Por que alguns rebatizados não "pegam"?
Como é o assunto que não sai dos holofotes da imprensa, estou falando sobre eles, os aeroportos.
Durante algum tempo cheguei a ficar confuso, achando que o Rio de Janeiro tivesse três aeroportos – Galeão, Tom Jobim e Santos Dumont – tamanha confusão que eu fazia ouvindo os repórteres a falar sobre estes. Até que decidi perguntar a uma amiga carioca quantos seriam, na verdade. E descobri que são dois. Tom Jobim é o antigo Galeão.
Concluí que o nome original é tão assimilado que alguns jornalistas o preferem. Eu diria que também prefiro que não haja nenhuma renomeação. Por sorte temos outros aeroportos com nomes que não pegaram de jeito nenhum, vide o aeroporto governador André Franco Montoro. Por acaso você o conhece?
Eu não estranharia se nem sequer os funcionários que lá trabalham desconhecessem este seu nome oficial. E qual é este aeroporto? O Internacional de Guarulhos, conhecido como o de Cumbica e, mais recentemente, como alternativo para grande parte do fluxo de trânsito do polêmico aeroporto de Congonhas.
E voltando à capital fluminense, fico a pensar:
Estaria o compositor e maestro Jobim sentindo-se honrado com a homenagem? Ainda mais com a situação caótica em que se encontra esta área? Não creio. Chego a imaginá-lo no céu, a protestar:
– É Galeão! O nome do aeroporto é Galeão!!
5 comentários:
Em Salvador ele rebatizaram o aeroporto para Luís Eduardo Magalhães quando o dito cujo (filho do ACM) morreu. A população ficou revoltada, porque o nome anterior (se não me engano) era a data de fundação da cidade.
Agora vamos ver se vão mudar de novo, pro nome original.
Toda vez que alguém me fala "Cumbica" eu me pergunto que raio de aeroporto é esse. O de Brasília deve ser Juscelino Kubitscheck, porque tudo nesta cidade tem nome de JK, mas para falar a verdade eu só chamo de BSB. Quanto ao Jobim (o Antônio, não o Nélson), acho que ele ia gostar de ter o nome do aeroporto sim. Afinal, ele adorava chegar no Brasil e ver o Rio de Janeiro...e eu também, adoro entrar no Brasil pelo Rio!
Quanto aos baianos, eu manteria o nome do Luís Eduardo. Acho que o nome do homem dá sorte. Afinal, o município com o nome dele, lá o interior da Bahia, foi um dos que mais cresceu com o agribusiness nos últimos anos....
Ei, sabe q eu sempre pensei q o de Cumbica fosse outro aeroporto, em outro lugar? Imaginava q fosse nos arredores de SP, como o de Viracopos...
Isso é q é post informativo! :P
Fernanda, acho que o nome não muda por dois motivos: Um é que a Bahia, até onde sei, é formada por duas trincheiras: A dos que odeiam ACM e a dos que o idolatram e, sinceramente, não sei a quantas anda o volume de cada lado e...
Dois: É possível desbatizar o (re)batizado? Pela lei é bem capaz que sim, mas acho que até hoje nunca vi nenhuma construção ou logradouro público que tivesse revogado seu segundo nome...
: p
N S, ontem tive uma overdose de Tom Jobim na casa da Patroa. Uma tarde inteira assistindo ao dvd que o pai dela havia ganhado. Tudo bem que a interpretação da Gal é agradável de se ouvir e tudo mais, mas pra quem não é nenhum amante da MPB... Af. Continuo preferindo Galeão. Embora nem conheça o referido aeroporto. (Quem sabe seja bonito?)
E eu nem sabia da existência de uma cidade com o nome do ACM filho. Mas era de se prever que fosse desenvolvida, ainda mais na terra dos Magalhães e sob a influente dinastia destes, não? Ou teria o ACM permitido que uma cidade com o nome de seu amado filho se tornasse uma megafavela como algumas que presenciei, quando fui de São Paulo a Recife de ônibus e pelas terras baianas passei? Certamente que não.
Clara, Vc está certa, o aeroporto de Cumbica fica mesmo nos arredores de São Paulo, na cidade de Guarulhos. Uma cidade que, devido ao fenômeno da conurbação, misturou-se à capital.
: )
pensando bem, acho que o Nélson Jobim ia gostar de virar nome de aeroporto sim...
Galeão pode ser mais bonito, mas o Tom escreveu o samba do avião, afinal! É uma bela homenagem.
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