9.4.07

O papa não é pop

O papa quer que as missas sejam rezadas em latim.
E olha que disseram, à época em que ele substituiu o João Paulo II, que este alemão seria um progressista. Pois estranho o progresso que ele pretende impor aos católicos. Concordo com a pureza da língua, mas creio que isso seja (ou será) um enorme passo para trás.

Enquanto os evangélicos crescem a cada dia, embalados numa comunicação mais próxima à realidade do cotidiano, vem ele querer uma missa em latim? Por Deus! Será que ele não percebe que isso afastaria ainda mais os fiéis da igreja?

A meu ver, a religião precisa, fundamentalmente, transmitir princípios. E de que maneira se faria essa transmissão através de uma língua oficialmente morta? Um dialeto que, certamente, apenas uma parcela irrisória da população tem conhecimento? Ah!

Lembro-me de cerimônias religiosas japonesas às quais eu comparecia, geralmente dedicadas aos ancestrais. Evidente que eram realizadas em japonês e só por isso já eram de difícil compreensão, mesmo para mim, que entendia alguma coisa da língua. O motivo da complicação: Além de usarem palavras antigas, em desuso, eram "cantadas", tal qual é um mantra.
E eu sempre acompanhava, aos inevitáveis bocejos. Ficava a pensar: "Se dedicam uma missa dessas para mim, talvez nem fico sabendo. E se fico, presencio mas não entendo bulhufas. Ou seja, seu efeito seria absolutamente inócuo..."

Quem sabe os que estão no lado de lá também não achem o mesmo?

Por isso que defendo a religião atualizada, integrada à cultura do povo e não o oposto, como parece defender o nosso atual papa.

2 comentários:

Unknown disse...

Hahahahaha! Fiquei imaginando um culto em japonês oferecido a você e a tua alma por aí sem se tocar que é com ela!

Anônimo disse...

Nossa! A última coisa que a Igreja Católica precisa é de instituir missas em latim. Mas que idéia horrenda...
Eu sou católica, missa em latim...
Não dá não!