Está certo que já passava e muito, da hora de eu cortar o cabelo; estava uma decadência e desalinho que gel nenhum dava mais jeito. Hoje, enfim, cortei-o.
Estranhamente, uma desconhecida ao cruzar comigo na rua me lança um olhar no mínimo simpático –coisa rara ultimamente.
A bordo do coletivo de todo santo dia útil, uma mulher se oferece para segurar minha bolsa. Educadamente agradeço porém recuso, justificando que o peso é desprezível.
Uns minutos depois, uma moça sentada no assento do lado oposto me cutuca nas costas, oferecendo a mesma gentileza, à qual novamente declino, explicando que é coisinha leve e tal...
Fiquei a pensar...
Preciso deixar de ser tão pão-duro –porque sou do tipo que só se convence a cortar o cabelo quando este fica insuportavelmente incômodo e ridiculamente volumoso que meus colegas de trabalho começam a comparar meu cabelo com o do Bozo (é, aquele palhaço que aparecia no SBT...) – e ser mais assíduo no salão.
Porque só me traz benefícios. Tanto na autoestima quanto em outras coisas... ACHO.
Um comentário:
A primeira orientação que a psicóloga dá aos conviventes do albergue é que devem cuidar da aparência para melhorar a auto-estima e abrir as portas. Isso vale pra qualquer um de nós.
Postar um comentário