25.6.09

Curtas

• Às vezes fico confuso aqui, em Pernambuco.
Hoje, quarta-feira 24 de junho, é dia de São João. Em São Paulo é um dia como outro qualquer. Deve haver festas, mas não é feriado. E aqui é. Pra mim, desde ontem à tarde, que só trabalhei meio-expediente.

No começo desta noite lancei no Twitter a pergunta "Seu São João foi bom?" À qual minha amiga sergipana Adriana respondeu "Se for, amanhã te conto". Ué, ainda não foi, vai ser??
Até agora não entendo o por quê de não ter trabalhado normalmente, ontem...


• Numa destas manhãs, ainda meio desacordado, tive a impressão de ouvir o José Sarney afirmando no rádio que o tal mordomo da Roseana – o que ganha 12 mil reais por mês – na verdade não é mordomo dela, é chofer do Senado. Foi isso mesmo? PÔRRA MEU! Por um salário de 12 mil eu virava até chofer de caminhão de lixo. E nem ia achar ruim o fedor...


• Também agora de noite acho que ouvi o Joelmir Betting (ou foi o Ricardo Boechat?) informar que os funcionários do INSS estão em greve, reivindicando uma redução na carga de trabalho das tradicionais 40 horas semanais para 30, e sem redução de salário. Foi isso mesmo (part II)?! PqP! E nem quero saber quanto ganha um funcionário dessa instituição, pra não me indignar ainda mais...


• Onde foi parar aquele sujeito insuportável dos comerciais das Casas Bahia, o do bordão "Quer pagar quanto?" Estou achando que cedo ou tarde ele ressurgirá. Tal qual Carlos Moreno que, eterno garoto-propaganda da Bombril e havia se despedido da carreira e dessa fama... está de volta.

Trânsito


Esse twit da Soninha, a deputada paulista, me deu a idéia pra escrever: Afinal, quem – ou quê – atrapalha a fluidez no trânsito?

Logo de cara vou descartando os "personagens" mais óbvios desse "dramalhão" urbano; ruas esburacadas, veículos caindo-os-pedaços pifando o tempo todo e no pior local, (in)evitáveis alagamentos causados pela chuva – pois é, a culpa é da chuva, da natureza! Ela não tem advogado de defesa mesmo, não é? – e o excesso de veículos... precisa comentar? Para me ater a outra coisa que também emperra o trânsito: A morbidez.

Ilustraria bem o texto uma situação verídica onde eu estava dentro de um ônibus e, deparando-nos com um longo congestionamento, muito tempo depois viemos a saber por qual motivo: Um acidente. O coletivo onde eu estava passou, lentamente, ao lado do local da colisão entre outro ônibus e um caminhão. Todos esticaram o pescoço pra ver o cenário. Nessa hora ouvi, de uma senhora que impassivelmente vasculhara o local com os olhos, e em franco tom de decepção:
– Ah, mas não tem nenhum ferido...

Não sei se é por esse estranho gosto em ver sangue, ou por preocupação, ou então compaixão, mas todo mundo passa muito lentamente ao lado de um acidente. Precaução? Não creio. Quantas vezes já vi guardas de trânsito, policiais rodoviários a tentar, inutilmente, agilizar o trânsito? Acenam, gritam aos motoristas para passarem logo. Em vão. E lá se vai formando o congestionamento atrás...

Se ao menos o povo perdesse essa mania, essa atração pelo mórbido, acho que pelo menos um motivo a menos teríamos, para emperrar as nossas ruas e estradas.

Voltando ao que disse a Soninha, ônibus atrapalham ônibus, sim. Mas considero isso um mal menor. Antes tê-los em demasia, que ficar à mercê de lotações – estes sim, parecem não seguir a regra alguma, senão a infâme de Gérson – ou ficar minutos que quase são horas, plantado num ponto de ônibus à espera do coletivo que parece nunca vir. E quando vem, está tão lotado que nem pára, passa direto.

21.6.09

Top 10 do período

Segundo o Google Analytics, estes são os leitores que mais estiveram presentes aqui, no período de 30 dias. Não se refere a leitores assíduos, como pode se perceber. Mas o que me surpreende é que muita gente que se interessou por este espaço, dedicou alguns minutos ou segundos de sua atenção e... nem fiquei sabendo! São tímidos ou não gostaram do conteúdo, será?

Gente silenciosa, críticas também são aceitas, se for o caso. :)
E, sendo um silêncio positivo ou negativo, imito minha companheira de blogosfera Caminhante Diurno e agradeço a visita. Muito obrigado, pessoal.

16.6.09

Falando (mal) da novela

– O tema musical: Só entendo o "Tico mia" da primeira frase e mais nada. O que me leva a lembrar daquele forró (era forró?) cheio de segundas intenções, que cantava o cotidiano de um felino chamado Tico: "Tico mia na cama... Tico mia no sofááá~ ..."

– Não engulo a Eliane Giardini como indiana de jeito nenhum. Ela não tem nada do biotipo de uma! Ironicamente, a Dira Paes que – esta sim! – tem, não interpreta uma indiana.
Bem, pelo menos não colocaram a Vera Fischer como indiana...

– Impressão minha ou tem um Oompa Loompa (um daqueles seres estranhos do filme "A Fantástica Fábrica de Chocolate") na abertura da novela? :o

15.6.09

A origem deste humilde blog

Por que "pseudoblog"?

Quase ninguém sabe, mas o que hoje é um blog de fato, na verdade nasceu de uma brincadeira no Orkut, em plena época em que eu era orkutiano febril, isso nos idos de 2004, quando poucas pessoas sabiam o que era um site de relacionamentos e menos ainda de um com esse nome nada comum. (Hoje é, mas naqueles tempos...)

Eu criava, como todo viciado naquilo, comunidades. E escrevia muito. Começaram a surgir, então, sugestões para que eu fizesse um blog. Só que a imagem que eu tinha de blog era, além de nebulosa (tinha pouca ou quase nenhuma noção do que se tratava), depreciativa: Considerava coisa de menininha, uma mera versão online daquele "meu querido diário" onde se fazia o relatório do dia-a-dia; "Fui ao cinema com minhas amigas", "Comprei um tênis novo" e trivialidades afins.

Definitivamente não era minha praia. Pra começar que minha vida pessoal não tinha... aliás, continua não tendo nada de emocionante, de interessante, apenas uma entediante e previsível rotina. E nem um pouco me agradava a idéia de compartilhar isso com outras pessoas. No entanto, era muito observador e gostava de escrever sobre coisas impessoais, ou por vezes, com algum toque de visão particular de algo. Assim surgiu o pseudoblog como uma de minhas comunidades.

Por muito tempo preenchi-o com opiniões, comentários, crônicas, lamúrias (por que não?)... até que acabei cedendo aos pedidos para publicar num lugar onde qualquer um pudesse ler – era no tempo em que se precisava de convite pra acessar aquele site – e vim pra cá.

Tempos depois esse original perdeu-se quando apaguei meu perfil, lá. Foi uma atitude tresloucada, súbita, infelizmente. Havia muita coisa divertida, como os relatos de minhas idas a motéis... sozinho. Ou um teste de fidelidade que imaginei, bem ao molde daquilo que o João Kléber apresentava, era hilário. Pena...


Ah sim, e por que "pseudoblog2"?

Porque era a "filial" do original orkutiano? Não. Ficou sendo '2' por uma razão muito simples: Quando cheguei aqui no Blogger já existia um "pseudoblog.blogspot.com" e não me restou outra alternativa senão adotar o '2'.

Aliás, alternativa havia sim, eu é que desconhecia os demais hospedeiros de blog gratuitos...

E até hoje tenho raiva do "pseudoblog'1' ". Querem saber por quê? Basta acessá-lo e verão que aquilo foi só um teste. FOI. E ficou ali, entregue à própria sorte, tal qual a sucata de uma nave espacial desativada, vagando a esmo no espaço...

A criadora não poderia ao menos ter dado um fim à criatura, em vez de sumariamente abandoná-la? Hunf!!

Abstrato

Um número que assusta, de certo modo: 40. Quase meio século. Um solo onde quase nunca imaginei estar pisando, o da casa dos "enta". Onde quem entra, daí só sai para a cova... a menos que consiga se tornar centenário, claro.

4 décadas. Tanta coisa acontece no mundo em uma década... e numa vida, quatro parecem ter sido rascunhos; disso alguma coisa surgiu... ou não. Olhar pra trás e ver papéis ligeiramente amassados, abarrotando um cesto de lixo. Ou que foram furiosamente rasgados, em minúsculos pedaços, ou que amarelaram pelo tempo, pelo abandono...

Rascunhos chegaram a algum lugar, arrebatados pelo vento.
Rascunhos que tiveram significado.
Rascunhos que levariam à obra concluída...
Ou não.

Parece que quanto mais cresce o passado, menos se vislumbra o futuro.

(Trilha sonora: "Hall of Mirrors", Kraftwerk)

O templo da 7ª arte

Este final de semana foi dedicado ao cinema. Nem tanto por mim, que me conformo em assistir a qualquer coisa que seja, no conforto do lar, mas pela Patroa, cinéfila incurável. Dois "blockbusters": "Anjos e Demônios" no sábado e "Exterminador do futuro", hoje. Gostei de ambos. Mas não pretendo, neste post, fazer a tradicional resenha. Vou passar em branco sobre isso e comentar sobre outra coisa.

É um assunto já muito debatido, mas meu inconformismo me impele a reforçar o coro dos que vão ao cinema para assistir ao filme. É uma obviedade, mas para alguns não parece ser...

Por que ir ao cinema se todos os filmes, em sua grande maioria, irão passar na rede aberta de televisão, cedo ou tarde? Ou ainda, muito brevemente estarão disponíveis em dvd para que você os assista no conforto e privacidade de seu lar? Minha resposta: Porque o aparelho de tevê que possuo (um modesto 20") é incapaz de transmitir toda a grandiosidade – em todos os sentidos – do cinemascope.

Cinema é imersão, é envolver-se na trama apresentada com intensidade incomparável à que temos em casa (sujeitos ao barulho dos vizinhos, da rua, interrupções por um telefonema ou a campainha tocar em hora inconveniente... ), é dedicar-se, entregar-se a um bom enredo.

Pois é com essa disposição que sempre vou ao cinema. Escolho um bom local, me acomodo e me livro de todas as preocupações, ansiedades do cotidiano para, por uns bons instantes, "viver" o mundo da fantasia. Só que nem sempre isso é possível. Ontem, por exemplo. Nem bem começaram os trailers e simultaneamente os espectadores da carreira de trás começaram um banquete.

De dentro de uma ruidosa sacola plástica saía a comida. Não me virei pra trás pra ver o que era, mas tenho certeza de que comiam com a boca aberta, sem a mínima discrição. E note, eram 'espectadores' que 'comiam'; não era só um cidadão, era uma turba, a fazer o som de pipocas e outras coisas que nem quis saber o que eram, sendo mastigadas, estalos de latinhas de refrigerante sendo abertas, emabalagens sendo rasgadas, tudo isso em estéreo surround.

Tem como se concentrar num filme com um ambiente destes? Muito tempo depois o sujeito que estava atrás de mim amassa o saco (acho que de pipoca) fazendo o maior barulho e mesmo assim me conformo: "Até que enfim concluiu a refeição", pensei. Mas tinha me enganado, aquele havia sido só o primeiro. E ouvi ele (ou ela, não sei) abrindo a próxima embalagem...

Pô! Cinema é cinema, não um enorme refeitório com tela hiper-grande de televisão!
Se está com tanta fome assim, almoce ou jante, antes de adentrar num cinema! E lembre-se que você não está na sala-de-estar da sua casa e sim num ambiente coletivo!!



Está dado o desabafo. E creio que já devo ter escrito sobre os porcalhões de cinema, mas mesmo assim aproveito pra repetir: Que tal levar os resíduos de sua refeição para a lixeira, findo o filme? É pedir muito?

9.6.09

A verdade que você não quer ver

Há pouco tempo percebi uma verdade inesperada: O desafeto reflete o defeito de quem com ele se incomoda. Lógico que isso não pode de forma alguma ser dito como uma regra geral, mas... digamos, como uma das explicações para a antipatia gratuita. (Ok, ok, às vezes nem é tão gratuita assim, mas continuemos)

O paradoxo foi notado quando eu, de cabeça mais fria, analisei por qual ou quais razões não ia com a cara de uma colega de trabalho. Diferenças de visão comercial e conhecimento técnico à parte, identifiquei como uma de suas características temperamentais que mais me tiravam do sério, o chilique.

Sim, praticamente qualquer coisa, qualquer mínimo detalhe que fosse era motivo para exaltação, para transtorno. E fazia – aliás, ainda faz – questão de deixar isso bem visível a todos. Na pior época – pra mim, evidente – era eu o Judas da vez. Volta-e-meia era questionado, de modo nada discreto, sobre algo que eu dissera/escrevera/fizera envolvendo-a. E como trabalhamos em conjunto, isso é uma constante, essa comunicação.

Pois eu ficava indignado, o sangue fervia de raiva e eu dava o "troco", quase sempre na mesma "moeda". Chegou a ficar naquele clima Eu-não-falo-com-Fulana/ Fulana-não-fala-comigo, depois de alguns episódios.

E não é que, agora retornando ao momento de reflexão, vi que eu também era igualmente chiliquento? Sim! Eu também fazia o maior discurso, às vezes por coisas ínfimas. E não somente tratando com a Dita-Cuja. Era com tudo!

Fiz então a analogia com o espelho...

Ela, refletindo esse meu lado explosivo fez o mesmo papel que o espelho, ao mostrar uma espinha na ponta do nariz... é, é o infeliz papel que o espelho tem a cumprir, por vezes, querendo ou não...

E me acalmei. Passei a entendê-la um pouco mais. A ser menos intolerante. Voltamos a conversar normalmente, dentro de um ambiente profissional. Não me sinto tão incomodado quanto antes, com a presença – sim, a simples presença já me importunava – e parece, estranhamente, que ela decidiu eleger outros judas entre os demais companheiros que ali fazem o mesmo que eu. Ao que parece, a "espinha" está cicatrizando...

5.6.09

Taxas... justificam-se?

Minha CNH vence neste mês e fui ao posto de atendimento do DETRAN daqui para me informar sobre a renovação. Primeira surpresa: Como tirei a "carta" de motorista em São Paulo, me informaram que antes eu teria de fazer uma tal "averbação". Traduzindo nas palavras dele (do DETRAN mesmo), isso seria a transferência do prontuário. Para isso é necessário o original e cópia do RG, CPF, comprovante de residência e requerimento padrão. Tá. E pagar uma taxa de R$36,67!

"Transferência de prontuário"?? Ok, ok, posso ser um cidadão em situação irregular – c/ centenas de pontos na carteira, ou que não tenha votado nas últimas eleições (é o "crime" num país de democracia imposta, ugh) ou, sei lá, um marginal procurado pela polícia, um estrangeiro ilegal... querendo RENOVAR a carteira – mas cobrar 36,67 reais pra essa transferência? Como se não bastasse já cobrarem a "módica" quantia de R$91,67 para a renovação? – essa foi a segunda surpresa nada agradável.

Tá certo, transferência de prontuário. Vão mandar meu requerimento e as cópias dos documentos via correio para São Paulo, onde lá estará uma calejada senhora que, após minuciosa conferência dos dados certificará-se de que eu existo, tornei-me oficialmente motorista lá, na capital paulista, e estou quite com a justiça e então adentrará o recinto onde se encontram os prontuários; o gigantesco pavilhão onde afileiram-se centenários arquivos metálicos e suas pastas suspensas. Ela irá, já com alguma prática e uma certa dificuldade em caminhar pelos extensos corredores e remover as aranhas e a poeira, encontrar meu protocolo e, finalmente, o fotocopiará, envelopará (esses verbos existem?!) e despachará pelo correio pra cá. É, custa mesmo 36,67 reais.

O Caralho!! (Desculpem-me pelo palavrão mas estou revoltado)
Não faz muito tempo, o Governo Federal divulgou propagandas institucionais falando que tinha chegado ao fim essa mamata de cometer infrações de trânsito num estado que não o de origem e tudo acabar em pizza, que agora o sistema estava todo informatizado e os DETRAN's de todo o país acessariam um único banco de dados centralizado e coisa e tal.

Será que isso só afetava o proprietário de um veículo? Não necessariamente seu condutor? É essa "entrelinha" que não captei? Veículo infrator+RENAVAN (ou seja lá o que for)= Interação de dados online em rede nacional, mas demais serviços permanecem no tempo do mimeógrafo??

Estou aqui apostando com qualquer um que pagarei pelos e-mails mais caros da minha vida.



Ou a senhora do babilônico arquivo paulista existe mesmo e, ainda por cima, usa mimeógrafo e uma Olivetti Lettera82 até hoje?

3.6.09

Pedofilia

Depoimento dado em uma das comunidades orkutianas que co-modero, editado (re-redigido, encurtado) mas sem alterar sua essência:


"Amo um homem há 2 anos, quase 3 e ele é muito mais velho que eu.
Ele era meu professor e agora é diretor. Eu nunca havia o olhado com outros olhos, mas minhas amigas sim. Pra mim ele era como outro homem qualquer mas, com o passar do tempo, fui gostando muito mais dele e hoje amo-o demais.
Um dia minhas amigas falaram pra ele que havia uma aluna que amava ele e ele respondeu: 'Que pena, não amo ela, amo minha mulher...'
O pior é que ele tem 53 anos e eu 15."


Uma moça de 15 anos de idade, enfim. Minha resposta a essas palavras dela, lá, quase que num ato reflexo, foi dizer que isso se enquadraria em pedofilia. E vieram as críticas sobre mim, dizendo que se não era forçado não era pedofilia coisa nenhuma e por aí vai.

São fatos como este que me levam a questionar até que ponto o chamado pedófilo é o vilão da história e ponto final. Evidente que casos visivelmente patológicos – os quais é melhor nem entrar em detalhes – são a regra da exceção e estes prefiro que assim continuem mas...

E quando ocorre o inverso? Quando a púbere decide, por livre e espontânea vontade desejar alguém de uma faixa etária muito além da sua?

No caso apresentado viu-se que o homem rechaçou o interesse da mocinha. No entanto, e se fosse ele alguém não comprometido com ninguém, uma pessoa livre de vínculos sentimentais com outrem e, sinceramente, correspondesse à paixão? Seria pedófilo?

Outro caso questionável, a meu ver, é o da menor de idade que, talvez devido à (des)cultura de criação, tenha o erotismo nato (ou exacerbado) e acabe, por força das desventuras desta vida ou por falta de caráter mesmo, caindo na chamada "vida fácil" da noite, vendendo seu próprio corpo. Seu cliente seria também um pedófilo?

Que fique claro que não estou a defender nenhum dos dois lados, mas a questionar a anomalia do ser humano. E que pensando que esta (psicopatologia ou desejo não aceito pela sociedade) pode estar tanto no homem, quanto na mulher.



PS: Pensei nisso já prestes a publicar o texto, que era previamente escrito: E quanto à mulher adulta que seduz um moçoilo pré-maioridade? É... pedófila? :o

Analisando a bunda alheia

Como este é – ou pelo menos assim o considero – um blog de família, tipo censura-livre, perguntei no Twitter se eu deveria ou não escrever sobre bunda. E veja só o meu – catastrófico – IBOPE, lá: Por 1 opinião X 0, ganhou a liberdade de expressão... (ha, ha... haa...)

Bunda, ou derrière (como era da preferência do Luís Fernando Veríssimo) ou ainda traseiro (como às vezes me refiro àquela parte da anatomia humana e, neste caso, feminina) é, segundo dizem por aí, a preferência nacional. Atualmente, com ênfase no volume, vide Mulher-Melancia, Mulher-Samabaia e outras Mulheres-Objeto que vêm surgindo por aí.

Pois bem, não é sobre nenhuma delas que quero comentar, mas sim sobre uma que vive no meu ambiente profissional. Também não é sobre a beleza – ou suposta beleza – da pessoa e sua bunda, mas justamente o oposto. É feia. Ou considero feia.

E não consigo encontrar o por quê. A pessoa em si não é magérrima, tampouco gorda; parece-me estar num peso ideal. Altura, idem, mediana. Proporcionalmente é uma mulher absolutamente comum, enfim. Porém, não me conformo com aquilo. Ideal seria se eu pudesse pôr aqui uma foto do detalhe em questão, mas isso seria indiscrição demais, mesmo ocultando seu rosto – o que seria, convenhamos, fácil demais, já que estou falando sobre nádegas, mas... deixa pra lá. Visualizem mentalmente.

Não é achatado, não é pontudo, não é caído e não é nada atraente. Só o quadril que fica muito abaixo de onde acho que realmente deveria estar...

Ei, será que é isso que dá a impressão de ser uma bunda estranha? O quadril?



Utz. Que post inútil. Desculpem-me, leitores. Mas eu precisava "desabafar" esse pensamento*...



*Por "pensamento" entenda-se "babaquice".
:P