25.6.09

Trânsito


Esse twit da Soninha, a deputada paulista, me deu a idéia pra escrever: Afinal, quem – ou quê – atrapalha a fluidez no trânsito?

Logo de cara vou descartando os "personagens" mais óbvios desse "dramalhão" urbano; ruas esburacadas, veículos caindo-os-pedaços pifando o tempo todo e no pior local, (in)evitáveis alagamentos causados pela chuva – pois é, a culpa é da chuva, da natureza! Ela não tem advogado de defesa mesmo, não é? – e o excesso de veículos... precisa comentar? Para me ater a outra coisa que também emperra o trânsito: A morbidez.

Ilustraria bem o texto uma situação verídica onde eu estava dentro de um ônibus e, deparando-nos com um longo congestionamento, muito tempo depois viemos a saber por qual motivo: Um acidente. O coletivo onde eu estava passou, lentamente, ao lado do local da colisão entre outro ônibus e um caminhão. Todos esticaram o pescoço pra ver o cenário. Nessa hora ouvi, de uma senhora que impassivelmente vasculhara o local com os olhos, e em franco tom de decepção:
– Ah, mas não tem nenhum ferido...

Não sei se é por esse estranho gosto em ver sangue, ou por preocupação, ou então compaixão, mas todo mundo passa muito lentamente ao lado de um acidente. Precaução? Não creio. Quantas vezes já vi guardas de trânsito, policiais rodoviários a tentar, inutilmente, agilizar o trânsito? Acenam, gritam aos motoristas para passarem logo. Em vão. E lá se vai formando o congestionamento atrás...

Se ao menos o povo perdesse essa mania, essa atração pelo mórbido, acho que pelo menos um motivo a menos teríamos, para emperrar as nossas ruas e estradas.

Voltando ao que disse a Soninha, ônibus atrapalham ônibus, sim. Mas considero isso um mal menor. Antes tê-los em demasia, que ficar à mercê de lotações – estes sim, parecem não seguir a regra alguma, senão a infâme de Gérson – ou ficar minutos que quase são horas, plantado num ponto de ônibus à espera do coletivo que parece nunca vir. E quando vem, está tão lotado que nem pára, passa direto.

2 comentários:

Caminhante disse...

Quando tem um acidente, tenho a reação contrária de olhar para o outro lado...

A Autora disse...

Hum... Acho que o comentário da mulher se refere muito mais ao caos no trânsito que o acidente provocara, do que por morbidez pura, Ricardo.
Pô, se não tem vítima, se não tem ninguém ferido (e consequentemente a área não precisa ser isolada), porque diabos os veículos que colidiram não encostam e deixam o trânsito fluir em paz?
Semana passada levei uma hora e meia entre o bairro de Santana e a Rodovia Bandeirantes. O que houve? Um caminhão quebrou na segunda faixa. E só.

Ah, valeu a dica que vc deu sobre faróis regulados. Vou ver isso direitinho.