O sonho de todo preguiçoso (ou despojado de recursos financeiros e/ou tempo disponível) realizado num clique: Compreender textos escritos em língua estrangeira!
Sem a necessidade de se investir em escolas de idiomas, em materiais didáticos, em horas e horas de estudo, de leitura, de exercícios teóricos e práticos; opção altamente tentadora para mim, que tenho um inglês que não vai muito além do paupérrimo "the book is on the table" e vez ou outra encontro-me navegando por sites que desconhecem a língua de Camões.
E aconteceu, numa destas tardes de domingo em que nada parece entreter, tanto no mundo off quanto no on e, mesmo assim, insisto em ficar conectado, o esperado. Ou, nem tanto...
Passendo a esmo por sites chego a um, esotérico. Acho que todos já conhecem o formato, não? "Conheça seu futuro", "Saiba o destino da sua vida", blablabla e, quando você se empolga com a coisa, o site te informa que é preciso pagar para saber mais, né. Neste, não fui tão fundo a ponto de me pedirem os dados do cartão de crédito, mas parei numa seção de interpretação dos sonhos.
Sonhos, sonhos... quem não os têm? Pois eu tenho, com certa freqüência, o de estar dirigindo um carro. E, sim, havia ali naquela seção, o "Drive". Como já era de se prever, não entendi quase nada da explicação que ali estava, em inglês. No entanto, para a minha felicidade ali estava também, na mesma página, um tradutor instantâneo e é evidente que não resisti a essa apelação. Cliquei. E pra quê...
"Dirigir:
Ao sonho de dirigir significa o criticism unjust de seu extravagance parecendo."
Devem imaginar com que cara fiquei, não? : (((
Pois é bem feito! Vá estudar inglês, Ricardo!Para quem quiser conhecer o tal site, é este aqui. E se acaso alguém for lá e entender o que raios significa sonhar estar ao volante, me conte, porque antes do tradutor eu pouco entendia, depois dele, passei a entender menos ainda!!
29.4.07
27.4.07
Lá e aqui
" Como atar uma gravata? "
Foi com esta dúvida que embarquei no mundo virtual, a procura de respostas. Para minha sorte, não tardei muito a encontrar orientações úteis e, por isso, vou defender o lado da prestação de serviços e utilidade pública da internet – a despeito do desfile de inutilidades que foi o post anterior.
O site da conhecida loja de roupas C&A é que ensinou-me a lidar com a gravata, esta peça do vestuário que raramente uso – e jamais usaria, não fosse obrigado, bah! – e o detalhe é que...Foi na C&A de Portugal!
Gravata finalmente laçada, tive a curiosidade em ver se na C&A brasileira também estariam prestando esse serviço e... decepção, não estão. Aqui só querem saber de vender.Presumo que a filosofia da filial brasileira seja algo assim: "Ensinamos você a usar a gravata, sim, mas só se comprá-la conosco."Se depender destes brasileiros, a você só restará apelar aos conhecidos (seu tio que trabalha no escritório, o namorado da sua prima que trabalha no fórum, seu vizinho testemunha de Jeová etc, etc...) para conseguir prender esta coisa chamada gravata em seu colarinho...
E, imaginando o quão diferente seria a empresa real dentro do mundo virtual pelas nações afora, visitei o Carrefour japonês (Momento cultura descartável: Sabe como se pronuncia o nome desse mercado, lá? "Carufuuru", hehehe). De diferente, descobri que eles ofereciam receitas culinárias. "A-há! Aposto que o site brasileiro não tem isso!", pensei. Fui lá confirmar e...
Me dei mal; o Carrefour brasileiro também tem receitas. Ahn...Só estranhei o fato de que eu, sendo cliente deste mercado há anos, nunca havia tido conhecimento da existência dessa cortesia online e, creio, muitos outros clientes também devem desconhecer. Coitado do webmaster que criou uma página que ninguém conhece? Qual o quê, ele ganha seu $$ e pouco está ligando para isso, não é mesmo? Só acho que quem perde é o cliente, com a falta de divulgação.
Foi com esta dúvida que embarquei no mundo virtual, a procura de respostas. Para minha sorte, não tardei muito a encontrar orientações úteis e, por isso, vou defender o lado da prestação de serviços e utilidade pública da internet – a despeito do desfile de inutilidades que foi o post anterior.
O site da conhecida loja de roupas C&A é que ensinou-me a lidar com a gravata, esta peça do vestuário que raramente uso – e jamais usaria, não fosse obrigado, bah! – e o detalhe é que...Foi na C&A de Portugal!
Gravata finalmente laçada, tive a curiosidade em ver se na C&A brasileira também estariam prestando esse serviço e... decepção, não estão. Aqui só querem saber de vender.Presumo que a filosofia da filial brasileira seja algo assim: "Ensinamos você a usar a gravata, sim, mas só se comprá-la conosco."Se depender destes brasileiros, a você só restará apelar aos conhecidos (seu tio que trabalha no escritório, o namorado da sua prima que trabalha no fórum, seu vizinho testemunha de Jeová etc, etc...) para conseguir prender esta coisa chamada gravata em seu colarinho...
E, imaginando o quão diferente seria a empresa real dentro do mundo virtual pelas nações afora, visitei o Carrefour japonês (Momento cultura descartável: Sabe como se pronuncia o nome desse mercado, lá? "Carufuuru", hehehe). De diferente, descobri que eles ofereciam receitas culinárias. "A-há! Aposto que o site brasileiro não tem isso!", pensei. Fui lá confirmar e...
Me dei mal; o Carrefour brasileiro também tem receitas. Ahn...Só estranhei o fato de que eu, sendo cliente deste mercado há anos, nunca havia tido conhecimento da existência dessa cortesia online e, creio, muitos outros clientes também devem desconhecer. Coitado do webmaster que criou uma página que ninguém conhece? Qual o quê, ele ganha seu $$ e pouco está ligando para isso, não é mesmo? Só acho que quem perde é o cliente, com a falta de divulgação.
23.4.07
Seguindo a onda dos piores...
Aqui estão algumas das piores comunidades no Orkut, segundo (minha) pesquisa:
Troféu "Além das quatro patas":
"Eu odeio Baygon"
Como não poderia deixar de ser, esta comunidade foi criada por um inseto. Ho ho ho.
Troféu "Cheirando-um-pó-ou-nada-explica-isso":
"Eu mao minhas três filhas JKN"
Ok, ok, o "mao" ali foi só um inocente erro de digitação. Mas... o que se dizer sobre a descrição da comunidade:
"eu elas leas muito muito
sabe pq?:
pq fikam se pegandu de pal toda hora
pq sao lindas igual a mae a puxou um pouco o pai né
a se eu for falar todos os deveitinhos delas eu fikarei aqui até anoite
huAHUhUh"
Obs: Se fosse um aborrescente não teria nada demais, mas – embora a idade cronológica da criadora desta comunidade não esteja clara – deduz-se que, com três filhas que já saíram do berço – como se vê na imagem da comunidade – ela não é mais nenhuma moçoila que desconhece a língua portuguesa. Tampouco parece ser estrangeira, então...
Troféu "Todo ladrão pé rapado é anarfa"
"Eu ja robei no Extra bom.."
A propósito da descrição da comunidade; alguém aí sabe o que é um (ou uns) " moides "? Será aquele objeto de uso exclusivo feminino?
Troféu "Adoro falar com as paredes":
"Rue La Bruyére, 745"
(Acho que) Até entendi a proposta desta comunidade; é um RPG, mas é tão monótono que o recomendo para quem sofre de insônia...
Troféu "Masturbação em excesso faz mal à ortografia":
"Eu fico exitado qando beijo"
Ele (o criador da comunidade) fica exitado, sem a mínima hesitação. E aposto que ninguém ficou excitado com esta comunidade, hehe.
Troféu "Por esta eu não esperava"
"Bethoven takeda"
Eu tenho um parente famoso e nem sabia! : p
Troféu "Além das quatro patas":
"Eu odeio Baygon"
Como não poderia deixar de ser, esta comunidade foi criada por um inseto. Ho ho ho.
Troféu "Cheirando-um-pó-ou-nada-explica-isso":
"Eu mao minhas três filhas JKN"
Ok, ok, o "mao" ali foi só um inocente erro de digitação. Mas... o que se dizer sobre a descrição da comunidade:
"eu elas leas muito muito
sabe pq?:
pq fikam se pegandu de pal toda hora
pq sao lindas igual a mae a puxou um pouco o pai né
a se eu for falar todos os deveitinhos delas eu fikarei aqui até anoite
huAHUhUh"
Obs: Se fosse um aborrescente não teria nada demais, mas – embora a idade cronológica da criadora desta comunidade não esteja clara – deduz-se que, com três filhas que já saíram do berço – como se vê na imagem da comunidade – ela não é mais nenhuma moçoila que desconhece a língua portuguesa. Tampouco parece ser estrangeira, então...
Troféu "Todo ladrão pé rapado é anarfa"
"Eu ja robei no Extra bom.."
A propósito da descrição da comunidade; alguém aí sabe o que é um (ou uns) " moides "? Será aquele objeto de uso exclusivo feminino?
Troféu "Adoro falar com as paredes":
"Rue La Bruyére, 745"
(Acho que) Até entendi a proposta desta comunidade; é um RPG, mas é tão monótono que o recomendo para quem sofre de insônia...
Troféu "Masturbação em excesso faz mal à ortografia":
"Eu fico exitado qando beijo"
Ele (o criador da comunidade) fica exitado, sem a mínima hesitação. E aposto que ninguém ficou excitado com esta comunidade, hehe.
Troféu "Por esta eu não esperava"
"Bethoven takeda"
Eu tenho um parente famoso e nem sabia! : p
20.4.07
Domando a crase
Não escondo de ninguém que, vez ou outra, ainda "levo rasteira" da crase; quando acho que tem, não tem e vice-versa e por isso, coloco aqui um auto-post (de eu para mim mesmo) que pode ajudar a outras pessoas que porventura também tenham a mesma dificuldade que eu.
(Extraído de uma coluna de jornal que dá dicas de português)
Luiz Dulci, secretário particular do presidente Lula e também velho professor de português, conhece as regras da língua como gente grande. Ele aprendeu e depois ensinou aos alunos um senhor macete. Trata-se do versinho jeitoso:
Se, ao voltar, volto da,
crase na a.
Se, ao voltar, volto de,
crase pra quê?
Adorei! Se voltei da Paraíba, então à Paraíba fui; Se voltei de Pernambuco, então a Pernambuco fui! : D
Mas o texto segue com a exceção – Sempre tem uma exceção pra complicar:
Às vezes a cidade vem adjetivada. Volto da Brasília de JK. Vou à Brasilia de JK. Volto da São Paulo quatrocentona, Vou à São Paulo quatrocentona.
Hum. Pensando bem, não é tão complicado assim. Pena que essa dica só sirva para um dos casos da aplicação da crase...
E, aproveitando que estou na terra do frevo, bem que poderia tentar adaptar o verso acima citado no ritmo de um, heheh...
(Extraído de uma coluna de jornal que dá dicas de português)
Luiz Dulci, secretário particular do presidente Lula e também velho professor de português, conhece as regras da língua como gente grande. Ele aprendeu e depois ensinou aos alunos um senhor macete. Trata-se do versinho jeitoso:
Se, ao voltar, volto da,
crase na a.
Se, ao voltar, volto de,
crase pra quê?
Adorei! Se voltei da Paraíba, então à Paraíba fui; Se voltei de Pernambuco, então a Pernambuco fui! : D
Mas o texto segue com a exceção – Sempre tem uma exceção pra complicar:
Às vezes a cidade vem adjetivada. Volto da Brasília de JK. Vou à Brasilia de JK. Volto da São Paulo quatrocentona, Vou à São Paulo quatrocentona.
Hum. Pensando bem, não é tão complicado assim. Pena que essa dica só sirva para um dos casos da aplicação da crase...
E, aproveitando que estou na terra do frevo, bem que poderia tentar adaptar o verso acima citado no ritmo de um, heheh...
19.4.07
O buraco é mais embaixo
Resultado de uma pesquisa realizada recentemente pelo jornal Diário de Pernambuco aponta os principais problemas que mais preocupam o pernambucano atualmente:
Segurança: 72%
Desemprego: 67%
Atendimento de saúde: 36%
Não me admira que a segurança tenha ultrapassado o desemprego, dada a enorme ênfase com que a imprensa tem tocado no assunto. Eu sei, eu sei; assaltos e homicídios dão muito mais audiência que índices de desemprego e, justamente por isso, somos "bombardeados" com o caos na segurança pública todos os dias e acabamos só pensando nisso.
O que me preocupa é o fato de que algumas das possíveis raízes deste panorama de criminalidade passaram longe dos olhos dos entrevistados. A educação, por exemplo. Certamente temos escolas públicas que nos orgulham, mas... e as demais? Estão recebendo o devido incentivo? Estão em plenas condições de uso? São capazes de cativar os alunos e transformá-los em futuros cidadãos conscientes?
A evasão escolar me diz que não. Me transmite a imagem de uma instituição falida, estagnada no tempo, a pouco adequar-se à realidade de seus freqüentadores (ou, dos que deveriam freqüentá-la).
E, a meu ver, são estas pessoas relegadas à escola chamada "rua" que vão aumentando o contingente dos que espalham o terror entre os moradores.
Não quero com estas palavras colocar ninguém no banco dos réus, mas somente notar que algumas pessoas não estão vendo que "o buraco é mais embaixo". E não desejo que esta terra se torne uma filial do Rio de Janeiro, no que tange à marginalidade. Lá, prova-se que a formação de base (até onde podemos ver) é deixada de lado, em prol de uma guerra sem fim. "Guerra", literalmente.
E já vimos que nem com a participação do exército, da Força Nacional ou de seja lá quem for, a polícia consegue dar conta da quantidade de pessoas que se entregaram ao lado do mal.
Pessoas estas que, se desde a infância fossem melhor orientadas, não estariam com uma arma na mão e sim, com lápis e caneta.
Enfim, preocupar-se apenas com a situação da segurança pública e não observar o que pode ter culminado com isso é quase tão insensato quanto arrancar o próprio nariz para não sentir um mau cheiro.
Só para complementar a informação; os outros problemas apontados pelos entrevistados foram estes:
Falta de água: 20%
Falta de hospitais: 19% (na minha opinião, uma redundância com o 3º colocado, mas...)
Fome/ miséria/ pobreza: 14%
Calçamento: 11%
Segurança: 72%
Desemprego: 67%
Atendimento de saúde: 36%
Não me admira que a segurança tenha ultrapassado o desemprego, dada a enorme ênfase com que a imprensa tem tocado no assunto. Eu sei, eu sei; assaltos e homicídios dão muito mais audiência que índices de desemprego e, justamente por isso, somos "bombardeados" com o caos na segurança pública todos os dias e acabamos só pensando nisso.
O que me preocupa é o fato de que algumas das possíveis raízes deste panorama de criminalidade passaram longe dos olhos dos entrevistados. A educação, por exemplo. Certamente temos escolas públicas que nos orgulham, mas... e as demais? Estão recebendo o devido incentivo? Estão em plenas condições de uso? São capazes de cativar os alunos e transformá-los em futuros cidadãos conscientes?
A evasão escolar me diz que não. Me transmite a imagem de uma instituição falida, estagnada no tempo, a pouco adequar-se à realidade de seus freqüentadores (ou, dos que deveriam freqüentá-la).
E, a meu ver, são estas pessoas relegadas à escola chamada "rua" que vão aumentando o contingente dos que espalham o terror entre os moradores.
Não quero com estas palavras colocar ninguém no banco dos réus, mas somente notar que algumas pessoas não estão vendo que "o buraco é mais embaixo". E não desejo que esta terra se torne uma filial do Rio de Janeiro, no que tange à marginalidade. Lá, prova-se que a formação de base (até onde podemos ver) é deixada de lado, em prol de uma guerra sem fim. "Guerra", literalmente.
E já vimos que nem com a participação do exército, da Força Nacional ou de seja lá quem for, a polícia consegue dar conta da quantidade de pessoas que se entregaram ao lado do mal.
Pessoas estas que, se desde a infância fossem melhor orientadas, não estariam com uma arma na mão e sim, com lápis e caneta.
Enfim, preocupar-se apenas com a situação da segurança pública e não observar o que pode ter culminado com isso é quase tão insensato quanto arrancar o próprio nariz para não sentir um mau cheiro.
Só para complementar a informação; os outros problemas apontados pelos entrevistados foram estes:
Falta de água: 20%
Falta de hospitais: 19% (na minha opinião, uma redundância com o 3º colocado, mas...)
Fome/ miséria/ pobreza: 14%
Calçamento: 11%
17.4.07
Eu e as formigas
Este apartamento seria bem interessante a um entomólogo, dada a variedade de insetos que aqui encontro. Por sorte, nenhum venenoso (Pelo menos, até onde eu saiba).
Como o imóvel estava vago por muito tempo quando cheguei, minha batalha inicial foi contra as aranhas e suas indefectíveis teias. Após inseticidas e faxinas, faxinas e inseticidas, parece que finalmente ganhei meu espaço aqui. Vez ou outra ainda sou surpreendido com uma teia na cara, mas é raro; parece que minha persistência foi maior que a delas.
Teve uma vez, a mais assustadora de todas, em que uma barata aparentemente desgovernada entrou voando pela janela do banheiro e estatelou-se na parede do corredor. Tenebroso era o escarcéu que ela fazia, com as asas. E ainda mais com o fato de já ter se apresentado a mim como voadora. Não sou de subir nas mesas por causa de baratas, mas essas que saem do chão... PqP. Tenho medo sim, não nego.
Sorte que eu sempre vivo munido das minhas latas de Baygon e logo dei cabo da danada.
Agora, a pior guerra tem sido contra as formigas, aquelas minúsculas. Está certo que costumo manter a cozinha limpa – justamente para não atrair baratas – mas, aquelas formiguinhas são terríveis! Não se pode deixar nenhum resquício de alimento por uns minutos que elas vêm, e fazem aquela fila indiana para carregar tudo.
Pra piorar, parece que elas não são atraídas somente pelo açúcar, não. Vão atrás de salgado, de cerveja, até de água! Será possível que a crise já chegou até no mundo dos insetos, para eles apelarem assim?!
Essas desgraçadinhas estão me deixando louco – quase que literalmente: Quando estão em bando, mando ver o inseticida nelas; quando estão esparsas, meio que à procura da "caça", meio perdidas, gosto de torturá-las.
Fico batendo o dedo (como se fosse estaca caindo do céu) perto delas só para assistir ao desespero delas para, segundos depois, dar-lhes o golpe de misericórdia: "Toooma, filha da mãe!", falo, espremendo a infeliz sob meu dedo.
É, talvez esse negócio de morar sozinho deixe a gente meio esquisita mesmo...
: /
Como o imóvel estava vago por muito tempo quando cheguei, minha batalha inicial foi contra as aranhas e suas indefectíveis teias. Após inseticidas e faxinas, faxinas e inseticidas, parece que finalmente ganhei meu espaço aqui. Vez ou outra ainda sou surpreendido com uma teia na cara, mas é raro; parece que minha persistência foi maior que a delas.
Teve uma vez, a mais assustadora de todas, em que uma barata aparentemente desgovernada entrou voando pela janela do banheiro e estatelou-se na parede do corredor. Tenebroso era o escarcéu que ela fazia, com as asas. E ainda mais com o fato de já ter se apresentado a mim como voadora. Não sou de subir nas mesas por causa de baratas, mas essas que saem do chão... PqP. Tenho medo sim, não nego.
Sorte que eu sempre vivo munido das minhas latas de Baygon e logo dei cabo da danada.
Agora, a pior guerra tem sido contra as formigas, aquelas minúsculas. Está certo que costumo manter a cozinha limpa – justamente para não atrair baratas – mas, aquelas formiguinhas são terríveis! Não se pode deixar nenhum resquício de alimento por uns minutos que elas vêm, e fazem aquela fila indiana para carregar tudo.
Pra piorar, parece que elas não são atraídas somente pelo açúcar, não. Vão atrás de salgado, de cerveja, até de água! Será possível que a crise já chegou até no mundo dos insetos, para eles apelarem assim?!
Essas desgraçadinhas estão me deixando louco – quase que literalmente: Quando estão em bando, mando ver o inseticida nelas; quando estão esparsas, meio que à procura da "caça", meio perdidas, gosto de torturá-las.
Fico batendo o dedo (como se fosse estaca caindo do céu) perto delas só para assistir ao desespero delas para, segundos depois, dar-lhes o golpe de misericórdia: "Toooma, filha da mãe!", falo, espremendo a infeliz sob meu dedo.
É, talvez esse negócio de morar sozinho deixe a gente meio esquisita mesmo...
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16.4.07
A ressurreição do 0900
Não há muito tempo, existiu uma modalidade de ligação telefônica com tarifação extra (além da que já era cobrada pela ligação comum), a 0900. Talvez nem todos a conheçam, pois era muito utilizada por "empresas" de um ramo obscuro o qual prefiro não enunciar.
Depois de diversos problemas envolvendo esse tipo de ligação, as companhias telefônicas acabaram por extingüí-lo (Ou é o que me parece, já que não vejo mais serviços com esse prefixo).
Na verdade, este infâme existe até hoje, travestido de 0300. Mas não é bem sobre ele que quero escrever e sim sobre outro formato relativamente parecido, o dos "leilões" na tv.Quem nunca viu isso na telinha: "Vendo produto X pra você pelo menor lance único!", hum?
Pois é. O tal do leilão ao inverso, ganha quem pagar menos.
Tapeação? Jogo fraudulento? Bem capaz que seja, mas é – quero dizer, foi – irresistível pra mim. Como não sou tão ingênuo assim, logo notei que era para ligar para um número de celular interurbano (Inclusive, isso consta na divulgação) e que isso poderia fazer diferença na minha conta de telefone, mas... "Ah! O que é uma ligação rápida pra lá, não vai fazer mal; vai que eu ganho?", pensei e resolvi ligar.
Primeira coisa que eu devia ter previsto: Eles querem ganhar tempo – e dinheiro – e, portanto, não vão direto ao assunto...
– Olááá, você ligou para o Programa do Fulano de Tal! De segunda à sexta, de tal à tal hora, você pode ser o novo felizardo a comprar magníficos produtos por preços inacreditáveis e bla, bla, bla...
Até que, depois de algum (precioso para nós) tempo, a gravação chega aos finalmentes. E é aí que me deparo com o problema:
– Já temos registrado um lance idêntico ao seu. Tente oferecer um valor diferente.
E tento, e novamente fico sabendo que é repetido. E tento de novo, e idem na resposta. Então a gravação agradece a ligação e corta.
... dias depois, a conseqüência de minha vã esperança em fazer um bom negócio: Quase dez reais de acréscimo na conta telefônica.
Concluindo, percebo que essa jogada está dando lucro para muitas companhias, dentre emissoras de tv e companhias de telefonia fixa e móvel. E se expandindo sob outros formatos, além do lance mínimo; para comentar num programa ao vivo, para concorrer a sorteios, para as mais variadas arapucas, enfim.
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Depois de diversos problemas envolvendo esse tipo de ligação, as companhias telefônicas acabaram por extingüí-lo (Ou é o que me parece, já que não vejo mais serviços com esse prefixo).
Na verdade, este infâme existe até hoje, travestido de 0300. Mas não é bem sobre ele que quero escrever e sim sobre outro formato relativamente parecido, o dos "leilões" na tv.Quem nunca viu isso na telinha: "Vendo produto X pra você pelo menor lance único!", hum?
Pois é. O tal do leilão ao inverso, ganha quem pagar menos.
Tapeação? Jogo fraudulento? Bem capaz que seja, mas é – quero dizer, foi – irresistível pra mim. Como não sou tão ingênuo assim, logo notei que era para ligar para um número de celular interurbano (Inclusive, isso consta na divulgação) e que isso poderia fazer diferença na minha conta de telefone, mas... "Ah! O que é uma ligação rápida pra lá, não vai fazer mal; vai que eu ganho?", pensei e resolvi ligar.
Primeira coisa que eu devia ter previsto: Eles querem ganhar tempo – e dinheiro – e, portanto, não vão direto ao assunto...
– Olááá, você ligou para o Programa do Fulano de Tal! De segunda à sexta, de tal à tal hora, você pode ser o novo felizardo a comprar magníficos produtos por preços inacreditáveis e bla, bla, bla...
Até que, depois de algum (precioso para nós) tempo, a gravação chega aos finalmentes. E é aí que me deparo com o problema:
– Já temos registrado um lance idêntico ao seu. Tente oferecer um valor diferente.
E tento, e novamente fico sabendo que é repetido. E tento de novo, e idem na resposta. Então a gravação agradece a ligação e corta.
... dias depois, a conseqüência de minha vã esperança em fazer um bom negócio: Quase dez reais de acréscimo na conta telefônica.
Concluindo, percebo que essa jogada está dando lucro para muitas companhias, dentre emissoras de tv e companhias de telefonia fixa e móvel. E se expandindo sob outros formatos, além do lance mínimo; para comentar num programa ao vivo, para concorrer a sorteios, para as mais variadas arapucas, enfim.
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14.4.07
Odor: De fedor a aroma
Dos perfumes aos odores mais inusitados, jamais houve unanimidade quanto a preferência. Colônias, por mais famosas e adoradas que fossem, sempre tiveram alguém a repudiá-las por alguma razão e isso nunca foi motivo de estranheza; é mesmo uma questão de gosto pessoal, de química, como dizem alguns.
Mas cheiros, estes do cotidiano de qualquer ser humano, sempre me pareceram um caso à parte. O do alho, por exemplo. Por conta da ojeriza que as donas-de-casa tinham – e ainda têm – de sentir o cheiro daqueles dentes em suas mãos após espremê-los, foi criado o tempero pronto e voilà, tempera-se seu almoço sem deixar o menor resquício do cheiro do tempero além das panelas. Unanimidade? Discordo.
Talvez eu seja uma minoria, ou ainda menos, o único, mas confesso que inexplicavelmente gosto do cheiro do alho nos meus dedos. Bem, nem tão inexplicável assim, já que adoro colocar alho em tudo o que faço: Das saladas às sopas, das frituras ao feijão e arroz. Mas... isso explicaria o fato de eu não me incomodar nem um pouquinho com o cheiro e, ainda por cima, gostar disso?
Creio que não. Se assim fosse, nenhuma cozinheira se utilizaria do alho, ou não se alimentaria dos pratos feitos por si mesma com esse condimento. E prossegue o mistério: O cheiro do alho é ruim? É desagradável?
Porque se de fato o for, eu sou um cara muito estranho.
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Mas cheiros, estes do cotidiano de qualquer ser humano, sempre me pareceram um caso à parte. O do alho, por exemplo. Por conta da ojeriza que as donas-de-casa tinham – e ainda têm – de sentir o cheiro daqueles dentes em suas mãos após espremê-los, foi criado o tempero pronto e voilà, tempera-se seu almoço sem deixar o menor resquício do cheiro do tempero além das panelas. Unanimidade? Discordo.
Talvez eu seja uma minoria, ou ainda menos, o único, mas confesso que inexplicavelmente gosto do cheiro do alho nos meus dedos. Bem, nem tão inexplicável assim, já que adoro colocar alho em tudo o que faço: Das saladas às sopas, das frituras ao feijão e arroz. Mas... isso explicaria o fato de eu não me incomodar nem um pouquinho com o cheiro e, ainda por cima, gostar disso?
Creio que não. Se assim fosse, nenhuma cozinheira se utilizaria do alho, ou não se alimentaria dos pratos feitos por si mesma com esse condimento. E prossegue o mistério: O cheiro do alho é ruim? É desagradável?
Porque se de fato o for, eu sou um cara muito estranho.
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13.4.07
Primos
Apreciadores de automóveis e observadores mais atentos já sabem que isso vem de longa data: O plágio, declarado ou não, de estilos. Às vezes oriundo de espionagem industrial, noutras de mera coincidência.
Sabe-se também que fabricantes que pertencem a um mesmo grupo podem e fazem essa semelhança, mas realmente não sei se a Ford pertence à Nissan ou vice-versa, nem se ambos estão sob o domínio de outrem em comum. Até onde sei, a Nissan tem uma joint-venture com a Renault. Será que, então, é a Renault que tem ligação com a montadora americana, o que explicaria esse "parentesco", estes gêmeos quase univitelinos?
Ou...
Tudo não passa de mera coinciência, apenas uma tendência de design?
Hum...
Sabe-se também que fabricantes que pertencem a um mesmo grupo podem e fazem essa semelhança, mas realmente não sei se a Ford pertence à Nissan ou vice-versa, nem se ambos estão sob o domínio de outrem em comum. Até onde sei, a Nissan tem uma joint-venture com a Renault. Será que, então, é a Renault que tem ligação com a montadora americana, o que explicaria esse "parentesco", estes gêmeos quase univitelinos?
Ou...
Tudo não passa de mera coinciência, apenas uma tendência de design?
Hum...


11.4.07
The Worstest
Entre os bens que estavam no meio da mudança e se perderam, além dos computadores, estava a minha estimada coleção de cds. Uma perda de valor inestimável, se for considerar o valor sentimental também. Mas... não pretendo convocar a piedade alheia, já perdi noites insône de raiva e desgosto e decidi esquecer, virar essa página.
Vou é escrever sobre o que tenho escutado por aqui. Não por opção, mas por obrigação. (Ao que me parece, segundo a tradição local, quanto mais alto o volume, melhor.)
Aqui está a minha...
TOP 5 das piores de Jd. Piedade !!
Em quinto lugar, um pagode grudento cujo refrão é "Não me chame não, viu? Não me chame não, viu? Venha, venha, venha..." e que, além de ser tocada diversas vezes ao dia pela rádio da minha vizinha da frente, ainda foi ouvida por mim às 6 horas da manhã de certo domingo, na entusiasmada interpretação de um pedreiro cheio de fôlego. (e de vontade de encher o saco da vizinhança também)
O quarto lugar já não toca mais com tanta freqüência – Graças a Deus! – e era outro pagode, acho. Creio que a canção se resumia a um único refrão: "Pega na minha e balança!", pois eu não ouvia nada além disso.
Medalha de bronze para o mau gosto musical do meu vizinho de baixo. Desconheço refrões (o plural de refrão é esse?!) e também a designação correta daquele estilo "musical". Uns dizem que é "pancadão", outros dizem que é do PCC. Eu acho que é um tipo de "som dus mano"; aquela coisa de narrar assalto a banco, etc.
A vice pior... ahn, música (?) foi eleita a que diz que "DomésticaaAaaaa, o Brasil inteiro AaAaAaAamaaaaa vocÊêê... "
E no topo do pódio, um de um estilo chamado tecnobrega. Nem tanto pela parte instrumental, tampouco pela letra (afinal de contas, brega é brega, né) mas sim pela tremenda desafinação do rapaz que faz sua parte num dueto.
Quando ele começa com "Não vá, não vá, não vá, não váááÁá~ " me dá vontade de gritar:
– Vá você!! E fique por lá mesmo !
Af!
: T
Vou é escrever sobre o que tenho escutado por aqui. Não por opção, mas por obrigação. (Ao que me parece, segundo a tradição local, quanto mais alto o volume, melhor.)
Aqui está a minha...
TOP 5 das piores de Jd. Piedade !!
Em quinto lugar, um pagode grudento cujo refrão é "Não me chame não, viu? Não me chame não, viu? Venha, venha, venha..." e que, além de ser tocada diversas vezes ao dia pela rádio da minha vizinha da frente, ainda foi ouvida por mim às 6 horas da manhã de certo domingo, na entusiasmada interpretação de um pedreiro cheio de fôlego. (e de vontade de encher o saco da vizinhança também)
O quarto lugar já não toca mais com tanta freqüência – Graças a Deus! – e era outro pagode, acho. Creio que a canção se resumia a um único refrão: "Pega na minha e balança!", pois eu não ouvia nada além disso.
Medalha de bronze para o mau gosto musical do meu vizinho de baixo. Desconheço refrões (o plural de refrão é esse?!) e também a designação correta daquele estilo "musical". Uns dizem que é "pancadão", outros dizem que é do PCC. Eu acho que é um tipo de "som dus mano"; aquela coisa de narrar assalto a banco, etc.
A vice pior... ahn, música (?) foi eleita a que diz que "DomésticaaAaaaa, o Brasil inteiro AaAaAaAamaaaaa vocÊêê... "
E no topo do pódio, um de um estilo chamado tecnobrega. Nem tanto pela parte instrumental, tampouco pela letra (afinal de contas, brega é brega, né) mas sim pela tremenda desafinação do rapaz que faz sua parte num dueto.
Quando ele começa com "Não vá, não vá, não vá, não váááÁá~ " me dá vontade de gritar:
– Vá você!! E fique por lá mesmo !
Af!
: T
10.4.07
Curtas
– Ah, que saudade que eu estava da Solineuza!
E das alegres noites de terça-feira; ainda bem que o BBB acabou. É uma das épocas mais chatas do ano, quando os humorísticos dão lugar ao dramalhão do show de "realidade". Bem, afirmo isso ciente de que serei vaiado pelos fãs – a Patroa, inclusive – daquele troço, mas... ah, eu não resistiria ao desabafo. Afirmei que não gosto e pronto! ; )
– E não é que o senhor Nilton Carneiro, prefeito da cidade onde resido atualmente – e que conseguiu projetar o nome de Jaboatão dos Guararapes a nível nacional graças à sua filha e uma modesta indenização (por "indenização" entenda-se "jogo de cartas marcadas") de quase um milhão de reais que esta por pouco iria receber da prefeitura por um suposto acidente de trabalho – não compareceu à intimação de novo? Diz que tem um habeas-corpus preventivo. O prefeito!
Diz a sabedoria popular: Quem não deve, não teme.
Cabe comentar que este sujeito faltou à primeira convocação alegando estar realizando exames em um grande hospital da capital. O que logo foi desmentido pela mesma através de comunicado oficial. É um sem-vergonha mesmo, este senhor.
– Desconheço a qualidade da marca, mas ante o preço exageradamente baixo em relação aos demais concorrentes, hoje evitei comprar a mortadela da marca Confiança.
Ironia: A Confiança não me inspirou confiança.
A propósito, alguém sabe se presta ou não? Estava pela metade do preço do quilo da Perdigão...
– Aos pernambucanos que me respondam: Que graça teve assistir a Sport X Belo Jardim domingo passado, se um já era o campeão por antecipação e o outro já estava rebaixado pra segunda divisão, igualmente?
Na minha opinião, isso vem a provar o vazio de conteúdo do programa dominical global. Antes um jogo só para cumprir tabela, que um Faustão "enchendo lingüiça"... ?
E das alegres noites de terça-feira; ainda bem que o BBB acabou. É uma das épocas mais chatas do ano, quando os humorísticos dão lugar ao dramalhão do show de "realidade". Bem, afirmo isso ciente de que serei vaiado pelos fãs – a Patroa, inclusive – daquele troço, mas... ah, eu não resistiria ao desabafo. Afirmei que não gosto e pronto! ; )
– E não é que o senhor Nilton Carneiro, prefeito da cidade onde resido atualmente – e que conseguiu projetar o nome de Jaboatão dos Guararapes a nível nacional graças à sua filha e uma modesta indenização (por "indenização" entenda-se "jogo de cartas marcadas") de quase um milhão de reais que esta por pouco iria receber da prefeitura por um suposto acidente de trabalho – não compareceu à intimação de novo? Diz que tem um habeas-corpus preventivo. O prefeito!
Diz a sabedoria popular: Quem não deve, não teme.
Cabe comentar que este sujeito faltou à primeira convocação alegando estar realizando exames em um grande hospital da capital. O que logo foi desmentido pela mesma através de comunicado oficial. É um sem-vergonha mesmo, este senhor.
– Desconheço a qualidade da marca, mas ante o preço exageradamente baixo em relação aos demais concorrentes, hoje evitei comprar a mortadela da marca Confiança.
Ironia: A Confiança não me inspirou confiança.
A propósito, alguém sabe se presta ou não? Estava pela metade do preço do quilo da Perdigão...
– Aos pernambucanos que me respondam: Que graça teve assistir a Sport X Belo Jardim domingo passado, se um já era o campeão por antecipação e o outro já estava rebaixado pra segunda divisão, igualmente?
Na minha opinião, isso vem a provar o vazio de conteúdo do programa dominical global. Antes um jogo só para cumprir tabela, que um Faustão "enchendo lingüiça"... ?
9.4.07
O papa não é pop
O papa quer que as missas sejam rezadas em latim.
E olha que disseram, à época em que ele substituiu o João Paulo II, que este alemão seria um progressista. Pois estranho o progresso que ele pretende impor aos católicos. Concordo com a pureza da língua, mas creio que isso seja (ou será) um enorme passo para trás.
Enquanto os evangélicos crescem a cada dia, embalados numa comunicação mais próxima à realidade do cotidiano, vem ele querer uma missa em latim? Por Deus! Será que ele não percebe que isso afastaria ainda mais os fiéis da igreja?
A meu ver, a religião precisa, fundamentalmente, transmitir princípios. E de que maneira se faria essa transmissão através de uma língua oficialmente morta? Um dialeto que, certamente, apenas uma parcela irrisória da população tem conhecimento? Ah!
Lembro-me de cerimônias religiosas japonesas às quais eu comparecia, geralmente dedicadas aos ancestrais. Evidente que eram realizadas em japonês e só por isso já eram de difícil compreensão, mesmo para mim, que entendia alguma coisa da língua. O motivo da complicação: Além de usarem palavras antigas, em desuso, eram "cantadas", tal qual é um mantra.
E eu sempre acompanhava, aos inevitáveis bocejos. Ficava a pensar: "Se dedicam uma missa dessas para mim, talvez nem fico sabendo. E se fico, presencio mas não entendo bulhufas. Ou seja, seu efeito seria absolutamente inócuo..."
Quem sabe os que estão no lado de lá também não achem o mesmo?
Por isso que defendo a religião atualizada, integrada à cultura do povo e não o oposto, como parece defender o nosso atual papa.
E olha que disseram, à época em que ele substituiu o João Paulo II, que este alemão seria um progressista. Pois estranho o progresso que ele pretende impor aos católicos. Concordo com a pureza da língua, mas creio que isso seja (ou será) um enorme passo para trás.
Enquanto os evangélicos crescem a cada dia, embalados numa comunicação mais próxima à realidade do cotidiano, vem ele querer uma missa em latim? Por Deus! Será que ele não percebe que isso afastaria ainda mais os fiéis da igreja?
A meu ver, a religião precisa, fundamentalmente, transmitir princípios. E de que maneira se faria essa transmissão através de uma língua oficialmente morta? Um dialeto que, certamente, apenas uma parcela irrisória da população tem conhecimento? Ah!
Lembro-me de cerimônias religiosas japonesas às quais eu comparecia, geralmente dedicadas aos ancestrais. Evidente que eram realizadas em japonês e só por isso já eram de difícil compreensão, mesmo para mim, que entendia alguma coisa da língua. O motivo da complicação: Além de usarem palavras antigas, em desuso, eram "cantadas", tal qual é um mantra.
E eu sempre acompanhava, aos inevitáveis bocejos. Ficava a pensar: "Se dedicam uma missa dessas para mim, talvez nem fico sabendo. E se fico, presencio mas não entendo bulhufas. Ou seja, seu efeito seria absolutamente inócuo..."
Quem sabe os que estão no lado de lá também não achem o mesmo?
Por isso que defendo a religião atualizada, integrada à cultura do povo e não o oposto, como parece defender o nosso atual papa.
Finalmente
Que alívio. Como é bom ter de volta a internet doméstica!
Sem a indiscrição de um ambiente aberto e, principalmente, coletivo; sem a liberdade de fazer algo mais que ficar sentado e imóvel na cadeira – ou que me negue quem consegue gargalhar dentro de uma lan house – e, claro, sem me preocupar com a impiedade de um "taxímetro" !
Como é bom poder escrever offlinemente como o fazia antigamente, ah! Agora posso revisar o escrito com calma, evitar gafes e também aquela coisa com cara de feita às pressas. (Que de fato era mesmo feita assim, por sinal)
Levarei um tempinho para me atualizar do conteúdo e participação dos/nos blogs amigos, mas nada que se aproxime dos tenebrosos meses que passei sem internet. Creio que agora estarei um pouco mais atualizado tecnologicamente, após a morte do microssauro e a compra de um equipamento usado em seu lugar. Fazendo uma analogia grosseira, acredito que passei de uma vitrola para um cd player. ; )
E mãos à obra!
Sem a indiscrição de um ambiente aberto e, principalmente, coletivo; sem a liberdade de fazer algo mais que ficar sentado e imóvel na cadeira – ou que me negue quem consegue gargalhar dentro de uma lan house – e, claro, sem me preocupar com a impiedade de um "taxímetro" !
Como é bom poder escrever offlinemente como o fazia antigamente, ah! Agora posso revisar o escrito com calma, evitar gafes e também aquela coisa com cara de feita às pressas. (Que de fato era mesmo feita assim, por sinal)
Levarei um tempinho para me atualizar do conteúdo e participação dos/nos blogs amigos, mas nada que se aproxime dos tenebrosos meses que passei sem internet. Creio que agora estarei um pouco mais atualizado tecnologicamente, após a morte do microssauro e a compra de um equipamento usado em seu lugar. Fazendo uma analogia grosseira, acredito que passei de uma vitrola para um cd player. ; )
E mãos à obra!
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