Minha CNH vence neste mês e fui ao posto de atendimento do DETRAN daqui para me informar sobre a renovação. Primeira surpresa: Como tirei a "carta" de motorista em São Paulo, me informaram que antes eu teria de fazer uma tal "averbação". Traduzindo nas palavras dele (do DETRAN mesmo), isso seria a transferência do prontuário. Para isso é necessário o original e cópia do RG, CPF, comprovante de residência e requerimento padrão. Tá. E pagar uma taxa de R$36,67!
"Transferência de prontuário"?? Ok, ok, posso ser um cidadão em situação irregular – c/ centenas de pontos na carteira, ou que não tenha votado nas últimas eleições (é o "crime" num país de democracia imposta, ugh) ou, sei lá, um marginal procurado pela polícia, um estrangeiro ilegal... querendo RENOVAR a carteira – mas cobrar 36,67 reais pra essa transferência? Como se não bastasse já cobrarem a "módica" quantia de R$91,67 para a renovação? – essa foi a segunda surpresa nada agradável.
Tá certo, transferência de prontuário. Vão mandar meu requerimento e as cópias dos documentos via correio para São Paulo, onde lá estará uma calejada senhora que, após minuciosa conferência dos dados certificará-se de que eu existo, tornei-me oficialmente motorista lá, na capital paulista, e estou quite com a justiça e então adentrará o recinto onde se encontram os prontuários; o gigantesco pavilhão onde afileiram-se centenários arquivos metálicos e suas pastas suspensas. Ela irá, já com alguma prática e uma certa dificuldade em caminhar pelos extensos corredores e remover as aranhas e a poeira, encontrar meu protocolo e, finalmente, o fotocopiará, envelopará (esses verbos existem?!) e despachará pelo correio pra cá. É, custa mesmo 36,67 reais.
O Caralho!! (Desculpem-me pelo palavrão mas estou revoltado)
Não faz muito tempo, o Governo Federal divulgou propagandas institucionais falando que tinha chegado ao fim essa mamata de cometer infrações de trânsito num estado que não o de origem e tudo acabar em pizza, que agora o sistema estava todo informatizado e os DETRAN's de todo o país acessariam um único banco de dados centralizado e coisa e tal.
Será que isso só afetava o proprietário de um veículo? Não necessariamente seu condutor? É essa "entrelinha" que não captei? Veículo infrator+RENAVAN (ou seja lá o que for)= Interação de dados online em rede nacional, mas demais serviços permanecem no tempo do mimeógrafo??
Estou aqui apostando com qualquer um que pagarei pelos e-mails mais caros da minha vida.
Ou a senhora do babilônico arquivo paulista existe mesmo e, ainda por cima, usa mimeógrafo e uma Olivetti Lettera82 até hoje?
Um comentário:
Existem umas taxas incompreensíveis e injustificáveis mesmo. Sabe uma bem cara? Pra mudar de uma cidade pra outra levando um animal de estimação. Tem que vacinar, certificação do veterinário, mais taxa de não-sei-o-quê... Todas essas coisas me fazem ter a impressão de quem que é correto é castigado por isso.
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