Junho...
Passado o temível dia dos namorados, eis que estamos no período das festas juninas. Pode parecer uma redundância, mas há locais que não se contentam com algumas semanas e prolongam os eventos até o mês seguinte, "convertendo" as juninas em "julinas".
Nunca fui de festas. Nem de aniversário, nem juninas, nem as tais baladas. Resquícios na memória me trazem a imagem típica de um cenário chico-bentoniano: Bandeirolas de papel, uma grande fogueira, barracas de quitutes, de jogos, um ou mais sanfoneiros (ou isso já é forró?), mulheres com maquiagem propositalmente exagerada. Como se as interioranas não soubessem se embelezar...
Quem sabe esse tempo já deva ter existido. Creio que não mais. Eu nunca soube se elas eram mesmo assim. Caipirinha pra mim sempre foi uma bebida, nada além disso.
E existiram os balões, também. Pacatos em sua pequenez, causaram seus danos e foram devidamente proibidos por lei. Acabaram-se os singelos balõezinhos de junho para termos aterrorizantes balões gigantescos durante o ano todo. Não sei se é um problema típico desta capital, mas vou explicar aos que talvez desconheçam o fato: Existem equipes (que mais certo seria denominá-los 'bandos'), os chamados "baloeiros", que são capazes de investir todos os seus recursos na construção e lançamento de balões. E quanto maior ele for, melhor é; devem pensar. E embarcam fogos de artifício no artefato, para que eles estourem no alto, para chamar a atenção, possivelmente. Assim que a coisa se eleva ao céu, tem início uma caçada de "resgate", geralmente motorizada, a fim de recuperar partes reaproveitáveis da estrutura do balão.
E ai de você se o dito cujo cair sobre sua casa. Dificilmente algum deles irá tocar a campainha para educadamente lhe dizer: "Boa noite. Por gentileza, poderia nos dar licença para pegarmos o nosso balão?". Não.
Já vi cenas de donas-de-casa desesperadas, nos noticiários. Ou com a casa se incendiando devido a um balão, ou com um bando de alucinados pulando o muro e invadindo a residência atrás dos destroços, ou com ambas as desgraças...
Se você que está lendo isto for um "baloeiro" que bate no peito e afirma cheio de orgulho que jamais permitiu que seus balões causassem dano algum, quer fosse em bens materiais, quer fosse em seres vivos, peço desculpas pela generalização e o respeitarei.
Agora...
Que tal você também respeitar a lei? Tantas diversões sadias por aí...
Olha lá, a mocinha do correio-elegante chegando...
; )
2 comentários:
não sou a favor da liberação
mas tbm não sou contra a proibição, existe um grupo chamado SAB (sociedade amigos do balão) eles tinham uma proposta de cada equipe que quisece soltar balão tinha que pagar, para juntar fundos para cobrir caso o balão causase algum dano, e isso em parceria com a policia militar bombeiro e população, a equipe que soltou esse balão seria responsavel, e restringindo mais a lei de quem soltasse sem esse suposto (cadastro) ,varios paises levam isto até como atividade economica, e olhe que os baloes deles são nem se compara com os nossos, temos esta arte herdada dos nossos pais, faz parte da cultura Brasileira, somente assim seria solucionado o problema, unindo ultil ao agradavel.
so for levar ao pé da letra o que a mídia marron diz, huashuahs eles o Brasil vai ficar mais atrasado do que ja é!
um grande abraço a todos!!
"Não solte balão em época de seca"
"Solte Com segurança"
não adianta proibir balão
balão ja é parte da cultura e cultura não se acaba com leis pq as leis pode ater ser feita por uma classe menor mas é o povo que a cumpre e que coloca o seu peso.
as leis foras feitas para o povo e axatamento por causa disso que vc ainda ve baloes de 20, 30, 40, 70 metros e vai continuar vendo e isso é fato.
É como tentar proibir a bebida alcolica em nosso país , os manipulados vão parar logico,mas muita gente vai continuar bebendo so que agora de uma forma criminosa.
alias pq vc não fala mal de bebidas alcolicas ou currupção
vai ganhar muito mais pontos com pessoas que pensa
não que são manipuladas!
pode ter certeza
um abraçoo!
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