30.6.07
Em tempo de caos aéreo
Se Cristóvam Buarque era considerado – por ater-se o tempo todo na educação – o candidato de uma nota só, o Fidélix era, pra mim, o outro "monotônico": Só falava no tal do aerotrem.
Fosse em esquetes carnavalescas ou ufanistas, lá estava ele, sempre a enaltecer numa ênfase quase lunática a construção de linhas desse tipo de trem no Brasil. E eu me divertia muito, assistindo-o.
Hoje, diante de estradas que, se não nos custam os olhos da cara em pedágios são mais irregulares e precárias que pista de rally e de aviões que não raro atrasam ou nem sequer chegam a decolar, começo a olhar para a delirante idéia PRTBista com mais interesse. Quem sabe nem seja tão delirante assim?
Imagine-se indo de São Paulo a Curitiba ou ao Rio de Janeiro em pouco mais de uma hora, a um custo menor que o de um vôo ou de uma passagem de ônibus? E sem aborrecimentos com aeroportos, intempéries climáticas, congestionamentos?
Pois parece que é com essa proposta que o Fidélix nos acena. Loucura? Não serei eu a definir isso. Para saber mais sobre o projeto, acesse a página do partido. ; )
Pedindo licença para uma irresistível piadinha: Na pomposa página oficial que nos apresenta ao dito-cujo nos deparamos com um dos ítens descritivos: "PROPULÇÃO".
... cá entre nós: Com uma "propulção" dessas fiquei meio receoso de embarcar nele... ou está certo?!
: P
Concorrência?
Como blogueiro relativamente novo – há pouco mais de 2 anos, no Blogger – creio que minha opinião deve ser superficial, não indo muito no âmago dessa relação interpessoal on-line, mas vamos lá...
Talvez mais do que concorrência, o que exista no mundo bloguístico seja a inveja. Mas não a inveja perniciosa e sim a... sadia, digamos. Parto de um princípio pessoal de que todo blogueiro é, antes de mais nada, um carente de atenção. Por mais que negue, por mais que afirme de pés juntos que não dá a mínima importância para a existência ou não de leitores, fica contente e incentivado a escrever quando recebe visitas e comentários. Como exceção dessa "regra" eu poderia citar os comentários do tipo "Adorei seu blog, depois passa lá no meu!" ou "Adicionei seu blog, adiciona o meu?" e coisas do tipo, mais dedicadas a angariar fregueses que a emitir uma opinião de fato.
E desta sadia inveja decorre a concorrência? Talvez.
Mas sendo que existem blogs com estilos altamente pessoais e diferenciados, por que haveria competição entre eles? A meu ver, é tão estranho quanto o vendedor de tomates disputar vendas com o de laranjas; são produtos distintos e cada qual possui seus consumidores definidos. Há blogs voltados para a poesia, outros para o erotismo, outros ainda para a música, cinema, fotografia... enfim, para os mais variados assuntos e mesmo havendo a similaridade não creio que isso fosse justificar ou instigar a concorrência entre si.
Tento ver cada blog de forma independente, por sua apresentação, pelo seu conteúdo. Nem atualizações diárias têm pra mim a mesma importância que parece haver para alguns que, na aflição em manter em dia seu blog, vão postando qualquer coisa, qualquer foto, qualquer poeminha, qualquer letra de música. Claro que nada impede que esse recurso seja usado esporadicamente, mas quando isso torna-se a programação principal e não o "intervalo comercial"...
Num ponto concordo com a existência da concorrência: Quando blogs ostentam patrocinadores. Porque nesse caso, além da particularidade de cada um, há o evidente mercantilismo do espaço virtual. Como não tenho aqui nada do tipo, praticamente nada tenho a declarar sobre. Ou talvez tenha, mas isso deixo para escrever num post mais adiante.
Enfim, acredito que estou à margem de competições do tipo. Tanto é que nem contador de visitas este meu humilde blog jamais possuiu, durante estes anos. Ou a disputa não gira em torno disso? Certamente não escondo que me alegraria – embora me considerando satisfeito com os atuais – se houvesse mais comentaristas. Mas daí a "brigar" com a vizinhança a fidelização de cada leitor on-line? Ah não...
Ademais, como eu faria isso? Inserindo
: /
29.6.07
(não tão) Curtas
A título de informação, eis o montante embolsado por cada um desses nossos representantes no Senado:
Fonte: http://contasabertas.uol.com.br/asp/
Coitadinho do senhor Joaquim Roriz, não é mesmo...• Realmente a ganância comercial de alguns chineses não tem limite, tampouco excrúpulos; como se já não bastasse a quantidade de eletroeletrônicos – dentre outros variados bens de consumo, claro – que falsificam, ainda usam indevidamente o nome de nosso país para vender carne para a Europa. Ou seja, pegam a carne local (chinesa) e embalam-na como se fosse produzida no Brasil!
É o fim da picada. E pensei...
No "caminhar da carruagem" é impossível saber até aonde vai a ânsia destes indivíduos de serem o que não são. Ou de produzirem e venderem sob nome alheio. O que mais nos resta termos descaradamente copiado por eles? E imaginei: Mulheres. Nossas lindas e maravilhosas mulheres.
Depois de um tempo deparei-me com um pensamento: E quem me garante que nos prostíbulos de lá já não estejam a vender mulher de outra nacionalidade como sendo "A autêntica e inigualável mulher brasileira", hein? Caso sério, esses chineses.
Obs: O negrito é em respeito aos chineses honestos. Estes não podem e nem devem ser inclusos nessa laia.
28.6.07
Infeliz coincidência
No entanto, quero demonstrar minha preocupação com a indexação cada vez mais intensa e descontrolada dos brasileiros com a, praticamente, terra-de-ninguém chamada Orkut. Pra quem não viu/leu a notícia:
" Página do site de relacionamentos Orkut do arquiteto Rodrigo Bassalo Antunes está sendo atacada por internautas que o confundem com o estudante Rodrigo Bassalo, acusado - junto com outros cinco jovens - de ter espancado a emprega doméstica Sirlei Dias de Carvalho na madrugada de sábado (23), na Barra da Tijuca - Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Apesar dos avisos sobre a coincidência no nome que preenchem a página de recados do arquiteto, algumas mensagens xingam e ameaçam Antunes, além de atacar também sua família. "
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL59400-5606-4025,00.html
Imaginem vocês, meus caros amigos e leitores, quão deve ser a pressão psicológica – ou no mínimo um grande incômodo – a que esta pessoa está sendo submetida, e sem ter culpa alguma de nada! Pela falta de sorte em calhar a tornar-se o homônimo de um criminoso, está sendo virtualmente linchado. É natural e compreensível a revolta popular, mas é preciso que cada um policie-se mais quanto a precipitação!
Creio que, por mais que ele (o inocente) desconsidere as ofensas recebidas por saber que não são de fato dirigidas à sua pessoa e sim a outrem, esse ocorrido nada agradável deixará seqüelas. No mínimo por algum tempo, até que o mal entendido se desfaça ou "abaixe a poeira".
Ou quando os holofotes da "imprensa-urubu" farejarem mais sangue fresco.
27.6.07
Filhos
Por um motivo nada sutil, quem compartilha contato comigo através do Messenger já sabe há um bom tempo que sou fã, não exatamente dessa série, mas de um personagem em especial. E não me sinto à vontade para afirmar que adoro a série, porque nem cheguei a assistir o 2, acreditem.
Pois bem. Não sei se foi apenas impressão minha, mas pareceu-me que o meu querido Donkey esteve, neste episódio mais recente, ainda mais coadjuvante que no primeiro da série. Ou suas piadas estavam... mais adultas, talvez?
É estranho. É algo que não sei explicar com clareza.
O fato dele ter filhos deixa-o... algo assim, mais sério? Talvez porque, em minha concepção, a paternidade esteja (ou deveria estar) obrigatoriamente ligada à responsabilidade?
Não é de hoje que noto em mim essa reação ante personagens que se tornam pais. O Pateta – outro que idolatro – por exemplo, deixou de ser visto com a mesma descontração com que o via, depois que ganhou um filho. O Picapau, idem. Looney Toones, ibidem. Inexplicavelmente deixaram de ser tão hilariantes quanto eu os considerava quando eram solteiros e sem filhos.
Voltando ao referido filme, termino vendo que o ogro também ganha seus herdeiros. E acompanho um final que, bem diferente da efusiva karaokê-party do Shrek 1, soou-me quase melancólica.
Sinceramente não sei se é culpa desta minha idealização pais=seriedade, mas digo que estou pouquíssimo animado para assistir a um Shrek 4, caso venha a surgir...
26.6.07
Releitura
Lá estavam uns relatos pessoais muito singulares, da época em que eu ia a motéis... sozinho. Situação incomum que por si só já gerava curiosas reações, que eram incrementadas por incidentes que, para minha sorte, inesperadamente aconteciam justamente quando eu lá me encontrava solo. (Porque... óbvio, se estivesse acompanhado, muitos dos detalhes passariam despercebidos ante a minha ocupação com o... o principal, heheh)
Lembro que foram 3, os motéis visitados sob essa circunstância. Só não me recordo do nome de um*; é possível que minha estada nesse tenha sido a menos "emocionante". Mas dos outros dois ainda tenho algumas lembranças, sim...
No Eskimó, localizado na zona norte de São Paulo, fui conhecer o iglú. Perfeita relação de custo/benefício para uma "rapidinha" mas não recomendado para claustrofóbicos.
Entrei, observei o ambiente – mais despojado impossível – e após uma breve exploração do território (banheiro/chuveiro, ar-condicionado, iluminação e frigobar), deitei-me sobre a cama para relaxar. Liguei a tv e, como não sou de ferro, fui logo buscar o canal erótico.
Canal pornô sintonizado, abri uma cerveja e comecei a assistir. Mas qual não foi a minha surpresa ao notar, depois de algum tempo estranhando a inconguência entre a ação e o áudio, que havia ali uma interferência de rádio-pirata evangélica?!
Alguém consegue imaginar uma coisa destas; sexo explícito ao som de um pastor pregando – e como sempre aos brados – aos seus fiéis? Pois é. Fiquei pasmo. E desanimado (naquele sentido).
Já no outro motel, o Ilha de Capri que fica em São Bernardo do Campo, zona sul da capital, a televisão estava absolutamente perfeita, sem interferência alguma. Tão boa que, saciado de ver os programas adultos e aproveitando a variedade de canais da tv a cabo, passei a acompanhar um bom filme (do tipo normal) enquanto aguardava a chegada do almoço.
Minutos depois, este era entregue. Mas entretido que estava com o filme, larguei a bandeja na mesa e continuei assistindo. Entretanto... eis que acontece o inesperado: Acaba-se a luz.
Imediatamente interfonei para a recepção, preocupado em perder a seqüência do filme. E fui informado de que tratava-se de uma queda de energia geral, e que só restava-me ter um pouco de compreensão e paciência até que os geradores do local fossem ativados. Inconformado mas, sem outra opção, decidi almoçar.
E não é que, em meio ao silêncio que pairava no local, comecei a escutar meus vizinhos de suíte em plena ação? E estavam ardorosos, intensos. Eu era capaz de imaginar a feição deles, tamanho os gritos. Foi o almoço com "fundo musical" mais inusitado que já tive até hoje.
Bem, finalizando, quero dizer que este "revival" é dedicado a minha amiga A. Ou melhor, ao casal "L".
; )
*PS: O relato do terceiro motel estava a salvo, bem aqui.
24.6.07
"Viagem" audiovisual, uma e outra
Um repórter foi experimentar e suas conclusões foram as que eu esperava: Algumas "drogas" causam tranqüilidade; outras, alguma agitação. E outras ainda, dor-de-cabeça. Em suma, nada de fantástico, apenas uma apelativa estratégia de marketing em busca de pessoas que não sabem mais onde gastar o saldo dos seus cartões de crédito.
Eu, como não me interesso por essas coisas alucinógenas, nem passei perto do tal site. Mas... cá entre nós, digo que temos – nós, usuários do Windows – algo que deve ser bem próximo ao que o "traficante-de-mentirinha" oferece lá no site dele: O Windows Media Player!
Quem é que nunca teve ao menos a curiosidade de fuçar nas visualisações desse programa – que vem de carona com o sistema operacional? Pois então, escolha suas músicas mais inspiradoras, selecione uma visualização agradável**, apague a luz do ambiente e usufrua!
Uma das que mais me fazem "viajar" é a "Moinho de Vento*" ao som do Kraftwerk. Uma canção? "Radioactivity", por exemplo. Mas "Hall of Mirrors" também é um deleite. Ou outras new age, celtic... Enya, hmmm...
E sem precisar ficar imaginando que estou me drogando ; )
* Acho que todo mundo sabe como se faz, mas caso alguém não saiba, o "caminho das pedras" é este: Exibir> Visualisações> Ambiente> Moinho de Vento
** E, claro, pra ficar perfeito é preferível deixar a visualização em tela cheia. Para isso, duas maneiras:
• ALT + ENTER ou dois cliques (esquerdos) na tela de animação;
E para retornar ao Player:
• ESC ou um clique (esquerdo) na tela.
22.6.07
Dúvidas
Sei que teve um musical inspirado na vida e obra dele, no qual um conhecido ator fez o papel do cantor. Só que... também não sei o nome desse ator!
Só sei que esse ator é o que fez um personagem que conviveu com a da Giovana Antonelli na novela "Da cor do pecado" que está sendo reprisado na tv. Acho que eles têm um filho, na trama.
Será que com essa dicas alguém consegue matar a "charada" e me ajudar? Ai... é um cantor da época do Francisco Alves, do Vicente Celestino...
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Ainda falando sobre dúvida, alguém aí usa o Wikcionário (versão dicionário da Wikipédia)? Teve uma vez que tentei usar e foi uma decepção que só; várias palavras que tentei pesquisar simplesmente não constavam! E olha que nem se tratavam de neologismos.
Na falta do dicionário real – e como faz falta, viu! – tenho apelado a um estratagema meia-boca: Lanço a palavra que me deixa duvidoso no Google e analiso o retorno. Vejo se está sendo aplicado em sites confiáveis (nada de blogs teens ou fóruns, lógico) e dentro do contexto desejado. Caso positivo, considero usar no meu texto.
Parece que, para as dúvidas referentes à ortografia, o Word do MS Office tem ferramentas de verificação e correção. Mas não sei bem por quê, sou invocado com o Word. Na intenção de auxiliar o usuário, este programa tem a mania de intrometer-se o tempo todo no meio do nosso trabalho e aquilo me irrita. Às vezes acho que o Word tem personalidade própria e tenta impô-la a nós e, justamente por isso, evito usá-lo.
: T
21.6.07
21 de junho
Desde pequeno já gostava do inverno por um motivo meio estranho: Podia "camuflar" meu desengonçado ser sob camadas e camadas de roupa. Era um típico tímido que, com camisetas e calções, me sentia seminu. A queda na temperatura era, assim, um alívio pra mim.
E cresci. Não deixei de me considerar desajeitado, mas passei a comemorar a temporada de frio por outras razões. Uma delas, os líquidos. Em que outros dias a sopa ou o minestrone cairiam tão bem? E o vinho quente? Isso sem contar os líquidos não-potáveis, mas submersíveis. Quão paradisíaca que é uma banheira quente, ah!
Recordo com certa saudade dos rigorosos invernos enfrentados na terra do sol nascente. Foi onde, pela primeira vez, comprei uma latinha de limonada quente e, apesar da estranheza, acabei gostando. Mas ainda assim preferia consumir o caldo de milho. Quente, evidentemente. E também conheci uma sopa, dessas instantâneas, ao estilo tailandês; uma delícia, com toques de limão e gengibre (uma vaga variação do nosso quentão, talvez? Haha...). Ah, o Japão e suas tigelas fumegantes...
E volto à realidade. Recife e seu inverno de 28 graus.
Aqui, nem vinho quente com canela e raspas de maçã, nem apimentadas sopas, nem sucos – exóticos ou não – pelando de quentes; nada disso têm o mesmo sabor que teriam em meio ao congelante frio nipônico ou ao gélido frio paulistano. E sento-me à varanda sob uma tarde ensolarada, a filosofar:
Realmente ninguém se satisfaz com o que tem, né. Enquanto uns rangem os dentes trêmulos de frio e sonham com este sol, aqui estou sob ele relembrando saudoso de quando estive imerso em mantas a tomar sopa quente! (risos)
20.6.07
Qual lado é racista?
E já começo a comentar colocando uma dúvida que tenho: Alguma universidade pública tem, além do estudo requerido, outro item levado em consideração para a aprovação?
Até onde sei, as notas obtidas no exame teórico são a única coisa que importa para conseguir o ingresso ao ensino superior público.
Foi perceptível que os debatedores a favor das cotas ateram-se a fatos históricos (escravidão) e ao racismo no mercado de trabalho e considerei impertinentes suas colocações. Segundo eles, a cota combate o preconceito racial e reestabelece a igualdade social, recuperando a defasagem educativa à qual os negros viveram submetidos por séculos.
Sem dúvida sou a favor de direitos iguais para todos – direito que é constitucional, inclusive – mas não creio que essa seja a forma mais justa. A meu ver, a própria medida possui teor preconceituoso, pois presume – ou leva a crer – que os negros tem capacidade intelectual inferior à dos brancos e/ou não possuem poder financeiro o suficiente para pagarem boas escolas – partindo de um pressuposto que escolas privadas sejam melhores que as públicas. Ou estou enganado? Isso sim é preconceito racial!
Além de que, temos casos que nos provam que a cota pode ser usada como mero facilitador de acesso, em detrimento do real propósito de nivelar a sociedade. Quantos não são os que, por possuírem um antepassado negro se aproveitam desse fato, não obstante terem todas as facilidades financeiras e socio-educativas?
E ainda, até que ponto é possível, ante a miscigenação de nosso povo, definir quem é negro ou não?
É preciso, isto sim, possibilitar a ascenção dos mais humildes ao ensino público, indiferente de a qual etnia estes pertençam. E, claro, acabar com o disparate da "cultura" de distinção racial no mercado de trabalho. Um excelente profissional jamais será definido pela cor de sua pele.
19.6.07
Não apolítico mas...
Como sou contra as drogas, fui diretamente a esse ponto, haja visto que já havia tido conhecimento de alguma relação entre o Gabeira, famoso deputado federal por esse partido e a maconha. E a primeira descoberta é mesmo desagradável. Eles são a favor da legalização da droga, conforme fica claro neste trecho:
" O PV propõe uma nova Lei de Entorpecentes, legalizando o uso da Canabis Sativa para fins industriais, médicos e pessoais, descriminalizando o uso de drogas, que passa a ser encarado, em situações de dependência de drogas pesadas, como um problema de saúde e não de repressão e prisão. "
Entretanto...
Não se resume apenas a isso – que soa como um "oba-oba" para todos os viciados e o lamento dos que querem livrar a sociedade desse mal – mas ao começo de um trabalhoso processo de redução do poder do narcotráfico. E como se daria isso?
Através do "fornecimento (das drogas), controlado pelo Estado, como forma de solapar e inviabilizar economicamente os grandes cartéis da droga."
Arrepiei: "Que coisa doida, o Estado competindo com o tráfico a disseminação de entorpecentes!".
O Estado, ao invés de combater, faria apologia ao consumo?!
Mas não, é claro que essas ações seriam acompanhadas de campanhas de esclarecimento e tratamentos médicos para acabar com a dependência dos viciados.
Hum... pensemos.
Sem a necessidade de pagar pelas drogas, qual usuário iria entregar seu dinheiro aos traficantes? Se nenhum, muito poucos. Com pouco dinheiro nas mãos, não haveria capital para se armarem. Poderiam usar a droga como forma de pagamento na compra de armas e munições? Poderiam, se o preço dessa "mercadoria" não despencasse com a queda na procura. O narcotráfico se desvalorizaria e, por conseqüência, aconteceria a decadência de um dos braços fortes do crime organizado. A meu ver, a violência urbana também diminuiria, pois acredito que ela seja, em muitos dos casos, proveniente do comércio e uso clandestino de narcóticos.
Enfim, seria uma jogada arriscada, mas... por que não?
Nos Estados Unidos da década de 20 houve o período da Lei Seca, durante a qual a bebida alcoólica foi considerada ilegal. Com o altivo propósito de combater o alcoolismo, o que acabou criando esse período? Poderosas máfias que contrabandeavam o produto e se enriqueciam com isso. Finda a ilegalidade, esses grupos se enfraqueceram.
É uma coisa a se pensar, não?
PS: O link da UNODC (Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime) colocado no título deste post é altamente informativo, inclusive para quem quer conhecer mais a respeito das drogas.
16.6.07
Em prol da tortura
Sem ver outra alternativa contra esses lazarentos, estava mantendo meu estoque de Baygon em dia e somente a isso recorrendo. Aliás, continuo mantendo, agora com o acréscimo bélico de um borrifador manual – adquirido há pouco, quando me dei conta de que isso seria capaz de reduzir um pouco os meus gastos. Só que agora, além da guerra química, passei a também praticar um novo "esporte" para dar um toque de emoção na caçada: Tênis com pernilongos!
Ou, pra ser mais preciso, chinelo em pernilongos. Aderi a essa prática depois de ler em uma comunidade – que nem preciso dizer de onde, né? – sobre as torturas a que os prisioneiros de guerra eram – e ainda são – submetidos por alguns de nós, humanos. A princípio estranhei, pois considerei que seria trabalhoso arrancar as asas – e em alguns casos, as patinhas também – do danado, mas certo dia resolvi, ante a fartura de "material de testes", tentar fazer.
O princípio é simples: Não use inseticida; acerte o inseto em pleno ar com algum objeto. O fdp despencará no chão, atordoado com a pancada. Aí é só segurá-lo pelas asas com as unhas (um palito de dente é mais higiênico, mas exige maior precisão cirúrgica) e desmembrá-lo.
Para prolongar o deleite da tortura/vingança, a operação pode ser intercalada em duas etapas: Primeiro eliminam-se suas asas e aproveita-se para zombar da cara de "formiga de patas compridas" com que o pernilongo ficou.
Depois sim, deixamo-lo manco aos poucos, até não ter mais pata nenhuma e ficar parecido a uma minhoca desajeitada. Na primeira vez que fiz isso e vi a "minhoquinha" rebolando sem entender o que estava a acontecer, gargalhei como Vincent Price. Ou quase.
Exageros à parte, é aliviador fazer isso. Claro que não me dou a esse trabalho continuamente, mas quando faço, uma boa parte da minha raiva passa.
... ou por acaso alguém aí ficou com dó do inseto? Pois aposto que não tem piedade alguma com o dito cujo quando ele te desperta de um gostoso sono com aquele maldito zumbido no ouvido e/ou te deixa a se coçar pelo resto da madrugada...
Curtas
• Na capital paulista, a Polícia Civil prende em um único dia mais de 2500 pessoas. Quase a metade já condenada e com mandado de prisão emitido. Palmas para o trabalho da polícia; quando quer, faz.
Agora...
Só espero que não venha novamente a Justiça cometer a "justiça" de pô-los nas ruas de volta. (Que cada dia que passa acho que nossa justiça está mais remendada e cheia de buracos que rodovia estatal e que celas só abrigam quem não tem como pagar um bom – "bom" no sentido de que "consegue tudo o que quer", seja certo ou não; esteja do lado do crime organizado ou da sociedade de bem – advogado...)
• Caso Renan Calheiros: Que me perdoem os alagoanos idôneos, mas depois do mandato collorido, passei a desconfiar de todos os políticos oriundos desse estado... (Em tempo: Fui um dos que ingenuamente acreditaram no discurso do então "caçador de marajás"...)
• Complemento* do post que virá a seguir: De todas as aranhas, mantive apenas um clã: O que instalou-se nos arredores da luminária deste quarto onde passo as noites a escrever. Firmamos uma aliança estratégica: Poupo-os da vassourada em troca da captura dos voadores. Tem funcionado.
; )
* Esta é a primeira vez que faço um P.S. anterior ao texto. Seria, então, um "Pré-Script" em vez de pós?
15.6.07
Haja testa para tanto...
Francamente, não sei o que é mais surpreendente; se a precisão no registro das ocorrências ou a paciência com que este marido veio sustentando o casamento até hoje. Como não acompanhei o tal programa, nem posso contar mais detalhes a respeito do caso, mas acho que só essa informação já é mais do que suficiente para me levar a pensar.
86 vezes, moçada. O que se concluir disso? Que ele pretende bater algum recorde de cornice ou que, ao invés de aceitar o chifre passivamente, também dá o troco na mesma moeda? Analisemos os dois casos.
É sabido que o Guinness Book registra os mais absurdos e inacreditáveis recordes pelo mundo afora, mas daí a incluir a modalidade em questão... pô, como provar cada caso de adultério? Contando com o trabalho de um detetive profissional a documentar todas as "puladas de cerca" da mulher desde o início? Ah, não creio; nem os "cornos profissionais" do Clube dos Cornos existente, acho, no Ceará seriam capazes de tamanha dedicação.
Ou então, é a corneação mútua? Tal qual suponho que seja o estilo de vida dos open relationship?
Ah... mas pra quê? Isso já teria deixado de ser casamento há muito tempo...
E lembro da expressão no rosto do corno declarado; de ângulo algum aparentou estar satisfeito com a situação, bem diferente da que a esposa do infeliz exibia, radiante e cheia de si. Ou seja, era uma coisa unilateral.
E que "coisa", não? Agora penso que eu poderia ter acompanhado o programa para saber mais. Será que este conformado marido, mesmo após tantos chifres, ainda mantinha a esperança de que um dia ela se... hã, regenerasse? Ou já teria se acostumado com "as coisas na cabeça" e, principalmente, com a má fama?
E mais: Por que ela aparentava tanta auto-confiança, aquele ar de "tenho bons motivos pra fazer isso"? Seria ele um impotente sexual? Um marido "casado com a 'mardita"? Fiquei sem saber.
E finalmente: Por que eles não se separaram até hoje, hein? Mistério.
O ser humano guarda mistérios que nem mesmo a ciência explica...
... e nem um programa sem reprise...
: /
14.6.07
Quando 4 vira 15
Além de que, eles (os que abreviam) devem justificar: "É muito mais ágil escrever "vc" do que "você", só dando um exemplo clássico." Certo, certo. Às vezes recorro a isso também, mas geralmente sigo o meu jeito cabeça-dura de ser e/ou escrever: Tudo por extenso, e devidamente acentuado. Mesmo no celular.
E dá-lhe tecladas:
3 para a letra V,
3 para a letra O,
3 para a letra C,
6 para a letra Ê.
Vejam só, 15 tecladas só para escrever uma palavrinha de 4 letras!! No entanto, passeando pelo universo das fotos na internet, encontro este incomum aparelho. Em matéria de design, nota zero – lembra a sola de uma chuteira, não? – mas no quesito praticidade... Uau.

E vocês devem estar imaginado que eu seja o provável comprador de um celular como esse, não é mesmo? Mas não. Continuo com o meu, que não é dos mais bonitinhos, mas também não é tão feio. E usando-o para sua finalidade primordial, que é falar.
Oras bolas.
; )
13.6.07
Tecno... o quê?
A princípio imaginei que aquele site fosse apenas outro buscador tal qual o Google-nosso-de-cada-dia – inclusive, a nossa velha Wiki confirma isso – mas ao olhar bem, lá no About Us havia uma descrição* meio diferente. A encrenca é que a coisa está em inglês e como não sou expert como a Gi e nem me animo mais a recorrer aos tradutores online depois daquela mal sucedida experiência, só tive uma pequena noção do que eles fazem.
Se não estou enganado – e é grande a possibilidade de que esteja – é um sistema que, a grosso modo, captura as coisas interessantes da internet. "Pô, então é sinal de que meu blog não é tão titica de galinha quanto eu imaginava que fosse!", pensei. Por um momento fiquei feliz. Logo depois concluí que poderia ter sido só uma sorte de principiante por causa da(o) tag...
Em todo caso, como é possível cadastrar-se no site sem custo (explícito ou implícito) nenhum e, à primeira vista não me pareceu mais outra "creche" na internet, acabei ingressando. Caso interesse a alguém, digo que o sistema de requerimento de propriedade do próprio blog é extremamente fácil e rápido, bem diferente do desencontrado sistema do Blogblogs.
Agora... que diferença isso fará, nem imagino. Em todo caso, é mais um lugar neste oceano cibernético no qual finquei minha bandeira. Com que finalidade... nem sei. Não creio que vá atrair mais leitores, tampouco é minha intenção. Deve ter sido por pura e simples falta do que fazer no meio da madrugada...
* Trecho: On the World Live Web, bloggers frequently link to and comment on other blogs, creating the type of immediate connection one would have in a conversation. Technorati tracks these links, and thus the relative relevance of blogs, photos, videos etc. We rapidly index tens of thousands of updates every hour, and so we monitor these live communities and the conversations they foster.
10.6.07
Quando o português é português
Mas havia uma que sempre me intrigava, o "atacar". Na primeira vez que alguém me pediu pra "atacar aqui", fiquei paralisado. "Atacar?! Por que??", pensei. E ante minha perplexidade fui esclarecido de que era pra "fechar ali". Aaahn...
"Atacar". Pra mim sempre teve outros significados, tais quais:
"Ataque o quartel inimigo!",
"Vou atacar aquele pudim!"
"Hoje ataco aquela garota!"
"Ao ataque rumo ao gol!"
"Ataco a corrupção"
Et cetera.
Hoje finalmente descobri de onde vem esse "ataque": Portugal! Sim, em terras verde-rubras chama-se de "atacador" o nosso cadarço. A-há!! Por isso que se ataca! : D
E pra terminar, outra do português de Portugal:
A frase "Estou arrumado" não significa, como poderia se supor, que você está devidamente trajado para um evento social. Significa "Estou em má situação"!
A bem da verdade, aqui temos o "Arrumei pra cabeça" que de fato tem esse significado. Só que é "pra cabeça", né...
9.6.07
Por que vale a pena
Além do inconformismo esperado, ele apresentava-se transtornado, mostrando-se convicto a acabar com a própria vida. Sei bem que, ante a situação desesperadora, muitos também declaram tal desejo tresloucado, mas acredito que possuo a sensibilidade para perceber quando isso é um desabafo dito impensadamente, num impulso sem grandes conseqüências além do verbo, e quando a afirmação vem de alguém que realmente é capaz de fazer isso. E pelas palavras desse moço, senti que ele enquadrava-se no segundo caso.
Primeiramente pedi-lhe que parasse de pensar na morte, pois esta não solucionaria nada. E então passei a aconselhá-lo a focar a vida em outras áreas, que não a sentimental. Esclarecendo que isso também não resolveria o problema, mas dessa maneira o cérebro – tão sufocado ante a obssessão pela amada – poderia oxigenar-se um pouco, trazendo assim, quem sabe, a visão de novos horizontes, ao lado dela... ou não.
Qual não foi minha surpresa ao receber a resposta dele; extremamente racional e lúcido, rebateu com precisão cada um dos meus argumentos de uma vida promissora à frente. Não como os desesperados que geralmente mal ouvem/lêem o que lhes é dirigido, só manifestando as coisas que latejam em suas mentes, este rapaz não desviou-se do rumo que eu estava propondo à conversa e demonstrou plena confiança em suas conclusões do fim (do romance e da vida) e, com firmeza, acatou meus conselhos mas provando que não surtiriam nenhum efeito benéfico.
Fiquei em xeque: Não estava conseguindo demovê-lo da triste intenção, mas também não podia entregar os pontos. Não por uma vida humana. Clamei pelo auxílio divino e prossegui com o diálogo, que se estendeu por mais duas, quase três horas madrugada adentro. Cheguei a contar-lhe um episódio de minha vida que em muito assemelhava-se com a realidade que ele estava vivendo. Expliquei que só pude ser capaz de compreender certas coisas anos depois, e que, se tivesse me matado naquela época, não teria me transformado no mártir por uma causa nobre, mas sim o covarde por uma razão praticamente fútil. Que eu teria perdido uma única pessoa, mas muitas teriam me perdido, e por culpa de um egoísmo tolo.
Enfim, depois de muita conversa, consegui trazê-lo de volta à razão. Reconheceu que o suicídio seria mesmo uma covardia e dispôs-se a continuar vivendo. Nessa hora minha emoção era tamanha, que minhas mãos tremiam. Agradeci a Deus, aos anjos. Finalizando o tópico, ele agradeceu-me pela ajuda e eu reafirmei minha disposição de jamais deixar alguém cometer o ato inconseqüente de tirar a própria vida e que poderia contar sempre com os amigos, pois eles estão por toda a parte; às vezes, onde menos se espera.
Já prestes a desconectar-me da internet, recebo um scrap dele. Havia elaborado um plano de metas, onde, dentre outros itens, estava a vontade de perdoar algumas pessoas e a disposição de levantar a cabeça e continuar a vida. E me agradecendo novamente, de coração e eternamente.
Olha, são coisas assim que me dão o maior gosto em estar no Orkut. De ter a certeza de que, não obstante tamanho "oceano poluído" de inutilidades predominante, ainda existe – e sempre existirá – a pequena nascente, o acanhado riacho de águas cristalinas...
7.6.07
Expositor exposto
Dentre as profissões que um dia já sonhei em ter, está uma que considero incomum: A de vitrinista. (A bem da verdade, também já pensei em me tornar padre, mas isso já é assunto pra outro post, hehe)
Uma, de roupas, destacou-se a meus olhos por ostentar um manequim negro. Achei admirável. Em meio a um universo dominado por estátuas caucasianas, lá estava uma representando a mulher negra.
Vitrines que nos dão a impressão de já termos visto centenas de vezes, manequins imersos num universo paralelo e egocêntrico; o qual, se não nos atrai, a ele sequer somos convidados a entrar. Admito que é uma impressão pessoal quase alucinógena, maaas...
6.6.07
É fogo!
Falou em junho, falou
Não há dia nem horário certos. Quando menos se espera, um BUM!! me desperta da cama. E prossegue despertando-me pelo restante do dia, mesmo que eu já me encontre acordado.
Nunca fui nenhum fã disso. A única vez em que comprei fogos em minha vida foi quando, após longas noites sem conseguir dormir devido a baderna de cães de rua em plenas madrugadas, recorri a isso, na tentativa de espantá-los. Mas foi só.
Lembro de certa vez, quando fui a um reveillón na praia. E veio a zero hora do ano novo. O barulho era infernal, ensurdecedor. Ainda tenho em minha memória a expressão de terror estampada no rosto de um bebê, paralisado de pavor dentro de seu carrinho. Por uns minutos compadeci daquele pavor. Ambos estávamos nos sentindo nas ruas de Bagdá, em pleno auge da guerra do Golfo...
É bom deixar claro que não sou avesso a todos os tipos de fogos de artifício, mas apenas àqueles que só fazem barulho e mais nada. Os mais elaborados, aqueles que poderiam ser chamados de artísticos até, eu gosto. Afinal, quem não se encanta com aquele brilho colorido da composição das cores, tonalidades e intensidades iluminando a noite, não? A propósito, no Japão esse tipo chama-se hanabi, que ao pé da letra poderia ser traduzido como “fogo floral” ou “chamas em formato de flores”.
E por aqui poderia ser assim, também...
Em alguns poucos locais é, mas devido ao preço mais acessível – creio, – na maioria dos outros lugares o que se vê... aliás, que se ouve, é só estrondo mesmo. Aqui onde moro, por exemplo; mesmo estando no segundo andar, sinto aqui dentro o cheiro da pólvora detonada. Aí talvez vocês possam ter uma noção do tamanho do incômodo.
Sorte minha ter trazido como lembrança de um dos empregos que tive lá na terrinha um tapa-ouvidos. Tem sido minha salvação durante todos estes reveillóns, festas juninas, finais de campeonatos de futebol e afins...