Diz a razão que para tudo deve haver um motivo. Inclusive para estados de espírito?
Insanos são considerados os que, do nada, alegram-se. Parvos, dementes, acéfalos talvez, sem constrangimento algum, sem nada se cobrarem, simplesmente conseguem ser felizes.
E me pergunto por que tanto nós, em tese tão racionais, exigimos algo para sermos ou estarmos felizes. Somos tão incapazes de tamanha proeza? Ou evitamos nos nivelar aos sorridentes que sorriem de graça, caminhando pelos pátios de um manicômio? Loucos seriam eles... ou nós?
Em nossa insaciável busca por justificativas, tornamos imprescindível a razão, até mesmo para as coisas boas da vida que, desta, nada nos exige senão a franqueza. Nada além.
"A felicidade é gratuita"
Nenhum comentário:
Postar um comentário