( Este texto baseia-se num scrap escrito para Sabrina, vulgo Mix. Hehe )
Sempre achei muitas peças apresentadas em desfiles de moda simplesmente absurdas, tamanho a esdruxularia; coisas que só alguém muito corajoso - ou muito ruim da cabeça - usaria orgulhosamente, ostentando a grife. Ou griffe, só para parecer mais chique ainda.
E há alguns dias vi uma reportagem na TV na qual estudantes de moda estavam a comentar isso. Eles concordaram que aquele tipo de roupa... ahn, no mínimo extravagante (pra não dizer outra coisa) de fato não é feita para ser usada, mas sim para ser vista, apenas. Que na verdade elas só compõem um "espetáculo à parte" do desfile.
E pensei nos carros-conceito: Na ânsia de criar produtos futuristas, alguns projetistas acabam criando bólidos em que até o Batman teria vergonha de ser visto ao volante deles, de tão ridículos que são. Em outro ramo, temos a pintura. Nem sei a denominação daquele estilo, mas certamente vocês já devem ter visto: Quadros nos quais a única impressão que temos é a de que o pintor encharcou uma vassoura com tinta, varreu uma barata da tela com ela e depois, só de raiva, jogou impetuosamente o restante da lata de tinta sobre a "obra". E tornam-se pinturas valiosíssimas só para nos humilhar; os pobres mortais que nada entendem de arte.
- Estariam aqueles estudantes tentando amenizar a verdade? (que são vestimentas completamente ridículas mesmo)
- Seria a moda uma forma de expressão de artistas plásticos frustrados?
- Ou aquelas roupas bizarras representariam um nível de lapidação da arte ainda inacessível (e incompreensível) aos não iniciados?
: O
2 comentários:
Você tem razão, aqueles quadros são humilhantes, hahaha! Ah, mas é só comentar algo como: "teu conceito parece, à primeira vista, um barrococó figurativo neo-expressionista com pitadas de arte nouveau pós-surrealista ao cabo da revalorização da natureza morta", da música Bienal, de Zeca Baleiro. :D
Por exemplo: Manabu Mabe.
Apesar de ser meu conterrâneo, não o perdôo. Ou melhor, não o compreendo.
São pinturas, a meu ingênuo ver, completamente sem nexo, sem beleza, ridículas, enfim.
E custam os olhos da cara.
Eu é que não pago um centavo sequer por elas.
(Ah... Pena que não conheço o Zeca...)
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