Um dos termos mais ouvidos/lidos ultimamente é a 'Quebra de sigilo'. Inquérito pra lá, inquérito pra cá e dá-lhe quebra de sigilo telefônico e bancário. Mas não se enganem, não vou ser mais um a aumentar ainda mais a multidão dos que adoram comentar as estripulias do Roberto Jefferson ou sobre o brilho ofuscante do carequíssimo Marcos Valério. Não.
O tema é: Quebra de sigilo... internético!
Certo que não há nada de novo nisso, mas percebo que às vezes nos esquecemos de que nossos passos online podem ser rastreados e ficamos à vontade demais. Em um dos blogs que freqüento – que obviamente não direi qual – e talvez em muitos outros, está instalado um recurso que permite ao proprietário do site "ver" quem são os visitantes e inclusive saber de onde eles vieram. Se através de um link, de um outro site.
A princípio pensei: "Não há mal nenhum nisso, já que sou uma pessoa comum, de ações comuns, de comentários até que bem comunzinhos" e não dei muita importância ao fato. Entretanto...
Só depois é que fui me dar conta do tamanho do perigo. Sou uma pessoa comum, um homem comum. E o que faz um homem comum na internet, além das costumeiras utilidades e futilidades? Quem pensou em sacanagem aí, acertou. Não as sacanagens da esfera política, nem as ações perniciosas de hackers. É de sexo mesmo, que estou falando.
Tudo bem que já era de se imaginar que eu fosse um tipo de visitante de sites, ahn... cof cof, impróprios para menores de 18 anos (além do Orkut que, pra quem não sabe, é oficialmente proibido para menores, mas... hah) mas daí a ser imperceptivelmente descoberto por quem talvez eu menos espere...
Haveria nisso um misto de quebra de sigilo e invasão de privacidade? Creio que sim. Mas não critico quem o faça, embora me sinta temeroso. A alegação é a segurança. Assim como em tempos da ditadura militar, quando sua casa poderia ser invadida aos pontapés e ter todos os ambientes revirados (e sua pessoa, inclusive), à caça de um suposto comunista sob o discurso de que era "tudo para a sua segurança". Convenhamos, hoje em dia existem coisas muito piores que comunistas, que além de comerem criancinhas, vivem tentando dementar o disco rígido do seu computador ou então capturar sua senha do cartão de crédito.
Eu não faço nada disso, mas como creio que seja impossível obter um "habeas corpus preventivo" desses programas que deduram nossas clicadas mais libidinosas, pretendo estar mais atento aos meus próprios passos. Não que esteja fazendo o "voto de castidade online", mas de agora em diante vou...
... ug.
Pensando bem, acho que não tenho como escapar dessa devassa eletrônica, não.
Que os céus – e minhas amigas mais pudicas – me perdoem.
: /
7 comentários:
O fato é - ninguém está à solta na internet. Isso é péssimo e é ótimo. Eu também adoro os sites 'impróprios', e o meu computador possui a blindagem que é possível, segundo o técnico, até por que esse tipo de site está sempre repleto de armadilhas. No mais, é desencanar e goz... quer dizer, aproveitar. :)
Verdade, verdade. Esse tipo de sites tem mesmo um bocado de arapucas. Desde as mais ingênuas tentativas de convencê-lo a lhes fornecer os dados do seu cartão – com alegações ridículas, como "O serviço é gratuito, mas precisamos de seus dados e blablabla..." – a traiçoeiros programas que que se impregnam em seu micro a tal ponto que o inutilizam mesmo.
Alex, fiquei curioso. Esse sujeito que vc citou permaneceu no emprego?
É por aí mesmo. Uma contribuição à discussão: uma das coisas que mais me impressionou entrei no atual job foram os cursos "obrigatórios" que nos mandaram fazer. Um deles, de quase 4 horas, foi só e apenas só, sobre navegação na internet x segurança x privacidade. Foi impressionante, Ricardo. Navegar na rede é sinônimo de pegadas muito maiores do que caminhar na rua. O uso da rede para interesses próprios no trabalho, aí incluem-se de qualquer tipo, é totalmente não recomendado. E se ocorrer, puf! está há dois cliques do mouse do administrador saber onde você esteve, por quantas horas, fazendo o que, baixando o que, clicando no que. A diferença é que, acessar esses sites da sua casa, de seu micro, para seu uso próprio, não tem problema algum e ninguém nunca poderá te acusar de nada. O que já acontece e vai acontecer cada vez mais, é a quebra total da privacidade no ambiente de trabalho (tem um caso, direto na tv, sobre uma moça que foi demitida de uma grande empresa porque falou mal do chefe no blog - que ela tinha e os amigos do trabalho liam). Para provar que ela era ela, o pessoal do suporte só precisou associar o IP da máquina com o ponto de rede que ela usava. No demais, seja feliz. ;) Abraços.
Btw, por que vc não instala um contador aqui? Vira um outro vício :))))
Eu mesma de vez em qndo olho os traços q os visitantes deixam no meu site...
Será q no blog tb dá pra ver?
Gi: Minha sorte é que acesso a internet no micro do trabalho, mas... como o patrão sou eu mesmo...
He he he ; )
E continuo sendo avesso à instalação do contador. Acho que isso me deixaria ainda mais apreensivo; tanto por descobrir que quase ninguém vem aqui ler as coisas que escrevo, ou senão por uma possível situação oposta: Ver que há gente visitando e no entanto eu não ter nenhuma idéia para escrever... só imaginando o povo se decepcionando ao ver um blog aparentemente abandonado...
: p
Adry: Os "traços" seriam os links de si mesmos? Ahn, acho que esta não entendi bem, me desculpe...
: /
Ricardo, os traços q o site vê são coisas como os sites q vc estava visitando antes do meu site, tipo de navegador, etc
Ah sim, agora entendi. Me parece que num blog também é possível fazer o mesmo.
Mas tranquilizo a todos os visitantes: Aqui não tenho nada disso. Nem detector de metais, de mentiras...
( gargalhada )
: D
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