4.9.06

Ao menos alguma coisa...

Não sei bem graças a quem, se ao TSE ou a outro órgão governamental, mas devo uma "tirada de chapéu" pela considerável limpeza que está sendo esta campanha eleitoral. Não falo, claro, sobre a limpeza da corrupção – haja visto que considero a laia política corrupta e corruptível uma praga mais indestrutível que as baratas – mas sim de nossos postes, nossos logradouros públicos.

Fosse como nas eleições anteriores, a pouco menos de um mês do dia decisivo, nossas ruas e avenidas já estariam abarrotadas de sorridentes candidatos, a amontoarem-se em postes, muros, viadutos, árvores ou qualquer outro objeto no qual fosse possível afixar-se uma faixa, um cartaz. E ficava aquele duplo lixo (poluição visual e residual, conforme deterioração do material) ali e acolá, a nos incomodar a vista e, principalmente, a paciência.
Ao menos aqui onde moro, a propaganda tem sido civilizada: Distribuição de panfletos de mão em mão e carros de som tocando muquisinhas 'eleitoreiras'. Lógico que tais canções incomodam, mas elas vêm e passam. E não deixam detritos para entupir as chamadas "bocas-de-lobo". Quanto aos panfletos, já prevejo o triste fim: Serão devidamente distribuídas até as vésperas da votação, quando sem mais utilidade, serão lançadas ao vento. Lixo eleitoral que tornará-se, enfim, pleno lixo.

E aqui, um toque de nostalgia...
Ah, que saudade daqueles tempos em que colavam cartazes (de papel) nos postes com o rosto do sujeito e eu ia ali, munido de lápis e canetinhas coloridas e transfigurava o sujeito! De um sóbrio senhor à uma desvairada drag queen! De uma respeitável senhora à uma coelhinha-da-páscoa!
Era tão bom ver a reação dos pedestres, ao depararem-se com minhas "obras de arte"... de um discreto sorriso ao riso desmoderado... Ai, ai. Era a minha doce vingança dos porcalhões eleitorais...

(: )

Um comentário:

Anônimo disse...

Fiz um artigo sobre isso semana passada. Enfim, uma campanha limpa. E completamente apática. Ótimo para mim, que dessa vez - e assim ficarei enquanto não voltar a acreditar em alguém - fiquei de fora.