Às vezes penso que tenha sido falta de consideração de minha parte não ter divulgado o fim da minha existência virtual naquele site de relacionamentos. Antes que pensem no Badú ou coisa pior, já deixo claro: saí é do Feicebuque –porque nesses outros sites nem estou. Ou nem estava. E, se estive, foi momentaneamente (e possivelmente embriagado).
Mas, tornemos ao foco: o Feice. Aquilo que parece ser –ainda mais que o Tuíter– indiscreto, invasivo, indispensável. Feicebuque é o que o Orkut foi na imprensa, anos atrás, sempre onipresente sob a alcunha de "o famoso site de relacionamentos".
Saí sim, e pra não voltar. (Pra quem não sabe, existem duas opções pra dar um tempo de Feice: desativar e excluir. O primeiro é temporário, O segundo é o que optei)
Em consideração à toda minha vida virtual lá construída eu poderia (deveria?) ter anunciado mais meu fim, o fim do Ricardo Takeda no Feicebuque, Mas...
Pensei –e aposto minhas fichas e uma Itaipava latão nisso– que isso (alardear) teria sido o mesmo que dizer "ARREPENDEI-VOS, Ó MÍSEROS MORTAIS: NÃO DESTES O DEVIDO VALOR A ESTE QUE AGORA SE DESPEDE DE VÓS PELA ETERNIDADE..." quando, na verdade, intencionava dizer:
– Pôrra meu, tô maus. Ninguém vai dizer que sentirá minha ausência? Ou me dará dois tapinhas nas costas com um sonoro "Deixa de ser mimizento, bundão!" Ou resumirá dizendo: "Tudo bem, tudo bem, eu pago a rodada hoje. E pode pedir camarão ao alho e óleo" Ou dirá "Vá dormir, amanhã será outro dia..."
Outro dia de rotina, rotinas, e mais mais vida "vida" virtual.
Morri.
Morri para o mundinho virtual.
Escolhi viver a vida.
Escolhi agradar a mim,
Viver para mim –e não pelos outros.
Será –e já está sendo– uma vida sem "selfies",
com "selfs".
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