinte: Você é o estagiário de um hospital e trabalha no almoxarifado, sua função é localizar os itens que são solicitados. Acontece porém...
Que existe uma enorme quantidade de itens e seu ambiente de trabalho não preza exatamente pela organização. Ou seja, em meio à bagunça, você deve encontrar as coisas, e no menor tempo possível.
Pra quem tiver tempo – como eu – pra gastar com esta coisa, duas dicas: O tamanho dos objetos não é proporcional à realidade. A menos que exista uma escova de dentes do tamanho (comprimento) de um skate, por exemplo, e jamais menospreze a capacidade de volume das gavetas da escrivaninha, pois nelas chega a caber um bolo ou um capacete de motociclista!
No mais, acho que não carece dizer mas...
Não use a lógica para encontrar os objetos, pois pode haver – e há, às vezes! – melancia dentro do arquivo ou meias dentro do que parece ser uma geladeira...
: )
O Midas da pintura
Mas vamos ao que interessa: Quais critérios valorizam uma obra de arte? Digo isso em termos comerciai$, sabem.
Quero aqui deixar bem claro o desgosto que tenho ao ver as "obras-primas" (a meu ver, com aspas) de alguém chamado Manabu Mabe. Evidente que se as pinturas dele valem as fortunas que valem, o inapto a reconhecer-lhes o mérito é tão somente este que vos escreve. Claro, eu não entendo de arte! Fácil concluir isso, não?
Mas vejam só estas oOoobras:

Posso até elogiar o contraste das cores e tal, mas... é isto que leva o Mabe a ser endeusado? Como se somente ele, oh!, fosse capaz de tamanha intensidade de expressão e blablabla?
E esta outra?:

Poderia ter sido feita pelo meu sobrinho, aos 3 anos de idade. E com os pés*. E de olhos vendados. Mas não, foi feita pelo, oh!, fabuloso Manabu Mabe e por isso possui traços de uma beleza ímpar que retumba até as profundezas do subconsciente e blablabla? Bah!
Francamente? Grande e fétida bosta. E evito procurar saber em quanto estão avaliadas essas oOoobras para não sofrer de gastrite, depois. Também nem quero me lembrar que esse sujeito é um conterrâneo. Inclusive, desconheço quem da colônia nipônica se orgulhe dele, exclamando por exemplo: "Ilustre figura, só poderia ser japonês!".
Um descendente que veio da horta – como consta em seu depoimento no próprio site oficial – e foi parar no meio dos pincéis. Para a sorte do mundo artístico (acho!), mas para a lástima dos "leigos" e leigos que ainda têm esperança de ver na arte apenas a beleza, a mensagem, o sentimento**, a precisão nos detalhes, o trabalho, enfim.
Por mim, ele bem que poderia ter permanecido com as enxadas...
* Um porém: Escrevi "pintar com os pés" para enfatizar o total despropósito de arte, embora existam pintores deficientes físicos que, na incapacidade de usarem suas mãos, concretizam belíssimas obras usando os pés.
** O que restaria ao abstracionismo, senão o sentimento? E muitas pinturas abstratas, apesar de serem completamente ininteligíveis quanto a alguma mensagem possuem o sentimento. Quer seja da beleza ou da feiúra, da alegria ou da tristeza... mas essas do Mabe, francamente, nada me transmitem além da repulsa do ridículo (e valem milhões de reais, o que inconforma ainda mais).
6.5.07
5 coisas boas pra se fazer na cidade
Mas vamos tentar... só que, com uma inovação, a resposta será subdividida em duas cidades; a que morei durante muito tempo e esta, na qual estou há pouco mais de 4 meses ainda.

Recife (porque se eu for falar de Jaboatão é que a coisa fica ainda mais difícil)
• Laça-Burguer , lanchonete regional que me surpreendeu pela ótima qualidade de seus lanches. São bem elaborados, suculentos e quase sempre não tardam muito a sair. Cabe aqui uma curiosidade: Dentre as comunidades do Orkut, todas as que têm esta loja como tema (são umas dez) só tecem elogios à mesma. O que atesta a qualidade deles, porque se fosse para falar mal... bem, quem está no Orkut já imagina, né.
• Spettus , conhecida churrascaria da capital, mas... carnes à parte, quero destacar o buffet de saladas. Para quem, assim como eu, não dispensa um farto prato de salada, este restaurante oferece um variado cardápio que satisfaz a todos os gostos. Tem sushi, embora não seja o forte. (O que, convenhamos, seria pedir demais para uma churrascaria, não?)
E tem também uma agradável música ambiente, muito suave (pelo menos, no dia em que lá fui).
Puxa vida, mas precisam ser cinco? Hum, deixe-me pensar mais...
• Chinatown (sem site próprio) do Shopping Guararapes. Oferece o básico + fritas (primeira vez que vejo isso num restaurante chinês) e tem o chope mais em conta da praça de alimentação. Ganha ponto positivo por oferecer como cortesia um caldinho de milho e os famosos pauzinhos, também. (E fiquei admirado ao ver que os funcionários dali, não obstante não possuirem absolutamente nada de asiáticos, chamam os pauzinhos pelo nome original: "Hashi")
• Siciliana. Um modesto restaurante de clara inspiração italiana, sem muito luxo, que tem televisores no salão para que você não perca o Fantástico durante o jantar (ha ha ha...) e serve uma lasanha que é nota 9. (Ainda falarei sobre o que tem a nota 10)
Recomendo evitar as mesas próximas às janelas da entrada, sob pena ter sua refeição assistida por uma pequena platéia de motoboys à espera de serviço.
• Sorvetelli que, como o próprio nome já sugere, é uma sorveteria. Pra fechar este tour gastronômico com a sobremesa, não é mesmo? Misture à vontade, porque é self-service. Só ganha um ponto negativo pela cereja que não é cereja; é um confeito que imita a frutinha...

São Paulo (mas esta é mesmo a bandeira de SP? Bem, diz a Wiki que sim...)
• Horto Florestal , parte da maior reserva verde da zona norte, a Cantareira, é um simples mas muito aprazível parque ecológico. Sem atrações de grande porte, torna-se o refúgio para um bom descanso sobre a grama, uma caminhada ao redor da lagoa ou até mesmo, para os que têm mais disposição, uma exploração mata adentro, onde pode se avistar animais silvestres.
• The Clock , o rock bar. Seu nome é uma evidente referência ao clássico "Rock around the clock", do Bill Haley e, claro, as músicas lá tocadas são dessa época. Para quem não consegue ficar parado ao ouvir Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Carl Perkins, esta casa é o que há!
E para quem curte mas não sabe dançar, eles ensinam passos básicos antes dos shows ao vivo. Só fica parado quem quiser!
• Lar Center , o shopping da decoração. Para quem, mesmo que nem esteja pretendendo renovar sua casa, gosta de ver móveis e acessórios. Também é uma boa alternativa de passeio aos que não desgrudam de um shopping mas não têm mais paciência para aturar o burburinho dos outros shoppings onde a maioria vai só para paquerar etc. Ou, por outro lado, é tranqüilo para o casal estabilizado namorar ; )
• Zé Gomes, restaurante português. Localizado na Rua Dr. César, 205 em Santana, ficou (bem) marcado em minha vida por dois motivos: O primeiro, uma surpresa que preparei para minha amada muié; reservei uma mesa com a devida antecedência e combinei com o gerente deixar lá uma cesta toda ornada com presentes. E quando ela viu... (: )
E o segundo motivo é pela lasanha. Mas que senhora lasanha! Generosa, saborosa, com uma massa suave, um farto recheio, ah!
• Festa de N.S. Achiropita , no italiano bairro do Bixiga. Evento realizado anualmente e que atrai uma multidão, tanto pela devoção, quanto pela boa culinária presente. Eu particularmente vou pela comida, pela famosa fogazza e também pelo espetinho de carne, que deixa os cachorros ao redor da barraquinha passando vontade, pois só usam carne de primeira e nunca sobra nada! ; )
Ih, já foram os 5. E nem falei sobre o parque do Ibirapuera, o Museu de arte sacra, a catedral da Sé (tão mal cuidada, infelizmente), o PlayCenter, a feira da praça Benedito Calixto, o Museu do Ipiranga e seu jardim, o Centro Cultural Vergueiro, o Andorinha (meu adorado super-mercado), o Marques Burguer e o Charles Dog (ambos na Braz Leme), o Simba-Safari, o Salão Internacional do Automóvel no Anhembi, a Bienal do Livro, os motéis...
(: )
5.5.07
De periferia a periferia
Como já escrevi sobre a "musicalidade" destes que me rodeiam atualmente, agora é a vez de citar os outros sons que compõem a "sinfonia" de Jardim Piedade.
Do barulho incessante dos carros do Imirim (onde morava), passei ao silêncio que por vezes é interrompido por coisas que aos poucos estão deixando de ser novidade pra mim, mas que no início me causaram estranheza. Um sino, por exemplo; quem em São Paulo adivinharia, ao escutar o tilintar de um sino se aproximar – destes que nos remetem à infância, aos parques de diversões e seus tradicionais trenzinhos – que seria o vendedor de gás em sua moto?
Ou que o relinchar ouvido pudesse ser de um cavalo de fato, e não o relincho sampleado de uma buzina eletrônica?
Outros, não guardam mistério algum:
– Água mineraôÔ !!
– Ó o Mmmiiiiii~Lho!!
São os vendedores ciclistas – e haja fôlego. Mas ainda têm os motorizados, ainda piores, com seus megafones... e eu que havia me alegrado por livrar-me de um maldito vendedor de abacaxis que não deixava ninguém escutar nada ao telefone quando passava pela avenida, anunciando seus frutos a volume de trio-elétrico, aqui encontro seus afins: Igualmente vendedores de frutas, ou de legumes, ou de peixes, talvez. E mais os alardeadores de qualquer evento; inauguração de loja, carnaval na praça – eta povo que parece não conseguir passar um mês sem carnaval, sô! – ou sei lá o quê.
Ah, por pouco nãoo ia me esquecendo dos vendedores de cds, uma categoria intermediária pois estão sobre bicicletas, mas fazem uma barulheira digna de deixar aquele-vendedor-de-abacaxi se roendo de inveja.
São vários mesmo, os sons deste meu dia-a-dia. Da criança largada no meio da rua chorando aos berros e sua "mãe" a discutir com vizinhas ao culto da igrejinha aqui perto – "Queima! Queima!!!" – tem de tudo. E tem coxinha, também.
Na primeira vez até pensei que fosse algum vendedor de salgadinhos, mas logo vim a saber: Tem um rapaz que mora aqui no prédio, cujo apelido é justamente esse. E não é que o amigo dele pára aqui em frente e fica gritando: "Coxinha! CoxinhaaaA!" ?
Pô... existe campainha pra quê...
(: T
3.5.07
Adão sem Eva (e a folha)
Como diria o Ratinho: "É cois'de louco!"
Sujeito é flagrado correndo nu em plena avenida, na noite da capital pernambucana. Foi o que vi na tv...
Viatura da polícia encaminhando-se para atender a uma chamada depara-se com a inusitada cena de um homem sem roupa alguma, correndo pela calçada de uma via pública. Parado para averiguação, o mesmo mal consegue falar direito, balbucia algumas respostas ao repórter que ali se encontra, inquirindo-o:
– Você fumou maconha?
– Ahn? Não...
– Então é crack? Cheirou cocaína?
– Não... não... eu...
– Bebeu?
– Ahn... bebi...
Levado para a delegacia, descobre-se após a apuração dos fatos que ele havia sido vítima de um golpe, o tal do "boa-noite cinderela", no qual a vítima é dopada e subtraem-se seus pertences.
O que impressiona na história é a franqueza do cidadão; segundo consta, ele afirmou que havia parado em um bar para tomar cerveja acompanhado de um travesti. Bebeu alguns copos e depois não se lembrou de mais nada.
Como se não fosse o bastante a humilhação de aparecer na televisão sob estas circunstâncias – evidentemente o mosaico ocultou-lhe as partes íntimas expostas, mas não o rosto – ainda põe a público que havia saído com um travesti, o infeliz.
Para este sujeito, o dito popular seria um só: "A casa caiu".
Mas eu iria além: A casa caiu, foi alagada, e ainda por cima, por um cano da fossa estourado...
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Como messengear com etiqueta
Sei que existe a chamada "netiqueta", termo cunhado por não sei quem, mas que já teve um livro dedicado a esse assunto, escrito pela Cláudia Matarazzo. Lá, ela trata basicamente sobre o uso do e-mail, se não me falha a memória.
Mas fico na dúvida quanto ao acima citado programinha. Recentemente, e esta não foi a primeira vez, vi uma amiga entrar com uma frase no lugar do nome. Não haveria nada demais nisso, não fosse pelo que estava escrito: "Vou deletar da minha lista quem entra e nem cumprimenta".
E eu, como alguns de meus amigos já sabem, não cumprimento a todos que estão online, quando entro. Ou quando eles entram. Seria falta de educação? Tal qual adentrar numa sala onde encontram-se seus amigos e sequer dizer-lhes um "bom-dia", mesmo que coletivamente?
Puxa vida, admito que não sou lá muito sociável, mas daí a causar tamanho mal-estar em alguém online? Segundo minha filosofia de convivência (ou sobrevivência) no Messenger, não me vejo obrigado a cumprimentar a todos, diariamente, o tempo todo. Acho um pouco constrangedor aquele...
– Oi, tudo bom?
– Sim. E aí?
– Aqui também, tudo legal.
( pausa ... )
( ... )
( . . . )
E fica aquele vácuo onde, pelo menos eu, me sinto na obrigação de preenchê-lo com qualquer coisa do tipo "Choveu por aí ontem? Aqui choveu muito..."
É, talvez esse seja o certo, o educado. Mas ainda prefiro a princípio pedir licença, cumprimentar a pessoa com a qual tenho algum assunto a tratar e, conforme a receptividade, resolver o caso. Sempre fico a imaginar que, não obstante aquele sinal verde aparentar o significado de "Estou à toa, completamente disponível para conversar", a pessoa do outro lado pode já estar conversando com alguém. E muito mais importante e/ou interessante do que eu.
Sim, reside nisso um certo complexo de inferioridade, não nego.
Enfim, não cumprimento a todos por esses motivos; para não começar uma conversa sem nem ter assunto e na suposição de evitar pentelhar os outros, hehe.
Etiqueta para o Messenger, quem diria...
No tempo do ICQ tinha isso (esses pequenos conflitos)? Juro que não me lembro...
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