Dias se passavam e ela foi crescendo, bonita, capim no meio do capim, só eu a reconhecia ali. Discretamente a cumprimentava, quando passava por aquela ladeira. Porém, certa manhã, uma desagradável fumaça escura veio dali. Senti o cheiro, o desgraçado fedor de queimada, de coisa ruim feita por humanos. Corri pra lá e só pude avistar o barranco em brasas.
No dia seguinte –que preferi nem me envolver com os moradores que estavam lá na hora do fogo– passei lá perto e sem conseguir encontrar a citronela, dei-a como morta, em meio a cinzas, uma inocente assassinada.
Semanas se passaram.
Numa tarde parei novamente naquele local, talvez pra lamentar a estupidez humana, talvez numa boba esperança de avistar a citronela ainda viva e...
Não é que a reencontrei mesmo, valente, com brotinhos novos, forte?
Adorei! Foi o melhor desse dia! E, enfim, feliz permaneço, sabendo que a citronela continua lá. Discreta, imperceptível no meio dos outros capins que estão se recuperando, e nos protegendo dos mosquitos malignos, de certa forma, né? :)

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