Um número que assusta, de certo modo: 40. Quase meio século. Um solo onde quase nunca imaginei estar pisando, o da casa dos "enta". Onde quem entra, daí só sai para a cova... a menos que consiga se tornar centenário, claro.
4 décadas. Tanta coisa acontece no mundo em uma década... e numa vida, quatro parecem ter sido rascunhos; disso alguma coisa surgiu... ou não. Olhar pra trás e ver papéis ligeiramente amassados, abarrotando um cesto de lixo. Ou que foram furiosamente rasgados, em minúsculos pedaços, ou que amarelaram pelo tempo, pelo abandono...
Rascunhos chegaram a algum lugar, arrebatados pelo vento.
Rascunhos que tiveram significado.
Rascunhos que levariam à obra concluída...
Ou não.
Parece que quanto mais cresce o passado, menos se vislumbra o futuro.
(Trilha sonora: "Hall of Mirrors", Kraftwerk)
5 comentários:
De aniversário?
É, é hoje. Mas não há muito a comemorar. Nem como; estou sem verba disponível... :/
Ah, parabéns mesmo assim! \o/
As boas comemorações nem precisam ser onerosas, só têm que ser verdadeiras. =) [Rê]
Reparei que as pessoas melhoram com a idade. Elas se tornam mais críticas, mais seletivas e menos patéticas. Você, por exeplo, fica mais inteligente com o passar dos anos. E eu ainda conservo aquele medinho de conversar com você porque me sinto uma criança sem opinião válida diante de um adulto tão sábio.
Feliz aniversário, Ricardo! :)
É, Rê, o verdadeiro tem um valor único, desmonetizado. É bom senti-lo. :)
Menos, Dri, Menos! Desse jeito vc me faz sentir o Einstein diante do Maguila e não é assim. A Mônica, que me conheceu pessoalmente por muito tempo sabe, sou uma pessoa comum, normal até demais, com defeitos, receios e dúvidas como outra qualquer...
Mas agradeço de coração por tão elogiosas palavras. Mesmo não me sentindo à altura para merecê-las.
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