2.7.09

Um dia...

Coisas que nossos netos, incrédulos, ironizarão:

Telefone celular era coisa de rico. E só servia pra falar;
Fralda não era descartável;
Monitor era verde. Não a carcaça, mas a tela e seu conteúdo;
Automóvel dava partida através de manivela;
Televisão era em preto e branco. Levava minutos para surgir a imagem. E não tinha controle remoto;
Desconhecidos se cumprimentavam na rua. E sem segundas ou criminosas intenções;
A internet funcionava a 14.4kbps;
Filmadora pesava quilos e era usada apoiada sobre o ombro, tal qual bazuca. Arrastando metros e metros de cabos;
Crianças brincavam com bolinha de gude. E bolinha de gude era uma bolinha de vidro;
Havia um grande (extenso) país, a URSS, com o mais famoso rival da CIA, a KGB. E duas Alemanhas, duas Coréias. E nenhum Distrito Federal, aqui;
Fumar era sinônimo de glamour e status;
O relógio era carregado dentro do bolso. E não por temor de ladrões;
Latim era lecionado em todas as escolas, não apenas nas de Direito.
Espanhol também era, e o Mercosul ainda nem existia;
O Brasil já teve dinheiro de plástico. E não era cartão de crédito, de débito ou pré-pago;
E eu já tive cabelo, um dia...

:/

2 comentários:

Caminhante disse...

É verdade, dinheiro de plástico...

Dri disse...

Meus netos não saberão o que é um mimeógrafo. Nossa, como eu gostava daquele cheiro. :)