Oficialmente é chegada a primavera. É, oficialmente também, a estação das flores. ( Extra-oficialmente, a dos apaixonados. Mas essa categoria pretendo deixar de lado, no momento )
Apesar de toda a desregulagem climática provocada em nosso mundo devido a poluição desenfreada, as flores ainda mantém a força desafiadora de dar um revide em meio à nossa cinzenta atmosfera: Desabrocham. E eis que se faz o espetáculo de cores e perfumes.
Gosto de flores, sim. Não creio que a admiração que tenho pelas plantas vá abalar minha masculinidade. Mas... por que estou dizendo isto? Bah! Que bobagem. Continuemos.
Semana passada estive admirando um ipê ( "Pé de ipê"? "Ipezeiro"? ) todo florido. Só que mais do que o vivaz amarelo das flores, atraiu-me a atenção o incansável trabalho das abelhas. Também gosto muito de abelhas. Embora o primeiro contato que tive com elas tenha sido um bocado dolorido – Não lembro bem por qual motivo, mas estava eu, pequeno garotinho, passeando pelo sítio de um tio, no Paraná. Repentinamente veio o enxame e nos envolveu. Abri o maior berreiro e saí em disparada... mas foi em vão; tomei várias ferroadas. E só depois de passado o susto é que vieram me avisar: "Você não deveria ter gritado. Isso irrita ainda mais as abelhas e elas te atacam muito mais..." Ahn... – tudo o que vim a aprender depois na escola foi o suficiente para que eu as reconsiderasse.
Além de produzirem mel, ainda polinizam as flores. Ou seja, a grosso modo são insetos floricultores. Não bastassem essas qualidades, ainda dão a própria vida ao se defenderem. Sim, pois elas morrem depois de perder o ferrão. Tamanha atitude honrada me emociona! Por certo que as abelhas, diferentemente de nós, não mata (ou ataca) à toa. Nem por hobby, nem por propina, nem por infidelidade conjugal, ou discussões na mesa de bar, etc, etc. Somente atacam ao sentirem-se ameaçadas. Nesse caso, partem para o ato extremo. As kamikazes do mundo animal.
Bem, já que baguncei completamente o tema deste texto, vou contar-lhes um breve episódio que certa vez me ocorreu: Eu estava trabalhando normalmente em minha oficina deitado sob um carro, quando de repente comecei a sentir alguma coisa, bem pequena, debatendo-se dentro da minha calça, aproximadamente na altura do joelho. Levantei-me lentamente do chão... e caminhei a 'passos de astronauta' até o banheiro. Lá chegando, arriei as calças e pude ver o que estava ali, atordoado e confuso por não conseguir encontrar a saída de tão estranho "túnel": Uma abelha! Libertada, ela seguiu seu caminho e voou. E, acreditem se quisererm, mas não fui ferroado.
Concluindo, hoje intitulo-me um 'Amigo das abelhas'. E, para não divergir tanto assim do assunto 'primavera', desejo muitos campos floridos a todos!
Inclusive às abelhas.
: )
7 comentários:
Que bom, você superou aquele pequeno mal-entendido com elas... :)
Bjo.
Eu, como boa alérgica, não sou lá muito amiga das abelhas, mas admiro bastante a organização da sociedade delas...
Ah, e a primavera tem um quê de romantismo, né?
Acho que você estava inspirado neste post, hein? Favor desenvolver mais o tema "estação dos apaixonados". :)
Adry e Gi :
Cês não notaram que eu tô fugindo do lado romanesco da coisa? Pô, estar apaixonado por uma mulher que mora a quiloooooometros de distância daqui de São Paulo não é moleza não, ai.
(: T
Mas o próximo texto será sobre a relação de um casal. Aguardem.
Alex :
Originalmente é um post sobre a primavera. O ipê entrou para ilustrar o assunto... e as abelhas para me focar num lado completamente avesso ao da estação dos namorados, justamente pelo motivo acima citado.
E aceito que não gostem de abelhas, seja por qual motivo for. Só peço que não as matem.
Em caso de emergência, tentem espantá-las, apenas. Ou conversar com elas.
... se bem que quando elas vêm de enxame, fica meio complicado que elas ouçam suas súplicas...
: p
Ah sim, e deixo beijos para a Florzinha.
Digo, pra Regina.
: )
Elas morrem quando perdem os ferrões? Puxa, não sabia disso!
Oi, Ni! : )
Não me lembro bem onde foi que fiquei sabendo disso – se foi na escola, ou num livro, ou num programa televisivo – e por isso fui atrás de alguma informação online que pudesse comprovar minhas palavras. ( Vai que eu estivesse errado, né? )
Pois bem, encontrei a informação no site da estatal Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária):
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/morfologia.htm
Mas a posterior morte da abelha não é regra geral, caso vc tenha a honra de ser picada por uma abelha-rainha, hehe...
Abaixo, o trecho do texto do link que trata do assunto:
" Como, na maioria das vezes, o ferrão fica preso na superfície picada, quando a abelha tenta voar ou sair do local após a ferroada, ocorre uma ruptura de seu abdome e conseqüente morte. Na rainha, as farpas do ferrão são menos desenvolvidas que nas operárias e a musculatura ligada ao ferrão é bem forte para que a rainha não o perca após utilizá-lo. "
Como o link saiu errado no comentário anterior:
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/morfologia.htm
Obs: Não dá pra fazer um "clicável" aqui nesta janela?!
: o
Postar um comentário