6.6.05

" Patologia sentimental "

A uma semana do dito "Dia dos namorados", aguardada data por uns, temida por outros; aproveito para desenterrar esta redação que fiz na aula de redação - cujo tema era justamente esse - do cursinho, e que obteve nota dez. Se foi merecida ou não eu não sei dizer, mas... bem, aí está:



É um fato praticamente comprovado, se não por meios científicos mas por meios literários, que o amor é um estado de profundas alterações no íntimo humano. Não há quem discorde do benefício dessas alterações, principalmente enquanto o relacionamento não esbarra em certos empecilhos da alma, como o ciúme.
O ciúme está para o relacionamento amoroso assim como o condimento está para a culinária; sem ele torna-se insosso, em excesso torna-se intragável. O namoro traz a sensação de possuir e ser possuído e, a completa ausência de ciúme simplesmente desfiguraria a relação. Somos escravos de nossos próprios sentimentos e entre eles, a insegurança, a falta de auto-estima e até mesmo a inveja contribuem, e muito, para inflamar este câncer amoroso.
Torna-se impossível amar a quem se ama, desta forma. Tempestades que são sucedidas por calmarias, até que um dia o céu escurece por dias... meses... e anos. E o que existia de uma linda história de amor passa a ser mais um drama da vida real.
Enfim, nada mais natural que desejar ter o amado para si somente, criando seu mundo numa redoma de vidro; porém, há de se saber dosar o apego à privacidade e, por que não dizer, à propriedade.


S D D, infelizmente.

5 comentários:

R. disse...

Ah sim, cabe o esclarecimento para quem não é leitor do PseudoBlog original:


A sigla SDD significa: Sem Data Definida.
Ou seja, é um texto antigo do qual desconheço a data exata em que foi escrito.

8 )

Anônimo disse...

Ixi, ciúme é um combustível para mim: não funciono sem!

R. disse...

Que não seja excessivo, Rê.
Senão se tornará igual àquela tira do Glauco, o 'Casal Neuras'.

: T

Anônimo disse...

Sentir um pouco de ciúme é legal, sim, até para não dar a estabilidade conformista de que o outro é seu definitivamente. Mas sem demonstrações, tá? Só sentir e - talvez, o que é um charme - fazer um biquinho... nada de rodar a baiana!
Lindo texto, Ricardo. Valeu o dez. Eu o daria - aliás, eu o dou.
Beijos.

R. disse...

Obrigado.
(: )