24.9.07

Deus seja louvado!

E eis mais um post ao melhor estilo "meu querido diário". Mas desta vez eu não poderia deixar de contar a vocês, meus amigos leitores: Finalmente consegui um emprego!
Falando assim até parece simplório, coisa que mereceria apenas um "Ah é? Que bom, meus parabéns" e ponto final mas não, o calvário foi maior do que possa parecer. Sei que não se trata de nada interessante e por isso mesmo peço desculpas antecipadamente pelo texto longo e enfadonho, mas vou contar..

Quando planejei mudar-me pra cá, no começo deste ano, providenciei uma reserva financeira vendendo um carro que me pertencia. Não era tanto dinheiro assim, o obtido, mas me daria uma confortável margem de folga até conseguir me empregar, coisa que previ obter num período máximo de três meses.

E vim pra Pernambuco, despachando lá da capital paulista todos os meus pertences através de transportadora. Como alguns de vocês ficaram sabendo, minha mudança praticamente perdeu-se no meio do percurso – devido a um, pelo que consta, acidente de trânsito sofrido pelo caminhão que trazia as caixas – e o que recebi aqui foram "migalhas" da remessa, quase nada. Então perdi 5 meses em infrutíferas negociações com a transportadora até que minha paciência se esgotasse e eu entregasse o caso para um escritório de advocacia. O resultado disso? Ante o insucesso da intermediação amistosa feita através da advogada contratada, só me restou aguardar a data da audiência, prevista para o ano que vem.

E nisso, o tempo ia se passando e nada de surgir um emprego. Ofertas em jornal? Havia! Entregas de currículo em empresas? O fiz, tanto on-line quanto em mãos! Telefonei para muitos, fui a outras tantas entrevistas, me apresentei a alguns indicados e... nada. O que mais escutei foi "Olha, seu currículo realmente é muito bom, mas no momento..." Sempre tinha um "mas" para fechar a porta na minha cara. Ou, o que considerei ainda pior; gente que me estufava de esperanças, dizendo que eu já estava praticamente contratado e que iria me ligar na semana seguinte para confirmar e...

E vinha a semana seguinte. Eu nem saía do apartamento para não perder a ligação. Enclausurei-me ao lado do telefone, esperando pela chamada. E quando finalmente vinha, era engano. E eu ligava para o suposto contratante, para saber da situação. Em vão, pois só recebia respostas indefinidas "Ainda estamos analisando os currículos" etc. Os dias se passando, e só frustrações.

Para agravar ainda mais minha situação, o que era previsto ter se resolvido em três meses foi se prolongando. 4, 5, 6, 7 meses... e o dinheiro só indo embora. E decidi que iria embora se não surgisse nada concreto até outubro. No meio deste mês já havia até ido ao balcão de anúncios de um jornal local para saber dos preços; já estava planejando vender alguns bens adquiridos aqui, no intuito de aliviar a carga da mudança – vai que me acontece outra desgraça de novo? – e angariar alguma verba para pagar a mesma e meu vôo de volta para São Paulo. Derrotado, falido, triste.

No entanto, semana retrasada recebi uma ligação. De um grande grupo do nordeste, a Schwambach (a qual eu desconhecia até então), perguntando se eu estaria interessado em uma vaga de eletricista. Prontamente respondi que sim e fui orientado a fazer um teste de tendências comportamentais on-line. Como eu não tinha mesmo mais nada a perder, aceitei e fiz. Francamente, sem muitas esperanças.

No dia seguinte a mesma pessoa volta a me ligar, dizendo que era para eu comparecer a determinada empresa, para entrevista. Meus olhos brilharam. E compareci. Lá estavam 6 pessoas, as quais foram submetidas a redação de um texto pormenorizando os motivos pelos quais cada um se consideraria o ideal a ser escolhido. Em seguida, uma apresentação pessoal, oral. E só. Permaneceu o suspense: Eles iriam entrar em contato com os que tivessem sido aprovados naquela fase, para prosseguirem com a seguinte. Mas isso, só no dia seguinte.

E na manhã seguinte recebo o esperado telefonema falando que eu deveria comparecer no mesmo local de início, para outra entrevista. E desta vez, quem lá estava era o gerente de uma concessionária Toyota na cidade, além de mais dois colegas da primeira entrevista. Analisou alguns pontos para ele preocupantes de meu currículo, como por exemplo o motivo que havia me levado a voltar do Japão pra cá "Saudade", respondi, ao que ele questionou:
Mas se quando você estava no Japão voltou porque sentiu saudades de sua família, não é presumível que fará o mesmo agora, pois mesmo estando no Brasil, você está longe de seus pais, de sua família da mesma maneira?

Então expliquei-lhe o noivado, a venda do carro, a mudança e seu infeliz fim. Aparentemente pareceu-me dar-se por convencido de minha convicção em fincar os pés nesta terra e passou a me detalhar a política da empresa: Salários, graduações, cursos, cotações a que todos os funcionários são submetidos e, finalmente, terminou convocando-me para estar na concessionária na semana seguinte, (Hoje, segunda-feira) para um exame de conhecimentos técnicos.

"Será a etapa final?", pensei. E me mantive nesse pensamento e expectativa durante toda esta manhã. O teste consistia em 12 questões, sendo 11 de mecânica! No local, apenas eu e mais outro colega sobrevivente do "funil" seletivo. Este, por sinal, mecânico de fato. Em conversas enquanto aguardávamos a prova, contou-me ele que o gerente havia lhe dito que o objetivo era contratar dois funcionários. Em tese, seríamos nós dois, mas mesmo assim eu não aliviava a apreensão.

Estranhamente, meu rendimento foi melhor que o do mecânico. Posteriormente ele iria comentar comigo que havia errado por equívoco de interpretação do enunciado das questões e tal. Exames à mão, disse-nos o gerente:
Isto é só para saber em que nível iremos inserí-los nos cursos vindouros. Podem se dirigir ao
departamento de RH para pegar a lista de documentos necessários para a admissão...

Só então abri largo sorriso. Era a frase que eu havia esperado por longos 8, quase 9 meses para ouvir. E vindo de uma empresa de renome, uau! Era a benção divina pela qual eu tanto implorava!Enfim, Deus é Pai, Deus é grande!

E termino este relato agradecendo a todos os amigos e amigas que por todo este tempo vieram
compadecendo deste meu sofrimento e que torceram, oraram por mim, pelo meu sucesso.
Muito Obrigado a todos. E que Deus os abençõe hoje e sempre, com igual ou ainda maior grandeza, amém!

: )

15 comentários:

Unknown disse...

Aeeeeeeeee! O mundo blogal está em festa! \o/

Ricardo, que coisa ótima, parabéns! Menino, estou tão contente que você nem pode imaginar! Fiquei emocionada lendo o teu relato, você merece essa vaga, que bom!

Uma história de amor como a tua não podia acabar desse jeito, né? Num período sem esperanças pelo nordeste, em passeios deprimidos pela praia...

Parabéns pela tua persistência, pela tua ousadia, pelos riscos que correu e por finalmente ter triunfado!

Beijos!

Anônimo disse...

Tô muito, muito, muitíssimo feliz por você, Ricardo. Parabéns pelo seu novo emprego!
Eu já passei por uma fase de desemprego e sei como é aliviante, emocionante e estimulante, depois de tanta espera e sofrimento, conseguir o lugar ao sol tão esperado!
Nossa, você deve ter arrasado na redação!!!!
Abraços!!!!

R. disse...

Ai, nem sei mais o que dizer, só sei que estou muito grato a todos...

(: )

Anônimo disse...

Ricardo estou muito feliz com a noticia!
Que Deus te abençoe!
Mõnica

Anônimo disse...

Uhuuuuu! PARABÉEÉÉÉÉÉÉÉNS!!

Muita sorte e sucesso nessa nova etapa. Esse post fdoi realmente emocionante, Ric.

Muita sorte e saúde sempre!

Beijocas!

Parabéns!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

\o/

Pernambuco não podia mesmo te deixar ir assim, triste. Principalmente agora, com a chegada do verão, só alegria.

Putz, que bom, tô muito feliz por vocês! Olha, as coisas podem demorar mais do que a gente espera, mas elas acontecem de forma mais bonita do que a gente poderia imaginar. Foi assim nas minhas idas e vindas entre Recife e Brasília - Deus sabia qual era o momento certo de voltar.

Bom, sendo assim, muita luz na nova fase. E muita praia nos próximos meses. :)

A Autora disse...

Ufa, Ricardo... como estou feliz, aliviada, torcendo por você! Apesar do susto, vou lhe apresentar uma máxima pernambucana: "no final tudo dá certo". Acredite nisso.
Como já havia dito a você, estava estranhando muito essa dificuldade em arranjar trampo (eu também, de cá, a tive). Mas graças a sua persistência e determinação, tudo deu certo.
E vai dar mais certo ainda, você vai ver!
Agora corre: vai na beira da água, molha a mão e te benze. Iemanjá gosta desse carinho.
Beijão, e muita sorte!

A Autora disse...

Ric,
deleta o blog da adoradora da sua lista. Eu o excluí.

Unknown disse...

Menino, que coisa mais linda a Pessoinha disse...

Anônimo disse...

Oi, Ricardo. Tinha escrito algo enorme aqui mas sei lá o que houve, sumiu. Queria te dizer que estou muito feliz por vocÊ. Perserverar é mesmo tudo. Deus abençoe sua nova fase e bem entendo esse negócio de saudade. Espero ter um momento desse também, se Deus quiser. Um beijão.

Anônimo disse...

Ah, esses alunos deixam as professoras cheias de orgulho!

;)

Non Sequitur disse...

ah, que bom!!! feliz por você!!

Adry e Webert disse...

Atrasada, mas vamos lá:

ebaaaaaaaaaaaaaaa
iupiiiiiiiiiii
urrulllllll
vivaaaaaaaaaaa

Estou hiperultramegamaxisuper feliz por vc.

Ricardo,

Deus seja louvado! Ele cuida de vc, meu querido e tem providenciado tudo quanto vc necessita. Tenho certeza de que Ele continuará abençoando sua vida e lhe proporcionando dias cada vez mais felizes.

Estou muito feliz por vc e por sua amada.

Xero procê!

R. disse...

Deus te ouça, Adry. :)
Até o presente momento tudo está indo tão bem que sinto-me tremendamente abençoado por Ele...

(: )

Valeu pelas palavras, Adry. :)

Unknown disse...

Comparto da sua alegria mais do que merecida, amigo querido.