É hoje, o dia. Talvez alguns creiam numa possível força... (cabalística ?) maléfica na sexta-feira 13, mas presumo que para a grande maioria da população, este dia não passe de um como outro qualquer. Já quase caindo no esquecimento, como tantas outras crendices populares. Vocês sabem; gato preto, espelho quebrado, passar por debaixo de uma escada, essas coisas. Bem, eu só não passo por baixo da escada quando quem está em seu topo é um pintor. Porque aí já seria exigir demais da minha sorte e imaginar que eu pudesse escapar ileso, sem nenhum respingo de tinta. Ou, numa visão mais HQ, sem uma lata de tinta virada sobre a minha cabeça...
Se não me engano, o mau agouro imposto a essa data vem de longínqüos tempos, parece-me que da Última Ceia (aquela, conhecidíssima, que Da Vinci imortalizou). O número estaria então relacionado a quantidade de pessoas à mesa e o azar, representado pelo traidor que ali estava.
Bobagem, não? Se isso desse azar mesmo, haveria uma lei – ainda mais aqui no Brasil, onde nossos tão 'esforçados' políticos empenham-se em criar leis pouco úteis (ou inúteis mesmo) – proibindo almoços e jantares com 13 convivas. E tal lei teria diversos parágrafos, regulamentando certos detalhes, como "Duas ou mais mesas encostadas em seqüência serão consideradas como uma mesa inteiriça e, por conseqüinte, também sujeitas à multa." ou então "Piquenique, não obstante a ausência de mesa, garçom e estabelecimento, também trata-se de refeição e portanto, igualmente está proibido, quando composto por 13 pessoas."
E então algum senador levantaria a dúvida das lanchonetes... e isso (lhe(s) renderia algumas sessões extraordinária$, para enfim aprovarem uma emenda excluindo as lanchonetes da obrigação do cumprimento da votada lei, "contanto que possuam mesas fixas e com capacidade máxima de 4 pessoas, cada." Nos moldes de qualquer rede de fast food, pra ser exato. E desta forma, estaria presente o "lobby" da indústria do hambúrguer em nosso Senado. Para variar um pouco o cardápio, que quase sempre é de pizza, com marmelada de sobremesa...
Mas...
Voltando ao nosso mundinho real; concluo esta crônica dizendo que também existem os que crêem no efeito inverso da sexta-feira 13: A (boa) sorte! E nessa fé, vão às lotéricas fazer suas apostas.
Ei, falando nisso, e se eu fosse lá também, comprar uma 'raspadinha'? Afinal de contas, ao fazer isso o máximo de azar que posso ter é o de ver meu 1 real indo embora sem retorno nenhum.
Como sempre, aliás.
: p
5 comentários:
Está comprovado. Ontem comprei mesmo (2) raspadinhas e, como sempre... nada ganhei.
Pois é, a sexta-feira 13 é um dia comum. Tão comum quanto os demais...
: p
Eu vi uma Mad (há 138641293 anos atrás, quando eu a lia) com clubes que não deram certo; um deles era dos Superticiosos Anônimos. Eles não conseguiram passar da 12º reunião... :P
Entre diversas fontes, eu prefiro uma que é histórica e bastante trágica. Philippe O Belo, para resolver seus (e do Estado) problemas financeiros, manda matar Jacques de Molay - Grão mestre da Ordem, e prender e/ou torturar todos os templários que fosse encontrados na França. Philippe ficou ríquissimo com a transferencia dos bens da ordem para ele, pagou ao Vaticano o que devia e colaborou com o Papa que queria acabar com a concorrência. Século XIV, 13 de Outubro de 1307.
Vovó escolheu esse dia, naturalmente não o ano, para morrer. Viva vovó e seu panache!
Veja que te fiz um scrap íntimo.
beijos, miss behavior
Tipicamente Mad, Caminhante. A propósito, eu também lia aquilo. Nos bons tempos de...
de...
ih, já esqueci o nome de todos os cartunistas...
E, Miss B...
Como hoje estou sóbrio, não posso te responder, pois não entendi necas da intimidade de seu comentário. No dia em que eu entornar uma garrafa de rum, volto aqui pra replicar! ; )
Mas, como não? Eu falei da minha avó !
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