31.8.06

Ao vencedor, as batatas

O supermercado que costumo freqüentar realiza semanalmente grandes promoções na área dos hortifruti e, nestes dias, o volume de clientes aumenta absurdamente, como é de se prever. Os preços são realmente atraentes e, vez ou outra, me arrisco a entrar no meio daquele "formigueiro" humano.

Quem já esteve num desses locais, e justamente nesses dias, sabe o desafio que é pilotar o carrinho de compras em meio à multidão. Somos empurrados, acabamos empurrando outrem inocentemente. E nessas horas noto – embora ciente de que isso não é nenhuma regra geral – que os homens são mais educados no trânsito. Naquele trânsito, pra ser mais exato. Muitos chegam a se desculpar por uma trombadinha inadvertida ou o enrosco num corredor superlotado. Por outro lado...

As donas-de-casa – não todas, lógico! Mas muitas – são "carniceiras" ali. Empurram e enfim seus carrinhos onde bem entendem, tal qual motoristas de lotação que, aparentemente, dirigem seus bólidos numa terra-sem-lei, onde vence o mais forte. Ou o mais ignorante, na acepção mais troglodita da palavra.
Estas senhoras, creiam-me, só têm olhos para as plaquetas com preços e seus respectivos produtos. Para mais nada têm olhos. Você estava na frente? Elas não vêem! Seu pé estava distraidamente no meio do caminho delas? Pois passam por cima e nem olham na sua cara, pois – segundo o que elas devem pensar, suponho – é preciso escolher logo aquelas batatas naquele preço fantástico e a educação é o que pouco parece importar. Seu pé? Menos ainda.

E acotovelam-se, empurrando-nos. Às vezes imagino que essa agressividade é um resquício do Homo sapiens ("Homo sapiens fêmea"... ?) que perdura até os dias atuais; é preciso providenciar alimento para prole, seja a custa do que for. Mais desesperadamente ainda, se o custo for convenientemente baixo e a concorrência grande. A gentileza? Esta também custa pouco. Mas tão pouco, que em alguns locais já não está valendo mais praticamente nada. Como nestes mercados...

Deus nos livre, pois, das donas-de-casa trogloditas.
Amém.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Claro, como você ousa entrar em território inimigo??? [:x] Morte aos homens nos supermercados, é uma conspiração, não sabia? MUAHAHAHAHAHA!!!

Se der tempo, vai no meu blog hoje, é o BlogDay 2006 e eu te citei.

Beijo. (Rê)