27.2.16

A sobrevivente – planta para quem não sabe cuidar de plantas

Há quem não tenha aptidão pra lidar ou tempo pra se dedicar, mas ainda assim gostaria de ter uma planta em casa e a esta pessoa indico uma variedade de babosa, comercialmente conhecida como "Aloe vera"; a Aloe barbadensis. Muito conhecida por suas propriedades medicinais, mas deixo essas características à parte, pois minha intenção aqui é destacar apenas a facilidade de cultivo, ok?



Ei-la, esta coisa linda que crio no quintal. Dê-lhe bastante espaço e muito banho de sol e a terá assim saudável, com folhas gordinhas e distribuídas uniformemente, o tempo todo.

Exigências de substrato – pra quem não sabe, "substrato" é como os jardineiros chamam a terrinha que colocamos no vaso pra plantar, hehehe – praticamente inexistentes, adaptando-se com facilidade em qualquer tipo, do arenoso ao argiloso.
Adubação periódica? Só se você fizer questão disso. Evidente que ela apreciará um NPK (adubo que contém nitrogênio, fósforo e potássio) ou um biofertilizante líquido de vez em quando mas... se não tiver, viverá feliz do mesmo jeito! :)

Também não há muita preocupação com possíveis pragas. Aliás, eu não tenho nenhuma. E olha que convivo com ataques de pulgão, cochonilha, oídio (fungo), mosca branca e larva minadora em outras plantas, mas nesta babosa... nada, ela parece ser imune!

Dizem que muitos jardineiros iniciantes perdem suas criações, senão pelo esquecimento da rega, pelo seu excesso – Ah! O pensamento "antes sobrar que faltar", fatal a algumas espécies de nossas amigas verdes– e se essa for sua preocupação, tranquilize-se: esta Aloe é muito tolerante aos dois extremos.
Só lembrando: ao plantar em vaso, certifique-se de que este possua o furo no fundo, para não acumular água. Tudo bem que a babosa aguente muita água, mas não é aquática, haha...




Agora, reforçando o dito inicialmente sobre a importância da luz solar direta demonstro na imagem ao lado –de uma babosa plantada propositalmente sob a cobertura de uma árvore– os efeitos do cultivo à sombra: folhas raquíticas, prostradas, crescimento deformado e tardio
(note-se que essa babosa é "irmã" da outra da foto principal, ou seja, saiu da mesma planta-matriz e tem a mesma idade. E minha mão está nas duas fotos para referência de tamanho...)



E, embora eu tivesse dito que não mencionaria o uso medicinal desta planta, deixo aqui o vídeo de uma entrevista com o frei Romano Zago, autor do livro "Câncer tem cura":


E também esta circular técnica da ESALQ (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - USP) onde se pode notar a grande diferença entre a babosa da receita do frei (a Aloe arborescens) e esta que apresentei neste post, a barbadensis ou "vera": a cor de suas flores! :D


24.2.16

O porquê do nome deste blog

"2016" porque não havia necessidade de um nome chamativo, marcante, nada de especial. Ficou sendo esse ano porque neste renasci, recriei-me como outra pessoa, com formas de pensar e compreender o mundo como não tivera antes; o divisor de águas.

"Ciclos" são os presentes na vida de cada um. Finitos ou não, curtos ou longos, inteligíveis ou não, sempre existirão. Cabe a nós assimilarmos a lição que estes nos fornecem, e evoluirmos. Sempre.





E chega de abstração boba. Continuemos com o que realmente (me) interessa: a flora! :)

17.2.16

Retribuições

Como costumo deixar pedaço de mamão no galho de uma árvore que tenho no quintal, para os sabiás, creio que estes estejam me agradecendo plantando mamoeiros. Pena eu não ter um grande terreno pra cultivar essas futuras árvores.

Esta na foto, que nasceu dentro do Platycerium Bifurcatum ("chifre de veado"), não poderá crescer aí, evidentemente. :P



11.2.16

Esta simpática que encontrei na calçada...




Commelina erecta



Quem diria, é mais uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional). Entretanto, devido a sua localização  num local aberto, praticamente abandonado e frequentemente usado como área de despejo de lixo, não estou muito animado a experimentar.

Informações sobre propriedades alimentícias aqui
E se você se interessou em tê-la em sua casa, é melhor antes dar uma lida neste artigo da Embrapa – que a define como "uma das piores plantas daninhas do mundo" (não se deixe enganar por sua frágil aparência, ela é tão indestrutível quanto aquele robô de aço líquido do filme Exterminador, hahaa!)

9.2.16

Depois de anos e anos...

Com o mesmo template (é assim que se chama?) enfim mudei, dei uma "repaginada" no visual, mudando fundo e eliminando tranqueiras que só serviam pra "encher linguiça". Gostei. :)

Hein? Comer flores???

Sim! Algumas pessoas me consideram doido por comer –e adorar– as flores da turnera (uma PANC* que cresce exuberante em plena calçada). Mas será que é doidera mesmo? Veja o vídeo... :)




7.2.16

Nomes científicos...



A maioria –senão todos– que conheço os abominam. Sim, detestam e ridicularizam os nomes científicos das plantas. Sou o contrário, agrada-me conhecê-los, há um quê de mágico nisso.
(imaginando a cena) Veja, esta não é apenas uma prosaica cebolinha, é uma autêntica Allium fistulosum! (e o coro de surpresa: "Ooooh...")

 







... tá, vocês têm razão, estou enlouquecendo. Deixa pra lá... :/

5.2.16

Pneus velhos?

Só servem como criadouros de mosquito ou para se colocar no meio das ruas e estradas e incendiar, né?


Não.

3.2.16

A Felicidade

A felicidade estará onde TU a definir e localizar.

Posto isso, pergunto-te:
– o que te faria/fará feliz?




Férias em Aruba?
Ter um harém de mulheres?
Possuir uma Ferrari?


E eu digo: o quão distante/improvável de se concretizar estiver o seu motivo de alegria, mais estarás agarrado à insatisfação, à tristeza enfim. Dessa maneira, inconscientemente, afastamo-nos da felicidade.

Em vista dessa realidade, a minha felicidade é:


Olhar pro céu e avistar uma obra-prima em nuvens;
Acompanhar o trabalho das abelhas;
Saber que a semente plantada germinou.

Sim, minha felicidade é muito próxima do meu cotidiano, é muito real, é muito frequente. Essa é a escolha que cada um pode fazer, E assim nos fazemos constantemente felizes...


... ou não.


1.2.16

O presente

No trânsito, ao volante, paro atrás de um carro com o tal adesivo e começo a pensar: e qual presente Deus me deu? E me respondo:

– A compreensão. O raciocínio.

E dou graças a Deus por não ter sido presenteado com um objeto, um mero bem material.
Material o qual pode ser roubado, ou destruído, ou inutilizado pelas circunstâncias. Sinto-me bem por ter recebido algo que me acompanhará pra sempre, será a mim útil até meu último suspiro de vida e, muito provavelmente, também depois disso.