31.1.06

Haaaja...



Orkutianos "de crachá e carteirinha" como eu já devem ter visto esta. E possivelmente estão de saco cheio dessa babaquice, assim como eu também estou. Melhor fosse nem tocar no assunto e apenas torcer para que essa coisa seja logo esquecida? Tarde demais. Cá estou, já a escrever sobre; tamanho o incômodo que estou sentindo.

Aos que não estejam a par do que estou falando, segue abaixo a reprodução de uma mensagem que vem infestando todos os cantos do orkut (e que me perdoem os companheiros do citado site, sei o quanto já devem estar fartos de ler isso, mas... bem, eu não diria que é por uma boa causa, mas para "ilustrar" o texto) :

" Oi meu nome é Samara, tenho 14 anos (Teria se estivesse viva), morri aos 13 em Cascavel-PR. Eu andava de bicicleta Quando não pude desviar de um arame farpado. O pior foi que o dono do lote não quis me ajudar, riu bastante mim após agonizar por 2 horas enroscada no arame eu faleci, através dessa mensagem eu peço que façam com que eu possa descançar em paz. Envie isso para 20 comunidades e minha alma estara sendo salva por você e pelos outros 20 que receberão.
Caso não repasse essa mensagem vou visitar-lhe hoje a noite assim vc poderá conhecer o tal arame bem de pertinho. Dia 15 de Julho Mariana resolveu rir dessa mensagem, uma noite depois ela sumiu sem deixar vestigios. O mesmo aconteceu com Kare dia 18 de Outubro. Não Quebre essa corrente por favor, a não ser que queira sentir a minha presença. "

...
Pois é, meu caro leitor, minha cara leitora; Por mais inacreditável que possa parecer, existem pessoas que crêem nisso e de fato vão às comunidades para postar isso. Alguns são até precavidos; escondem-se sob o anonimato e subscrevem um "Por via das dúvidas...". Mas outros, ah! São tão ingênuos que não escondem tal inocência de ninguém. Colam a mensagem "vinda do Além" sem o menor pudor, certamente aliviados por terem se livrado do ensanguentado fantasma da Samara a puxar seus pés, de noite.

Gente do céu! Este povo não pensa? Não raciocina?

Se a tal menina está morta, como ela redigiu essa mensagem? Estaremos tão avançados que a internet já chegou ao purgatório? Ok, ok, existem as psicografias e eu creio nelas. Entretanto, mesmo aceitando o fato de que a mensagem veio mesmo lá 'do outro lado', que relação haveria entre 'descansar em paz' e postar a mensagem em 20 comunidades? Seria em vida a Samara em questão uma viciada em orkut que, com essa divulgação em massa intencionaria agrupar seus amiguinhos viventes na caça ao fazendeiro mau, para encontrá-lo e linchá-lo? Ou '20' nada mais seria que um número cabalístico poderoso, capaz de libertar os espíritos mais inconformados de seus vingativos desejos?

Mas ainda não acabou a ladainha. Arrepie-se você aí que está me lendo!! ( trilha sonora de filme de terror ) "Mariana riu da mensagem e no dia seguinte ela sumiu! SUMIU! " Oooooooooh ... ( a platéia arrepia-se. Ouvem-se alguns gritos, abafados; ali e acolá, alguns choramingos )
Depois ( em tom solene ), precisamente no dia 18 de outubro, o Kare (ou a Kare, vá saber) também desapareceu... misteriosamente. As polícias municipais, estaduais, federais, a CIA, o Fox Mulder e até um ex-agente da extinta KGB tentaram encontrá-las, mas jamais conseguiram localizar vestígio algum das desaparecidas. Sombrio mistério ronda os acontecimentos. Tranque todas as portas de sua casa!! Feche as janelas!!! E deixe o telefone de algum bom exorcista sempre em mãos! ( Ah sim, e também um bom alicate de corte, pra quando a fantasma surgir com seus arames farpados )



Hahahah...
Essa eu nem preciso ser o padre Quevedo pra afirmar com aquela famosa convicção dele:
" Isso no ecxiste ! "

8 )

29.1.06

Favoritos atualizados

Embora eu tenha uma audiência menor ainda que a de uma novela da Rede Bandeirantes, sinto-me na obrigação – e no prazer, também – de divulgar aqui a atualização dos meus favoritos (aquela coluna de links à sua esquerda, sabe?). Pois bem:

Seguindo a ordem alfabética, que isto parece-me um código de ética dos blogs:

Caminhante Diurno: Indiretamente, já nos conhecíamos há um bom tempo, de vista. Isso em termos de orkut, sendo mais específico. Só vim a conhecê-la de forma um pouco mais próxima e abrangente depois do orkuticídio de uma amiga em comum. Bem, ao menos o lamentável incidente veio a me proporcionar algo de bom: O contato mais direto com esta pessoa. Meio maluca, é verdade, mas é uma boa pessoa. I can feel it. 8 )

Jo-aninha: Também fazia parte da rede que, por pouco, não 'vai para o espaço' após o orkuticídio da mesma amiga acima citada. Possuía imagens com uma das melhores resoluções que eu conhecia. E ainda por cima, era – e ainda é – morena, o que me atraía ainda mais. (Mais do que isso não posso dizer, senão apanharei do namorado dela)

A Pseudo: Esta foi descoberta ao acaso, enquanto eu usava o Google para ver se estava visível na grande rede. É o "Pseudoblog d'além mar", e escrito por uma mulher!! : O
Assim que a encontrei, deixei-lhe um comentáriozinho sobre a coincidência dos títulos, nada a inquirir sobre direitos autorais que isso inexiste na internet, aparentemente e nem pensei que ela fosse responder. No entanto, respondeu de imediato. E não é que é simpática? : )
De assustador, apenas o avatar. (Os homens entenderão o porquê) Heheheh.

E também excluí um blog extinto. Porque não há nada mais decepcionante que clicar num link e descobrir que o mesmo não leva a nada, ou ao "velório" do que era um blog.

23.1.06

Não se jogue no jogo

O que se esconde por trás dos tais "joguinhos orkutianos" ?

Que temos ferrenhos defensores e também combatentes desta febre, todos sabemos e inclusive reconhecemos alguns dos motivos de cada lado; se justos ou não, não é o mérito deste texto julgar. Entretanto, numa análise mais aprofundada, o que significaria a existência de um jogo?

A meu ver, o jogo nada mais é que um 'atalho' em relações sociais. Da mesma forma como surgiu o "como ou não como" nos primórdios do orkut, os jogos são, a grosso modo, a exclusão de todo um processo de abordagem, aproximação, afinidade e por aí vai... até a cama ou o altar da igreja. Tudo passa a basear-se em duas alternativas, apenas: Sim ou Não; o que, convenhamos, agiliza um bocado o processo mas... por outro lado, nos sinaliza um perigo: Afeitos à comodidade, muitas pessoas estão perdendo sua sociabibildade; a capacidade de dialogar, de ponderar opiniões, de seduzir e conquistar corações...

Lógico que estou falando em tom demasiadamente apocalíptico quanto aos que criam e participam de jogos por pura distração, sem quaisquer outros fins além disso. Mas tenho notado que há quem esteja "apostando todas as suas fichas" em joguinhos, para livrarem-se da solidão. E esse tipo de atitude é que considero arriscada. Estão entregando seus próprios destinos ao acaso, desobrigando-se do empenho e dedicação.

Pois bem, e qual problema há, em se ver livre dessas obrigações? A desvalorização! Tanto dos relacionamentos, quanto de si mesmos! Larga-se para trás o lado mais humano deste tipo de site como o orkut; Onde poderia haver troca de conhecimento, de experiências de vida, o enriquecimento da personalidade de cada um, surge uma "porta-giratória que leva nada a coisa alguma", em prol da praticidade. Uma praticidade duvidosa, pois que, salvo raros casos, só rende 'frutos descartáveis'.

Creio que dificilmente resultados efetivamente satisfatórios poderão ser obtidos através de um "joguinho". 'Resultados' em termos de uma intenção real quanto ao propósito do jogo, no caso destes que são mais pessoais. Mais íntimos, poderia se dizer.

19.1.06

Virtual? Nem tanto.

Até que ponto a inteligência artificial é inteligente?

Já conheci um site onde um suposto robô conversava com você em tempo real. Como se fosse alguém online no ICQ, ou no Messenger... Cheguei a testá-lo e comprovei que, para perguntas mais usuais, até que ele conseguia entabular uma conversa bem próxima à realidade. Chegou a render-me umas boas risadas, até. E então pensei...

Avanços considerados futurísticos muitas vezes vêm a nos surpreender, surgindo em meio ao mundo atual como uma realidade perfeitamente concebível, apesar da descrença generalizada. E por que não então, existir uma "pessoa" no orkut que não seja de fato uma pessoa de carne e osso? É claro que isto não se trata de nenhum avanço tecnológico, mas... bem, é possível, não? E por que levantei uma questão tão inútil como esta? Porque fui indiretamente questionado se pessoalmente também sou (ou tento ser) engraçado. Foi então que imaginei – talvez mais apropriado fosse dizer 'delirei'? – essa hipótese: De que eu não fosse real.

Não fosse a presença de conhecidos (pessoalmente) aqui para comprovar que não sou lá tão diferente assim na vida real, haveria quem cogitasse haver aqui, em vez de uma pessoa comum, um robô? Ou um software?! Longe de mim gabar-me por inteligência, mas sinto um certo alívio em reconhecer que as atuais tentativas de criação de uma inteligência artificial estão muito aquém da perfeição. E, por 'perfeição', entenda-se 'proximidade à realidade'.
Falando em ficção, quem assistiu a "2001, uma odisséia no espaço" ainda deve recordar-se de HAL 9000, o supercomputador que considerou-se superior aos humanos. Pois bem, aquele é um "futuro" que me assusta. Os tempos em que a criação se voltará contra seu criador. ( trilha de terror )
Para nossa sorte, 2001 (o ano) veio, ficou, passou. E não trouxe com ele nenhuma máquina dominadora. Vícios internéticos à parte, o computador continua a ser nosso adversário apenas no xadrez.



Falando nisso, o Kasparov sumiu. Teria ele entregado os pontos ao supercomputador? Sucumbido definitivamente sob a velocidade do processamento de dados, e de demasiados dados?

( trilha de terror, novamente )

14.1.06

" Para te proteger "

Esta eu não poderia deixar de comentar; saiu no caderno "Seu Dinheiro", do JT (Jornal da Tarde) de São Paulo:

Leitora indignada afirma que teve a mochila revistada na entrada do parque Hopi Hari e foi barrada por portar alimentos. Já a assessoria de imprensa do referido parque responde que "A informação (sobre tal proibição) está disponível no site do parque e na entrada do estacionamento dos visitantes. ", o que não deixa de ser verdade.

Supondo-se que a leitora não tenha acessado o site e nem tenha utilizado o estacionamento, não podemos culpá-la e só posso dar toda a razão à sua revolta. Mas o que veio mesmo a me indignar foram as outras palavras por parte da assessoria desse parque:
" O Hopi Hari adota padrão semelhante ao de parques internacionais, não autorizando a entrada com alimentos. Tal atitude visa a proporcionar maior segurança aos visitantes, oferecendo um espaço livre de riscos e capaz de garantir a magia e o encantamento". (negritos meus)

"Padrão internacional"? Ah tá...
Mas eu gostaria só de saber que 'riscos' seriam esses, dos quais o parque empenha-se em livrar os visitantes. Vindo de "padrões internacionais", será que eles temem a entrada de uma bomba caseira oculta dentro de um inocente bolo? Ou que uma aparente garrafa térmica guarde em seu interior, em vez de água ou suco, um coquetel molotov? Ou então, que algum homicida tente envenenar pessoas oferecendo-lhes quibes ou coxinhas envenenadas? Ou, nem tão grave assim, que um vândalo lance laranjas e maçãs nos brinquedos do parque? Ah sim, ou que alguém tente pichar as paredes dos banheiros com uma barra de chocolate, talvez seja isso...

BAH !! "Maior segurança", sei, sei.
Qualquer idiota percebe que esse negócio de proibir a entrada com alimentos ou bebidas só tem um intuito mesmo: Forçar o visitante a consumir apenas os produtos que são vendidos no interior do parque e que - não por acaso - vêm a aumentar o faturamento deles. Como se não bastasse lucrarem com estacionamento e ingressos, ainda fazem absoluta questão de lucrar com a alimentação também. Eis a verdade, nua e crua. Ou que alguém - que não seja essa 'assessoria de imprensa' - venha a me dar justificativas plausíveis.

Momento "delírio" :

Imaginem Miguel Falabella interpretando "Caco Antibes" (o famoso "neo-classe-média" do extinto programa "Sai de baixo"), declarando: "Não poder entrar com comida é para evitar os pobres! Pobre é que vem com caixinha de isopor, frasqueira, lancheira, marmiteira, frango e farofa. E sempre tem aquele punhado de filhos catarrentos fazendo sujeira com salgadinhos baratos! Pobre é uma desgraça!"


E para fechar este texto, seguem abaixo as palavras do advogado que analisa os casos na redação do jornal:
" Num caso como este é necessário que fique demonstrada a verdadeira razão da proibição da entrada do consumidor com alimento, para que, então, se possa ter a medida como eventualmente legítima. Sim, porque se a proibição visa apenas ao interesse do empreendimento privado, ele constitui prática comercial abusiva e fere os artigos 39 e 51 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) "

( É claro que não visa apenas ao interesse próprio; visa também à sua segurança (só Deus sabe à quê, ou de quê) e também ao seu encantamento com a magia do parque...

... é. )

): [

13.1.06

Sorte ou azar ?

É hoje, o dia. Talvez alguns creiam numa possível força... (cabalística ?) maléfica na sexta-feira 13, mas presumo que para a grande maioria da população, este dia não passe de um como outro qualquer. Já quase caindo no esquecimento, como tantas outras crendices populares. Vocês sabem; gato preto, espelho quebrado, passar por debaixo de uma escada, essas coisas. Bem, eu só não passo por baixo da escada quando quem está em seu topo é um pintor. Porque aí já seria exigir demais da minha sorte e imaginar que eu pudesse escapar ileso, sem nenhum respingo de tinta. Ou, numa visão mais HQ, sem uma lata de tinta virada sobre a minha cabeça...

Se não me engano, o mau agouro imposto a essa data vem de longínqüos tempos, parece-me que da Última Ceia (aquela, conhecidíssima, que Da Vinci imortalizou). O número estaria então relacionado a quantidade de pessoas à mesa e o azar, representado pelo traidor que ali estava.
Bobagem, não? Se isso desse azar mesmo, haveria uma lei – ainda mais aqui no Brasil, onde nossos tão 'esforçados' políticos empenham-se em criar leis pouco úteis (ou inúteis mesmo) – proibindo almoços e jantares com 13 convivas. E tal lei teria diversos parágrafos, regulamentando certos detalhes, como "Duas ou mais mesas encostadas em seqüência serão consideradas como uma mesa inteiriça e, por conseqüinte, também sujeitas à multa." ou então "Piquenique, não obstante a ausência de mesa, garçom e estabelecimento, também trata-se de refeição e portanto, igualmente está proibido, quando composto por 13 pessoas."

E então algum senador levantaria a dúvida das lanchonetes... e isso (lhe(s) renderia algumas sessões extraordinária$, para enfim aprovarem uma emenda excluindo as lanchonetes da obrigação do cumprimento da votada lei, "contanto que possuam mesas fixas e com capacidade máxima de 4 pessoas, cada." Nos moldes de qualquer rede de fast food, pra ser exato. E desta forma, estaria presente o "lobby" da indústria do hambúrguer em nosso Senado. Para variar um pouco o cardápio, que quase sempre é de pizza, com marmelada de sobremesa...

Mas...
Voltando ao nosso mundinho real; concluo esta crônica dizendo que também existem os que crêem no efeito inverso da sexta-feira 13: A (boa) sorte! E nessa fé, vão às lotéricas fazer suas apostas.
Ei, falando nisso, e se eu fosse lá também, comprar uma 'raspadinha'? Afinal de contas, ao fazer isso o máximo de azar que posso ter é o de ver meu 1 real indo embora sem retorno nenhum.
Como sempre, aliás.

: p

6.1.06

Ele e "ele"

Ontem fiquei surpreso ao deparar-me com a declaração que um anônimo (evidentemente) fez em uma comunidade que trata de desencontros amorosos: Em tom enfático, dizia-se farto de não ter sorte com as mulheres e que estava decidido: Iria – e provavelmente vai, se encontrar um padre que aceite realizar a cerimônia – se casar com um travesti!

Como já devem saber, não sou tão moralista a ponto de reprovar tal atitude – visto que até na Parada Gay estive, mesmo sem ser um – mas foi com certo assombro que li aquelas palavras do anônimo. Creio que o impacto tenha sido provocado porque a comunidade em questão é voltada às relações heterossexuais. Pois bem, mas passado o susto, comecei a analisar quais vantagens haveriam, em se casar com um travesti. E vamos a elas:

1) Suponha que ele (o anônimo) não pretenda ter filhos. Uma preocupação que jamais terá será a de um dia ouvir a tão temida (por alguns) frase: "Benhê, a menstruação não desce... e já faz um mês..."; também evitará as despesas com anticoncepcionais, preservativos e vasectomia. Considerando-se que ele não "pule a cerca", claro;

2) Estará livre de um dos maiores temores (ou seria 'terrores' ?) que afligem o homem: A TPM!!

3) Nunca terá discussões com a esposa por urinar sem levantar o assento.



É...
Pensando bem, vantagens existem mesmo. Mas mesmo assim, continuo preferindo as mulheres!!

: D