Este final de semana foi dedicado ao cinema. Nem tanto por mim, que me conformo em assistir a qualquer coisa que seja, no conforto do lar, mas pela Patroa, cinéfila incurável. Dois "blockbusters": "Anjos e Demônios" no sábado e "Exterminador do futuro", hoje. Gostei de ambos. Mas não pretendo, neste post, fazer a tradicional resenha. Vou passar em branco sobre isso e comentar sobre outra coisa.
É um assunto já muito debatido, mas meu inconformismo me impele a reforçar o coro dos que vão ao cinema para assistir ao filme. É uma obviedade, mas para alguns não parece ser...
Por que ir ao cinema se todos os filmes, em sua grande maioria, irão passar na rede aberta de televisão, cedo ou tarde? Ou ainda, muito brevemente estarão disponíveis em dvd para que você os assista no conforto e privacidade de seu lar? Minha resposta: Porque o aparelho de tevê que possuo (um modesto 20") é incapaz de transmitir toda a grandiosidade – em todos os sentidos – do cinemascope.
Cinema é imersão, é envolver-se na trama apresentada com intensidade incomparável à que temos em casa (sujeitos ao barulho dos vizinhos, da rua, interrupções por um telefonema ou a campainha tocar em hora inconveniente... ), é dedicar-se, entregar-se a um bom enredo.
Pois é com essa disposição que sempre vou ao cinema. Escolho um bom local, me acomodo e me livro de todas as preocupações, ansiedades do cotidiano para, por uns bons instantes, "viver" o mundo da fantasia. Só que nem sempre isso é possível. Ontem, por exemplo. Nem bem começaram os trailers e simultaneamente os espectadores da carreira de trás começaram um banquete.
De dentro de uma ruidosa sacola plástica saía a comida. Não me virei pra trás pra ver o que era, mas tenho certeza de que comiam com a boca aberta, sem a mínima discrição. E note, eram 'espectadores' que 'comiam'; não era só um cidadão, era uma turba, a fazer o som de pipocas e outras coisas que nem quis saber o que eram, sendo mastigadas, estalos de latinhas de refrigerante sendo abertas, emabalagens sendo rasgadas, tudo isso em estéreo surround.
Tem como se concentrar num filme com um ambiente destes? Muito tempo depois o sujeito que estava atrás de mim amassa o saco (acho que de pipoca) fazendo o maior barulho e mesmo assim me conformo: "Até que enfim concluiu a refeição", pensei. Mas tinha me enganado, aquele havia sido só o primeiro. E ouvi ele (ou ela, não sei) abrindo a próxima embalagem...
Pô! Cinema é cinema, não um enorme refeitório com tela hiper-grande de televisão!
Se está com tanta fome assim, almoce ou jante, antes de adentrar num cinema! E lembre-se que você não está na sala-de-estar da sua casa e sim num ambiente coletivo!!
Está dado o desabafo. E creio que já devo ter escrito sobre os porcalhões de cinema, mas mesmo assim aproveito pra repetir: Que tal levar os resíduos de sua refeição para a lixeira, findo o filme? É pedir muito?
2 comentários:
Eu não sou muito adepta a comer no filme. É como comer vendo televisão - vira aquela coisa mecânica, sem sentir o gosto da comida e quem sabe até atrapalhando a ver o filme. Isso sem falar na ingestão de calorias desnecessárias!
Hum, controle no consumo de calorias. Eis uma causa que a Patroa não consideraria frescura... preciso me lembrar dessa.
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