Ei-la, esta coisa linda que crio no quintal. Dê-lhe bastante espaço e muito banho de sol e a terá assim saudável, com folhas gordinhas e distribuídas uniformemente, o tempo todo.
Exigências de substrato – pra quem não sabe, "substrato" é como os jardineiros chamam a terrinha que colocamos no vaso pra plantar, hehehe – praticamente inexistentes, adaptando-se com facilidade em qualquer tipo, do arenoso ao argiloso.
Adubação periódica? Só se você fizer questão disso. Evidente que ela apreciará um NPK (adubo que contém nitrogênio, fósforo e potássio) ou um biofertilizante líquido de vez em quando mas... se não tiver, viverá feliz do mesmo jeito! :)
Também não há muita preocupação com possíveis pragas. Aliás, eu não tenho nenhuma. E olha que convivo com ataques de pulgão, cochonilha, oídio (fungo), mosca branca e larva minadora em outras plantas, mas nesta babosa... nada, ela parece ser imune!
Dizem que muitos jardineiros iniciantes perdem suas criações, senão pelo esquecimento da rega, pelo seu excesso – Ah! O pensamento "antes sobrar que faltar", fatal a algumas espécies de nossas amigas verdes– e se essa for sua preocupação, tranquilize-se: esta Aloe é muito tolerante aos dois extremos.
Só lembrando: ao plantar em vaso, certifique-se de que este possua o furo no fundo, para não acumular água. Tudo bem que a babosa aguente muita água, mas não é aquática, haha...
Agora, reforçando o dito inicialmente sobre a importância da luz solar direta demonstro na imagem ao lado –de uma babosa plantada propositalmente sob a cobertura de uma árvore– os efeitos do cultivo à sombra: folhas raquíticas, prostradas, crescimento deformado e tardio (note-se que essa babosa é "irmã" da outra da foto principal, ou seja, saiu da mesma planta-matriz e tem a mesma idade. E minha mão está nas duas fotos para referência de tamanho...)
E, embora eu tivesse dito que não mencionaria o uso medicinal desta planta, deixo aqui o vídeo de uma entrevista com o frei Romano Zago, autor do livro "Câncer tem cura":
E também esta circular técnica da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - USP) onde se pode notar a grande diferença entre a babosa da receita do frei (a Aloe arborescens) e esta que apresentei neste post, a barbadensis ou "vera": a cor de suas flores! :D

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