Nunca havia pensado nisto antes: Entre 'beijo' e 'beijos' no cumprimento entre um homem e uma mulher existe alguma sutileza, quanto ao grau de aproximação e intimidade?
Comecei a analisar a questão depois das palavras da Regina, em seu blog.
Em minha convivência virtual geralmente costumo usar 'beijos', que equivaleriam àqueles (três) de antigamente, dados ao ar; o beijo mais "desbeijo" que conheço. Em verdade, um relar de bochechas, nada mais que isso. Não tenho prestado atenção ao momento na hora em que acontece na vida real, mas creio que ultimamente tenho dado um único beijo. Na bochecha, claro.
Ou seja, no meu caso específico, um ou mais beijos não fariam grande diferença. Ambas alternativas poderiam ser interpretadas como carinho de amigo. Ou menos que isso, mera convenção social. Por outro lado, o significado poderia ser completamente diferente: 'Beijos' poderiam ser vários – muito mais que três, apenas – e não só no rosto. Poderiam cruzar montes e vales, picos e grutas, explorando a topografia humana de fronteira a fronteira. Se bem que, nesse caso, os beijos vêm quase sempre acompanhados de um 'anexo': "Onde você os queira..."
O 'beijo' também pode não ser na bochecha; pode ser certeiro, na boca! Ainda assim se divide em dois tipos: O chamado "selinho" e o de língua, também conhecido como " à francesa". Definitivamente não sou da geração 'selinho', embora a atualidade me pareça afirmar que esse tipo de beijo é inócuo, inofensivo. Para os modernos, portanto, o beijo seco não representaria nenhum (ou quase nenhum) avanço rumo ao envolvimento maior com a outra pessoa. Entretanto, o mesmo não pode ser dito sobre seu oposto, o beijo molhado. Não na minha concepção, pelo menos. O beijo no qual línguas se encontram mexe demais com a adrenalina, causando alterações súbitas que podem levar o casal a sentir 'desejos incomuns' entre simples amigos.
Isso sem contar que o beijo solo pode também ser um maternal (ou paternal, conforme o caso) beijo na testa ou um cavalheiresco beijo na mão. (tudo bem que na mão hoje em dia é coisa teatral, ou de realeza, ou papal, mas ainda assim conta)
Conclusão a que chego depois de toda essa dissertação: Nenhuma ! : O
Coitada da Rê, que deve estar arrancando os cabelos de raiva, a estas alturas...
4 comentários:
Ah, sabe que você tem esmo razão?! Cheguei à mesma conclusão, lendo seu texto.
Beijo. Digo, beijos. :S
Um beijo, vários beijos; o significado dependerá única e exclusivamente de um contexto. Ou de um clima, poderia se dizer.
; )
Beijo? Essencial. Beijos? Essenciais. Tão gostoso quanto o abraço, digo, AQUELE abraço... Sinceramente, não sei dos dois - beijo ou abraço - qual gosto mais. Sou beijoqueira e abraçadeira, com o parceiro, com os amigos, com as pessoas queridas, enfim.
Um abraço, Ricardo. E um beijo (na testa).
Pra vc, Ana, um na bochecha.
: )
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