Tamanha é a reincidência deste tema em uma comunidade que co-modero, que resolvi escrever a respeito: A influência da aparência física em um relacionamento amoroso.
Creio que na mente de muitas pessoas ainda ecoam as palavras de (se é que não estou enganado) Vinícius de Moraes: " As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental ". E vivem as creditar suas fracassadas tentativas de viver um grande amor à falta de beleza. Como se um rosto bonito, um corpo atraente fossem pré-requisitos indispensáveis para tanto.
Claro que não sou hipócrita a ponto de dizer que a beleza plástica não é importante. Tem sim, sua parcela de influência na atração que pode vir a acontecer entre duas pessoas. Entretanto, não é o maior peso na balança, na hora de optar pelo sim ou pelo não. Pelo menos é o que penso.
Afinal de contas, o que é um namorado ou namorada? Um mero "troféu" a ser exibido aos outros? Um invejável objeto para se portar a tiracolo, como se fosse uma bolsa de refinada grife ou mesmo um valiosíssimo relógio? É claro que não.
Eu digo, e sem medo de ser forçado a engolir minhas próprias palavras futuramente, que sou incapaz de ter um romance com uma mulher somente pelo fato de ela ser uma linda mulher. Imagine: Linda, um verdadeiro colírio aos olhos; porém grossa, antipática, mal humorada, alienada, burra... Haveria chances de se pensar em um casamento? Jamais! E sequer em um namoro.
Por outro lado, existem sim, os feios. Mas que sabem cultivar uma beleza interior tão grandiosa que deslumbra a todos, irradiando seu brilho de tal forma que a feiúra corpórea torna-se um detalhezinho ínfimo, desprezível. Em alguns casos, imperceptível. E creiam-me, estes são os verdadeiros vencedores da 'corrida' rumo a realização do sonho de um romance atemporal, definitivo; pois é inevitável o desgaste da carne, ao passo que a personalidade é capaz de permanecer intacta por décadas a fio.
Talvez este "discurso" seja inútil aos jovens com energia o suficiente para amar e desamar, cair e se levantar, e cair de novo, e continuar assim tentando, sucessivamente... mas eu bem que gostaria que eles entendessem esta realidade para se pouparem de dar tantas 'cabeçadas'.
Lamentável o fato de que alguns jovens, em extremo desespero por se considerarem incapazes desta "estréia" no mundo adulto, se entreguem ao ato mais triste, mais covarde: O suicídio; este sim o pior final que existe.
Na idade em que mais vale a marca de um tênis ou de uma calça que saber se vestir com bom gosto e ao seu próprio estilo, corremos o risco de vermos mais e mais vidas se perdendo precocemente – e inutilmente – em busca de valores morais totalmente deturpados. Como a cega escravidão às regras ditatoriais da moda e da estética.
E finalmente, existe a relatividade da beleza; O que é feio para uns, pode não ser para outros e vice-versa. Ou discordam que aquela máxima não seja realista?
"Existe gosto pra tudo".
( Inclusive mau gosto, heheh )
5 comentários:
É, Ricardo, então há esperança pra mim? Não vou morrer só?
Que legal!!!
Os feios também amam... hehehe
Principalmente, a relatividade do conceito de beleza, pois ela depende do nosso olhar. O mais é futilidade.
Somente vc não, Adry; Nós! Que eu estou dentro dos que se consideram feios.
8 )
E hoje a Flor veio filosófica!
: )
Oh Ouh, acho que alguém ficou com peso na consciência por ter... a-ham!!
Tudo bem, vá. Vou fingir que eu não tinha visto nada.
he he.
8 )
É, Ricardo, ninguém sabe que foi o Alexei quem escreveu! hehehe
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