20.7.05

A morte sobre rodas

É com inegável pesar que venho registrar aqui o falecimento de um orkutiano. Embora a pessoa não fosse conhecida minha e aparentemente não havia nenhuma relação entre eu e ele, o fato que me incentiva a escrever estas linhas é o motivo que o levou a perder a vida: Um acidente de trânsito.

Como criador e mantenedor de uma comunidade sobre automóveis, sempre tive esta preocupação com todos os membros que lá estão: A morte nas avenidas e estradas. Lamentavelmente, a cada período de feriado prolongado ou férias, constato que muitas pessoas saem de casa com seus veículos para nunca mais voltarem. É certo que raras são as situações em que morrer admite conformação, mas esta, uma forma tão... tão absurda, não deveria existir jamais. Todo o planejamento de algumas horas, para dias felizes desfrutando do merecido descanso ou da diversão acaba de forma trágica.
Sempre aconselhei – e continuo a aconselhar – a todos que mantenham seus carros com a manutenção em dia. Ainda mais antes de viajar. Mas os acidentes ocorrem. Me parece que muito mais devido a imperícia e falta de cuidado do motorista, do que por componentes do automóvel que podem se quebrar, de súbito.

Carros são bem recuperáveis. E mesmo que não se recuperem, podem ser trocados, comprados. E quanto a uma vida perdida? O dinheiro pode comprar o mais valioso dos carros, mas nunca mais conseguirá trazer de volta quem morreu prensado entre as ferragens de uma colisão. Ou de quem deu seu derradeiro suspiro na mesa de cirurgia de uma UTI.

Posso estar sendo precipitado nesta conclusão, mas penso que é a euforia que mata. Antagonicamente, o momento de curtição, de alegria exacerbada, de festejo, precede a profunda tristeza de um funeral. Estou falando sobre os que pegam o volante sem as devidas condições: Alcoolizados; drogados, de algum jeito. Ou talvez nem isso, apenas entusiasmados com o momento de se aliviarem do stress acumulado, que não percebem que o meio de transporte pode se tornar uma arma letal. Tanto a si mesmo, quanto aos outros. E matam. E são mortos.

Como já havia dito no início desta, o falecido da grande rede era um desconhecido, a mim. Desconheço também os detalhes do trágico acidente e, portanto, quero esclarecer que não existe nenhuma analogia do que eu escrevi aqui, com o que infelizmente veio a acontecer com ele. Tudo que sei é que alguém morreu num acidente de carro. Como foi, onde foi, quem era inocente, quem era culpado, tudo isso pouco me importa. O que realmente me importa é que uma vida humana se foi, e de uma forma que poderia ter sido evitada.

Concluo este triste texto com o alerta: Não se arrisque a inflar as estatísticas de mortos e feridos nas estradas.
Mantenha seu carro sempre em ordem e dirija com responsabilidade.
Não manche com sangue os dias que são feitos somente para sua felicidade!


Que a Luz Divina esteja sempre presente em você,
tanto motorista, quanto pedestre.
Amém.

2 comentários:

Anônimo disse...

Não se deve dar asas ao azar, à fatalidade. Engraçado como se tem consciência de alimentação saudável, a necessidade da prática de exercícios, e um monte de coisas que servem para que a vida seja preservada. Mas, por outro lado, damos bobeiras com coisas como trânsito, algo infelizmente tão fatal, tão destruidor. Umas cervejinhas só... fazem a diferença sim.
Lastimo mais uma vida perdida.

R. disse...

Não, Alex, não é uma infeliz coincidência. Estou me esforçando lá justamente para evitar que mais e mais episódios como o citado ocorram.

E fico feliz em ver que existem pessoas que se previnem. Esse é o caminho.