Foi na sexta-feira passada, na esvaziada sessão plenária do Senado. Wellington Salgado, ferrenho defensor do "imexível" presidente da Casa e (re)conhecido como o mocréio da CPI que investigava o Mônicagate (nosso Watergate) discursava para o colega Heráclito Fortes e demais cadeiras desocupadas.
A criticar a perseguição da imprensa ao esclarecimento da conturbada votação que acabou confirmando a já previsível – e indigesta, para nós do eleitorado – pizza de marmelada, mostrou-se inconformado com a reação da oposição – sendo específico, do DEM – por expôr à dúvida a legitimidade de uma votação "democrática e pública que todo o Brasil viu", conforme suas próprias palavras. Foi então que eu me revoltei.
"Pública"?! E que o Brasil viu?
O que o Brasil viu foi o deputado Raul Jungmann atracando-se com um segurança do senado, impropérios dominando a porta fechada do plenário e, horas depois, o mesmo Renan Calheiros de sempre, com o contumaz sorriso da imputabilidade estampado no rosto.
E fiquei curioso em saber quem seria este senhor Wellington Salgado, que só surgiu sob os holofotes após a passagem do então senador Hélio Costa, do qual era suplente, para o Ministério das Comunicações. Eis a ficha:
" É graduado em Pedagogia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tendo se especializado em Administração de Sistemas Educacionais e doutorando em Educação a Distância pela Universidade Nacional de Educação a Distância - UNED, Madri/Espanha."
Fonte: Site do próprio
Ou seja, teoricamente não deveria dizer coisas tão estapafúrdias como a que proferiu aos microfones do plenário. A menos que ele viva num universo paralelo tal qual o intocável alagoano, que até agora nega a veracidade – e até mesmo a existência, em alguns casos – das provas de sua falta de decoro parlamentar, não obstante já terem sido confirmadas até mesmo pela Polícia Federal.
Finalmente, e para meu desgosto ser completo, descubro que o excelentíssimo peemedebista cabeludo é cidadão honorário recifense. Alguém, pernambucano ou não, pode me dizer por qual mérito? Ou então, "gentilezas políticas" à parte, me dizer qualquer coisa boa sobre este cidadão, sobre suas realizações? Porque, do contrário, hei de continuar achando que, além de feio, ele é um péssimo senador-estepe...
2 comentários:
quando li "após a passagem do então Senador Hélio Costa", juro que pensei que ele tivesse morrido. Fez a passagem, como dizem os espíritas. Hahahahahahahahahahaha! Preciso parar de ler Chico Xavier!
Tem razão, NS; eu devia ter colocado "transferência", né!
: D
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